quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Editora Betel Lição 6 As bem-aventuranças do Reino de Deus.

 Aula para o dia 07 de agosto de 2016

Editora Betel Lição 6 As bem-aventuranças do Reino de Deus.


Texto Áureo
Mateus 5.1
“E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos.”
Verdade Aplicada
Os pertencentes ao Reino dos céus são conhecidos pelo seu caráter, convicção e grande alegria.
Objetivos da Lição
Descrever as bem-aventuranças de acordo com o ensino de Jesus;
Mostrar p que é felicidade e quem a possui;
Ensinar os porquês da felicidade dos pertencentes ao Reino dos céus.
Glossário
Auspicioso: De bom agouro; esperançoso, prometedor;
Bem-aventurança: Felicidade perfeita, principalmente dos eleitos do Senhor;
Demanda: Ação judicial proposta e disputada contenciosamente; disputa, discussão.
Leituras complementares
Segunda Mt 5.2
Terça Mt 5.10
Quarta Mt 5.11
Quinta Mt 5.12
Sexta Mt 5.13
Sábado Mt 5.14
Textos de Referência.
Mateus 5.3-9
3 Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus;
4 Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
5 Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
9 Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Hinos sugeridos.
60, 126, 240
Motivo de Oração
Peça ao Espírito Santo para encorajar aqueles que abriram mão de tudo para seguir a Jesus.
Esboço da Lição
Introdução
1. A descrição das bem-aventuranças.
2. De quem são as bem-aventuranças?
3. Os porquês das bem-aventuranças.
Conclusão
Introdução
Bem-aventuranças são o estado permanente da perfeita satisfação e plenitude apenas alcançada pelos súditos do Reino. Isso significa que os Seus discípulos precisam aprender dEle como serem felizes desde já.
1. A descrição das bem-aventuranças.
Jesus enunciou aos Seus discípulos uma série de bem-aventuranças. Será que elas têm importância para nós hoje? Sim, elas são um modo de expressarmos um caráter que glorifique ao Pai e de nos realizarmos como súditos do Reino e discípulos de Jesus.
1.1. A primeira tríade das bem aventuranças.
Bem-aventurado no grego é “macários”, que significa “estado de felicidade profunda”, cujo sinônimo perfeito no português é beatitude. Da mesma raiz latina “beatus”, que significa “feliz”. Deus nos preparou um caminho de felicidade ligado à ética. Felizes são os humildes de espírito em relação a Deus e ao próximo e não os soberbos desse mundo. Afortunados são os que choram, não por tristeza comum, mas por sofrerem pelo Reino dos céus. Felizes são os mansos, capazes de manterem a força da paciência quando sofrem oposição e são insultados.
Explique para os alunos que a engrenagem principal que deve promover a felicidade plena e permanente é a prioridade do reino de Deus na vida do cristão (Mt 6.33). Comente com os alunos que a dependência de Deus, seu choro e sua paciência em meio ao sofrimento, por causa do Reino dos céus não torna os cristãos infelizes, pelo contrário, torna-os possuidores de uma indescritível felicidade e gratidão a Deu, porquanto a atenção da pessoa está centralizada no Reino e não em si mesma.
1.2. A segunda tríade das bem-aventuranças.
Prósperos são “os que têm fome e sede de justiça” e não os que folgam com a injustiça e a causam. O sentimento da busca pela justiça que vem dos céus deve ser tão forte como a fome, em que a pessoa sinta dor e não seja capaz de pensar facilmente noutras coisas. Os súditos do Reino devem ser cheios de misericórdia e não insensíveis à miséria alheia. Devemos demonstrar a prática da bondade em favor dos miseráveis e aflitos. “Os limpos de coração” são aqueles que cultivam internamente o temor a Deus e se santificam. Os tais terão uma visão beatífica, que é o próprio Deus!
Ensine para os alunos que estas bem-aventuranças são exercícios interiores que se expressam externamente e visam que a pessoa cultive em seu coração o dever de promover o seu semelhante, isso é ter fome e sede de justiça e praticar misericórdia. Comente com os alunos que tal prática não lhe dá o direito de se sentir superior, nem de ser cobiçoso de vanglória, mas servo de Deus como Jesus Cristo foi (Fp 2.5-11). Reforce para os alunos que, igualmente, limpeza de coração não diz respeito apenas a adultérios e invejas, mas um temor a Deus em que a pessoa se santifique de toda contaminação e rapina (Mt 23.25; Lc 11.39). Ensine para os alunos que Jesus chama de bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, isto é, os que desejam acima de tudo ajustar-se à mente do Senhor. Eles não anelam por se tornarem ricos, poderosos ou eruditos, mas por serem santos. Diga para os alunos que bem-aventurados são todos os tais. Um dia terão o suficiente do que desejam. Um dia acordarão revestidos à semelhança de Deus e serão satisfeitos (Sl 17.15).
