segunda-feira, 14 de novembro de 2016

BETEL - Lição 8 - Corpo, alma e espírito: instrumentos de adoração.


20 de novembro de 2016.

Lição 8 Corpo, alma e espírito: instrumentos de adoração.
Texto Áureo
1 Tessalonicenses 5.23
“ E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Verdade Aplicada
O propósito principal de todo o nosso ser é adorar a Deus. 

Objetivos da Lição
Enfatizar a adoração, como prioridade da vida;
Descartar nossas atitudes como oportunidade de adoração;
Expandir a compreensão sobre a adoração.

Glossário
Mazela: Tudo que aflige;
Oriundo: Originário; procedente, proveniente, natural;
Procrastinação; Deixar para outro dia, ou para um tempo futuro; adiar, demorar, retardar.

Leituras complementares
Segunda Sl 95.6
Terça Sl 96.1-9
Quarta Sl 103.1-6
Quinta Sl 146.1-2
Sexta Jo 4.23
Sábado Rm 12.1-2

Textos de Referência.
Salmos 103.1-6
1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.
2 Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.
3 É ele que perdoa todas as tuas iniquidades e sara todas as tuas enfermidades;
4 Quem redime a tua vida da perdição e te coroa de benignidade e de misericórdia;
5 Quem enche a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a águia.
6 O Senhor faz justiça e juízo a todos os oprimidos.

Hinos sugeridos.
25, 35, 423

Motivo de Oração
Louve a Deus com inocência, sinceridade, espontaneidade e dependência.

Esboço da Lição
Introdução
1. Adorando a Deus com o nosso corpo.
2. A adoração que flui de nossa alma
3. Ações adoradoras do espírito humano.
Conclusão

Introdução
O sacrifício diário de nosso corpo requer uma conduta e esse procedimento atrela-se a uma mente renovada que nos informa e faz experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para as nossas vidas.

1. Adorando a Deus com o nosso corpo.
O clamor apostólico de Paulo é oriundo das profundezas de Deus para o Seu povo (Rm 12.1-2). O termo grego “parakaléo” tem o sentido de admoestar, encorajar e exortar. Era usado no grego clássico para exortação de tropas que estavam para ir à batalha.

1.1. O argumento: a compaixão de Deus.
O argumento que Paulo usa para adoração é profícuo e pertinente. “A compaixão de Deus” é “oiktirmós”, misericórdia, compaixão que se origina do estado miserável de alguém que está em necessidade. No hebraico, esta palavra é “hesed”, que em português corresponde à benignidade, amor firme, graça, fidelidade, bondade, devoção. Quanto a sua forma pode ser visto tanto como substantivo (hesed), quanto como adjetivo (hãsîd), que é derivado do substantivo (hesed) e é usado para descrever o israelita fiel.

A palavra compaixão é usada 240 vezes no Antigo Testamento de forma especial no livro de Salmos. O apóstolo Paulo usa esse termo por sua grande importância dentro do vocabulário teológico e ético do Antigo Testamento. Quando traduzido para o grego, recebe o nome de misericórdia, assim sendo, o uso mais comum nos fala de força, firmeza e amor. Deus é rico em misericórdia (Ef 2.4; Lm 3.22).

1.2. O sacrifício vivo: os nossos corpos.
Para os leitores de Paulo, esse “sacrifício” leva-os ao Antigo Testamento, pois todas as vezes que se fazia um sacrifício, o animal tinha que ser morto. O apóstolo demonstra verdadeira essência da adoração neotestamentária, isto é, “sacrifício vivo”. Doravante, o sacrifício é “vivo” e isto se configura na adoração através de nosso corpo como culto consciente, racional, inteligente, deixando morrer nossa natureza pecaminosa, mas permanecer vivos e não mortos. Tal atitude leva-nos ao princípio da “renuncia”, delineado por Jesus (Nt 16.24-35; Lc 9.23).
Deus nos fez com especificidades e objetividades. Todo o nosso ser deve expressar louvor e adoração ao nosso Deus. Foi com essa compreensão que o salmista deu um brado para dentro de si dizendo: “Bendize o minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.” (Sl 103.1). Podemos considerar que seja um clamor do Espírito de Deus para valorizarmos nossos corpos como instrumentos de adoração ao Senhor. Podemos nos espelhar no clamor de Davi, quando evoca a si mesmo para bendizer ao Senhor, isto é, um clamor para dentro de si. Que estamos atentos a esse clamor do Espírito de Deus ao nosso corpo.

1.3. O resultado final: o culto racional.
  O alvo final é cultuar a Deus, adorá-Lo. Toda a força e argumento do clamor tem um único objetivo: a adoração. Essa adoração deve ser inteligente e racional, isto é, deve-se ter compreensão do que se faz. O uso de nossos corpos deve ser caracterizado pela devoção consciente, inteligente e consagrada a Deus e a Seu serviço. Dentro desse quesito, entendemos que nosso corpo foi feito para ser um instrumento de adoração a Deus. Isso envolve todas as nossas atividades, em todos os momentos de nossa vida. A conscientização desse fato nos torna casa de Deus (1Co 3.16).

