quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

BETEL - Lição 6 - Deus encoraja Josué a liderar e tomar posse da Terra Prometida.

Aula para o dia 5 de fevereiro de 2017

 BETEL - Lição 6 - Deus encoraja Josué a liderar e tomar posse da Terra Prometida.
Texto Áureo
Deuteronômio 3.28
“Manda, pois, a Josué, e esforça-o, e conforta-o; porque ele passará adiante deste povo e o fará possuir a terra que vires”.

Verdade Aplicada
Uma pessoa sem motivação nada realiza, nada conquista e nada experimenta de novo em seu viver.

Objetivos da Lição
Falar da importância da motivação:
Demonstrar as fontes da motivação para se viver a vida cristã:
Ensinar como buscar a automotivação e ser fiel à visão que Deus nos dá.

Glossário
Aval: Apoio; aprovação, reconhecimento;
Imprescindível: Essencial, indispensável, necessário;
Míope: Distúrbio visual; vista curta; falta de inteligência.

Leituras complementares
Segunda Dt 3.28
Terça Js 1.9
Quarta 2Cr 20.17
Quinta Sl 28.7-8
Sexta Sl 90.1-12
Sábado Hc 2.1-3

Textos de Referência.
Josué 1.2, 5-7
2 Moisés, meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel.

5 Ninguém se susterá diante de ti, todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei nem te desampararei.
6 Esforça-te e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria.
7 Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares.

Hinos sugeridos.
126, 526, 545

Motivo de Oração
Ore para que, mesmo em dias turbulentos, os cristãos se sintam confiantes.

Esboço da Lição
Introdução
1. A importância da motivação.
2. As fontes de motivação.
3. Como motivar a si mesmo?
Conclusão


Introdução
O primeiro capítulo do livro de Josué não começa com milagres, mas com motivação para que tanto o líder quanto o povo sejam capazes de enfrentar novos desafios (Js 1.5).

1. A importância da motivação.
Uma pessoa sem motivação nada realiza, nada conquista e nada experimenta de novo em sua vida. Por causa disso, Josué foi motivado para alcançar as promessas divinas e conduzir seus liderados a alcançarem o mesmo.

1.1. A motivação liberta nosso potencial.
Para Deus, não era difícil colocar o povo em Canaã, afinal de contas Ele é Todo-Poderoso. Mesmo assim, interiormente, o povo não estava preparado para esse novo de Deus em suas vidas e, por esse motivo, eles tiveram de sofrer um tratamento especial em meio ao deserto e ao longo de todos aqueles anos (Êx 13.17-18). Eles eram obstinados e, acima de tudo, medrosos (Os 4.16). Eram pessoas que sempre precisavam de cuidados especiais, não poderiam ser guiados por uma pessoa qualquer. O líder deveria ser alguém dotado de uma capacidade especial, de uma sensibilidade apurada e de uma visão clara. Josué demonstrou ser esse homem de fé e obediência que o Senhor precisava. Porém, boas qualidades precisavam estar recheadas de motivação.

Existem pessoas muito talentosas na casa de Deus, mas que precisam de motivação. Muitos estão sem forças para lutar, sem esperanças e precisam ouvir uma palavra da boca de Deus para alavancar e desenvolver seu potencial. Se não existe um motivo para viver, que graça há em continuar respirando? Motivação é tudo, ainda mais quando vem da boca do nosso Deus.

1.2. A necessidade de estar motivado.
Substituir quem nunca fez nada é fácil, mas assumir a direção onde alguém fez história, como Moisés, era algo que certamente mexia com todos os brios de Josué. Ainda que tivesse o apoio de todos, juntamente com a aprovação de Deus, a motivação era-lhe um requisito indispensável (Pv 16.24). Ninguém seguiria a Josué se notassem nele depressão ou falta de energia. É de suprema importância que o nosso tanque motivacional esteja cheio para a realização de qualquer tarefa que devamos executar. Ninguém está disposto a seguir pessoas cansadas, desencorajadas e sem alvos.

Ao examinarmos bem a vida de Josué, veremos que ele era um servo disciplinado, homem de comunhão e intimidade com o Eterno Deus. Era grande a responsabilidade e o desafio (Js 1.6). Josué recebeu todo o apoio do Senhor Deus, mas uma expressão estava adicionada ao seu sucesso: “esforça-te”, Isto significa que deveria banhar-se na fonte (o próprio Deus) que o motivava continuamente.

1.3. A motivação gera forças para seguirmos adiante.
Deus dá Seu aval a Josué diante da congregação e todos o veem como um sucessor amparado pelo Senhor. Todavia, para ele havia um misto de terror e de grande responsabilidade estar diante daquele povo (Js 1.1-5). Ele viu a antiga geração impedi-lo de tomar posse de sua herança há anos atrás. Viu também seu líder ficar de fora da terra por causa das atitudes incrédulas daquela geração. Josué precisava realmente de um tratamento de choque da parte do Senhor (Js 14.6-8). Não passava pela mente de Josué o status de tão elevada posição. Sua geração foi conquistadora, mas o ponto principal das conquistas foi a estratégia divina e sua fé em cumpri-la.