1.3. A terceira tríade das bem-aventuranças.
Os pacificadores são aqueles que não apenas amam a paz, ou aqueles que preferem a paz do que a uma “boa demanda”, mas são aqueles que promovem pacificação de fato. São os que têm maturidade suficiente para reconciliar inimigos. Os tais tornam-se participantes da natureza divina, ou seja, filhos de Deus. A seguir, “os que sofrem perseguição por causa da justiça” são agentes de transformação de um sistema corrupto e injusto que não se renderão, seja no âmbito religioso, político ou os dois simultaneamente. Na mesma categoria estão os que sofrem perseguição por amor a Cristo. São vítimas de calúnias, perseguição e toda sorte de mentiras. A estes pertencem não só o Reino, mas também o galardão.
Explique para os alunos que o Senhor Jesus Cristo estabeleceu que a ética dos súditos do Reino de Deus consiste em ir além do mero amor à paz ou ausência de conflitos. É lamentável que existam pessoas que busquem confusões e cismas. A Palavra nos diz que Deus abomina os tais. Ressalte para os alunos que também devemos estar conscientes que Deus quer usar as nossas vidas como agentes de transformação do meio, através de Cristo e Sua justiça, mas para isso temos que sofrer, olhando sempre para Jesus (Fp 2.5-11; Hb 12.2). Ensine para os alunos que os pacificadores são os que exercem a sua influência pessoal a fim de promoverem a paz e o amor, tanto em particular como em público, em casa ou no estrangeiro. São os que se esforçam para que todos os homens se amem mutuamente (Rm 13.10). Diga para os alunos que bem-aventurados são todos esses, pois, estão realizando a mesma obra que o Filho de Deus iniciou, quando veio à Terra pela primeira vez, e que Ele terminará em, Sua segunda vinda.
2. De que são as bem-aventuranças?
A felicidade é um estado pertencente aos que nasceram de novo, tornando-se assim filhos de Deus (Jo 1.12). É tanto um estado quanto um direito assegurado aos herdeiros de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor.
2.1. Dos que pertencem ao Reino dos Céus.
Há dois aspectos em relação ao reino dos Céus referindo-se ao indivíduo: situação e tempo. Em relação à situação, é estar dentro ou fora do Reino. Para os que estão dentro pelo novo nascimento há o aspecto presente e porvir do Reino de Deus. Portanto, esse estado de felicidade pertence aos discípulos de Cristo, aos que ouvem e atendem a Sua Palavra. Ou seja, aos que estão dentro do Reino pelo novo nascimento e obediência. Qual a sua situação em relação ao Reino de Deus? Você já experimentou o novo nascimento?
Enfatize para os alunos que o estado de felicidade profunda só pode ser desfrutado pelos que nasceram de novo e permanecem dentro do Reino de Deus. Ensine para os alunos que bem-aventuranças é diferente de possuir uma confissão religiosa, e/ou estar ligado a uma instituição. É sim ter uma fé prática na Palavra de Cristo. É obedecê-lo incondicionalmente até a morte.
2.2. Dos que cultivam as virtudes do Reino.
As virtudes arroladas pelo Senhor Jesus Cristo nas bem-aventuranças são: humildade, choro, mansidão, sede e fome de justiça, misericórdia, santificação a partir do coração e o ser perseguido por causa da justiça e por amor a Cristo. Para alguns, nem todas deveriam ser consideradas virtudes, pois o choro e a mansidão poderiam ser consideradas como fraquezas. Não devemos nos preocupar com isso, pois Jesus determinou como virtude. A mentalidade natural nunca entenderá as coisas do Espírito (1Co 2.14). Paulo também discorre sobre a maioria das bem-aventuranças, porém ele as chama de fruto do Espírito.
Mostre para os alunos que ser feliz segundo as palavras de Jesus é cultivar as beatitudes. As beatitudes são elementos éticos que não só demonstram o entendimento do propósito de Deus para a vida, mas também são um estado de felicidade tão profunda e de alegria que só os filhos de Deus experimentam na sua maior intensidade.
2.3. Dos que sofrem pela justiça e por Cristo.
A felicidade que Jesus fala não abre mão do sofrimento. Se observarmos, o sofrimento se faz presente desde a primeira bem-aventurança até a última. Vivemos num mundo que idolatra a soberba e a autossuficiência. Dessa maneira, a humildade não é bem-vinda e ainda merece desprezo, oposição velada ou até mesmo escárnio. Ser fiel a Deus é suportar essas coisas com paciência e resignação até a morte. Ninguém gostaria de sofrer ou sentir alguma dor por coisas boas, mas o mundo se afastou de tal maneira de Deus que não tem como ser diferente. Há lugares em que cristãos são presos, torturados, confiscados os seus bens, entre outros. Entretanto, eles não devem ser considerados desafortunados, mas venturosos.