O apóstolo Paulo usa a palavra “casa terrestre” (skênos), “tenda, nossa casa terrestre; a tenda que forma a nossa casa terrestre”, referindo-se à impermanência e à insegurança como uma ilustração da vida terrena (2Co 5.1). Embora nosso corpo seja uma “casa temporária”, torna-se uma ponte para nossa casa eterna no céu e isso requer que seja uma “casa” que adore a Deus. A Bíblia diz que o nosso corpo; é uma casa (2Co 5.1); um vaso (2Co 4.7); um tabernáculo (2Pe 1.13); um templo (1Co 3.16); uma propriedade (1Co 6.19); um membro de Cristo (1Co 6.15); e um cálice de ouro (Ec 12.6). Devemos adorar a Deus com o nosso corpo porque ele é o templo do Espírito Santo. Nada poderíamos fazer se fôssemos desprovidos do corpo. Tudo o que somos e fazemos é o resultado de que Deus nos deu o privilégio de servi-Lo com nossos corpos, deixando nossas marcas por onde passarmos. Que o Senhor nos dê graça de sempre glorifica-Lo com nosso corpo. Saibamos adorar a Deus com a renúncia e constante disposição.

2. A adoração que flui de nossa alma.
A alma é nossa identidade interior, nossa razão de ser. Todos os nossos sentimentos manifestos ou reservados estão atrelados a essa capacidade da alma que está em cada um de nós. É com essa compreensão que o salmista clama para dentro de si, despertando sua alma de uma “possível sonolência” no ato de bendizer a Deus.

2.1. Um clamor para dentro de si.
A sensibilidade de Davi é comovente e impressionante. O seu grito para dentro de si revela uma urgência de adoração da sua alma. Vivemos em um mundo de infindos “gritos”, onde muitos casos revelam apenas ruídos de almas doentias, inclinadas aos seus individualismos e centralismos para satisfazer o imediatismo de naturezas caídas. Ainda assim, temos o prazer de ouvir um homem influente, com autoridade legítima, dar o brado dentro de si mesmo, evocando sua interioridade a bendizer ao Senhor (Sl 103.1).

A adoração deve ser em espírito e em verdade. É necessário compreender o que se entende por espírito.  Teologicamente falando é aquilo que nos torna conscientes de nós mesmos e nos capacita a nos relacionarmos com Deus. Deus é Espírito e nós somos espíritos. Quando Paulo fala do relacionamento do Espírito de Deus com o ser humano, argumenta que Ele testifica com o nosso espírito de que somos filhos de Deus (Rm 8.16).

2.2. Bendizer com gratidão.
É reconhecimento. É agradecer a Deus por tudo e reconhecer que tudo aquilo que temos e somos provém de Deus, pois sem Ele é a nossa força, proteção e refúgio, auxílio nos momentos de aflições, o nosso socorro e em quem depositamos nossa confiança e esperança. A justiça e o juízo são a base do trono de Deus e tudo isso está evidente por meio de Suas obras maravilhosas e Suas grandes vitórias. Também devemos ser sempre gratos pelas bênçãos recebidas.

O salmista faz outra pergunta para si mesmo no Salmo 116.12; “Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?”, Sua resposta para si mesmo é sensacional: “tomarei o cálice da salvação” (Sl 116.13); “invocarei o nome do SENHOR” (Sl 116.13-17); “oferecer-te-ei sacrifício de louvor” (Sl 116.17); “pagarei os meus votos” (Sl 116.18). Um coração agradecido tem menos tendência de desviar-se e o cristão feliz e grato a Cristo não se deixa atrair por doutrinas estranhas. Tampouco se rebela contra Deus quando não alcança a bênção no tempo esperado.

2.3. Gratos pela salvação.
Outro motivo para sermos gratos é a nossa salvação, pois alcançamos do Senhor um favor imerecido. A diferença entre graça e compaixão, no que se refere à pessoa de Deus, é que, na graça, o Senhor nos deu o que não merecíamos (Rm 6.23). Não merecíamos avida eterna, mas pela graça de Deus a temos (Ef 2.8-9). Quanto a misericórdia ou compaixão de Deus, Ele não nos deu aquilo que merecíamos – a morte eterna. Nós merecíamos a cruz, a condenação, o inferno. Mas, no Seu infinito amor misericordioso, Ele não retribui o mal com o mal, mas com o bem (Is 54.8). Por isso, devemos agradecer a Deus, render louvores eternos ao nosso Deus pelo Seu grande amor e compaixão, pois não somos consumidos pela multidão dos nossos pecados.

A salvação é pela graça de Deus! (Ef 2.8). A graça de Deus está fundamentada na obediência perfeita e meritória de Cristo. O mérito é dEle, não nosso. Nada pode destruir o valor disso. A graça de Deus pode reinar sobre a maior indignidade. E só com o indigno que a graça se preocupa. Há esperança de salvação para sua família. Alegre-se. Sejamos agradecidos por isso. Que Deus seja louvado por tão grande salvação. Em 1 Tessalonicenses 5.18 diz “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” O cultivo da gratidão deve ser o nosso alvo permanente e este alvo deve ser atingido, ainda que nos custe algum sacrifício.

