sexta-feira, 9 de março de 2018

Editora Betel - Lição 10 O dia da expiação

Editora Betel - Lição 10 O dia da expiação
Aula para o dia 11 de março de 2018

Texto Áureo
Levítico 16.3
“Com isto Arão entrará no santuário: com um novilho para expiação do pecado e um carneiro para holocausto”.

Verdade Aplicada

A confiança para entrar na presença de Deus nos é assegurada pelo Sumo Sacerdote Jesus, que apresentou a Deus um sacrifício perfeito, que Ele realizou em nosso favor dando a Sua própria vida.

Objetivos da Lição
Mostrar a responsabilidade do sacerdote;
Demonstrar a exigência para poder entrar no Lugar Santíssimo;
Ensinar a grandeza da obra da redenção do homem.

Glossário
Ceroulas: Peça do vestuário masculino;
Magnificente: Grandioso, suntuoso; esplêndido;
Perpétuo: Que dura sempre; eterno; que não cessa nunca; contínuo.

Leituras complementares
Segunda Lv 16.1-2
Terça Lv 16.5-9
Quarta Lv 16.11-19
Quinta Lv 16.23-24
Sexta Hb 7.26-27
Sábado Hb 9.25-28

Textos de Referência.
Levítico 16.16-18
16 Assim, fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, segundo todos os seus pecados; e, assim, fará para a tenda da congregação, que mora com eles no meio das suas imundícias.
17 E nenhum homem estará na tenda da congregação, quando ele entrar a fazer propiciação no santuário, até que ele saia; assim, fará expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel.
18 Então sairá ao altar, que está perante o Senhor, e fará expiação por ele; e tomará do sangue do novilho e do sangue do bode e o porá sobre as pontas do altar ao redor.

Hinos sugeridos.
257, 292, 322

Motivo de Oração
Ore pela igreja no Brasil, que ela seja fonte de paz!

Esboço da Lição
Introdução
1. Entrando no Lugar Santíssimo.
2. A expiação do santuário.
3. O holocausto após a expiação.
Conclusão

Introdução
O dia da expiação era considerado o maior de todos os dias no calendário judaico. Neste dia o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo, levando sangue para fazer sacrifício por si mesmo e pelo povo.

1. Entrando no Lugar Santíssimo.
Deus em Sua perfeita sabedoria, e sabendo que nenhum dos Seus propósitos pode ser impedido, nos revela, através das figuras dos sacrifícios do Antigo Testamento, que se cumpriram na pessoa amada de Seu Filho Jesus Cristo, como tudo será alcançado na eternidade. No dia da expiação de seus sacrifícios, temos o passo a passo de como Deus alcança a Igreja, Israel e, por fim, as nações na eternidade (Ap 21.24).

1.1. A ordem de Deus para Arão.
Deus orienta Arão, através de Moisés, que ele não poderia entrar no santuário em todo o tempo, para que não morresse (Lv 16.2). Era necessário que Arão fizesse um sacrifício para entrar no santuário, pois Deus aparecia numa nuvem sobre o propiciatório. Se não observado o que Deus determinara, Arão morreria. A observância da liturgia deste dia deveria ser seguida fielmente e nenhuma novidade podia ser acrescentada, não era um dia para inovações. Neste capítulo, santuário é o Lugar Santíssimo, onde ficava a arca e o propiciatório, e o Lugar Santo é chamado de tenda da congregação (Lv 16.16).

A presença de Deus é algo maravilhoso para o ser humano, mas as regras para que isto aconteça devem ser observados, para que a bênção não se transforme em maldição. Se alguma novidade fosse acrescentada ou alguma coisa fosse omitida, o dia da expiação seria um dia para se lamentar a morte do sacerdote e não agradecer pelo pecado ter sido expiado. Hoje a Igreja deve procurar observar o que Deus diz em Sua Palavra e rejeitar todas as inovações que são contrárias as Escrituras, que tem surgido com aparência de piedade, mas são uma verdadeira afronta aos mandamentos divinos e apenas atraem uma grande multidão; o seu objetivo não é glorificar a Deus, mas exaltar o homem. Temos o dever e a obrigação de honrar a Palavra de Deus.

