segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Editora betel - Lição 8 - A consagração do sacerdote.

Aula para o dia 25 de fevereiro de 2018

Editora betel - Lição 8 - A consagração do sacerdote.
Texto Áureo
Levítico 8.12
“Depois, derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para santificá-lo”.

Verdade Aplicada
O sacerdócio de Jesus Cristo diante de Deus é a certeza de sempre sermos aceito pelo Senhor.

Objetivos da Lição
Mostrar o privilégio e a responsabilidade de Arão e seus filhos perante Deus e a nação;
Lembrar que a Igreja tem um sacerdócio santo;
Ensinar que quando fazemos conforme a vontade de Deus Sua manifestação é gloriosa.

Glossário
Ilibada: Pura, sem mancha;
Indumentária: Conjunto de roupas que uma pessoa veste;
Novilho: Boi ainda novo; bezerro.

Leituras complementares
Segunda Êx 28.1-3
Terça Êx 28.4-10
Quarta Lv 8.1-5
Quinta Lv 8.6-11
Sexta Lv 8.33-36
Sábado Lv 9.1-5

Textos de Referência.
Levítico 8.10, 12; 9.1, 23-24
10 Então Moisés tomou o azeite da unção, e ungiu o tabernáculo e tudo o que havia nele, e o santificou;
12 Depois, derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para santificá-lo.

1 E aconteceu, ao dia oitavo, que Moisés chamou a Arão, e a seus filhos, e aos anciãos de Israel,

23 Então entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; depois saíram e abençoaram o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo o povo.
24 Porque o fogo saiu de diante do Senhor e consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo todo o povo, jubilaram e caíram sobre as suas faces.

Hinos sugeridos.
56, 139, 176

Motivo de Oração
Interceda pelos líderes que batalham para manter uma igreja perseverante.

Esboço da Lição
Introdução
1. O sumo sacerdote Arão.
2. A consagração dos filhos de Arão.
3. A glória e o fogo do Senhor.
Conclusão

Introdução
Nos sacrifícios e no sacerdócio temos uma figura do Senhor Jesus Cristo. Ele é o perfeito sacrifício e o perfeito sacerdote. Como sacerdote está diante de Deus para interceder por todos que foram alcançados pelo Seu sacrifício.

1. O sumo sacerdote Arão.
Deus em sua soberana vontade escolheu Arão e seus filhos para exercerem o ministério sacerdotal. Não foi uma escolha por mérito da família de Arão. Por Sua infinita graça, Deus separou uma família para que estivesse perante Ele para interceder pela nação de Israel. O grande privilégio de Arão e seus filhos também trouxe uma grande responsabilidade perante Deus e diante da nação.

1.1. A convocação da assembleia.
Para a realização do ato de consagração dos sacerdotes, Moisés convoca toda a congregação à porta da tenda da congregação (Lv 8.3), como o Senhor lhe ordenara. Todos eles foram lavados com água, símbolo da Palavra de Deus, e depois os vestiu. Uma simbologia perfeita do que acontece com os que hoje são chamados para o serviço do Mestre, pois são purificados pela lavagem da Palavra de Deus e vestidos com as vestes da salvação. Toda a congregação assistiu à cerimônia daqueles que estariam incumbidos do privilégio de responderem pelos interesses mais importantes perante o Senhor (Lv 8.5).

Cada parte do vestuário de Arão tinha um particular interesse para os israelitas (Lv 8.7-9). As roupas do sacerdote, que eram em número de sete (o peitoral, o éfode, o manto, a túnica bordada, a mitra, o cinto e os calções), têm o seu significado em J3esus. Como os israelitas olhavam para Arão e podiam admirar cada peça da indumentária do sacerdote, assim também podemos olhar para Jesus e ver nEle como essas vestes satisfazem as nossas necessidades espirituais. O peitoral (Êx 28.23-29) e as ombreiras (Êx 28.10-12), que tinham os nomes das tribos de Israel, eram levados para dentro do santuário toda vez que Arão oficiasse no santuário. Assim Jesus leva em Seu peito os nomes de cada um dos Seus remidos diante de Deus. Como uma tribo grande ou uma pequena ocupa o mesmo lugar no ombro e no coração do sacerdote, assim também acontece com a Igreja: todos os membros têm lugar no peito e no ombro de Jesus; pois são amados e sustentados por Ele.


1.2. A unção de Arão.
Moisés ungiu o tabernáculo e em seguida Arão (Lv 8.10, 12). Observemos que Arão foi ungido antes do sacrifício ser realizado. Um tipo do Senhor Jesus Cristo, que foi ungido no início do Seu Ministério (Lc 4.18), e antes de morrer na cruz. Todo israelita precisava de um sacerdote para poder chegar a presença de Deus, assim, em Cristo todo salvo tem a ousadia para chegar diante do Senhor. A unção sobre Arão era a aprovação e confirmação de Deus para que ele tivesse autoridade para exercer o ministério sacerdotal em favor de todos os crentes (Hb 7.21).

Arão era um homem fraco como todos os demais sacerdotes que vieram de sua linhagem (Hb 7.28). Apesar do perfeito ofício sacerdotal de Jesus, nós ainda aqui andamos, criaturas cheias de fraquezas, sujeitos a todos os tipos de tropeço e, sendo assim, necessitamos de um sacerdote que, nas alturas, diante de Deus, interceda por nós e nos mantenha em comunhão com Deus. A esfera do ministério de Arão era terrena, mas a esfera do ministério de Cristo é celestial (Hb 8.3-4).

1.3. O sacrifício por Arão.
Mesmo sendo escolhido para ser o sumo sacerdote, Arão era pecador e necessário era o sacrifício para que pudesse estar diante de Deus pela nação de Israel: “Então fez chegar o novilho da expiação do pecado; e Arão e seus filhos puseram as suas mãos sobre a cabeça do novilho da expiação do pecado.” (Lv 8.14). Sabemos que pelo pecado do sacerdote era necessário um novilho (Lv 4.4). E para começar o seu ofício, Arão precisou ter os seus pecados expiados. Toda pessoa que queira servir a Deus tem que ter a experiência da regeneração: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo.” (Tt 3.5).

Em todas as épocas Deus sempre teve grandes homens usados por Ele de modo grandioso, mas todos são pecadores e precisam da obra expiatória do Senhor Jesus. A ordenação de Arão foi feita como Deus havia mostrado a Moisés (Êx 29.1-4). Hoje a Igreja deve observar o que diz as Escrituras, sem se desviar de nenhum dos seus ensinamentos. Infelizmente, o modismo tem tomado conta de muitas igrejas e o resultado disso é o povo se afastando de Deus, e o esfriamento dominando vidas, que vão para a igreja meramente para participarem de uma reunião social.


2. A consagração dos filhos de Arão.
Arão e seus filhos separados para o sacerdócio em Israel são figuras de Cristo e Sua Igreja. A responsabilidade de Arão era superior à de seus filhos, mas os filhos de Arão também eram sacerdotes. A Igreja de Cristo é chamada de sacerdócio real (1Pe 2.9). O sacerdócio da Igreja é junto com Cristo, assim como os dos filhos de Arão era com o seu pai.

2.1. As vestes dos filhos de Arão.
Os filhos de Arão também foram vestidos (Lv 8.13), mas não eram vestes iguais a de Arão. Todos aqueles que oficiavam no templo precisavam estar vestidos com as indumentárias corretas que o serviço exigia. Chegar para servir ao Senhor no templo sem as roupas próprias para o serviço desse sacerdote. Podemos também dizer que todos que servem ao Senhor devem se portar adequadamente, isto é, com moral e ética ilibada e sem se descuidar da vida espiritual.

As vestes dos sacerdotes durante o serviço eram: a túnica, que representava o recato e o decoro, pois a finalidade era cobrir todo o corpo; o cinto, que pode representar a prontidão, verdade, caráter, disciplina, força, justiça, firmeza, fidelidade e integridade; e a tiara simboliza a proteção, a salvação. Essas qualidades devem também fazer parte da vida do cristão que, como um intercessor, sempre pode chegar perante o Senhor em favor de alguém, ou para si mesmo. Todo o cuidado deve ser dado às vestes para que não sejam manchadas com o que não tem o selo da aprovação do Senhor. Tudo que não tem a sanção divina deve ser prontamente rejeitado.

2.2. O sangue nos sacerdotes.
Após o sacrifício do animal. Arão e seus filhos estão juntos. Que bela figura de Jesus se identificando com os Seus após ter morrido e ressuscitado. Após a morte e ressurreição de Jesus, a Igreja pode ser morada de Deus, habitação do Espírito Santo. O sangue foi aplicado em Arão como também em seus filhos. O sangue que foi derramado à base do altar era imprescindível em todo o sacrifício pelo pecado (Lv 8.15). A consagração de Arão junto com seus filhos foi com o sangue do carneiro (Lv 8.23), significando que tudo que é oferecido a Deus ou útil para o serviço a Deus tem como fundamento o sangue do sacrifício.

O sangue foi colocado por Moisés sobre a ponta da orelha direita de Arão e dos seus filhos (Lv 8.23-24). O sangue no ouvido de Arão e de seus filhos significa que a Igreja ouve como Jesus ouve, e que um ouvido manchado de sangue está pronto para ouvir e deleitar-se nas comunicações divinas. O sangue sobre o polegar da mão direita de Arão e de seus filhos nos mostra que o serviço da Igreja deve ser tal qual o de Cristo, sempre com o propósito de glorificar a Deus. A conduta do cristão é de acordo com a de Jesus, e tudo isso é possível para a Igreja, por causa do sacrifício vicário de Jesus.


2.3. O azeite nos sacerdotes.
Após o sacrifício oferecido no altar e o sangue ser colocado sobre Arão e seus filhos (orelha, mão e pé) o sangue e o azeite podem ser espargidos sobre eles. Antes Arão foi ungido sozinho, mas agora ele pode estar junto dos seus filhos. Após Sua morte e ressurreição Jesus pode se identificar com os Seus. Jesus veio para buscar o que se havia perdido e conceder ao homem desfrutar do que Ele sempre gozou junto com o Pai: “E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.” (Jo 17.19).