3. Ações adoradoras do espírito humano.
Tudo o que somos e o que podemos realizar se processa por causa do espírito que em nós habita (Jo 4.24). Ao pronunciar as bem-aventuranças, Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.” (Mt 5.3), deixando bem nítida a clareza de Sua grandeza e a nossa pequenez em relação a Ele.

3.1. A mulher samaritana e a espiritualidade da adoração.
Primeiramente, a mulher samaritana viu apenas um homem, depois percebeu que era um judeu e lançou seus protestos e frustações históricas pelo fato de Jesus se dirigira uma “mulher”, ainda mais sendo ele judeu, pois tradicionalmente não havia comunicação entre ambos. As primeiras barreiras foram rompidas por Jesus, a muralha da comunicação fora derrubada e a mulher foi demonstrando a sua verdadeira sede, até que percebeu que Ele não era mais um homem comum, um judeu e O identificou como um profeta (Jo 4.9). Quando suas mazelas vieram à tona pelas palavras de Jesus, tudo mudou naquele momento. O diálogo de Jesus foi evoluindo até chegar ao espírito daquela mulher. Jesus viu nela uma pessoa carente, sofrida e com uma grande lacuna no seu espírito.

A maior necessidade daquela mulher era espiritual, pois logo abriu o seu coração para a questão da adoração (Jo 4.20). Quando o assunto se voltou se voltou para o espírito, virou-se a página e um novo argumento se iniciou: a grande carência dessa mulher estava na adoração verdadeira. O mundo hoje cria, inventa, engendra deuses de todos os tipos para sanar uma necessidade espiritual que só se preenche com a adoração verdadeira. Essa busca desenfreada por um “deus” por parte da humanidade confirma que o homem não pode viver sem Deus, pois tais atitudes combinam com os “gritos dos caídos”, isto é, o clamor do espírito por uma adoração verdadeira. 

3.2. Atitudes que convergem para uma adoração verdadeira.
Toda essa linda história envolve atitudes. Logicamente que Deus sempre é o primeiro a tomar atitudes em relação ao homem caído. Tudo que somos atrela-se a uma atitude. Deus não se isola e nem se emudece com as nossas quedas. Jesus passa por Samaria para fazerum grande resgate. Assim como era necessário passar por aquela cidade (Jo 4.4) ainda hoje existem muitas “Samarias” precisando de um profeta.

A “Samaria” desprezada, julgada e discriminada está bem ali diante de nós. Essa “Samaria” pode ser uma pessoa, um mendigo, uma igreja, um irmão, etc. São muitas situações que podem entrar nessa analogia. Todas esperam por uma atitude adoradora, isto é, alguém que esteja disposta a estender as mãos, evangelizar, esclarecer e discipular.

3.3. Atitudes de adoração na hora certa.
Existe um pássaro chamado “bacurau”, também conhecido como “curiango”. Todas as vezes que o “bacurau” canta, entende se a expressão: “Amanhã eu vou”. Existem muitos crentes que nos lembram o canto do bacurau; estão dispostos, mas só amanhã. Jesus elimina essa possibilidade de procrastinação e diz: “Mas a hora vem, e agora é,...” (Jo 4.23). A mulher samaritana queria adorar, mas, no seu entendimento, era ainda “amanha”. Jesus tira todas as cortinas e esclarece de uma vez por todas que a adoração é para já. Nada pode aguardar. A adoração a Deus deve ser a prioridade absoluta de nossa vida.

É importante destacar que nada aconteceria em nosso mundo se não fosse o Espírito que em nós habita. É por causa dEle que podemos nos reunir nesse momento, prestar atenção, avaliar e crescer no entendimento, apesar de sermos “tão pobres” na exploração de nossa espiritualidade.

Conclusão.
A nossa adoração a Deus tem que ser em espírito e em verdade, isto é, com atitudes que se manifestam nas mais diversificadas situações; ao estender as mãos para os outros abençoando, bendizendo, e acima de tudo, sendo um referencial de Deus em todos os sentidos da vida.


Questionário.
1. Qual a origem do clamor apostólico de Paulo?
R: Das profundezas de Deus para o Seu povo (Rm 12.1-2).

2. O que o grito de Davi para dentro de si revela?
R: Uma urgência de adoração da sua alma(Sl 103.1-2).

3. Qual a diferença entre graça e compaixão, no que se refere à pessoa de Deus?
R: Na graça, o Senhor nos deu o que não merecíamos (Rm 6.23).

4. Por que era necessário Jesus passar por Samaria?
R: Porque era necessário fazer um grande resgate (Jo 4.4).

5. O que Jesus eliminou?
R: A possibilidade de procrastinação (Jo 4.23).

FonteRevista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Adoração e Louvor, A excelência e o propósito de uma vida inteiramente dedicada a Deus, Jovens e Adultos, edição do professor, 4º trimestre de 2016, ano 26, Nº 101, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

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