quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A Parábola da Dracma Perdida

A Parábola da Dracma Perdida
Confesso que nunca compreendi muito bem a parábola da dracma perdida, registrada em Lucas 15:8-10. Não conseguia ver sentido em alguém que fazia uma festa por ter encontrado uma simples “moedinha”...

Decidi estudar um pouco mais detalhadamente esta parábola, e percebi a profundidade do assunto. Para uma melhor compreensão da história, é necessário mergulhar no contexto da época em que Cristo citou a famosa parábola.

A história é simples: uma mulher tinha 10 dracmas (moeda grega de prata) e perdeu uma. Fez uma faxina na casa e encontrou a moeda. Isso lhe trouxe tanta alegria que ela chamou suas vizinhas e amigas para se alegrarem com ela.

O primeiro ponto a ser entendido, é que a dracma valia muito mais naquela época do que uma moeda comum vale hoje. A maior moeda que temos em nossa nação é a de um real. Quase não dá para se fazer nada com isso...

Mas a dracma não era uma moedinha sem valor. Pelo contrário, ela era equivalente ao denário romano, que valia o pagamento de um dia inteiro de trabalho. Assim, seria o equivalente hoje a algum valor entre R$50 e R$100.

No oriente, as casas dos pobres consistiam usualmente em um único quarto frequentemente sem janelas e escuro. O quarto raramente era varrido, e uma moeda que caísse era facilmente coberta pelo pó e lixo. Para encontrá-la, mesmo durante o dia era preciso acender uma candeia (ou vela) e varrer a casa diligentemente.
Mas o detalhe mais importante da parábola vem agora: O dote de casamento da mulher comumente consistia em moedas que ela guardava cuidadosamente como seu maior tesouro, para transmitir às filhas. A perda de uma dessas moedas era considerada séria calamidade, e sua recuperação seria causa de grande alegria, de que as vizinhas participavam prontamente.

Esse dote era oferecido à mulher nas vésperas de seu casamento. Era um presente passado de mãe para filha, de geração em geração. Esse costume visava preservar a mulher, caso acontecesse alguma desgraça com seu marido. Poderia acontecer de a nova família se mudar para uma terra distante, e em algum momento no futuro o marido morrer. Para que a mulher não passasse fome com seus filhos, a mãe dava um saquitel com algumas dracmas para a filha guardar com muito cuidado – as moedas seriam usadas no caso de necessidade, até que a mulher pudesse voltar à sua terra e conseguir abrigo entre sua parentela. Muitas vezes a mulher nunca usava as dracmas. Nesses casos, ela simplesmente passava o saquitel com as moedas para sua filha no dia de seu casamento...

Assim, além do valor comercial, as dracmas que as mulheres guardavam tinham um enorme valor sentimental, visto que algumas moedas poderiam ter pertencido a suas avós ou bisavós...

Embora esteja sob pó e lixo, a moeda é ainda de prata. O possuidor procura-a porque é de valor. Assim todo ser humano, embora degradado pelo pecado, é precioso aos olhos de Deus. Como a moeda traz a imagem e a inscrição do poder reinante, igualmente, quando foi criado, o homem trazia a imagem e a inscrição de Deus. E conquanto agora manchada e desfigurada pela influência do pecado, permanecem em toda alma os traços dessa inscrição. Deus deseja recobrar essa alma e sobre ela gravar Sua própria imagem em justiça e santidade.

A dracma foi perdida em casa. Estava próxima. Contudo, só poderia ser achada por meio de busca diligente. Isto serve de advertência para as famílias de hoje: pode acontecer de alguém muito próximo a nós estar se perdendo, mesmo estando dentro de nossa casa... Devemos estar atentos à situação espiritual dos que nos são mais queridos. Precisamos zelar por nossa família!

A dracma estava perdida dentro de casa, mas é obvio que a moeda não sabia que estava perdida, pois uma moeda não tem consciência. Assim também, dentro da igreja pode haver pessoas que nem sabem que estão perdidas... Frequentam aos cultos, carregam uma Bíblia em baixo do braço, mas nunca fizeram uma entrega completa de seu coração a Jesus... Perdidas dentro de casa... Pensam que está tudo bem, mas estão perdidas...

Essa parábola não foi contada com o objetivo de criticarmos os frequentadores de igreja, como se todos eles estivessem perdidos. Pelo contrário, a parábola foi contada para fazermos uma avaliação honesta de nossa condição espiritual, e suplicarmos para que o Pai Celeste nos encontre e restaure, mesmo que estejamos perdidos dentro de casa...

A boa notícia é que embora perdida dentro de casa, a dracma foi encontrada, e como resultado disso aconteceu uma festa!

O mesmo pode acontecer com você. Talvez neste momento sua vida espiritual seja apenas uma fachada, mas em seu interior você sabe que não está bem com Deus. Deus quer encontrar você, quer restaurar sua vida. Ele deseja ardentemente fazê-lo feliz e completo. Deseja dar-lhe esperança! Apenas permita que Deus remova a sua sujeira e renove sua vida! Como resultado disso, todo o céu estará em festa, pois “há júbilo no céu quando um pecador se arrepende!”

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