A santificação dos filhos de Arão aconteceu junto com o seu pai. A santificação da Igreja não acontece fora de Cristo. Todos os meios de purificação da alma que o homem inventa são totalmente inúteis diante de Deus. A santificação é oferecida por Deus ao homem através da obra que Jesus realizou e para que o homem possa dela desfrutar precisa ser um com Jesus Cristo. Toda a perfeição que o homem busca só é encontrada em Jesus. O homem só pode estar na presença de Deus com vestes santas, vestes dadas por Deus, para que não se esconda como fez Adão.

3. A glória e o fogo do Senhor.
Após a consagração de Arão e seus filhos, Deus faz através de Moisés uma promessa: “porquanto hoje o Senhor vos aparecerá” (Lv 9.4). Tudo o que temos estudado no livro de Levítico até agora se resume muito bem nessa promessa. Deus quer um povo santo para que possa conviver no meio dele.

3.1. Comendo na tenda da congregação.
Arão e seus filhos deveriam ficar sete dias na porta da tenda da congregação. Eram os dias necessários para a consagração deles. Deveriam se alimentar naquele local e fazer tudo o que fora ordenado, pois se assim não fizessem morreriam (Lv 8.35-36). Assim, aprendemos os princípios bíblicos sobre o cuidado, seriedade, zelo e preparo para o exercício do ministério. Os detalhes aqui apresentados não são exigidos hoje para os obreiros da Igreja, porém os princípios permanecem (At 6.1-3; 1Tm 3.1-13; Tt 1.5-9).

A passagem bíblica de Levítico 8.31 ensina para a Igreja de Jesus que, como Arão e seus filhos, estamos também nos alimentando do que há na tenda (a Palavra de Deus), e não podemos buscar outro alimento, porque se assim o fizermos morreremos.


3.2. Fogo do Senhor.
Quando tudo é feito conforme deus diz que deve ser feito, então acontece o que encontramos em Levítico 9.24: “o fogo saiu de diante do Senhor e consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar”. Essa foi a confirmação de que Deus aprovou tudo o que fora feito. Ele mesmo acendeu o altar de Israel e agora a responsabilidade dos sacerdotes era manter o fogo aceso. A regra é simples: Deus acende o fogo no altar e aos Seus servos compete mantê-lo aceso. Infelizmente, o altar de Israel se apagou. Deus acendeu o fogo da Igreja no dia do Pentecostes. Como estamos hoje?

Com a manifestação poderosa do Senhor queimando a oferta que estava sendo oferecida sobre o altar, o povo se prostrou com júbilo em adoração a Deus. Era um alarido que o povo manifestava, pois estava no seu lugar. O sacerdote Arão, seus filhos, os sacrifícios, o sangue do perdão, a unção, a tenda ungida, tudo para glória de Deus e alegria do Seu povo; assim, o Senhor se manifestou de modo grandioso, com fogo saindo da Sua presença. Deus hoje quer se manifestar de modo semelhante na vida de cada um dos Seus filhos, para que também venhamos nos prostrar em júbilo na Sua presença.

3.3. Fogo estranho.
Os filhos de Arão “trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor” (Lv 10.1). Notemos que após Moisés, Arão e seus filhos obedecerem às ordenanças do Senhor contidas nos capítulos 8 e 9, a glória do Senhor se manifestou e o fogo veio da parte do Senhor e todo o povo jubilou (Lv 9.23-24). Porém, quando Nadabe e Abiú não agiram de acordo com as leis de Deus, “saiu fogo de diante do Senhor” (Lv 10.2), e eles morreram.

Encontramos no Novo Testamento a advertência para servimos a Deus de modo que O agrade, com reverência e temor (Hb 12.28). Devemos considerar que, tendo recebido uma revelação maior e completa temos ainda mais responsabilidade. M. Ryerson Turnbull comentou: “O pecado de Nadabe e Abiú foi realizar um culto como entendiam e como queriam, adoração ou culto para cuja revelação não consultaram a vontade de Deus revelada”. É um perigo não levar a sério a obra do Senhor e os Seus mandamentos. Deus não aprova os que agem fora dos Seus ditames. É preciso estarmos atentos para a verdade de que, ainda hoje, somente Deus acende o fogo do avivamento, sempre em ligação com a cruz de Cristo: Calvário e Pentecostes. Primeiro o sangue de Cristo derramado, depois o fogo do Espírito Santo (At 2.3).

Conclusão.
Temos em Cristo um Sumo Sacerdote perfeito, que entrou uma vez no santuário celeste com o Seu próprio sacrifício, realizando uma perfeita redenção e outorgando a todos os que creem a ousadia para entrar e permanecer na presença de Deus.

Questionário.

1. Quem Deus escolheu para exercer o ministério sacerdotal?
R: Arão e seus filhos (Lv 8.2).

2. Quem tem autoridade para exercer o ministério sacerdotal em favor de todos os crentes?
R: Jesus (Hb 7.21).

3. O que toda pessoa que queira servir a Deus tem que ter?
R: A experiência da regeneração (Tt 3.5).

4. Como devem se portar todos os que servem ao Senhor?
R: Adequadamente, Isto é, com moral e ética ilibada e sem se descuidar da vida espiritual (Lv 8.13).

5. Qual foi a promessa que Deus fez através de Moisés?
R: “porquanto hoje o Senhor vos aparecerá” (Lv 9.4).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Levítico – O ministério sacerdotal levítico e sua relevância para a Igreja. Adultos, edição do professor, 1º trimestre de 2018, ano 28, Nº 106, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

Deus Proverá Bênçãos na Tua Vida

Deus Proverá Bênçãos na Tua Vida
O tempo de Deus é o melhor para nós, muitas vezes nos sentimos tão ansiosos em nosso cotidiano que esquecemos de entregar inteiramente nossa vida e nossos objetivos nos cuidados de Deus. Mas toda essa ansiedade é normal para o ser humano, o que devemos fazer é que ela não nos domine e faça com que tiremos decisões precipitadas, acabando que a vontade de nosso Pai não se cumpra.

Tudo em nossa vida devem ser entregues nas mãos de Deus, a confiança n'Ele deve ser no mínimo 100%, entregando tudo nas mãos do Senhor, Ele com certeza proverá bênçãos sobre medida pra na tua vida. Confiar no Senhor é vencer tudo que te perturba, mesmo que aos seus olhos não vejas caminhos para a solução dos problemas. A fé é um dos instrumentos do cristão mais poderosa, coloque ela em ação na tua vida. Pois Deus proverá grandes coisas para você.

Saiba que Deus tem grandes planos na tua vida e quer realiza-los, mas tudo no Seu tempo, bastando apenas que você creia na provisão de Deus, colocando sua fé em ação, pois sua fé é capaz de mover montanhas.


"Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças" - Filipenses 4:6

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Quer melhorar seu conhecimento bíblico? Fazer pregações inteligentes e cheias de conhecimento? Leia este artigo

Manual Bíblico das Questões Difíceis e Polêmicas da Bíblia
Há muitos anos venho produzindo conteúdos para meus blogs, redes sociais e grupos de whatsapp, provavelmente você tenha recebido uma mensagem de texto, imagem ou áudio de minha autoria e nem me conhece ou sabe que sou o autor.

Tenho indicado vários materiais bons tanto aqui no meu blog, como em igrejas e evento que ministrei ou em minhas redes sociais, mas com o tempo estes materiais foram deletados dos servidores e quem adquiriu adquiriu, quem não adquiriu hoje procura desesperadamente sem saber onde encontrar, ou mesmo se vai encontrar.

Aí você pode até dizer que estou apenas tentando vender um material de minha autoria, quando na verdade não é isso, estou indicando hoje o Manual Bíblico das Questões Difíceis e Polêmicas da Bíblia, um livro digital com mais de 250 perguntas difíceis da Bíblia respondidas de forma simples e descomplicada em mais de 500 páginas de conteúdo.


O autor deste material é o presbítero André Sanches, que além deste, tem vários outros materiais disponíveis pela internet por valores simbólicos, eu entendo que ao adquirir um de seus materiais você não está comprando, está ofertando no ministério dele para continuar as pesquisas e estudos e disponibilizar materiais ricos como este que vão diminuir muito seu tempo de pesquisas e estudos indo direto ao ponto chave da questão.

Clique no link abaixo e visite a página oficial deste material

Manual Bíblico das Questões Difíceis e Polêmicas da Bíblia

Palavra Profética - Anunciar-te-ei Coisas GRANDES E Ocultas

Jeremias 33:1-3 Veio a palavra do SENHOR a Jeremias, segunda vez, estando ele ainda encarcerado no pátio da guarda, dizendo: Assim diz o SENHOR que faz estas coisas, o SENHOR que as forma para as estabelecer (SENHOR é o seu nome): Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.
Vamos mergulhar fundo na palavra de Deus e receber revelação, que abrirá novas portas que o Senhor preparou para nós. Vou lhe passar chaves espirituais.

Anunciar-te-ei Coisas GRANDES E OcultasVocê vai compreender o significado da palavra profética e vai entender que o futuro se abrirá para a sua vida a partir de hoje.

Creio que o Senhor está promovendo grandes e efetivas oportunidades para todos nós.

 2Timóteo 2:9 pelo qual estou sofrendo até algemas, como malfeitor; contudo, a palavra de Deus não está algemada.

Por mais difíceis e turbulentos que sejam os momentos que você está passando em sua vida, a palavra não está algemada.

 2Timóteo 2:7 Pondera o que acabo de dizer, porque o Senhor te dará compreensão em todas as coisas.

Então, que seja Deus a revelar, a iluminar, que seja o próprio Deus a te falar e dar compreensão. porque é necessário que você ouça, mas, principalmente, que você compreenda o que Deus está falando.

Que seja o Espírito Santo a fazer.

