sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

BETEL - Lição 4 - Lições que aprendemos com as gerações passadas.

BETEL - Lição 4 - Lições que aprendemos com as gerações passadas.
Aula do dia 22 de Janeiro de 2017

Texto Áureo
Romanos 15.4
“Porque tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança”.

Verdade Aplicada
Aprender mais sobre Deus é uma tarefa diária, desafiadora e primordial.

Objetivos da Lição
Ensinar qual a metodologia do aprendizado divino;
Mostrar os caminhos traçados por Deus e Seu propósito para o Seu povo;
Explicar que a oportunidade desperdiçada pelos pais estava sendo dada aos filhos.

Glossário
Extirpar: Destruir totalmente; arrancar pela raiz;
Prevaricar: Não cumprir, por interesse ou má fé, os deveres inerentes a um cargo; proceder mal;
Sequela: Sucessão de fatos ou coisas; série; efeitos de doença ou lesão.

Leituras complementares
Segunda Sl 106.13-15
Terça Pv 18.12
Quarta Pv 27.12
Quinta Rm 10.17
Sexta Rm 12.2
Sábado Fp 3.13-14

Textos de Referência.
Deuteronômio 8.1-3
1 Todos os mandamentos que hoje vos ordeno guardareis para os fazer, para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuais a terra que o Senhor jurou a vossos pais.
2 E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar; e te tentar; para saber o que estava no teu coração, se guardaria os seus mandamentos ou não.
3 E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas que de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem.

Hinos sugeridos.
394, 444, 459

Motivo de Oração
Ore pela juventude cristã para que possam permanecer firmes.

Esboço da Lição
Introdução
1. Fracassos versus vitórias.
2. Caminhos seguros.
3. Aprendendo com os erros do passado.
Conclusão

Introdução
A história da humanidade está repleta de exemplos bons que podemos seguir e de maus que devemos descartar. Se a Palavra de deus nos alerta sobre os perigos da vida é porque Deus está a nos privar de seus embaraços.

1. Fracassos versus vitórias.
Durante quarenta anos, desde a saída do Egito, o povo prevaricou contra Deus e, por isso, foi provado e reprovado diante do Eterno. Agora, os filhos dessa geração dizimada pela ignorância são alertados para não cometer os mesmos erros de seus pais.

1.1. Uma nova mentalidade.
Durante quatrocentos e trinta anos esse povo esteve sob o pesado jugo dos egípcios e acostumado a viver como escravo. Com mão forte, Deus os libertou através da instrumentalidade de Moisés, apresentando-se com sinais, maravilhas e prodígios, para que confiassem nEle como seu Deus e em Suas palavras como uma verdade universal (Êx 12.4-42). Deus estava começando do zero, mas, para isso, eles deveriam, em suas mentes libertar-se de um passado de opressão e aceitar a nova vida. Seu pior problema, como já vimos, não foi sair do Egito, mas, sim, o Egito sair de dentro deles (Rm 12.2).

O Eterno Deus levou os filhos de Israel pelo deserto e foi se revelando a cada situação. Porém, eles ainda estavam impregnados por uma ideologia escrava. Eles se acostumaram tanto com as trevas da escravidão que sequer louvaram a Deus quando viram raiar a luz da libertação. Se eles entendessem que o Deus que estava com eles era o mesmo que havia destruído todos os seus opressores certamente suas vidas teriam tomado outro sentido.

1.2. A nova vida exigia obediência.
A escravidão havia deixado marcas indeléveis na vida daquela geração. Eles nasceram e cresceram sem qualquer perspectiva de uma vida de paz. Eram medrosos e a única esperança que tinham era a promessa feita a Abraão (Gn 15.13-15). Para que essa geração lograsse sucesso, deveriam seguir passo a passo o caminho pelo qual Deus os conduziria, e, através desse novo relacionamento, eles amadureceriam na fé e se tornariam propriedades exclusiva de Deus (Dt 7.6-9). Deus não os levou pelo caminho mais longo para maltratá-los, mas para aperfeiçoá-los na fé e tornar-se mais íntimo deles. Deus tem um modo especial de falar conosco e a impaciência pode desestabilizar nossa visão do amanhã. Sejamos sempre confiantes e pacientes (1Pe 5.7).

Havia uma influência negativa entre o povo. Para que essa nova geração tivesse êxito na Terra Prometida, era necessário purificar suas mentes de todo o legado deixado por seus pais. Aprender é uma constante e não existe ser humano que não necessite renovar-se diariamente. Todo dia é dia de aprendizado. Se um dia acreditarmos que já sabemos tudo, significa que fomos vencidos pela ignorância (1Co 8.2).

