segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Três lições do livro de Amós. (Amós 7.14)


07.14 E respondeu Amós, dizendo a Amazias: Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boiadeiro, e cultivador de sicômoros.
7.15 Mas o SENHOR me tirou de seguir o rebanho, e o SENHOR me disse: Vai, e profetiza ao meu povo Israel.

Introdução

Amós é o contemporâneo mais velho de Miquéias e Oséias e foi o primeiro dos profetas escritores. Seu nome significa “aquele que leva cargas pesadas”. Amós era criador de gado e produtor de figos numa vila ao sul de Jerusalém chamada Tecoa. Amós recusou-se a ser chamado de profeta evidenciando a sua ruptura com as instituições formais de seu tempo: o palácio real e o templo (7:14-15).

O ministério de Amós aconteceu entre os anos de 760 a 750 a.C. durante o reinado de Jeroboão II no Reino do Norte (Israel) e de Uzias no Reino do Sul (Judá). Este foi um período muito próspero para Israel e Judá, pois não havia a ameaça da Síria, que havia sido vencida pela Assíria décadas antes. Por sua vez a Assíria também passava por problemas internos em virtude dos conflitos com a Síria, e não apresentava mais perigo. Entretanto, a segurança política e econômica favoreceu apenas os comerciantes e a corte, pois o povo sustentava toda essa estrutura por meio da injustiça social e escravidão. O resultado disso foi a miséria do povo (2 Rs. 14:26; Am. 2:6; 8:6).

É no meio deste cenário, que Deus olha para um homem que desenvolvia duas atividades, que cuidava do gado e cultivava figos bravos, o Senhor vê nele o potencial para levar uma mensagem que outros jamais levaria, um homem sofrido, castigado pelo solforte dos campos e que tinha um principio que Deus admitira e coloca como critério para chamar alguém, a obediência. Neste estudo vamos aprender três lições práticas que Amós seguiu ao levar sua missão árdua adiante.

A lição da boiada
Talvez uma das maiores lições que podemos aprender com uma boiada seja que ela anda em massa, aglomerada, unida e onde o primeiro da fila for o grosso da boiada vai atrás. É normal quando uma boiada em uma estrada vai atravessar uma ponte e, se uma rês cair várias tomarem o mesmo caminho, é o complexo da “Maria vai com as outras”. Amós conhecia bem esta realidade, pois por muitas vezes ele deve ter corrido atrás para conter o estouro da boiada e é claro que ele deve ter visto muitas vezes o primeiro boi tomar o caminho errado e toda a boiada seguir atrás.

Quando Deus chamou Amós para levar sua mensagem, era como se ele estivesse falando ao profeta: “Tudo que você vivenciou com sua boiada, eu estou vivenciando com o meu povo, que sempre toma os caminhos errados. Assim como você teve que tomar atitudes drásticas para fazer seus bois volta ao pasto, eu também vou tomar medidas punitivas para que o meu povo encontre de volta o seu caminho, mas tem uma diferença, ao meu povo eu estou dando mais uma chance, estou te levantando para que vá e alerte eles que o caminho que estão seguindo é errado, se buscarem o caminho certo, então serão abençoados!

O bom cristão e o bom obreiro aproveita cada circunstancia da sua vida pessoal como uma oportunidade de aprendizado, para crescerem espiritualmente e para colocarem em pratica a missão que nos foi confiada: “Ide ao mundo e anuncia o evangelho a toda criatura! Mc 16.15”.

Você já aprendeu a lição da boiada? Não é onde a maioria vai, é onde Deus te manda que você deve ir, afinal de contas se você estiver sozinho com Deus, você já é a maioria.

A lição do sicômoro
Um fato interessante que aprendi sobre os sicômoros, ou figos bravos, ou figos silvestres, é que eles exigiam uma atenção e zelo muito grande por parte de quem os cultivasse e “Cultivador” aqui, significa “podador” ou “picador” do fruto do sicômoro, um figo bravo comido somente pelos mais pobres, fruta essa que só amadurecia quando picada, não é que Amós plantasse as tais figueiras bravas, mas na época certa ele subia as colinas onde elas existiam e com um instrumento cortante, arranhava, furava (machucava) a casca da fruta verde, pois só assim ela amadurece.