 Jeremias 33:1 Veio a palavra do SENHOR a Jeremias, segunda vez, estando ele ainda encarcerado no pátio da guarda, dizendo:

Pelo estado calamitoso que as cidades de Judá e Jerusalém estavam vivendo, debaixo de um cativeiro terrível, Deus estava muito desejoso de falar – pela segunda vez veio a palavra do Senhor – mas o profeta estava preso.

Deus está dizendo que há pessoas aqui que ainda estão vivendo como que encarcerados por situações da vida. Tem alguns que não querem que ninguém saiba disso, nem mesmo a esposa, o marido, ou os filhos.  Então, Deus vem pela segunda vez ao cárcere e falou a um profeta que estava na prisão.

 Jeremias 33:2 Assim diz o SENHOR que faz estas coisas, o SENHOR que as forma para as estabelecer (SENHOR é o seu nome):

Quando a Bíblia é aberta, Deus fala e você percebe que é Deus falando, o teu espírito discerne e testifica. E quando Deus está falando é porque ele quer gerar expectativas grandes para as cumprir.

E a primeira coisa que você tem de saber – Deus é o Autor de toda boa dádiva, ele faz as coisas.

O Senhor está anunciando que vai fazer coisas.  E é ele que forma. Porque as vezes você pergunta:

– Como vou sair de um cativeiro financeiro? Como a minha família será restaurada?  Como vou comprar minha casa própria?  Então Deus diz que faz e forma e estabelece. Deus é Soberano. Então começa a promessa.

 Jeremias 33:3 Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.

Quem faz, forma e estabelece é Deus e ele dá o caminho para isto acontecer:

– Invoca-me e eu te responderei. Mas como eu faço, formo e estabeleço, também vou te anunciar coisas grandes e ocultas que você nunca viu, você nem sabia que Deus tinha isso pra sua vida. Mas eu faço, eu formo e eu estabeleço. Então, por que Deus disse isto?  Porque um estado de grandes necessidades em Judá e Jerusalém.

 Jeremias 33:10 Assim diz o SENHOR: Neste lugar, que vós dizeis que está deserto, sem homens nem animais, nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, que estão assoladas, sem homens, sem moradores e sem animais,

Esse era o estado das cidades de Judá e Jerusalém. Deserto, nada de vida, desolação, assolação.

Eu preciso dizer isto porque estamos falando de fé e sei que alguém aqui está pensando – Mas como é que Deus vai mudar a minha sorte?  Parece que estou num deserto, minha vida está assolada, problemas, lutas, dardos, setas.  E Deus disse – Neste lugar que você diz que está deserto, aí mesmo….

 Jeremias 33:11 ainda se ouvirá a voz de júbilo e de alegria, e a voz de noivo, e a de noiva, e a voz dos que cantam: Rendei graças ao SENHOR dos Exércitos, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre; e dos que trazem ofertas de ações de graças à Casa do SENHOR; porque restaurarei a sorte da terra como no princípio, diz o SENHOR.

Esta é uma palavra de fé, mas também é uma palavra de esperança. Porque às vezes temos a sensação que a nossa vida está desértica. Parece que as coisas que nos cercam é assolação.

Mas Deus diz – os teus olhos estão vendo deserto e assolação, mas ainda se ouvirá a voz de júbilo e de alegria, e a voz dos que cantam. Há esperança para qualquer situação desta vida.

Porque o Senhor diz que vai restaurar a sorte como no principio.  Acredite nisto, por favor. Que Deus tem um grande plano, um grande projeto.  Nós podemos estar vendo deserto e assolação.  Mas Deus está dizendo que ainda se ouvirá vozes de júbilo, de alegria e dos que cantam.  Vai ter gente dizendo com júbilo e com alegria – Comprei a minha casa, melhorei minha profissão, tenho novas oportunidades, o Senhor me abriu portas que eu nem imaginava serem possíveis.

Porque certamente o Senhor diz e vai cumprir – Eu restaurarei os seus sonhos, os seus projetos, eu restaurarei tudo o que foi perdido.

Então, Jerusalém e Judá está vivendo desolação. E quando a desolação chega a vida de um ser humano, isso é terrível. Mas Deus está confirmando – Eu vou restaurar a sorte do meu povo. E ele diz que ainda se ouvirá júbilo e alegria, porque o que se estava ouvindo era lágrima e pranto. Porque os judeus estavam num cativeiro, havia doenças, as casas tinham sido derrubadas, Deus virou o rosto por causa do pecado do seu povo, e lhes perguntava: – O que vocês estão vendo? Deserto? assolacao? Olha o que vai acontecer…

 Jeremias 33:6-7 eis que lhe trarei a ela saúde e cura e os sararei; e lhes revelarei abundância de paz e segurança. Restaurarei a sorte de Judá e de Israel e os edificarei como no princípio.

Irmãos, Deus está trazendo saúde, cura, Deus quer que você seja saudável e feliz. Que você saia dessa prisão que não deixa você ir adiante. Porque ele está trazendo saúde e cura, abundância e restauração da sorte, restituição de perdas. Eu vou restaurar a tua sorte, diz o Senhor.   Jeremias profetizou isso dentro de uma prisão, quando o quadro era desolador. Por isso, não tenha medo da vida, nós sabemos em quem temos crido.  Porque desolação, doença, deserto, crise, tudo o que o povo estava vivendo, quando Deus intervem…

 Jeremias 33:9 Jerusalém me servirá por nome, por louvor e glória, entre todas as nações da terra que ouvirem todo o bem que eu lhe faço; espantar-se-ão e tremerão por causa de todo o bem e por causa de toda a paz que eu lhe dou.

Olha, a terra vai ouvir todo o bem que Deus está fazendo a esta igreja, a você, a você, a você. Diz que as pessoas vão se espantar e vão tremer por causa de todo o bem e de toda a paz que o Senhor vai nos dar.  Olha, sinceramente, eu não tenho ideia do desenrolar desta situação, mas receba todo o bem de Deus agora. Receba todo o bem que o Senhor preparou pra você, porque você não pode esperar em homens. Porque Deus quer que você sirva de louvor e participe de um grande avivamento nesta terra.

 Jeremias 33:13 Nas cidades da região montanhosa, e nas cidades das planícies, e nas cidades do Sul, na terra de Benjamim, e nos contornos de Jerusalém, e nas cidades de Judá, ainda passarão os rebanhos pelas mãos de quem os conte, diz o SENHOR.

Veja, não  havia animais, nem homens e Deus diz – vão passar rebanhos pelas mãos de quem os conte.  Talvez alguém diga – lá em casa falta tudo, pastor. O senhor não imagina a dificuldade que estamos passando, as necessidades tremendas que temos.  Ouça, Deus diz que vai haver rebanhos, quer dizer, vai haver abundância de Deus.

Olha, estou dizendo sinceramente, eu não consigo ver a extensão disso tudo, mas que é Grande, é Grande. Deus está dizendo pra você pensar Grande, em coisas Grandes, porque o Senhor diz – Eu sou Deus Todo Poderoso.   A crise do povo de Deus era tão grande que sequer havia ministério sacerdotal, não havia alegria, não havia júbilo, porque o povo estava no cativeiro. Mas o Senhor dizia – eu vou restaurar a sorte do meu povo, eu vou restaurar a vida, as finanças, a profissão, os sonhos, os projetos, a família.  Amado, isto é pra você, acredite.

 Jeremias 33:7 Restaurarei a sorte de Judá e de Israel e os edificarei como no princípio.

Porque Judá não era apenas umas das 12 tribos, Judá quer dizer louvor. É a igreja de Jesus nos dias de hoje.

 Jeremias 33:16 Naqueles dias, Judá será salvo e Jerusalém habitará seguramente; ela será chamada SENHOR, Justiça Nossa.

Deus disse a Jeremias – eu vou restaurar a cidade, eu vou reconstruir. O que Deus está nos mostrando é que, a despeito de qualquer desolação ou destruição, Deus hoje começa uma obra onde a alegria será tão forte na tua vida, onde a segurança vai ser tão firme, que nada mais vai te entristecer.

 Jeremias 33:14 Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que cumprirei a boa palavra que proferi à casa de Israel e à casa de Judá.

Amado, acredite no que vou lhe dizer – chegaram estes dias. Chegou o dia, este é o dia.  O que Deus proferiu lá atrás, ele diz – vai chegar o dia em que a minha igreja vai viver estas verdades – cumprirei a boa palavra que proferi.  E Deus não mente.  Então, ouça, ouça!

O que poderia demorar 1 ano pra acontecer, vai acontecer neste mês.

O que poderia demorar 5 anos, vai acontecer nos próximos 2 meses.

O que poderia demorar 10 anos, vai acontecer neste ano de 2014.

Você acredita no Senhor Jesus Cristo, o Autor e Consumador da sua fé? Então, isto é pra você.

 Temos que ver hoje o que será o nosso futuro.  Judá e Jerusalém estavam totalmente alienados de Deus, estavam no cativeiro, o profeta na prisão, doenças e enfermidades, casas destruídas, não havia animais, não havia rebanhos. Que quadro, amados! Pode ser que as tuas emoções estejam assim. Pode ser que as tuas finanças estejam assim, a tua profissão, os teus sonhos…

 Jeremias 33:2 Assim diz o SENHOR que faz estas coisas, o SENHOR que as forma para as estabelecer (SENHOR é o seu nome):

Não tenha medo de mais nada na vida. Porque quando Deus disse – Eu vou curar, eu vou sarar, eu vou restabelecer, eu vou restaurar, eu vou trazer paz e segurança, eu vou dar abundância – é porque só ele pode fazer isso. Eu não posso, você também não pode.  Mas ele pode.  Porque  o povo estava vivendo um deserto, uma assolação, perdas, doenças, enfermidades, mas a profecia chegou. A revelação chegou, a restauração chegou. Veja que o profeta Jeremias tinha esta função.

 Jeremias 1:4-5 A mim me veio, pois, a palavra do SENHOR, dizendo: Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações.

 Jeremias 1:6-7  Então, lhe disse eu: ah! SENHOR Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança. Mas o SENHOR me disse: Não digas: Não passo de uma criança; porque a todos a quem eu te enviar irás; e tudo quanto eu te mandar falarás.