1.3. Dependência e gratidão.
Qual seria o sentimento de gratidão por alguém que nos livrasse de maus tratos, vergonha e escravidão? Como nosso coração deveria reagir diante de tão grande ato de misericórdia? O que Deus esperava era que esse povo compreendesse que seus inimigos foram todos dizimados, que agora eram livres e deveriam seguir em frente para um recomeço (Fp 3.13-14). Moisés chama os filhos de Israel e fala sobre a importância de se guardar o mandamento. Depois revela quatro coisas importantes que ocorreriam se assim o fizessem: viveriam; multiplicar-se-iam; entrariam na terra da promessa; e possuiriam a terra (Dt 8.1).

O relato contido em Deuteronômio visava orientar aquela nova geração. Eles estavam prestes a entrar na Terra Prometida. Eles veriam se cumprir a promessa feita por Deus a Abraão quando nenhum deles ainda era nascido (Rm 10.17). Deus exigia que possuíssem a fé que seus pais não tiveram e obedecessem, porque o que uma vez já havia acontecido poderia repetir-se em suas vidas.

2. Caminhos seguros.
Só havia uma atitude a ser tomada pelo povo de Israel ao deixar o Egito: confiar em Deus. Eles estavam diante do novo e o novo sempre nos remete a curiosidade e ao medo acerca do amanhã.

2.1. Aperfeiçoar e não reprovar.
Deserto não significa rejeição, nem tampouco morte. A próxima geração deveria entender porque Deus conduziu seus pais ao deserto. Deveriam compreender que o propósito original era honrá-los diante de todos os povos, mas para isso deveriam despojar-se de toda a contaminação do Egito, principalmente de suas mentalidades escravas. Eles foram reprovados porque, mesmo estando com Deus e sendo livres no corpo, estavam presos na alma e sentiam-se tentados a retornar para a lama da qual foram libertos (Nm 11.4-6; 14.4).

“E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te tentar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos ou não” (Dt 8.2). O deserto simboliza lugar de escassez e de provação. Independente do lugar onde estamos, o mais importante é estar no centro da vontade de Deus. Precisamos entender sempre que o Senhor quer nos treinar e capacitar para um propósito especial. Precisamos observar atentamente o discurso proclamado pelos israelitas na hora da provação. Temos que estar cientes de que eles não tinham motivos para acusarem a Deus de tê-los levado ao deserto para mata-los, sendo que, na realidade, foram eles que passaram dos limites. Não obstante, podemos também agir ignorantemente quando não temos um perfeito relacionamento com Deus.

2.2. A motivação dos corações.
Deus sempre soube o que estava acontecendo no coração daquele povo (Dt 8.2). Ele sempre conhece a nossa motivação. Não adianta pregar um discurso e praticar outro. Deus não resgatou aquele povo do cativeiro para coloca-los em outro. Ele tinha a intenção de trazer à tona tudo o que estava em seus corações e mostrar-lhes como se portavam diante dEle. Ele faz isso ainda hoje. Para toda a secura de nossas vidas existe um propósito. Aquela geração foi reprovada porque apenas caminhou com Deus, mas nunca realmente se filiou a Ele (Sl 106.13-15).

Deus não realizou tantas maravilhas e libertou Seu povo para fazê-los andar errantes, confusos, sedentos, doentes e morrer no deserto. Seus corações nunca se uniram ao de Deus. Eles continuaram indisciplinados. Foram incrédulos, mesmo presenciando prodígios. Toda a provação consistia em saber se amavam mais a Ele do que tudo que deixaram para trás; se O desejavam mais do que todas as coisas do mundo; se teriam fome e sede de Sua presença e não dos prazeres e conforto do mundo!

2.3. Uma desintoxicação em suas almas.
Durante quarenta anos o cardápio foi maná (Dt 8.3). Mas nos é dito que nem eles, nem seus pais conheceram o significado daquilo que comiam. O maná vinha direto da mesa de Deus. É chamado de “o pão dos poderosos” (Sl 78.25). Deus tirou algo de Sua mesa para purifica-los, mesmo assim, por não entender a grandeza do suprimento divino, eles o chamaram de “pão vil” (Nm 21.5). Essa geração nos ensina que podemos estar provando de algo divino e não dar valor algum por não saber discernir o que vem da mesa do Senhor. Existem alimentos espirituais que desejamos não ingerir, que, embora pareçam aos nossos olhos como “vis”, na verdade são fontes purificadoras, criadas por Deus para extirpar as sequelas deixadas pela escravidão.

A tradição judaica ensina que o maná tinha sabores diferenciados. Ele era doce como o mel. O maná tipifica a revelação diária com gostos diferenciados. Eles usavam o maná para fazer bolos e outros alimentos. Todas as manhãs havia uma nova remessa. Isso indica que o novo de Deus acontece todos os dias.

3. Aprendendo com os erros do passado.
Por causa de sua incredulidade, uma geração inteira foi condenada a andar errante durante quarenta anos no deserto. Eles se tornaram exemplos e seus filhos deveriam aprender a desviar-se desse legado.