Um aspecto interessante dessa figueira brava é que seus frutos precisam ser arranhados, cortados com algum instrumento pontiagudo para poderem crescer e amadurecer de modo que sirva para o consumo. "O risco ou furo nos figos verdoengos do sicômoro provoca um acentuado aumento na emanação do gás etileno, o que acelera consideravelmente (de três a oito vezes) o crescimento e o amadurecimento do fruto. Isto é importante, visto que de outro modo o fruto não se desenvolve plenamente e continua duro, ou é estragado por vespas parasíticas que penetram no fruto e habitam nele para reprodução.".

Aqui Deus estava falando para Amós: “Vamos tocar nas aparecias deste povo, vamos ferir sua aparência, pois é isso que está acontecendo, o meu povo está vivendo de aparências.”. Meu amado irmão, Deus tem uma grande preocupação com os seus e é por isso que o escritor aos Hebreus no capítulo 12, versículo 6 dia “Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.”, na época de Amós Ele levantou alguém que tinha experiência em ferir a aparência dos frutos, pois se eles ficassem inteiros e bonitos por fora, estragariam por dentro. O mesmo precisava ser feito com o povo de Deus, era preciso ferir a aparência, o orgulho, o egoísmo o egocentrismo.

Querido leitor, as vezes o tratamento de Deus dói, machuca, marca, fere mas o importante é que a benção vem, como veio para Jacó, que depois de tocado por Deus ficou coxo, mas era um coxo abençoado por Deus. Tá doendo? Tá machucando? Fica em paz, Deus está trabalhando em tua vida.

A lição da obediência a Deus
“Não sou profeta, nem discípulo de profeta” (7:14). Amós não tinha o “pedigree” certo para impressionar os homens. Na linguagem moderna, ele teria dito que não fez seminário, nem curso superior de teologia. Ele veio da roça para pregar a palavra de Deus! Ele não pertencia a algum “clube de pastores” que se elevava acima das pessoas comuns, e até acima da própria palavra de Deus. Em Am 7,14 Amós se recusa a ser considerado profeta segundo a ótica de um sacerdote vassalo do poder político. Amós se define como “vaqueiro” e cultivador de sicômoros, mas deixa explicito que tem um compromisso com o Deus da palavra, o Deus dos profetas e Deus dos sacerdotes e que ninguém ou nada vai impedi-lo da fazer aquilo para o qual ele havia sido convocado.

Este é um dos textos que mais chama a minha atenção na bíblia, Amós tinha intimidade com Deus ao ponto de saber que a palavra do sacerdote não tinha valia, porque estava favorável ao que o próprio Senhor o havia instigado a profetizar contra. Amós não aceitou ser bajulado, não aceitou profetizar onde Deus não o havia mandado, ele tinha uma mensagem para aquela localidade e a entregou ali. Meu querido profeta de Deus abra a sua boca e fale aquilo para o que foi chamado, não se deixe corromper, não se deixe instigar por quem não tem intimidade com Deus.

Deus espera que você seja fiel e obediente a Ele e que cumpra o chamado para o qual foi separado, o mundo precisa de pessoas como o profeta Amós não se intimidou, que não se vendeu, que não “amoleceu”, mas que colocou acima de tos seus planos e objetivos o propósito de Deus para sua vida. Deus está esperando a sua obediência por completo, está esperando que seu vizinho, seu colega de trabalho, seu colega da faculdade ou da escola sejam alcanças por sua graça e impactado pela mensagem da cruz que tem poder de libertar o cativo.

Conclusão.

Assim como nos tempos de Amós, Deus está a procura de boieiros e cultivadores de sicomoros, em uma linguagem mais atualizada, Deus está a procura de você professor, empregada doméstica, enfermeira, radialista, engraxate, médico, profissional liberal, ambulante, enfim, você que está lendo este artigo para que cumpra a mesma ordem dada a Amós, só que agora dita pelo próprio Cristo: “Ide ao mundo e anuncia o evangelho a toda criatura! Mc 16.15”, mas hoje com um atrativo para que de fato você vá e cumpra esta ordem: “O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. MT 3.10”.
Que Deus te abençoe grandemente.
Na paz do Mestre,
Presbítero Cido Silva

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