 Jeremias 1:8-9 Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o SENHOR. Depois, estendeu o SENHOR a mão, tocou-me na boca e o SENHOR me disse: Eis que ponho na tua boca as minhas palavras.

Amados, e quando Deus põe suas palavras na boca de um profeta, é porque ele vai fazer acontecer. Então, não importa como está a tua vida, o que importa é que a palavra profética, a revelação chegou. E todas as circunstancias mudarão. Teus inimigos serão derrotados. Ninguém poderá te deter. E todos os propósitos de Deus serão estabelecidos na tua vida. Porque Deus vai abrir, vai destrancar portas e a porta do teu destino se abre agora. E assim como Deus restaurou a sorte de Judá e de Jerusalém, cada área da nossa vida será restaurada também. Porque diz e eu quero repetir para frisar bem no teu coração esta palavra.

 Jeremias 33:2 Assim diz o SENHOR que faz estas coisas, o SENHOR que as forma para as estabelecer (SENHOR é o seu nome):

Amado, é Deus que vai dar um jeito. Ele sabe o que fazer na nossa vida. Talvez no natural as circunstancias sejam graves, difíceis. Mas elas serão transformadas por Deus. Você tem de receber esta profecia para a sua vida.  Porque quando Deus faz, ele faz tudo perfeito. Por isso ele diz – Já que eu faço, já que eu formo, já que eu estabeleço, então….

 Jeremias 33:3 Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.

Quando ele diz – Invoca-me – é porque Deus quer que você tenha uma relação intima com ele. Amados, eu tenho levantado mais cedo e fico orando, e eu não vejo nada. Mas aqui dentro de mim há um testemunho, o Espírito Santo testifica com o meu espírito que eu estou falando com o meu Pai.  E eu tenho visto o agir de Deus na minha vida. É por isso que temos a reunião de oração 3a.feira. Porque, muitas vezes, as aflições da vida, os problemas, as coisas contrárias trazem desânimo, e tem gente que sai da igreja e não ora mais, e não lê mais a palavra e reclama.

Mas Deus está dizendo – Invoca-me– tenha esta relação intima comigo. Se você me invocar, eu vou te responder.

 Isaías 55:11 assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei.

Quando a palavra sai da boca de Deus ela tem um desígnio, tem um plano, ela tem que prosperar e não volta vazia. Então hoje, para muitos daqui, será um novo começo de vida. Deus vai fazer isto acontecer, ele vai dar forma ao que não tem forma, e vai estabelecer as regras da tua vida.  Nosso destino está nas mãos do Criador, e ninguém pode parar o que Deus começou.

 Salmos 92:12,13 O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano. Plantados na Casa do SENHOR, florescerão nos átrios do nosso Deus.

Olha o que Deus diz – florescer, crescer, abundância. Plantados na casa do Senhor, ou seja, quem tem compromisso com Deus, vida com Deus, floresce. Uma vida estabelecida por Deus ela tem direção certa.

 Romanos 1:11 Porque muito desejo ver-vos, a fim de repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados,

Paulo estava dizendo – você pode ser confirmado, estabelecido, quando você compartilha um dom espiritual. Você está compartilhando agora o dom da profecia.

 Jeremias 33:3 Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.

Quem você está ouvindo agora? Você pensa que sou eu?  Não, você está ouvindo o Senhor Jesus te falar. Coisas grandes e ocultas – o Espírito Santo está dizendo á igreja que ele vai dar a cada um uma revelação sobre um novo nível de vida.

 João 16:13 quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.

O Espírito Santo está anunciando à igreja as coisas que hão de vir, que hão de acontecer.

 2Coríntios 3:17-18 Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.

De glória em glória, de culto em culto, de mensagem em mensagem, de oração em oração. A imagem de Deus não é de fracasso, nem de desolação, nem de deserto, nem de faltas. Note que Jeremias falou – são coisas grandes e ocultas.  Olha, no natural, você pode dizer – pastor, olha aqui a minha carteira, está vazia, ou vai na minha casa, pra ver as dificuldades, o deserto que estou vivendo.

Mas Deus está dizendo – eu vou te anunciar, eu faço, eu dou forma, eu estabeleço. Porque nós, humanos, no natural, temos muita dificuldade em imaginar coisas grandes. Mas Deus tornará possíveis coisas impossíveis. Por isso, eu estou confiando totalmente nas soluções de Deus.

 Colossenses 1:9 Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;

Paulo fez uma oração pela igreja, para que nós transbordemos do pleno conhecimento da vontade de Deus para nós.  Como é que Deus age, como ele diz que faz, que forma e que estabelece as coisas. Você precisa deste entendimento. Lembra que no começo da mensagem falamos que Deus te dará compreensão de todas as coisas. Porque transbordar de pleno conhecimento não é ter um pouquinho. Então confie no que Deus lhe fala e no que Deus vai fazer. Ele diz – Coisas Grandes . A tua vida está estabelecida sobre a rocha, e não com ventos de doutrina. Com esse evangelho que perturba, como Paulo disse aos gálatas.

Você está recebendo do pleno conhecimento, e nesse conhecimento entenda o que Deus está te dizendo – COISAS GRANDES.

– Bispo, mas como é que isto pode ser verdade na minha vida?  Porque eu estou vendo a realidade da minha vida e, no natural, fica difícil a gente entender esta revelação…  Então veja!

 Apocalipse 3:7 Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá:

 Apocalipse 3:8  Conheço as tuas obras—eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar—que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.

Eu tenho uma porta aberta.  Amado, acredite nisto – Deus diz que tem uma porta aberta pra você. E ele já havia dito isto em…

Isaías 22:22,23 Porei sobre o seu ombro a chave da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém fechará, fehará, e ninguém abrirá. Fincá-lo-ei como estaca em lugar firme, e ele será como um trono de honra para a casa de seu pai.

Deus agora está fincando a tua vida com estacas em lugar firme, onde ninguém poderá te derrubar e você será um trono de honra pra Deus.  Receba esta palavra, são Coisas Grandes, Coisas Fantásticas, Coisas Inimaginaveis, Coisas Grandiosas.  Eu repito, eu não tenho a percepção total do desenrolar desta palavra profética, o tamanho ou a dimensão, eu não consigo abranger.  Mas o que eu posso lhe dizer é que o que foi inacessível para a tua vida vai ser acessível agora. O que estava oculto ao ser humano, e que só Deus poderia fazer, e só Deus poderia abrir e revelar, ele abre agora para a tua vida.

O que era inacessível vai ser acessível.  Deus me mostrou novas oportunidades, novas portas, novas saídas, novos caminhos. Então aplique esta palavra no seu espírito. Porque é o conselho de Deus pra tua vida.  Amado, muitos daqui sairão do nada para Coisas Grandes. Do inacessível para o acessível.

– Pastor, e quando isto começa?  No momento em que a palavra é liberada e Deus está liberando a palavra agora. E não ache que é para o teu irmão, é pra você.  Diga – é pra mim.  Olha, vou repetir, muitos sairão do nada para COISAS GRANDES.

 Salmos 16:10,11 Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.

Tu me farás ver os caminhos.  Olha, Deus vai te fazer ver as Coisas Grandes que ele vai te revelar. Plenitude de alegria, delícias perpétuas, Deus vai te fazer ver.

Sabe, ás vezes, eu fico revendo a minha vida e percebo o que Deus fez.  Me tirou lá da roça, me levou para o seminário para eu poder estudar, depois me tirou de lá, me levou pelos caminhos da vida, me deu uma família, filhos, depois me mostrou a verdade, me fez um pastor, bispo, e qual foi a minha participação nisso tudo?  Zero. Hoje eu vejo que Ele fez tudo, Ele deu forma, Ele estabeleceu.  Honra, louvor, glória, o engrandecimento, tudo pertence a Jesus. É Ele que faz, que forma e que estabelece.  O agir de Deus é perfeito.

Agora, deixa eu lhe dizer algo muito importante, preste bem atenção.  O inimigo vai tentar roubar esta visão profética da tua vida.  Vai tentar que você duvide, que você desista – não aconteceu nada de bom até hoje…  Amado, vai acabar o culto e vão começar os dardos, se prepare.  Aqui dentro o inimigo não pode nada, mas lá fora, começam as setas – não vai acontecer nada, isso é coisa da china, não vai restaurar nada…

Lembra o que Deus disse – eu vou restaurar a tua sorte. Coisas inacessíveis, coisas inconcebíveis, coisas impossíveis – vai ser o Grande Favor de Deus em teu favor.

– Pastor, e aquelas casas que estavam em escombro?  Deus disse que vai reconstruir essas casas. Ele disse – Eu vou trazer cura, reconstrução, paz e segurança.

Olha, eu vou dizer, tem gente que passou por vergonha, por humilhação, por tristeza, por abandono. Você vai ter voz de júbilo, porque Deus vai transformar toda a tua vida.  Será que eu posso ouvir vozes de júbilo nesta igreja?  Rendei graças ao Senhor porque as suas misericordias duram para sempre.  Vozes de júbilo!  Vozes de Alegria!

Isso é pra mim, isso é pra você.  Amado, tenha ousadia, tenha intrepidez, tenha atrevimento para crer em Grandes Coisas pra você.

Filipenses 4:13 tudo posso naquele que me fortalece.

O que você pode?  O que você pode? TUDO.  Então, tenha atrevimento diante de Deus.  Você pode tudo nele.  Tenha atrevimento. Novos começos.  Coisas Grandes.

Apocalipse 4:1 Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta…

Não há somente uma porta aberta.  Há uma porta, está falando. Olha, prepare-se, porque vão chegar muitos recursos. Negócios grandes, finanças, oportunidades. A verdade é que o teu destino se abre hoje. Você não sabia, estava tudo oculto, mas Deus diz – eu vou fazer da tua vida um trono de honra. Eu vou te fincar com estacas firmes. Não tenha medo de nada, confie em Deus.  Coisas Grandes você vai ter acesso.