1.2. O sacerdote banhava a sua carne.
Era necessário o sacerdote tomar um banho antes de vestir as roupas que oficiaria o ritual do dia da expiação. A higiene, que era feita pelo sacerdote em tomar o banho, a fala da pureza necessária para quem quer se aproximar do Senhor, e este banho é uma figura do que a Palavra de Deus faz na vida do salvo. Paulo fala dessa doutrina quando escreve a Tito, o que torna este ato no dia da expiação uma ilustração do que acontece na vida espiritual: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador.” (Tt 3.5-6). O Espírito Santo usa a Palavra para a pureza do crente.

A Bíblia diz que as cerimônias e os sacrifícios estabelecidos na lei são “sombra dos bens futuros” (Hb 10.1). Jesus, no que concerne ao Seu ministério, Sua morte e Sua ressurreição, quando empreende a perfeita obra da expiação, é pessoalmente puro e imaculado, como nos afirma o apóstolo Pedro (1Pe 1.19). O próprio Senhor Jesus afirmou que se santificou pelos Seus (Jo 17.19). O salvo pode contemplar o seu Senhor em toda a Sua santidade, por Ele ser santificado pela verdade da palavra de Deus e se aproximar da Sua presença.

1.3. As vestes para entrar no santuário.
Arão tinha que vestir roupas de linho para entrar no santuário, a túnica, ceroulas, um cinto e uma mitra (Lv 16.4), que eram vestes santas. O sumo sacerdote tirava as suas vestes suntuosas e se vestia como os demais sacerdotes. As roupas dos demais sacerdotes lemos em Levítico 8.13. O linho representa a justiça de Cristo e retrata a pureza e o estado de limpeza cerimonial exigida por Deus para que o sumo sacerdote pudesse se aproximar da Sua presença, simbolizando na arca do concerto, no propiciatório sobre a arca e na sua glória ali presente. Tudo isso para hoje podermos entender, pela revelação do Espírito Santo, quão grande foi a obra que Jesus fez para nos conceder o privilégio de termos a glória de Deus em nossa vida.

Quando o sumo sacerdote Arão despede-se de suas maravilhosas vestes e se adorna com as roupas de linho, como os demais sacerdotes, é como sombra do que Jesus fez, como escreve Paulo aos filipenses: “Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.” (Fp 2.7). Jesus veio como homem para realizar a obra da expiação. Foi um ato de humilhação (Fp 2.8), pois se esvaziou de toda a Sua glória e como um de nós andou neste mundo para morrer na cruz. Como depois Arão voltava a vestir as suas pomposas vestes, também Jesus hoje está revestido de glória e de honra. Este ato de despir-se só era necessário durante a cerimônia do dia da expiação, e foi o que Jesus também realizou, quando se fez carne.


2. A expiação do santuário.
Arão entrava no santuário com um novilho para expiação do pecado e um carneiro para holocausto (Lv 16.3). Ele não tinha permissão de entrar no Lugar Santíssimo com frequência, por isso, havia a necessidade de ser purificado antes de oferecer sacrifício pelo povo (Lv 16.2).

2.1. A expiação pela sua casa.
Arão realizava o sacrifício por si e pela sua casa (Lv 16.11). Deus em Seu cuidado com o sumo sacerdote ordena que um novilho seja oferecido como sacrifício para expiação, e, como Arão tinha que entrar no Lugar Santíssimo, era também necessário encher o local com fumaça. Arão tomava o incensário, cheio de brasa do fogo do altar, com os punhos cheios de incenso aromático. Todo esse ritual era essencial que fosse realizado, pois, qualquer desvio, a morte viria sobre o oficiante. Deus provê toda a segurança para os que se achegam a Ele, porém, deve ser feito da maneira como Ele determina, e este princípio permanece em nossos dias. Não podemos ver a obra de Deus de modo diferente. O ensino bíblico exige que obedeçamos ao que diz a Palavra de Deus, para nossa segurança e bênção para a nossa família.

