quarta-feira, 13 de julho de 2016

Editora Betel Lição 3 A voz do que clama no deserto.

Aula para o dia 17 de julho de 2016
Texto Áureo
Mateus 11.11
“Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no Reino dos céus é maior do que ele”.
Verdade Aplicada
João Batista foi a voz do que clama no deserto e abalou a todo Israel em seus dias.
Objetivos da Lição
Veremos mais de perto quem foi João segundo a ótica de Mateus;
Mostrar a natureza da mensagem desse pregador do deserto da Judéia;
Apresentar características peculiares do batismo do Senhor Jesus.
Glossário
Antemão: Antecipadamente;
Culminante: Que é o maquis elevado;
Vindouro: Que há de vir ou acontecer; futuro; que está por vir; a posteridade.
Leituras complementares
Segunda Sl 2.7
Terça Is 40.3
Quarta Is 42.1
Quinta Ml 4.5
Sexta Jo 1.31
Sábado At 10.37
Textos de Referência.
Mateus 3.1-5
1 E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia,
2 E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.
3 Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.
4 E este João tinha o  seu vestido de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre.
5  Então ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão;
Hinos sugeridos.
389, 437, 470
Motivo de Oração
Ore pelos novos cristãos para que sua fé esteja profundamente firmada em Cristo.
Esboço da Lição
Introdução
1. Antes de falar de João.
2. João, a voz do que clama no deserto.
3. João e seu ministério batismal.
Conclusão
Introdução
O Reino de Deus estava para ser imediatamente manifestado em Israel em sua plenitude na pessoa e obra do próprio Messias. Para esta grande chegada os homens precisavam preparar um caminho em seus corações.
1. Antes de falar de João.
Um longo tempo se passou desde o retorno de Jesus do Egito e o estabelecimento da família em Nazaré. Enquanto Jesus ainda estava morando em Nazaré. João apareceu no deserto da Judeia.
1.1. Jesus e Sua família.
Jesus nasceu numa família estruturada. José era pai de coração de Jesus, pois este foi gerado pelo Espírito Santo, e Maria a sua mãe. Jesus era sujeito a ambos (Lc 2.51). Ele tinha irmãos (Tiago, Jose, Judas e Simão) e irmãs (Mc 6.3). Na falta de José, Ele possivelmente ajudou cuidar do sustento deles, visto que falecera antes do início de Seu ministério público. Ou seja, Jesus, ao aprender a profissão de carpinteiro, cumpriu com o dever de filho primogênito após o falecimento de José, Isso se pode concluir por ocasião das bodas de Caná, posto que ali José aparece (Jo 2.1-12).
Mostre para os alunos o exemplo de pessoa que Jesus Cristo foi. É claro que Mateus não explora em nada esse assunto tão curioso, mas que podemos constatar alguma coisa aqui e ali nos outros evangelhos. Explique para os alunos que Jesus não apenas exerceu a liderança de filho mais velho, como também demonstrou uma vívida preocupação com Maria, sua mãe. Ali na cruz, apesar de toda a dor, Ele não a negligenciou, mas pediu para que o Seu discípulo João, irmão de Tiago, cuidasse dela (Jo 19.26-27).
1.2. Jesus e o Seu desenvolvimento pessoal.
Não temos detalhes sobre a vida do Senhor Jesus. O que temos são noções breves do que lhe aconteceu com base nos outros evangelhos. Infelizmente, é aí que os inimigos de Jesus de Nazaré de hoje tentam lançar suas heresias para pôr em dúvida a Sua divindade. Porém, com certeza o que podemos afirmar é que Jesus em Nazaré se desenvolveu num lar comum à sua época com sabedoria, graça e também fisicamente (Lc 2.52). Ele também aprendeu a ler e escrever na sinagoga (Lc 4.16-17), e, posteriormente, herdou a profissão de José (Mc 6.3).
Explique para os alunos que Jesus era uma criança diferente pelo fato de ser Filho de Deus, porém teve uma vida completamente normal em Seu desenvolvimento. Ele fazia tudo o que era comum a um menino em Sua época fazer. Frequentava a sinagoga de Nazaré, onde aprendeu a ler e escrever. Comente com os alunos que Jesus também ajudava Seu pai na carpintaria como faziam os meninos que acompanhavam os pais. Reforce para os alunos que, infelizmente, há certo desprezo pela figura paterna em nossa sociedade e por isso tal coisa tem gerado muitos problemas e a ira de Deus. Comente com os alunos que falta liderança estabelecida por Deus nos lares.
1.3. Jesus e Sua vida religiosa.
Jesus praticou a vida religiosa como qualquer pessoa que nasceu no contexto de um lar judaico. Ele foi circuncidado ao oitavo dia, em seguida foi apresentado no quadragésimo dia no templo. As crianças de sua época eram encaminhadas à sinagoga, onde decoravam a Torá a partir dos cinco anos. Ali também aprendiam a ler e escrever. Aos treze anos, o rapaz se tornava homem, ou seja, era lhe declarado a maioridade em uma cerimônia especial, chamada bar-mitzvá, que significa “filho da Lei”. Os judeus se reuniam em assembleia na sinagoga e o menino lia um trecho da Lei de Moisés. Este evento era celebrado com grande alegria. Jesus também orava e participava das festas religiosas com a sua família.