Ele disse – Invoca-me e eu te responderei. Eu vou te mostrar Coisas Grandes que estão ocultas e que você não conhece, mas eu vou te mostrar.  Deus está se movendo em direção a COISAS GRANDES.

 Mateus 16:19 Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus.

Então vamos ligar aqui na terra. Olha o poder da concordância. Segura a mão do irmão aí – concordamos aqui, confessamos, ligamos aqui na terra, para que seja ligado nos céus – restauração, restituição, cura, saúde, prosperidade, abundância, COISAS GRANDES. Liga aí, amado, COISAS GRANDES.  Ligamos aqui COISAS GRANDES E OCULTAS, para que seja ligado no céu.  Vamos lá, vamos batalhar a batalha da fé.

Não fique olhando para a assolação que está na tua vida.  Não fique olhando para as faltas. Não fique olhando para o deserto.  Porque o Senhor está transformando, ele está restaurando a tua vida, a tua casa, a tua família, os teus negócios, os teus sonhos, os teus projetos, a tua profissao, os teus recursos financeiros.  Abre a tua boca, confesse as promessas na tua vida, porque elas tem o sim e tem o amém de Deus.

Ele transforma a tua vida em jardim florido e tua sequidão em mananciais de águas. É tempo de novos começos Deus está abrindo portas. Está ligado aqui na terra, está ligado nos céus.  Aleluia!

Então, se são COISAS GRANDES, quer dizer que seremos muito melhores e teremos muito mais a partir de hoje do que tivemos no resto da nossa vida pra trás.  Por isso é que o profeta Isaías disse e Paulo repetiu em…

 1Coríntios 2:9 mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.

Ouça, Deus faz, Deus forma, Deus estabelece.  Quem dá um jeito, quem faz isso tudo não somos nós. Eu faço, eu formo, eu estabeleço. Amados, esta palavra tem chaves que estão abrindo portas, destrancando trancas. O que Deus tem preparado para aqueles que o amam.  Você ama o Senhor? De todo o teu coração, com toda a tua alma, e forças e entendimento?

Então, diga – Eu amo a Jesus, com todo o meu entendimento, com meu coração, com as minhas forças.

Pra terminar, verdadeiramente, eu te passei hoje chaves que já estão abrindo portas de abundância, o teu chamado para reinar chegou. O que você nunca viveu antes, nunca teve antes, nem sequer sonhou antes, GRANDES COISAS acontecerão a partir de hoje.  Deus está livrando pessoas do cativeiro, está restaurando e dando portas novas, novos começos, novas situações.

Foi ele que criou, porque ele disse – Eu faço, eu formo, eu estabeleço, porque eu sou o Senhor que te falo.  Está estabelecido, está formado, está feito.  Nós não teríamos esta capacidade para fazer.

Veio a palavra do Senhor a Jeremias ainda encarcerado e disse: – Eu faço, eu formo, eu estabeleço.  Agora, invoca-me, eu vou te responder. Vou te anunciar COISAS GRANDES. COISAS GRANDES.  Eu é que faço, eu é que dou forma, eu é que estabeleço tudo na tua vida.  E tu verás com os teus próprios olhos o meu agir. Eu te prometi e eu cumprirei.

E que Assim Seja, porque assim disse o Senhor.  Amém e Amém.  E ao Seu Nome Toda a Glória!

Editora Betel - Lição 7 - O altar sempre aceso.

Editora Betel - Lição 7 - O altar sempre aceso.
Aula para o dia 18 de Fevereiro de 2018

Texto Áureo
Levítico 6.13
“O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará”.

Verdade Aplicada
A vida do salvo deve ser como um altar continuamente aceso, sempre pronto para oferecer sacrifícios a Deus.

Objetivos da Lição
Ensinar que no altar tudo é oferecido a Deus;
Mostrar que o homem foi criado com o propósito maior de ser um adorador:
Demonstrar que a alegria faz parte do caráter do cristão.

Glossário
Cruento: Banhado em sangue; ensanguentado, sangrento; cruel;
Mendicância: Estado ou condição de quem mendiga, de quem vive de esmolas; miséria;
Transcendental: Que excede ou está acima dos limites normais; Muito elevado; sublime, elevado.

Leituras complementares
Segunda Lv 6.8-9
Terça Lv 6.11-12
Quarta 1Rs 18.37-39
Quinta 2Cr 7.1-3
Sexta At 2.1-4
Sábado Ne 13.31

Textos de Referência.
Levítico 6.9-10, 12
9 Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: O holocausto será queimado sobre o altar toda a noite até pela manhã, e o fogo do altar arderá nele.
10 E o sacerdote vestirá a sua veste de linho, e vestirá as calças de linho sobre a sua carne, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto ao altar.


12 O fogo, pois, sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.

Hinos sugeridos.

5, 24, 122

Motivo de Oração

Ore para que os jovens cresçam no conhecimento da Palavra e em oração.

Esboço da Lição
Introdução
1. O altar é lugar de entrega.
2. O altar é lugar de adoração.
3. O altar é lugar de alegria.
Conclusão

Introdução
O altar sempre aceso significa que tudo deve ser colocado sobre ele. Não pode existir na vida do cristão nada tão valioso que não possa ser colocado sobre o altar para ser queimado em oferta ao Senhor.

1. O altar é lugar de entrega.
A instrução do Senhor para que o altar ficasse sempre aceso caracteriza que tudo ali era colocado era para ser queimado, isto é, para ser entregue a Ele. O altar é uma figura da cruz, onde Jesus passou pelo fogo do juízo divino. O altar é um lugar de entrega de um animal sem defeito e do derramamento de sangue; o lugar onde algo valioso é entregue ao Senhor para ser queimado em adoração a Ele. Esses sacrifícios repetitivos sobre o altar aceso são tipos do sacrifício único feito por Jesus Cristo.

1.1. Entregar no altar o que tem valor.

A exigência de Deus para que a oferta fosse sem mancha demonstra que devemos trazer apara o altar de Deus o que é melhor, isto é, algo de valor. Ao exigir que Isaque fosse oferecido em sacrifício e não Ismael, Deus exige de Abraão o filho que lhe era mais querido. Todos que desejam agradar a Deus no altar devem aprender com Abraão. Mesmo depois da promessa se cumprir com o nascimento de Isaque, o mais importante é Deus e não Isaque, e se for necessário oferecer Isaque em holocausto, será feito, pois é a vontade do Senhor.

Colocar a oferta sobre o altar aceso é querer oferecer ao Senhor por completo, tendo em vista que tudo será consumido pelo fogo. Esse princípio bíblico permeia a vida dos que agradaram a Deus em todas as épocas, de não valorizar nesta vida nada acima dEle. Na época do profeta Elias, após anos sem orvalho e sem chuva, ele se apresentou no Monte Carmelo e levantou o altar, colocando sobre este algo de grande valor: água (1Rs 18.34-35). Quando é oferecido ao Senhor o que é valioso para o homem, Deus reconhece e tem prazer nesta oferta. Este é o grande privilégio da Igreja, que pode colocar sobre o altar aceso o que realmente agrada a Deus. E hoje, somente a Igreja pode oferecer este sacrifício a Deus.

1.2. Altar aceso é a lei do holocausto.
Deus estabelece que o fogo sobre o altar deveria arder durante todo o dia e toda a noite (Lv 6.12). Durante a travessia do deserto o cuidado com o fogo durante a noite deveria ser maior, pois no deserto, à noite, a temperatura diminui bastante e pode fazer com que o fogo venha a se apagar. Em tempo de frieza é mais difícil manter o fogo aceso e a Igreja deve observar este detalhe para que a temperatura espiritual não diminua no meio do povo de Deus. Jesus fala sobre o esfriamento do amor: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” (Mt 24.12).

Conforme a noite começa e os raios solares se vão, começa a esfriar. Deus quer um altar aceso durante o dia e também durante a noite. Já vivemos o adiantado da hora. Jesus disse que a noite vem (Jo 9.4), e com a noite vem as dificuldades, como a falta de luz (Jo11.10). A frieza espiritual tem tomado conta de muitas vidas e contemplamos o reflexo desse fato nas nossas reuniões, em que muito entretenimento é oferecido com intuito de atrair os crentes para o culto, quando deveria ser um prazer estar na igreja para adorar ao Senhor. Há movimentos que, com o intuito de atrair as pessoas, oferecem milagres, vendem indulgências e talismãs, e prometem bens meramente terrenos. Resultado de um altar que se apaga lentamente devido ao fato da noite ter chegado.


1.3. No altar Deus cheira o suave cheiro.
O holocausto era uma oferta de cheiro suave ao Senhor e esse bom cheiro hoje é oferecido a Deus por uma Igreja separada deste mundo, consagrada ao Senhor e santificada pelo sangue de Jesus, pela ação da Palavra de Deus e pelo Espírito Santo. Deus nunca ficou sem testemunhas na terra em todas as épocas e hoje também tem os fiéis, que perseveram em meio a todas as adversidades, e estes colocam sobre o altar aceso uma oferta que Deus recebe, uma oferta de cheiro suave (1Rs 19.18).

Toda pessoa que quer agradar a Deus tem que conhecer a cruz. Sem o conhecimento da cruz tudo que é oferecido a Deus é proveniente da carne e de modo nenhum pode agradar a Deus (Rm 8.8). Pessoas que não conhecem a cruz são meramente religiosas no seu caráter. Julgam-se capazes de oferecer a Deus alguma coisa do seu labor, da sua capacidade natural, desconhecendo a si próprio e desconhecendo a Deus. Toda oferta que agrada a Deus deve ser em Cristo oferecida. Somente assim Deus pode cheirar o suave cheiro da oferta colocada sobre um altar que arde.


2. O altar é lugar de adoração.
Deus criou o homem para que O adorasse. Jesus disse que Deus procura verdadeiros adoradores (Jo 4.23). Um leproso ouviu de longe, como ordenava a lei, o Sermão do Monte e a ação da Palavra em seu interior agiu tão forte que ele entendeu que uma lepra não poderia impedi-lo de cumprir o propósito pelo qual fora criado por Deus. Assim, se aproximou de Jesus e O adorou: “E eis que veio um leproso e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.” (Mt 8.2).