O sangue do sacrifício era espargido sobre a face do propiciatório para a banda do oriente sete vezes (Lv 16.11). Todo esse belo ritual era perante o Senhor (Lv 16.13). O fogo que era trazido para dentro do santuário e aceito pelo Senhor era fogo do altar onde o sangue era derramado, pois, Deus não aceita outro fogo em Sua presença. Vivemos dias nos quais muitos estão trazendo fogo estranho à presença de Deus. O sangue sobre o propiciatório tornava o ofertante propício a Deus, isto é, permitia que o homem se aproximasse de Deus. Era necessário ser espargido sete vezes, que é o número da perfeição espiritual. Assim como Arão fazia expiação por si e pela sua casa, hoje, da mesma forma, Deus quer abençoar as famílias (Lv 16.11).

2.2. A expiação pelo povo.
Para expiação pelo povo um bode deveria ser degolado (Lv 16.15). Em todos esses detalhados rituais o sacerdote entrava sozinho na presença de Deus no Lugar Santíssimo, simbolizando o sacrifício da Nova Aliança que Jesus fez por nós, estando sozinho quando fez a expiação pelos pecados do mundo. A segurança do oficiante não estava em seus sentimentos, mas em cumprir o que Deus estabelecera e assim sempre será no nosso relacionamento com Deus. A nossa segurança não está no que achamos ou pensamos, mas em obedecer ao que o Senhor estabelece para ser feito através da Sua bendita Palavra.

A expiação pelo povo era efetuada pelo sacrifício do bode da expiação (Lv 16.15), e também pelo bode vivo que era enviado ao deserto (Lv 16.21). Esses dois bodes representam dois aspectos das obras que Jesus fez pelo homem, em perdoar os seus pecados e levar sobre si os nossos pecados, como nos ensina a Palavra de Deus (1Pe 2.24).

2.3. A expiação pelo santuário.
Era também necessário fazer expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel (Lv 16.16). Os pecados ou atos involuntários do povo contaminavam o santuário que estava no meio deles, o que impedia a habitação do Senhor no acampamento de Israel. Em toda a liturgia realizada pelo sumo sacerdote há um grande ensino para a Igreja acerca de como o Senhor trabalha para a purificação de todas as coisas.

Esse ato era repetido anualmente, pois o sangue de bodes e bezerros não pode purificar a consciência do homem das obras mortas (Hb 9.11-14). Em todo o ritual do dia da expiação, o incenso era oferecido ao Senhor dentro do Lugar Santíssimo, simbolizando o bom odor do sacrifício que é oferecido a Deus, tipificando o sacrifício de Jesus Cristo aceito por Deus. Agora não há mais a necessidade de repetir o sacrifício anualmente porque Jesus realizou uma obra perfeita e eterna (Hb 9.11).

3. O holocausto após a expiação.
O holocausto é um sacrifício de adoração e Deus deve ser adorado em todas as circunstâncias e em todos os momentos de nossa vida. Após a liturgia, era preparado o holocausto pelo sumo sacerdote e pelo povo (Lv 16.24), para fazer expiação por si e pelo povo.

3.1. As vestes depois do sacrifício.
Para realizar todo o ritual do dia da expiação Arão despia das suas vestes e vestia as vestes santas de linho, mas, após a realização de toda a liturgia necessária do dia da expiação, ele se banhava e tornava a vestir os seus vestidos magnificentes (Lv 16.23-24). Com os seus vestidos chegava perante o Senhor com o holocausto por si e pelo povo. Uma perfeita figura do que Jesus fez e faz diante do Senhor Deus. Ele se apresenta ao Pai após a obra da redenção por Ele efetuada (Jo 20.16-17).