3.1. Uma geração foi condenada por causa da incredulidade.
A ausência da fé desagrada a Deus (Hb 11.6). Esse foi o ápice da reprovação da geração que deixou o Egito em busca da sonhada terra de Canaã. Eles viram a novidade da terra e a grandeza de Deus, mas, infelizmente, acharam que os gigantes eram maiores que o seu Deus, se inferiorizando diante da situação (Nm 13.33). Por causa da péssima influência de seus irmãos (Nm 13.30-31) Josué e Calebe, mesmo tendo a fé exigida por Deus para possuir a terra, foram sentenciados a andar errantes pelo deserto. Moisés alerta a nova geração e afirma que a vida não se resume no que vemos, mas do que ouvimos da boca de Deus (Dt 8.3b).

O livro de Deuteronômio é conhecido como “Segunda Lei”. Deuteronômio enfatiza a obediência em consequência do amor. Também apresenta o caminho da bênção e da maldição Moisés, o autor do livro, com todo o zelo de que era capaz, conclama os filhos de Israel para que confiem no Senhor de todo o coração, e para que façam de Sua Lei o impulso contínuo de sua vida.

3.2. Não faltou milagre.
O ciclo vivido pela geração passada findou e agora seus filhos iniciaram um novo. Moisés lista uma série de acontecimentos que marcaram a geração passada e entre eles está a provisão no deserto (Dt 8.4). Nunca faltou pão, a roupa nunca envelheceu. Deus sempre nos dará o que necessitamos, não o que desejamos. O deserto é uma escola livre de ostentações, onde a dependência é a lição principal. No deserto, Deus faz milagres, necessários. Para chegar à Terra Prometida, é preciso atravessar o deserto.

O deserto é apenas um lugar de passagem. As provações divinas não trazem consigo morte, mas vida. É importante observar tudo o que acontece ao nosso redor e com sabedoria se esquivar de tudo o que pode nos afastar da promessa divina. O melhor lugar para se estar é na presença de Deus. Por estar na presença do Senhor, o povo não tinha motivos para reclamar porque estavam em melhores condições que antes. Se nada lhes faltou, então porque eram infelizes ao lado de Deus? Na verdade, lhes faltou apenas comprometimento e sentimento de gratidão.

3.3. Alertando a nova geração.
O sinal de alerta para a geração que herdaria a terra da promessa foi acionado. A terra era a mesma, mas os herdeiros eram outros. A lição era tomar o fracasso como exemplo e seguir pelas coordenadas divinas (Dt 8.3). Eles deveriam olhar para trás, não com tristeza ou saudosismo, mas observando como seus amigos, irmãos e parentes foram abatidos em quarenta anos. O alerta era mudar de mentalidade, para não sofrer a mesma sentença. Eles deveriam refletir e entender que lhes estava sendo dada a oportunidade que seus pais desperdiçaram. Deveriam lembrar que seus pais não morreram escravos do Egito, mas de si mesmos, quando ainda eram livres (Êx 14.11-12).

Deus tem controle sobre tudo o que acontece no universo. O livro de Deuteronômio foi escrito para que os filhos de Israel tivessem consciência do que acontece caso não seguissem a Deus de todo o coração. A recordação dos atos de libertação e de juízo realizados por Deus forneceria a motivação para o futuro. A recordação das dificuldades enfrentadas no deserto produziria um espírito de humildade em Israel. Durante os quarenta anos de peregrinação. Deus ensinou ao povo de Israel a absoluta dependência dEle para o seu suprimento de água e comida. Fome e sede não poderiam jamais ter sido satisfeitas por auxílio humano, somente por Deus. “E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te tentar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos ou não” (Dt 8.2).

Conclusão.
Não podemos jamais nos esquecer de quem é Deus e de como Ele age em nossas vidas. Não podemos viver repetindo os mesmos erros, nem tampouco viver desperdiçando as maravilhosas oportunidades que o Senhor Deus nos dá.

Questionário.
1. Qual foi o pior problema dos filhos de Israel?
R: O Egito não sair de dentro deles (Rm 12.2).

2. O que aconteceria se Israel guardasse os mandamentos de Deus?
R: Viveriam; multiplicar-se-iam; entrariam na terra da promessa; e possuiriam a terra (Dt 8.1).

3. Qual foi o cardápio de Israel durante os quarenta anos no deserto?

R: Maná (Dt 8.3).

4. O que desagrada a Deus?
R: A ausência de fé (Hb 11.6).

5. Qual era a lição para a nova geração?
R: Tomar o fracasso como exemplo e seguir pelas coordenadas divinas (Dt 8.3).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Aprendendo com as Gerações Passadas, A importância, responsabilidade e o legado de uma geração temente ao Senhor para enfrentar as complexidades e os desafios da pós-modernidade, Jovens e Adultos, edição do professor, 1º trimestre de 2017, ano 27, Nº 102, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

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