2.1. O altar de bronze
Havia o altar de bronze (cobre) que ficava no pátio do tabernáculo (Êx 27.2; 40.6) e o altar de ouro que ficava dentro do santuário (Êx 30.1, 6) e o altar de ouro que ficava dentro do santuário (Êx 30.1, 6). O altar para sacrifício era o de bronze, onde o fogo deveria arder continuamente. Nesse altar de bronze eram oferecidos os sacrifícios cruentos no altar de ouro era queimado o incenso aromático pela manhã e tarde. Em ambos altares o cheiro era agradável a Deus, isto é, Deus aceitava a adoração.

“Alguns estudiosos supõem que os sacerdotes, por turnos, pusessem a intervalos os pedaços do sacrifício sobre o altar, garantindo assim que sempre houvesse algo queimando. Mas considerando-se que o combustível era somente a lenha, o sacrifício ficaria requeimando durante a noite inteira, sem nenhuma ajuda. No entanto, parece que na época do segundo templo, ficar alimentando as chamas fazia parte da prática dos sacerdotes” (R. N. Champlin). É no altar de bronze que o nosso ego desaparece e tudo que está relacionado com a carne é destruído. Renunciamos a nossa vida pela vida de Deus (Gl 2.20).

2.2. Uma oferta de fé.
A fé é essencial para a adoração do ofertante no altar. Se aproximar do altar sem fé é apenas formalismo; é procurar encontrar o Senhor Deus e entende-lo pela razão humana. O escritor aos Hebreus, ao fazer menção dos primeiros atos de adoração registrados na história humana (as ofertas oferecidas a Deus por Caim e Abel – Gn 4.1-7), enfatiza que Abel foi movido pela fé (Hb 11.4), diferentemente de Caim. Foi também pela fé que Abraão ofereceu Isaque (Hb 11.17). Não basta apenas ofertar (Hb 11.6).

Aprendemos pela Palavra de Deus a importância de ofertarmos ao Senhor não simplesmente para cumprir uma ordenança ou liturgia, ou um mero formalismo ritual, mas movidos pela confiança, convicção, certeza concreta (Hb 11.1), que se expressa em ação, como demonstrado por Abel, Abraão e outros.


2.3. Um altar de adoração.
Quando uma oferta é trazida ao altar do Senhor tem também o sentido da adoração. Quando o profeta Elias restaurou o altar de Israel e Deus enviou fogo do céu para consumir a oferta (1Rs 18.38), o povo adorou ao Senhor (1Rs 18.39). O altar da adoração deve estar levantado nas nossas igrejas, nas nossas famílias e nas nossas vidas. Deus é adorado no céu pelos seres que lá habitam e também deve ser adorado por todos aqueles que na terra professam o Seu Santo Nome. A adoração só deve ser dada a Deus. Jesus disse que somente Deus deve ser adorado (Mt 4.10).

Um altar aceso continuamente significa uma adoração continuada, uma adoração que não para e que não esteja sujeita a situações que o adorador venha passar. A adoração da Igreja não é afetada pelas crises desta vida, pelas enfermidades ou pelas tempestades que possam advir. Adorar a Deus é grande privilégio a nós concedido e por essa razão o inimigo de nossas almas tenta de todas as maneiras atrair essa adoração para a pessoa dele. Mas o Espírito Santo na vida do crente, na vida da Igreja, leva o povo de Deus a adorar somente ao Senhor. Abel adorou a Deus oferecendo o sangue e a gordura sobre o altar. O sangue manifesta a excelência da vida e a gordura a excelência inerente à pessoa de Cristo, Sendo Deus Espírito, os seus adoradores devem adorá-Lo em espírito e em verdade. Isso é possível, pois Deus nos deu a Sua natureza através do Espírito Santo.

3. O altar é lugar de alegria.
A alegria é uma das características do fruto do Espírito (Gl 5.22). Alegria faz parte do caráter dos que se aproximam de Cristo, reconhecendo a obra por Ele realizada. Sua morte e ressurreição nos deu esta alegria por termos comunhão com Deus e pelas gloriosas promessas que estão para se cumprir na vida de todos os que permanecerem fiéis, perseverando até o fim (Mt 24.13).

3.1. Alegria pelo perdão.
O perdão é necessário porque o homem pecou contra Deus. Sendo o pecado uma ofensa à santidade de Deus, somente Ele pode conceder o perdão. O Homem sem Deus procura de muitas maneiras se justificar perante o Senhor, mas nenhuma delas consegue conceder alegria ao homem, pois não lhe dá a certeza de ter alcançado o perdão. Fazer obras meritórias, meditação transcendental, praticar a mendicância e outras formas criadas pelas religiões não tem como conceder a certeza do perdão. Essa alegria só é alcançada quando contemplamos Cristo, que foi sacrificado por nós. Por essa razão, Davi orou pedindo: “Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário”. (Sl 51.12).

O perdão só pode ser dado porque com Ele está o perdão (Sl 130.4). O perdão concede ao penitente: alegria imediata, alívio da consciência culpada e restauração da comunhão com Deus. Davi não pediu a Deus segurança do reino, um exército mais forte, mais riqueza, mas, sim “alegria da salvação”. O perdão liberta o homem de todo o tipo de escravidão, dá um novo motivo de vida. Uma pessoa perdoada é uma pessoa alegre, que tem motivos para viver, e não apenas viver, mas viver uma vida com abundância (Jo 10.10).

3.2. Alegria pela presença de Deus.
O altar é lugar de encontro entre Deus e o homem. O pecador, ao ouvir a voz de Deus, teme e se esconde (Gn 3.10), mas no altar tem uma vítima que toma o lugar do pecador, que muda o medo em alegria (Nm 10.10). O pecador pode entrar pelo átrio da casa do Senhor com alegria: “Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios.” (Sl 96.8).

Na presença do Senhor há fartura de alegria (Sl 16.11). Para o salvo a presença do Senhor é uma busca constante e incessante, para poder desfrutar do que há de mais precioso. O salmista se alegra pelo convite que lhes é feito, de ir à casa do Senhor (Sl 122.1). Todos os que vivem uma vida totalmente entregue para Deus, e têm como fundamento da vida cristã a obra que Jesus realizou, Sua morte e ressurreição, sempre terão uma mensagem de alegria (Mt 28.8).


3.3. Alegria por ser o altar de Deus.
O salmista se alegra por se chegar ao altar de Deus: “Então irei ao altar de Deus, do Deus que é a minha grande alegria, e com harpa te louvarei, ó Deus, Deus meu.” (Sl 43.4). A tradução livre do texto “aminha grande alegria” é “a alegria da minha alegria”, como encontramos nos rodapés de algumas Bíblias. O salmista está dizendo que, quando vai ao altar de Deus, ele encontra uma alegria que alegra a alegria dele.

Existe a alegria humana (natural) e a alegria que é uma das características do fruto do Espírito (espiritual). A alegria natural está na alma, mas a alegria espiritual só tem os que nasceram de novo, pois ela está no espírito do homem. Quando nos aproximamos do altar de Deus, somos inundados pela presença do Espírito Santo e tomados pela Sua alegria, que supera qualquer dificuldade que este mundo possa oferecer. É a alegria do Espírito alegrando a alegria da alma.
Conclusão.

Temos de empreender todos os esforços para que o altar esteja aceso continuamente, para que a qualquer momento que dele nos aproximarmos possamos oferecer a nossa oferta de cheiro suave ao Senhor. Seja no calor do dia, ou no frio da noite, que esta chama esteja sempre acesa.

Questionário.
1. O que Jesus disse que Deus procura?
R: Verdadeiros adoradores (Jo 4.23).

2. O que é essencial para a adoração do ofertante no altar?
R: A fé (Hb 11.6).

3. Quando o profeta Elias restaurou o altar de Israel e Deus enviou fogo do céu para consumir a oferta, o que o povo fez?
R: Adorou ao Senhor (1Rs 18.39).

4. Quem Jesus disse que deve ser adorado?

R: Somente Deus (Mt 4.10).

5. O que é a alegria?
R: Uma das características do fruto do Espírito (Gl 5.22).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Levítico – O ministério sacerdotal levítico e sua relevância para a Igreja. Adultos, edição do professor, 1º trimestre de 2018, ano 28, Nº 106, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Palavra Profética - Andemos na luz da Palavra de Deus

Andemos na luz da Palavra de Deus
O discurso “Fomos guiados pela Palavra de Deus” explicou que os do povo de Jeová são como um homem que inicia uma viagem na escuridão da noite. Ao passo que o sol se levanta, ele vê sombras, mas quando o sol brilha diretamente por cima dele, enxerga pormenores claros. Conforme predito em Provérbios 4:18, os do povo de Jeová passaram a ver claramente seu caminho à brilhante luz solar da verdade da palavra profética de Deus. Não ficam tropeçando numa escuridão espiritual.

O discurso básico, “Preste atenção à palavra profética de Deus”, lembrou aos ouvintes que os que recorrem a Jeová não sofrem o desapontamento e a desilusão daqueles que seguem messias falsos e profetas falsos. Em nítido contraste, as credenciais do verdadeiro Messias, Jesus Cristo, são sobrepujantes! Por exemplo, a transfiguração milagrosa de Jesus forneceu um vislumbre dele como entronizado Rei do Reino de Deus. Desde que assumiu o poder do Reino em 1914, Jesus é também a “estrela da alva” mencionada em 2 Pedro 1:19. “Como a Estrela da Alva Messiânica, ele anuncia um novo dia, ou era, que alvorece para todos os humanos obedientes”, disse o orador.

Introduzindo o programa da tarde, o discurso “Brilhemos como iluminadores” desenvolveu Efésios 5:8, onde o apóstolo Paulo nos aconselha a ‘prosseguir andando como filhos da luz’. Os cristãos são iluminadores, não por apenas compartilharem a Palavra de Deus com outros, mas também por aplicarem a Bíblia na sua vida, imitando a Jesus.