Segundo o comentarista M. Ryerson Turnbull, o sacerdote se vestia, não nas roupagens brilhantes e multicores do seu ofício, mas numa simples vestimenta do mais puro linho branco. O branco simboliza pureza absoluta. A ausência de adornos na vestimenta de linho significava humilhação pelo pecado (Êx 33.5-6). Em Sua oração, Jesus disse que se santificaria para que Seus discípulos fossem santificados (Jo 17.19). Após consumada a obra, Ele recebe a glória que tinha antes (Jo 17.5).

3.2. O homem que levou o bode emissário.
Aquele que levava o bode emissário (bode expiatório), para poder voltar a entrar no arraial, precisava lavar os seus vestidos e banhar a sua carne, pois estivera em contato com o animal que simbolicamente levava o pecado do povo. Ele se tornava cerimonialmente impuro por levar o animal para o deserto (Lv 16.26).

Segundo Russell Norman Champlin: “Nos dias do segundo templo, tal homem precisava ficar na última cabana, a pouco mais de um quilômetro e meio de Jerusalém, até o pôr-do-sol, quando então podia voltar ao convívio social”. O pecado é um mal que o mais simples contato contamina o homem e o torna impossibilitado de permanecer no acampamento do Senhor: Este homem que leva o bode para o deserto é um exemplo da malignidade do pecado e o quanto o mesmo aborrece a Deus. Na sua purificação, necessária para a sua entrada no arraial, podemos agradecer a Deus por ter realizado tudo para que pudéssemos retornar para o acampamento, e desfrutar da Sua grandiosa presença em nossa vida pelo Seu Espírito que Ele nos concedeu.

3.3. Um estatuto perpétuo.
No dia da expiação, em que eram feitos sacrifícios pela classe sacerdotal e também pelos leigos, vemos a universalidade do pecado. Os sacrifícios do dia da expiação tornavam abundantemente claros como Deus detesta o pecado, que traz consigo o desespero e a morte para o homem. Deus estabelece esta cerimônia como um estatuto perpétuo: o sacrifício da expiação para que o israelita tivesse sempre a consciência do pecado e como este afeta o relacionamento entre Deus e o homem. A obra de Cristo tem para o cristão este caráter de ser uma obra perpétua.

Agora, com o sacrifício do dia da expiação e estabelecendo-o como um estatuto perpétuo, Deus está providenciando para o Seu povo uma condição para que o pecado seja expiado e, consequentemente, ele fala sobre um sábado de descanso (Lv 16.31). Deus descansou no sétimo dia, pois o pecado não havia ainda entrado no mundo e este “sábado de descanso” é uma profecia que Deus um dia estabelecerá um sistema onde o pecado não mais existirá.

Conclusão.
Permaneçamos nos mandamentos do Senhor para o nosso próprio bem e para que o nome do nosso Deus seja glorificado. Temos essa responsabilidade sobre os nossos ombros, pois somente a Igreja do Senhor é o povo cujo pecado foi expiado e encontrou salvação na pessoa de Jesus Cristo.

Questionário.

1. O que Deus orienta a Arão, através de Moisés?
R: Que ele não poderia entrar no santuário em todo o tempo, para que não morresse (Lv 16.2).

2. O que o linho representa?

R: A justiça de Cristo (Lv 16.4).

3. Para expiação pelo povo, o que deveria ser degolado?
R: Um bode (Lv 16.15).

4. Por que era também necessário fazer expiação pelo santuário?

R: Por causa das imundícias dos filhos de Israel (Lv 16.16).

5. Para poder voltar a entrar no arraial, o que precisava fazer aquele que levava o bode emissário (bode expiatório)?
R: Precisava lavar os seus vestidos e banhar a sua carne (Lv 16.26).


Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Levítico – O ministério sacerdotal levítico e sua relevância para a Igreja. Adultos, edição do professor, 1º trimestre de 2018, ano 28, Nº 106, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.



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