segunda-feira, 24 de julho de 2017

Editora Betel - Lição 05 - A evangelização de grupos específicos.

A evangelização de grupos específicos.
Aula para o dia 30 de julho de 2017

Texto Áureo
Lucas 19.10
“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”.

Verdade Aplicada
Ao evangelizar grupos que estavam à margem da sociedade, Jesus não somente nos deu um exemplo, como também nos confiou um legado.

Objetivos da Lição
Ensinar quer o amor divino nos inspira a evangelizar grupos específicos;
Enfatizar a necessidade de se evangelizar grupos que sofrem abandono;
Mostrar como podemos alcançar os diversos grupos de viciados, encarcerados e ex-presidiários.

Glossário
Abstinência: Privação, forçada ou não, do uso do álcool ou de outra substância química;
Meretriz: Prostituta;
Tributário: Que paga tributo; contribuinte.

Leituras complementares
Segunda Mc 10.45
Terça Lc 19.6
Quarta Lc 19.7
Quinta Lc 19.8
Sexta Lc 19.9
Sábado Lc 19.10

Textos de Referência.
Lucas 19.1-5
1 E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando.
2 E eis que havia ali um varão, chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos e era rico.
3 E procurava ver quem era Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura.
4 E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver, porque havia de passar por ali.
5 E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque, hoje, me convém pousar em tua casa.

Hinos sugeridos.
12, 166, 172

Motivo de Oração
Louve a Deus pelas igrejas, hospitais e livrarias cristãs que compartilham as boas novas.

Esboço da Lição
Introdução
1. O inspirador amor de Jesus.
2. Os grupos dos nossos dias,
3. Outros grupos a serem evangelizados.
Conclusão.

Introdução
A graça de Deus que se manifestou trouxe salvação a “todos os homens” (Tt 2.11), indicando assim o caráter universal do Evangelho. Na evangelização, não há lugar para preconceito e discriminação.

1. O inspirador amor de Jesus.
Jesus compartilhou a mensagem do Reino de Deus com pessoas que eram discriminadas, como por exemplo, os publicanos e as meretrizes. O amor do Senhor não via empecilhos, mas oportunidade de pregar-lhes a salvação.

1.1. O amor que busca o pecador.
Zaqueu era um funcionário público, coletor de impostos para Roma. Porém. Era judeu, e pela qualidade do serviço que fazia era tratado de maneira discriminada por seus conterrâneos. Por prestar serviços de arrecadação a uma nação pagã, que fazia o seu povo tributário, era desprezado e odiado pelos homens. Ele ouviu a respeito deste Jesus que acolhia os coletores de impostos e os pecadores, e seu coração se encheu de esperança. Ele se esforçou, desejou ver Jesus e o resultado foi maravilhoso, porque Jesus o chamou pelo nome (Lc 19.5). O amor de Jesus pelos perdidos é inigualável, vai além do que podemos imaginar (Rm 5.8).


Existem muitas pessoas como Zaqueu, que possuem um desejo muito grandioso de mudar. Mas como essas pessoas serão alcançadas, se não caminharmos em sua direção? A razão que nos motiva a ir em busca dessas almas é o amor de Cristo, que vê muito além de práticas humanas e de rótulos impostos pela sociedade. Quando a Palavra de deus diz que Jesus Cristo nos amou e morreu por nós, mesmo sendo pecadores, isto inclui todo o tipo de pecados e erros que a humanidade possa cometer (Rm 5.8). Ninguém é tão ímpio que Cristo não possa salvar e não há pessoa tão boa que não necessite nascer de novo. Zaqueu, um publicano rico, tornou-se discípulo de Cristo. Vemos um camelo passando pelo fundo de uma agulha e um rico entrando no Reino de Deus. É uma prova concreta de que para Deus todas as coisas são possíveis. Nesta passagem bíblica, vemos um avarento coletor de impostos sendo transformado em um cristão generoso.

1.2. O amor misericordioso.
Zaqueu acolheu Jesus em sua casa alegremente, mas todos os que viram isso murmuraram contra o Mestre. As pessoas estavam tão insensíveis às necessidades espirituais de Zaqueu que não conseguiam vê-lo como um homem carente de salvação. Mas Jesus viu, e, por isso, entrou em sua casa (Lc 19.9; Ap 3.20). O arrependimento de Zaqueu foi instantâneo, e, diante disso, ele tomou diversas resoluções para demonstrar sua mudança. Quando Jesus anunciou que ficaria em sua casa, Zaqueu descobriu que tinha encontrado um amigo novo e maravilhoso. Deus sempre vê o que há no coração humano, mesmo que por fora venhamos aparentar algo diferente. Ele sabe quem somos e como nos alcançar (1Sm 16.7).

Nosso Senhor Jesus Cristo demonstrou misericórdia pelos marginalizados, estigmatizados e socialmente rejeitados. Nosso dever como cristãos é seguir esses mesmos passos (Mt 10.25ª). Como igreja, devemos demonstrar misericórdia, nos compadecendo da miséria alheia, principalmente a espiritual. Zaqueu mudou de vida porque foi alcançado pelo amor que rompe barreiras e vai além dos olhos humanos. O Senhor Jesus nunca muda. O que Ele fez por Zaqueu Ele é capaz e está disposto a fazer por qualquer outra pessoa.