Para ser iluminador deste tipo, é preciso que se “Tenha prazer em ler a Palavra de Deus”. Este tópico foi desenvolvido num simpósio de três partes. Depois de citar Abraão Lincoln, que chamou a Bíblia de “o melhor presente que Deus já deu ao homem”, o primeiro orador perguntou à assistência o que os seus hábitos de leitura revelaram sobre quanto apreciavam a Palavra de Jeová. Os ouvintes foram incentivados a ler a Bíblia com cuidado, tomando tempo para visualizar os relatos bíblicos e para associar pontos novos com as coisas já aprendidas.

A próxima parte do simpósio enfatizou a necessidade de estudarmos, não de lermos apenas superficialmente, se havemos de assimilar “alimento sólido”. (Hebreus 5:13, 14) O orador disse que o estudo é especialmente edificante quando ‘preparamos nosso coração’ de antemão, assim como fez o sacerdote israelita Esdras. (Esdras 7:10) Mas, por que é tão importante que se estude? Porque envolve diretamente nosso relacionamento com Jeová. Por isso, o estudo da Bíblia deve ser precioso, agradável e reanimador, embora envolva disciplina mental e esforço. Como achamos tempo para fazer um estudo significativo? Por ‘comprar o tempo oportuno’ de atividades menos importantes, disse o último orador do simpósio. (Efésios 5:16) Deveras, a chave para se achar tempo é aproveitarmos ao máximo o tempo que temos.

O discurso “Deus dá poder ao cansado” reconheceu que muitos hoje estão cansados. Assim, a fim de termos “poder além do normal” para o ministério cristão, temos de confiar em Jeová, que “dá poder ao cansado”. (2 Coríntios 4:7; Isaías 40:29) Ajudas que fortalecem incluem a Palavra de Deus, a oração, a congregação cristã, a participação regular no ministério, superintendentes cristãos e o exemplo fiel de outros. O tema “Sejamos instrutores em vista do tempo” destacou a necessidade de os cristãos serem tanto instrutores como pregadores, e de trabalhar arduamente em desenvolver a “arte de ensino”. — 2 Timóteo 4:2.

O último discurso do dia, “Os que lutam contra Deus não prevalecerão”, mencionou esforços recentes mal-orientados, feitos em alguns países, para classificar as Testemunhas de Jeová como culto perigoso. Mas, não precisamos ter medo, porque Isaías 54:17 diz: “‘Nenhuma arma que se forjar contra ti será bem sucedida, e condenarás toda e qualquer língua que se levantar contra ti em julgamento. Esta é a propriedade hereditária dos servos de Jeová, e sua justiça procede de mim’, é a pronunciação de Jeová.”

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Editora Betel - Lição 6 - O sacrifício pela culpa.

Editora Betel - Lição 6 - O sacrifício pela culpa.
Aula para o dia 11 de fevereiro de 2018.

Texto Áureo
Levitico 7.2
“No lugar onde degolam o holocausto, degolarão a oferta pela expiação da culpa, e o seu sangue se espargirá sobre o altar em redor”.

Verdade Aplicada
A culpa é um sentimento que toma conta do coração do homem por algum ato errado, mas em Cristo este sentimento é apagado.

Objetivos da Lição
Ensinar que somente Deus tem a capacidade para avaliar o que é certo e o que é errado;
Explicar que quando há algum dano tem que haver restituição;
Mostrar a necessidade do ensino da Palavra de Deus.

Glossário
Expiação: Sacrifícios para arrependimento dos pecados;
Extorsão: Modo de obter algo de outrem de forma abusiva ou desonesta;
Siclo: Antiga moeda de prata dos hebreus.

Leituras complementares
Segunda Lv 5.15-16
Terça Lv 5.17-18
Quarta Lv 6.2-3
Quinta Lv 6.4-7
Sexta Lv 7.8-10
Sábado Ez 46.20

Textos de Referência.
Levitico 5.15-16; 19
15 Quando alguma pessoa cometer uma transgressão e pecar por ignorância nas coisas sagradas do Senhor, então trará ao Senhor, por expiação, um carneiro sem mancha do rebanho, conforme a tua estimação em siclos de prata, segundo o siclo do santuário, para expiação da culpa.
16 Assim, restituirá o que ele tirou das coisas sagradas, e ainda de mais acrescentará o seu quinto, e o dará ao sacerdote; assim, o sacerdote, com o carneiro da expiação, fará expiação por ela, e ser-lhe-á perdoado o pecado.
19 Expiação de culpa é; certamente se fez culpada ao Senhor.

Hinos sugeridos.
36,192, 516

Motivo de Oração
Ore pelo amadurecimento dos novos irmãos que se converteram a Jesus Cristo.

Esboço da Lição
Introdução
1. Culpado nas coisas sagradas.
2. Culpado negando ao seu próximo.
3. Alei da expiação da culpa.
Conclusão

Introdução
Através da Sua graça Deus perdoa a todos os pecadores, desde que o homem se arrependa. Sua santidade não deixa passar nenhum pecado, mas em Cristo proveu o meio para que a Sua santidade fosse satisfeita.

1. Culpado nas coisas sagradas.
Na oferta pela culpa havia a necessidade de uma restituição, diferenciando este sacrifício dos demais. Na oferta pela culpa uma reparação é exigida por Deus, seja ela para o santuário ou para o próximo. O texto bíblico revela a necessidade de uma reparação: “Assim, restituirá o que ele tirou das coisas sagradas...” (Lv 5.16).

1.1. Pecando por ignorância nas coisas sagradas.
Pecar por ignorância é cometer um delito, mas não ter a certeza total que cometeu um pecado. Para que não tivesse dúvida em sua consciência, traria o que foi exigido por Deus para alcançar a paz acerca dessa questão. O animal era estimado pelo sacerdote conforme o ciclo do santuário. O siclo do santuário equivale a vinte óbolos (Êx 30.13). Um óbolo equivale a 0,57 gramas de prata. Depois de avaliado o animal era oferecido como expiação para perdão do pecado. Era acrescentado na restituição o valor de vinte por cento. Esses eram os direitos que estavam ligados às coisas sagradas de Deus.

Além da restituição completa era necessário acrescentar um quinto (ou vinte por cento) do que tirou das coisas sagradas (Lv 5.16). Este procedimento aponta para um dos aspectos do sacrifício de Jesus Cristo. Como é um pecado cometido por ignorância, não podemos realmente compreender como ofendemos a santidade de Deus diariamente, mas o que Jesus realizou na cruz também abrangeu esta parte. Com o crescimento na vida espiritual, muitas ofensas deixam de ser praticadas, mas não alcançaremos a perfeição neste corpo.

1.2. Pecando e obrando contra algum de todos os mandamentos.
A não obediência a um mandamento do Senhor, mesmo que seja por não conhecer o mandamento, não torna a pessoa inocente (Lv 5.17). Este fato nos ensina que somente Deus tem a capacidade para avaliar o que é certo e o que é errado. O homem não tem esta capacidade e mesmo assim pensa ter. Quantos hoje estão guiando a sua vida pelo “eu acho que isto é certo”, “eu acho que isto não tem problema”, ou “todo mundo está fazendo, eu posso fazer também”? Para agradar a Deus, devemos fazer o que Ele estabelece.

Somente a santidade de Deus pode estabelecer o padrão quando os direitos de Deus estão em causa. Uma pessoa poderia transgredir uma lei do santuário sem se aperceber (ignorância nas coisas sagradas), mas uma mentira, jurar falsamente, enganar o próximo, cometer um ato violência, não pode ser ignorância, mas é desobedecer aos mandamentos do Senhor. O sacrifício realizado por Jesus cuidou dessas duas áreas na vida do ser humano: a culpa pelo pecado de ignorância e, também, dos pecados conhecidos.

1.3. Restituição perante o Senhor.
No ritual o transgressor confessava o pecado, restituía o valor envolvido, pagando um acréscimo de um quinto (vinte por cento) em siclos de prata, e sacrificava um carneiro ao Senhor (Lv 5.15-16). A essência é a obra da expiação realizada para perdão do pecado do ofensor à lei de Deus. Essa obra de expiação pelo pecado do homem foi realizada por Jesus, que derramou o Seu sangue inocente para atender à justiça de Deus. O escritor aos Hebreus afirma: “E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.” (Hb 9.22).

O sacrifício da culpa abrangia vários tipos de pecado e estava incluso reter o que pertencia a Deus, como dízimos e ofertas, a consagração das primícias e outras obrigações que o israelita tinha perante o Senhor, e também proceder de maneira a não contrariar o que o Senhor tinha estabelecido. Mesmo no caso de a pessoa não ter a certeza de ter pecado contra o Senhor Deus, os mais escrupulosos traziam, também assim, uma oferta pela culpa. Esse sentimento estava presente no coração daquele que tinha o prazer de buscar a comunhão com o Senhor, de ter paz no seu coração para consigo e também com Deus.

2. Culpado negando ao seu próximo.
Ofensas causadas às pessoas em questões de bens pessoais ofendem a lei de Deus, que deixa de forma bem clara como deve ser o relacionamento com o próximo (Lv 19.18). Jesus foi enfático a respeito desse mandamento no Seu ministério (Mt 22.39), e também os apóstolos (1Jo 4.20).

2.1. Prejuízos causados ao próximo.
As instruções do Senhor também tratavam acerca dos prejuízos causados ao próximo em questões de propriedades que dizem respeito ao logro (algo que alguém deixou em depósito de outrem), roubo, ou ganho injusto por extorsão (agiota). A não devolução de algo achado quando se conhece o dono e outras semelhantes são situações mais próximas de atos de pecados conscientes e voluntariosos que precisavam ser confessados para que se tornassem conhecidos (Lv 6.1-7). Essas ações eram puníveis (Êx 22.7-13), pois pecar contra o próximo, dentro do concerto dado por Deus ao povo de Israel, era pecar contra o próprio Deus.