Existem dias em nossas vidas que a única coisa que queremos é tirar férias. São dias em que desejamos fugir para um lugar bem distante e renovar as nossas perspectivas. Porém, Josué não tinha essa opção. Ele tinha uma nova missão todos os dias, até chegar à Terra Prometida. É importante ter motivação em nossas vidas. É essa motivação que nos fará acordar cedo para assumir os riscos de uma missão. Josué sabia muito bem que os riscos eram grandes, mas também sabia que Deus era com ele. Não existe tarefa impossível quando o Senhor se dispõe a lutar por nós (2Cr 20.17).

2. As fontes de motivação.
Quanto mais nos aproximamos do Senhor, mais as pressões e as provações se intensificarão e concorrerão para desestimular a nossa caminhada. Por isso, precisamos estar motivados, sem jamais perder o foco da fonte que nos motiva.

2.1. A fonte suprema: Deus.
A narrativa nos indica como Josué alcançou a motivação necessária para dar início à sua tão arriscada empreitada (Js 1.5-6). Ao ver tamanha declaração, poderíamos nos perguntar porque somos tão cheios de estratégias que não nos levam a lugar algum? É que não tentamos para esses detalhes. Queremos avivar o fogo de hoje com as brasas de ontem. Esquecemos que existe uma fonte contínua que nos inspira e motiva a avançar através dos rios e por sobre as muralhas. Acreditamos na metodologia humana e nos esquecemos que Deus trabalha com métodos espirituais (Is 28.21b).

Podemos admirar todos os ministérios levantados por Deus, mas não esqueçamos de que Ele é a fonte. Lembremos que o véu foi rasgado e temos acesso à fonte de onde tudo provém. O mesmo Deus que atuou na vida de Moisés e Josué também está conosco. Ele ainda é o “Eu Sou”, não é “Eu Era” (Hb 13.8). O Eterno Deus não mudou Sua forma de atuar. Nós é que mudamos nossa forma de caminhar com Ele.

2.2. A fonte secundária: a liderança.
A segunda fonte de grande motivação de Josué foi sua liderança. Uma liderança iluminada por Deus é imprescindível. Moisés é incumbido por Deus para tanto animar quanto fortalecer o seu sucessor (Dt 3.28). Homens guiados por Deus jamais ficam míopes. Eles sempre perceberão a necessidade de animar e encorajar aqueles que devem seguir adiante (Hc 2.1-3). Qualquer instituição que deseje seguir adiante observará essa regra fundamental: a de preparar pessoas e encorajá-las para avançar.

Josué 1.1-9 é uma enumeração de promessas e instruções para Josué e todo Israel. Esses versículos iniciais são um sumário da instrução de Deus a Moisés mediante sua repetição a Josué. Também atendem a um propósito político: mostrar que Josué é o líder de Israel reconhecido por Deus como o sucessor de Moisés. É preciso destacar aqui que épocas de transição de liderança são ocasiões de instabilidade em potencial e de catástrofe para a segurança de qualquer grupo. Nesses capítulos iniciais do livro de Josué, encontramos um texto após outro legitimando a autoridade de Josué e dessa forma assegurando que o falecimento de Moisés não seria o começo de uma luta pelo poder. Pelo contrário, os textos mostram Josué como sucessor de Moisés, recebendo as promessas e instruções divinas para a liderança do povo, as quais também haviam sido dadas a Moisés. Os papeis de liderança de Josué em questões políticas, militares e religiosas estão em destaque antes da travessia do Jordão.

2.3. A Fonte inalienável: nós mesmos.
Os dias atuais estão marcados por pessoas que servem a Deus, que são bons cristãos, mas que vivem dependendo sempre da oração, da unção ou de uma palavra vinda dos lábios de alguém. Pessoas que por si só não conseguem fazer a manutenção de suas vidas, precisam sempre ser carregadas e, quando isso não ocorre, elas não se dão ao compromisso de manter acesas as chamas espirituais de suas vidas (Mt 25.8). Vide as exortações de Paulo a Timóteo 4.16; 2Tm 2.1; 2.15).

Em tempo de seca, as raízes mestras das árvores buscam água no profundo da terra. Assim, de maneira semelhante, nós, cristãos, devemos também agir (Sl 1.1-3). Quando nos faltar motivação, devemos nos esforçar e aprofundar nossa busca. Devemos entender a importância desse assunto, visto que somos responsáveis em dar manutenção ao nosso ânimo. Vale a pena destacar aqui que, infelizmente, é altíssimo o percentual de pessoas que buscam aconselhamento em gabinetes pastorais que não tem contato com a Palavra de Deus e não são frequentes nos cultos (Os 4.6a). É claro que essas pessoas sempre vão precisar de aconselhamento, mas, se seguissem corretamente os conselhos de Deus, elas certamente é quem seriam conselheiras.