1.3. O amor perdoador.
Ainda há muito a se fazer em prol das pessoas carentes de afeição, amizade e de perdão divino. Para isso, devemos nos inspirar no amor oferecido por Jesus aos pecadores. Quem diria que Levi, um cobrador de impostos, viesse a se tornar o escritor do primeiro evangelho? O amor divino enxerga algo precioso naqueles que, aos olhos humanos, são desprezíveis e sem futuro. Existem pessoas que irão muito além do que podemos pensar, por isso, precisamos alcança-las (Is 12.3-4).

Não devemos jamais duvidar daquilo que Deus pode realizar na vida de uma pessoa. Esse critério não cabe a nenhum de nós. Fomos chamados para testemunhar de jesus Cristo, e, se o fizermos com amor, dedicação e fé, os resultados serão gratificantes para o Reino de Deus. Calados, nada realizamos, mas, proclamando, Deus, com certeza, agirá. Devemos oferecer o Evangelho com ousadia, mesmo que seja o pior e o mais ímpio dos pecadores (Is 1.18). Os médicos, às vezes, consideram alguns casos de pessoas como incuráveis. No entanto, não existem casos incuráveis para o Evangelho. Qualquer pecador pode ser curado, isto é, restaurado, transformado se tão somente vier a Jesus Cristo e recebe-lo como único e suficiente Salvador.

2. Os grupos dos nossos dias.
A identificação de diversos grupos sociais contribuirá na contextualização da mensagem do Evangelho e no estabelecimento de estratégias buscando promover ações inclusivas, pois todos os segmentos sociais devem ser alcançados pela evangelização.

2.1. Comunidades carentes.
As comunidades carentes, além do abandono social, sofrem bastante por causa da pressão espiritual. O morador tem que conviver diariamente com a baixa moralidade, o uso de drogas ilícitas e o tráfico. Muito já se foi feito, mas ainda há muito o que se fazer para melhorar as condições de vida e segurança dessas pessoas (Ec 4.1). O tempo não nos espera. Como Igreja, devemos agir urgentemente. Onde houver uma alma, ali há um campo missionário.

Nas comunidades carentes normalmente há um alto grau de receptividade ao Evangelho. Os discípulos de Jesus Cristo precisam anunciar nestas comunidades que o Senhor Jesus chama, também, os pobres e pecadores a fazerem parte do Seu Reino (Lc 19.10). A presença da Igreja é uma esperança, pois encontramos na Bíblia que, durante o ministério terreno de Jesus, Ele salvava e libertava, mas também supria as necessidades físicas das pessoas.

2.2. Crianças abandonadas.
No que diz respeito às questões familiares, nunca a sociedade brasileira viveu tempos tão difíceis como os atuais. Além de um número sem fim de casamentos dissolvidos, a sociedade conta ainda com a prostituição infantil e o abandono de crianças (Mt 19.13-14). É muito comum ver crianças vendendo balas, doces e outros produtos para ajudarem seus pais na renda familiar. Isso também acontece nos sinais de trânsito, onde muitas crianças são manipuladas pelos adultos para pedir dinheiro aos motoristas. Essas crianças deveriam estar na escola, ou sendo cuidadas pelos pais, mas, infelizmente, a falta de planejamento familiar, o desemprego e a miséria são a causa dessa tragédia.


Sabendo o perigo que rondaria as crianças de serem desprezadas e desvalorizadas, o Senhor Jesus deixou-nos uma advertência em Mateus 18.6. Quanto mais cedo a ação evangelizadora alcançar as crianças, maiores as possibilidades de as mesmas não serem atingidas por perigos físicos, morais e espirituais. As igrejas precisam investir mais para alcançar as crianças com a Palavra de Deus, capacitando professores, equipando as salas e providenciando material didático apropriado. Em 1780, o inglês Robert Raikes iniciou um trabalho de evangelização dos menores que viviam nas ruas da cidade. Além da evangelização, ele ensinava as crianças a ler e escrever. Assim, começou a Escola Bíblica Dominical. 

2.3. Anciãos.
A Igreja de Cristo deve ser um lugar de acolhimento e de companheirismo para as pessoas idosas (Is 1.17). Há igrejas que reúnem seus idosos para um tipo de culto chamado “culto da terceira idade”, ou “melhor idade”. Muitos anciãos vivem uma terrível solidão dentro de suas casas, por vários motivos: os filhos já casaram; um dos cônjuges faleceu, doenças, etc. Por isso se faz necessário planejar cultos evangelísticos visando alcançar pessoas dessa faixa etária também. Certamente, anciãos da igreja ainda podem cooperar muito no Reino de Deus. 

“Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer” (Pv 23.22). As ações de evangelização junto a terceira idade precisam respeitar as características inerentes à faixa etária e criar um ambiente favorável, onde poderá haver compartilhamento e valorização das experiências vividas, promoção de encontros e reunião, realização de passeios, entre outros.

3. Outros grupos a serem evangelizados.
Evangelizar grupos específicos é reflexivo, desafiador e nos conduz a uma vida cristã prática. Se não fizermos algum tipo de trabalho em prol de nosso próximo, tudo mais será perda de tempo.

3.1. Alcoólatras e dependentes químicos.
O álcool e as drogas ilícitas (maconha, cocaína, crack, etc.) têm feito muitas vítimas e destruído muitas famílias ao redor do mundo (2Co 4.4). Algumas igrejas trabalham em conjunto com centros de recuperação e outras já possuem tais centros. É um trabalho que exige amor, paciência e muita determinação, porque pessoas que são dependentes químicos sofrem abstinências e uma série de problemas psíquicos, físicos e espirituais. Existe todo um processo até que possam ser reintegrados à sociedade. Muitos perdem suas famílias, emprego e autoestima. Felizmente, a igreja tem atuado junto a este grupo e realizado um bom trabalho, mas ainda há muito a fazer, porque novas drogas surgem a cada momento e os mais atingidos são os jovens.

A medida que a igreja vai crescendo, as possibilidades de ajudar grupos como esses também surgem. Qual seria a pessoa mais qualificada para falar a um dependente químico? Aqueles que se preparam para trabalhar com este projeto específico. Por esse motivo, é mais do que importante evangelizar sem discriminação ou preconceito. Precisamos entender que são almas carentes que estão nas ruas sendo arruinadas pelo vício (Lc 4.18).


3.2. Encarcerados e ex-presidiários.
O número de pessoas presas no Brasil cresceu, intensificando uma tendência que fez o Brasil um dos três países do mundo com maior aumento da população carcerária nas últimas duas décadas (Mt 25.42-43). Essa é outra oportunidade que nos surge para anunciar o Evangelho. No entanto, é preciso se preparar, pois só aqueles que são qualificados em capelania carcerária possuem livre acesso para falar de Cristo nos presídios. Quando a igreja local cumpre o seu papel, ela também ajuda na reestruturação da sociedade (Lc 5.32; 15.4). Essas pessoas precisam voltar à sociedade. Com Cristo em suas vidas, elas se transformarão em agentes a serviço do Reino de Deus.

Existem várias formas e lugares onde podemos anunciar a Cristo. O evangelismo urbano se preocupa em alcançar a todos numa cidade, e isso inclui os encarcerados e ex-presidiários. A maioria dos criminosos procede de uma família desestruturada. Muitos deles são vítimas da violência doméstica e urbana. A Igreja deve exalar o amor paternal de Jesus, Deve ser de fato uma família que alcance também essas pessoas.

3.3. A batalha contra o mal.
A evangelização é a tarefa mais importante e urgente da Igreja: “E apiedai-vos de alguns...E salvai alguns, arrebatando-os do fogo...”  (Jd 22-23). Existem grupos de famílias desamparadas. Há homossexuais e prostitutas que precisam ser evangelizados. Há várias áreas onde podemos atuar. Cabe à liderança da igreja local, junto com a membresia, orar e buscar em Deus orientação sobre o assunto. Depois, então, traçar metas de evangelização junto a grupos específicos. Não devemos nos deixar levar pela emoção, mas pedir direção a Deus sobre qual grupo (ou grupos) a igreja evangelizará de modo efetivo.


A missão da Igreja é evangelizar a todos onde ela está plantada. A Igreja deve sair e espalhar a semente do Reino de Deus aos quatro cantos de seu território. No entanto, no que diz respeito a evangelização de grupos específicos, é necessário buscar a orientação de Deus para realizar um trabalho mais efetivo. O que não se pode é ficar parado enquanto vidas vão para o inferno (Ez 33.6).

Conclusão.
Busquemos conhecer os diversos grupos sociais que estão presentes na região da igreja local. Apresentamos ao Senhor em oração e peçamos a direção e capacitação necessárias do Espírito Santo, pois todos os segmentos sociais precisam ser alcançados pela mensagem da salvação.

Questionário.
1. Como é o amor de Jesus pelos perdidos?
R: É inigualável, vai além do que podemos imaginar (Rm 5.8).

2. O que a Igreja de Cristo deve ser para as pessoas idosas?
R: Deve ser um lugar de acolhimento e de companheirismo (Is 1.17).

3. O que o álcool e as drogas ilícitas têm feito?
R: Muitas vítimas e destruído muitas famílias ao redor do mundo (2Co 4.4).

4. Quando a Igreja local cumpre o seu papel, qual é a sua ajuda?
R: Ela ajuda na reestruturação da sociedade (Lc 5.32; 15.4).

5. Qual é q tarefa mais importante e urgente da Igreja?
R: A evangelização (Jd 22.23).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Evangelismo, Missões e Discipulado, A tarefa primordial da igreja, Jovens e Adultos, edição do professor, 3º trimestre de 2017, ano 27, Nº 104, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.


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