Explique para os alunos que Jesus participava da vida comum de Seu povo. Ele não vivia como um eremita, mas era uma pessoa bastante conhecida desde a sua infância em Nazaré. Comente com os alunos que, nesse sentido, Jesus Cristo passou por todas as etapas comum aos meninos e jovens onde residia, isto é, indo a sinagoga e participando das festividades em Jerusalém.
2. João, a voz do que clama no deserto.
João, a “voz do que clama no deserto”, rompeu com um silêncio profético de quatrocentos anos. Ele veio preparar os corações para a chegada do Messias, por isso denunciava os pecados, advertia-os frontalmente do juízo vindouro e pregava a promessa de um glorioso batismo de fogo.
2.1. A pessoa de João Batista.
Ele foi um homem que desempenhou o seu ministério de modo brilhante e fora do normal, como cumprimento do que dissera o profeta Isaías (Mt 3.3; Is 40.3-4). João era um homem resignado e por isso morava no deserto. Ele se vestia de peles de camelo e se alimentava de mel silvestre (Mt 3.4). Era como a luz que brilhava em meio as densas trevas. João denunciava o pecado de quem quer que fosse: pessoas comuns, publicanos, militares, sacerdotes, etc. Nem mesmo Herodes Ântipas, aquele que tomou por esposa a mulher de seu irmão Filipe, foi poupado (Lc 3.19). João Batista foi o mensageiro profetizado que prepararia o caminho, o Elias que deveria vir e veio (Mt 11.10, 14).
Mostre para os alunos a resignação e a palavra profética que tornaram João Batista o maior vulto que precedeu ao Senhor Jesus Cristo no Novo Testamento. Convém frisar para os alunos que a vida de João Batista foi cumprimento profético anunciado por Isaías e que, de maneira inteiramente resignada, ele cumpriu o seu chamado.
2.2. A mensagem de João Batista.
A mensagem central de João era a chegada do Reino de Deus. E ali, no deserto da Judeia, ele rompeu com o silêncio profético a fim de preparar os corações para este momento. Muitos Judeus sabiam e sentiam em seus corações que chegara um novo tempo acerca do qual deveriam estar preparados. A mensagem de João foi tão incisiva, urgente preparatória como se necessita hoje. Esta mensagem tinha três aspectos: o arrependimento a ser demonstrado com frutos dignos dessa atitude mental e comportamental (Mt 3.2, 8); a severa advertência do juízo e castigo vindouro aos impenitentes (Mt 3.7); e por último o anúncio do batismo de fogo (Mt 3.11-12).
Mostre para os alunos que a mensagem principal de João Batista era a chegada do Reino de Deus. O Messias era uma figura oculta prestes a se manifestar aos judeus com glória e verdade, mas que havia o risco de ser rejeitado dado à ignorância e oposição do povo. Todavia essa rejeição lhes traria terrível juízo divino. Ressalte para os alunos que o Reino de Deus estava para ser imediatamente manifesto em Israel em sua plenitude na pessoa e obra de nenhum outro senão o próprio Messias, isto é, Jesus Cristo. Para esta grande chegada, os homens precisavam preparar um caminho em seus corações através da mensagem de arrependimento (Mt 3.3).
2.3. A procura por João Batista.
Pessoas de todas as classes sociais buscavam a João. Grande era a afluência de pessoas vindas de todas as partes de Israel à procura dele, mas principalmente de Jerusalém e da circunvizinhança do Jordão (Mt 3.5). Mateus também fala de fariseus e saduceus que eram duramente advertidos e chamados de raças de víboras, por serem resistentes e duros de coração (Mt 3.7-10). Qualquer um que lê a narrativa de Mateus fica surpreso com a apresentação de João e de como ele era procurado. Porém os fatos não param por aí, pois até mesmo o Senhor Jesus procurou João para ser batizado. O plano divino era para todos, mas nem todos o acataram, como hoje também acontece.
Explique para os alunos que os fatos ocorridos envolvendo como protagonista João Batista não foram fatos privados. Aquelas coisas sucederam publicamente e todas as pessoas daquela época tomaram conhecimento disso. Por esse motivo, elas procuravam João para serem batizadas. Porém, nem todos davam crédito a João e um fato triste ilustra isso. Quando, posteriormente, o Senhor Jesus perguntou aos anciãos do povo: “O batismo de João, de onde era? Do céu, ou dos homens?” (Mt 21,25), eles responderam o seguinte: “não sabemos”. Dessa forma, estava caracterizado o desprezo pelas coisas de Deus. Comente com os alunos que devemos ter cuidado para não desprezarmos o agir de Deus em nossa época.