Mostre para os alunos que a vida cristã é feliz em meio ao sofrimento. Visto que a vida cristã se fixa no propósito de agradar a Deus, mas, pelo fato de o mundo estar corrompido pelo pecado e o maligno, certo é que todo o cristão terá dificuldades, oposições e perseguições. Ressalte para os alunos que não há um padrão e sim níveis de perseguições, pois à medida em que o retorno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo se aproxima o espectro da perseguição tende a aumentar. Todavia, o verdadeiro cristão é feliz na esperança da sua salvação. Assim, ele não reclama, não amaldiçoa e não ressente do mal.
3. Os porquês das bem-aventuranças.
As bem-aventuranças são seguidas de oito porquês. Isso indica uma ênfase de Jesus Cristo em mostrar a razão delas. Significando também que a fé cristã não é “um tiro no escuro” e nem há surpresas totais, posto que Jesus é absolutamente transparente e a felicidade profunda do Reino é garantida.
3.1. As promessas aos felizes.
A vida cristã é feliz por ser resultado da comunhão, da presença de Deus e da perseverança dos santos. Mas a verdade é que nem sempre isso pode ser constatado. A explicação está na ausência de alguma das coisas supracitadas, ou de todas elas, tornando essa pessoa um cristão nominal, mas de fé morta. Porém, ao nos voltarmos para as bem-aventuranças, elas estão cheias de ditosas promessas: “serão consolados”, “herdarão a terra” etc. Assim, o fiel Deus tem um constante sentimento auspicioso.
Explique para os alunos que a felicidade cristã é sobretudo baseada na comunhão com o Espírito Santo (2Co 13.13; Gl 5.16). Reforce para os alunos que o próprio Espírito no interior dos crentes é o selo e penhor de uma gloriosa promessa: o resgate definitivo da Igreja, o Corpo de Cristo, por ocasião da vinda de Jesus (2Co 1.22; 5.5).
3.2. A alegria da esperança dos felizes.
A alegria do cristão não é um sentimento que este passivamente torna-se recebedor. É antes o resultado de uma escolha, de um cultivo e de obediência. Note que o Senhor Jesus diz: “Exultai e alegrai-vos, porque grande é o vosso galardão nos céus” (Mt 5.12). Paulo também fala sobre a alegria sob a mesma perspectiva (Rm 12.12; 2Co 13.11; Fp 4.4). Pela comunhão que cultivamos, já temos o fruto do Espírito denominado gozo, mas ante a expectativa de tais promessas devemos nos exultar e alegrar. Infelizmente, nem todos compreendem e obedecem esta palavra Jesus. Ao contrário, são manhosos, murmuradores e cheios de autopiedade, passando uma impressão muito negativa. Porém, haverá sempre os fiéis que exultam na esperança.
Assinale para os alunos que a exultação do cristão é um elemento que o identifica com bem aventuranças, ou seja, “quem goza da bem-aventurança celeste”. Elabore as seguintes perguntas para os alunos: “Com que lado da vida cristã você resolveu ficar? Você se concentra apenas nas provações ou nas promessas auspiciosas de Cristo?”.
3.3. O resultado da identidade dos felizes.
As bem-aventuranças são atitudes e sentimentos que geram uma identidade de filhos de Deus. Os filhos de Deus têm uma maneira própria de pensar, de agir e de sentir que os tornam parecidos com o Pai celestial. É dessa maneira que eles são sal e luz do mundo, ou seja, toda uma vida que agrada a Deus e gera a glorificação do Seu Santo Nome. Somos desafiados a brilharmos diante dos infiéis com boas obras e dessa maneira glorificarmos ao Pai celestial. O apóstolo Pedro mais tarde também escreve sobre o assunto (1Pe 2.12). Este é um alvo que devemos perseguir.
Mostre para os alunos que devemos ser imitadores de Cristo na busca de nos parecermos com o Pai celestial (1Co 11.1). Se temos o Espírito Santo, já temos em nós o fogo celestial que nos movimentará nessa direção, ou seja, de sermos luz e produzirmos a glorificação a Deus por parte daqueles “Creio que houve falha na redação da revista, faltou a complementação”
Conclusão.
As bem-aventuranças são tanto um estado de felicidade quanto um compromisso ético daqueles que são filhos de Deus, cujo objetivo final é, através do novo pensar, ter um estilo de vida que glorifique a Deus.
Questionário.
1. O que significa bem-aventurança?
R: Felicidade profunda (Mt 5.1-12).
2. O que a mentalidade natural nunca entenderá?
R: As coisas do Espírito (1Co 2.14).
3. De quem são as bem-aventuranças?
R: Dos que pertencem ao Reino dos Céus; dos que cultivam as virtudes do Reino; dos que sofrem pela justiça e por Cristo (Jo 1.12).
4. Quantos são os porquês das bem-aventuranças?
R: Oito porquês (Mt 5.1-12).
5. A alegria de Cristo em nós é resultado de quê?
R: De uma escolha, cultivo e obediência (Mt 5.12).
Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Edição Histórica, Jovens e Adultos, edição do professor, 3º trimestre de 2016, ano 26, Nº 100, Mateus uma visão panorâmica do Evangelho do Rei.

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