3. Como motivar a si mesmo?
Há pessoas que se acomodaram e se acostumaram a ter quem lhes acalente por toda a vida. Tais pessoas já não possuem mais alvos, um motivo para acordar e lutar por ele, uma razão para viver. Vejamos alguns conselhos práticos:

3.1. A motivação começa quando estabelecemos um alvo.
Josué tinha um alvo em sua vida, uma missão designada por Deus. Seu alvo era habitar em Canaã com seu povo, os filhos de Israel. Ele dedicou toda a sua vida nesta direção e foi escolhido por Deus para desempenhar a missão de empossá-los na terra da promessa (Js 1.6). Há uma coisa muito importante a ser considerada no tocante ao desenvolvimento de alvos para as nossas vidas. Devemos conhecer os dons, aptidões ou talentos que possuímos e ter a completa certeza de que Deus nos usará através deles. Deus nos usará para a Sua glória e no cumprimento de Sua vontade deve estar a nossa satisfação (Sl 28.7-8). O alvo projetado por Deus revela duas coisas para nossa vida: esforço e ânimo. Desprenderemos forças, mas deveremos agir com alegria (Js 1.9).

Josué, como líder dos filhos de Israel, realmente precisava ser reanimado depois de tudo o que viveu por causa de seus antepassados. Se existe uma coisa que rouba as oportunidades de nosso futuro, é um passado presente. Deus foi estratégico e curador ao proferir essas palavras diante do povo. O Senhor sabia que Josué era talentoso, mas precisava ser honrado diante dos demais. O segredo do futuro é não permitir que o passado nos impeça de prosseguir (Fp 3.13-14).

3.2. A motivação correta produz alegria e contentamento.
Os quarenta anos no deserto nos ensinam uma grande lição. Podemos também estar na casa de Deus e andar errantes, sem chegar a lugar algum (Sl 122.1). Se soubéssemos quem somos e qual a nossa missão a vida teria mais sentido. Nossa motivação deve ser fazer a vontade de Deus. Se nossa motivação for outra, resultará em cansaço, aborrecimento e uma sensação de que Deus não está conosco. Podemos perder muito tempo na vida sem nada realizar (Sl 90.12). Porém, estando no lugar certo e sendo a pessoa certa para tal realização, jamais reclamaremos de nada.

Precisamos estar sempre no centro da vontade de Deus. O que devemos motivar e nos empenhar a trabalhar a todo o vapor é saber que tudo aquilo que estamos fazendo vai glorificar a Deus a não a nós.

3.3. Motivados por uma visão.
Uma visão dada por Deus nos traz responsabilidades, mas também produz alegria. É triste viver sem utilidade no Reino de Deus. Ao saber que fora escolhido para introduzir o povo em Canaã, Josué tomou para si a visão como um destino. Cumprir a missão era sua respiração. Todos os dias ele acordava sabendo tanto para onde ir quanto o que deveria fazer. Que contraste com a nossa geração. Vemos pessoas tão perdidas, com uma vida tão triste e sem sentido. O que mais vemos hoje são pessoas se autodestruindo através das drogas, da pornografia e de toda a sorte de pecados. Se não existe visão, não existe motivo para seguir adiante.

O ser humano não foi criado para perecer levianamente. Por isso, a vida precisa ter sentido. Se não estivermos comprometidos com uma visão, podemos correr o risco de nos tornarmos negligentes, críticos e infiéis. O importante não é só ter uma visão, mas andar nela. Josué foi lembrado como um exemplo formidável de um líder escolhido por Deus e que exercitou a fé de acordo com a vontade do Senhor (Hb 11.30). Como tal, pôde representar o povo diante de Deus e liderar os israelitas. No sentido de um líder que mostrou ao seu povo o caminho da fé e o levou à aliança com Deus, a vida de Josué foi uma prefiguração da do Filho de Deus.

Conclusão.
Qual é a fonte de nossa motivação? Quando nosso coração está cheio de Deus, tudo o que desejamos é produzir frutos que O alegrem. Busquemos sempre saber o que fazer e o façamos com a motivação correta.

Questionário.

1. Por que Josué precisava ser motivado?
R: Por que ninguém segue uma pessoa deprimida e sem energia (Js 1.6).

2. Do que Josué precisava realmente da parte do Senhor?
R: De um tratamento de choque (Js 14.6-8).

3. Com quais métodos Deus trabalha?
R: Com métodos espirituais (Is 28.21b).

4. Do que Moisés foi incumbido por Deus?
R: Tanto animar quanto fortalecer o seu sucessor (Dt 3.28).

5. O que o alvo projetado por Deus revela para a nossa vida?
R: Esforço e ânimo (Js 1.9).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Aprendendo com as Gerações Passadas, A importância, responsabilidade e o legado de uma geração temente ao Senhor para enfrentar as complexidades e os desafios da pós-modernidade, Jovens e Adultos, edição do professor, 1º trimestre de 2017, ano 27, Nº 102, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

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