3. João e seu ministério batismal.
Dois eram os batismos anunciados por João. Um batismo natural em água que cabia a João batizar e o outro sobrenatural que apenas caberia a Cristo fazê-lo. E aí temos o ponto culminante com a chegada de Jesus para receber o batismo em água.
3.1. O batismo com água e sua finalidade.
A palavra “baptizo” no grego significa “mergulho”, ou seja, o que João quis dizer literalmente em Mateus 3.11 foi, “eu vos mergulho em água para o arrependimento”. O mergulhar aqui não significa o arrependimento em si, mas um símbolo deste. Eis aí o motivo pelo qual as igrejas pentecostais escolhem o batismo por imersão.
Relembre aos alunos o que significa o ato de batizar: é algo simbólico referente a uma postura espiritual. Ressalte para os alunos que o ato em si não salva, mas é um testemunho público do compromisso com o Senhor Jesus Cristo e a Sua Igreja na Terra. Comente com os alunos que quem se batiza demonstra obediência ao Senhor Jesus (Mt 28.18-20). Reforçe para os alunos que o batismo por imersão, em nosso contexto pentecostal, exige o mínimo de preparação, isto é, o discipulado dos novos convertidos, que nada mais é do que o ensino e aprendizado das verdades basilares das Sagradas Escrituras, para que o ato do batismo não seja simplesmente um banho ou um mergulho qualquer, mas um compromisso assumido diante de Deus e da Igreja.
3.2. A mensagem do batismo sobrenatural.
Quanto ao batismo sobrenatural há um quê de profético nas palavras de João, pois de antemão ele anunciava algo além de seus dias. Este batismo cabia àquele acerca do qual João não era digno de desatar as Suas sandálias cumprir. E era o batismo com o Espírito Santo e com fogo. Este batismo é um mergulho sobrenatural no Espírito Santo e em Seu fogo, a fim de capacitar o cristão a tornar-se testemunha de Cristo. João Batista frisou: “Ele vos batizará com Espírito Santo e com fogo”. Todos nós precisamos desse batismo e João mesmo disse a Jesus: “eu careço de ser batizado por ti” (Mt 3.14).
Explique para os alunos que João Batista, ao identificara Jesus como Messias, queria imediatamente receber o batismo com Espírito Santo e com fogo. Destaque para os alunos que João era um homem resignado, um profeta destemido que denunciava o pecado do povo de Israel de seus dias. Se ele disse que precisava ser batizado por Jesus, imagine nós hoje? Nesse momento da aula, dê uma pequena pausa e ore brevemente pelos seus alunos para que sejam batizados com Espírito Santo.
3.3. O batismo do Senhor Jesus.
O Senhor Jesus saiu da Galileia à procura de João para ser batizado. O batismo em água era para o arrependimento dos pecados. Porém, no caso de Jesus tinha um sentido diferente, visto que Ele é o Filho de Deus, gerado e nascido sem pecado. Assim, o Seu batismo representa a Sua morte e ressurreição em favor dos pecadores (Jo 12.23-24). Inicialmente, João recusou batizar Jesus e disse a Ele: “Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?” Mas o Senhor disse-lhe: “Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça”. Ao receber o batismo, o Senhor Jesus deixa–nos um precioso exemplo para todos os Seus futuros discípulos. João depois de batizá-lo tem uma grande confirmação, isto é, ele vê os céus abertos, vê o Espírito de Deus descer sobre Jesus e ouve a voz de Deus dizendo-lhe: “Este é o meu Filho amado em quem me comprazo.”
Enfatize para os alunos que o Senhor Jesus Cristo não precisava ser batizado. Comente com os alunos que o batismo era e é para pecadores arrependidos, caso este que não se aplica ao nosso Senhor e Salvador Jesus cristo. Todavia, destaque para os alunos que Jesus o fez para deixar o exemplo para todos nós. Reforce para os alunos que o Batismo de Jesus Cristo tem um sentido profético ligado a Sua morte e ressurreição.
Conclusão.
Mateus fala da grandeza de João Batista. Seu ministério foi fecundo e profético, encerrando dessa maneira a dispensação do Antigo Testamento. O Senhor Jesus ao receber o batismo de João deixou-nos um grande exemplo a ser obedecido.
Questionário.
1. O que Jesus herdou de José?
R: A sua profissão (Mc 6.3)..
2. A expressão “voz que clama no deserto” refere-se a quem e por quê?
R:  Refere-se a João Batista, porque ele haveria de preparar o caminho para Jesus, o Messias (Is 40.3).
3. O que João vestia e se alimentava?
R: Ele se vestia de peles de camelo e se alimentava de mel silvestre (Mt 3.4).
4. Qual era a mensagem de João?
R: A chegada do Reino de Deus (Mt 3.2).
5. O que representa o batismo de Jesus, visto que Ele não tinha pecado?
R: A Sua morte e ressurreição em favor dos pecadores (Jo 12.23-24).
Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Edição Histórica, Jovens e Adultos, edição do professor, 3º trimestre de 2016, ano 26, Nº 100, Mateus uma visão panorâmica do Evangelho do Rei.

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