Um grande problema em todas as épocas na sociedade é a ganância do homem. O desejo de possuir torna o ser humano frio, desumano e insensível para com o próximo. Paulo afirma que: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e transpassaram a si mesmos com muitas dores.” (1Tm 6.10). Para vencer esta avareza, que a Palavra de Deus classifica como idolatria, somente com amor ao próximo. A situação atual do mundo é um exemplo do que o homem sem a graça de Deus no coração é capaz de realizar.

2.2. Reparando o dano.
No pecado contra o próximo era necessário primeiro fazer a reparação do dano para poder depois trazer a oferta perante o altar. A Palavra de Deus não se contradiz, por isso Jesus ensinou aos Seus discípulos que antes da oferta o dano deve ser reparado (Mt 5.23-24). O transgressor, antes que pudesse ser perdoado, deveria fazer a restituição apropriada. A penalidade visava inculcar nos transgressores a importância da honestidade e responsabilidade no convívio social. Trazer a oferta, mas não restituir ao próximo não expiaria o pecado do transgressor. Há situações que não basta apenas orar, é preciso antes pagar o que se deve.

Desde que o pecado defraudou alguém, necessário é que haja restituição para a parte ofendida. A característica distinta das ofertas pela culpa era o pagamento de restituição com acréscimo, conforme determinava a lei, sem se importar se esta fosse para Deus ou para uma pessoa humana. “O carneiro das ofertas pela culpa não fazia parte da restituição, mas era a expiação pelo pecado, diante de Deus” (F. Duane Lindsey). A oferta da culpa ilustra a grande seriedade e gravidade do pecado e a eficácia do sacrifício de Cristo, que deu satisfação e plena reparação ao nosso favor diante de Deus.


2.3. A necessidade da oferta pela culpa.
Quando Jesus purificou os leprosos, mandou que eles se apresentassem ao sacerdote (Mt 8.4; Lc 17.14), porque havia a necessidade de oferecer a oferta pela culpa para que os mesmos fossem declarados limpos. Jesus veio para cumprir a lei, e, se era essa a exigência da lei, precisava que fosse cumprida. A profanação do nazireado também exigia a expiação da culpa: “Então separará os dias do seu nazireado ao Senhor, e para expiação da culpa trará um cordeiro de um ano” (Nm 6.12).

Deus exige um comportamento honroso entre os seus semelhantes, uma existência com ética nos relacionamentos sociais, uma existência com liberalidade. Quando assim não acontece, um encargo precisa ser acrescentado. Este é o sacrifício da oferta pela culpa. Este sacrifício nos ensina que alcançamos o perdão da culpa quando observado o que está contido no texto bíblico: reconhecimento do pecado seguido pelo arrependimento, restauração do dano e finalmente o sangue espargido no altar (Lv 6.7).

3. A lei da expiação da culpa.
A lei da expiação da culpa, assim como a lei da expiação do pecado, estabelecia que o sacrifício poderia ser comido pelo sacerdote. Para tocar nessas ofertas deveria ser santo (Lv 6.27). Da mesma forma, todos os que estão unidos a Cristo Jesus, pela fé, são santos.

3.1. Uma mesma lei.
A Palavra de Deus afirma que assim como era a lei da expiação do pecado, assim também seria a lei da expiação da culpa (Lv 7.7). Esses dois sacrifícios apresentam a santidade de Cristo de maneira enfática. Essa era uma oferta que todo homem de família sacerdotal estava autorizado a comer (Lv 7.6), mas deveria consumir em local sagrado, pois era uma oferta santíssima (Lv 6.29). A exigência feita pelo Senhor é que estivesse limpo para poder comer (Nm 18.11).

Na lei da expiação da culpa, que é como na lei da expiação do pecado (Lv 7.6-7), o Espírito Santo de maneira maravilhosa enfatiza a santidade do sacrifício, que é tipo da obra realizada por Jesus. Como estes dois sacrifícios estão relacionados com o pecado do homem, fica enfatizado a santidade da oferta, pois Jesus levou os pecados da humanidade, mas não se contaminou (1Pe 1.19). Tomou os pecados do Seu povo e sofreu a pena deles na cruz. Está cumprido todas as exigências de Deus e todas as necessidades dos homens. Tudo Jesus realizou.

3.2. Fartura no lar.
A responsabilidade no Antigo Testamento de ensinar a Palavra de Deus ao povo estava sob a incumbência dos sacerdotes e levitas (2Cr 17.7-8). Já em casa, essa responsabilidade era dos pais (Dt 6.7). Um povo mais esclarecido traria mais oferta, pois teria maior conhecimento da lei e, evidentemente, de suas transgressões; um povo com pouco conhecimento nem saberia que havia desobedecido a lei. A fartura sobre o altar estava ligada diretamente ao conhecimento que o povo tivesse da lei. Quanto mais ensino, mais fartura para o sacerdote. Boca aberta ensinando a Palavra de Deus, provisão pelos sacrifícios trazidos ao santuário.

Esse princípio permanece no Novo Testamento como era em Israel nos tempos antigos. Quanto mais a Palavra de Deus é ensinada na igreja, mais fartura teremos no santuário. Essa fartura se manifesta na igreja, na esfera em que ela se encontra. Uma fartura que sustenta os seus ministros como também gera riqueza na igreja e essa riqueza não é ouro ou prata, mas uma riqueza espiritual, que manifesta a graça de Deus, Sua glória, a excelência do fruto do Espírito na vida dos crentes e as manifestações dos dons espirituais. Onde prevalece o espiritual o material é acrescentado pelo Senhor (Mt 6.33)

3.3. Gordura e sangue para o Senhor.
Todo o sangue e toda a gordura deveriam ser oferecidos ao Senhor, sendo proibido ao homem comê-los (Lv 7.2-3). Isso deveria ocorrer em todos os sacrifícios nos quais animais eram oferecidos sobre o altar. Na dieta do povo de Israel eram elementos proibidos: “Estatuto perpétuo será nas vossas gerações, em todas as vossas habitações: nenhuma gordura, nem sangue algum comereis.” (Lv 3.17). No Novo Testamento, a carne ritualmente impura, de animais sufocados e o sangue foram proibidos no primeiro concílio da Igreja (At 15.20).

O sangue fala da redenção do homem efetuada na cruz por Jesus. O sangue foi oferecido a Deus pelos nossos pecados e o homem não tem capacidade de participar, por isso é proibido dele comer, pois foi oferecido a Deus. A gordura também era proibida ao homem comer no Antigo Testamento e alguns órgãos (Lv 7.3-5). A gordura simboliza a glória que só pode ser dada a Deus. Tudo realizado por Cristo foi para a glória de Deus (Jo 17.1). O sangue e a gordura simbolizavam o relacionamento entre Deus Pai e Deus Filho.

Conclusão.
Os tipos do Antigo Testamento nos ajudam a entender a dimensão do sacrifício de Jesus Cristo realizado na cruz do Calvário. Como atendeu a exigência da santidade de Deus e como alcançou o homem no seu estado miserável de pecado e como o alçou até a presença do glorioso Deus.

Questionário.

1. Quem realizou a obra de expiação pelo pecado do homem?
R: Jesus (Hb 9.22).

2. No pecado contra o próximo, o que é necessário?
R: Primeiro fazer a reparação do dano para poder depois trazer a oferta perante o altar (Mt 5.23-24).

3. O que a profanação do nazireado exigia?
R: A expiação da culpa (Nm 6.12).

4. De quem era a responsabilidade no Antigo Testamento de ensinar a Palavra de Deus ao povo?
R: Dos sacerdotes e levitas (2Cr 17.7-8).

5. Na dieta do povo de Israel, quais elementos eram proibidos?
R: Gordura e sangue (Lv 3.17).


Fonte:
Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Levítico – O ministério sacerdotal levítico e sua relevância para a Igreja. Adultos, edição do professor, 1º trimestre de 2018, ano 28, Nº 106, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Editora betel - Lição 5 - O sacrifício pelo pecado.

Editora betel - Lição 5 - O sacrifício pelo pecado.
Aula para o dia 4 de Fevereiro de 2018

Texto Áureo

Levitico 4.6
“E o sacerdote molhará o seu dedo no sangue, e daquele sangue espargirá sete vezes perante o Senhor, diante do véu do santuário”.

Verdade Aplicada
O sacrifício que Jesus fez por nós, vertendo o Seu sangue na cruz, permite que Deus aja com misericórdia, perdoando os nossos pecados.

Objetivos da Lição
Mostrar a responsabilidade do sacerdote e da congregação diante do Senhor;
Ensinar que o líder tem responsabilidade diante do povo;
Evidenciar que temos responsabilidade individual diante de Deus.

Glossário
Conspícuo: que apresenta nítida visibilidade; facilmente notado;
Deturpar: Adulterar, corromper, viciar;
Sacrilégio: Pecado grave contra a religião que consiste na violação de pessoa, lugar ou objeto sagrado.

Leituras complementares

Segunda Lv 4.3-4
Terça Lv 4.13-14
Quarta Lv 4.22-23
Quinta Lv 4.27-28
Sexta Lv 6.24-27
Sábado 1Jo 1.7-10

Textos de Referência.
Levitico 4.3; 13; 14
3 Se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá pelo seu pecado, que pecou, um novilho sem mancha, ao Senhor, por expiação do pecado.

13 Mas, se toda a congregação de Israel errar, e o negócio for oculto aos olhos da congregação, e se fizerem, contra algum dos mandamentos do Senhor, aquilo que se não deve fazer, e forem culpados,

14 E o pecado em que pecarem for notório, então, a congregação oferecerá um novilho, por expiação do pecado, e o trará diante da tenda da congregação.

Hinos sugeridos.
20, 491, 521.

Motivo de Oração
Ore para que os líderes cristãos permaneçam fiéis.

Esboço da Lição
Introdução
1. O pecado do sacerdote e do povo.
2. O pecado do príncipe.
3. O pecado de uma pessoa do povo.
Conclusão

Introdução
O pecado impede o relacionamento de Deus com o homem, mas o amor de Deus fez com que Ele oferecesse o Seu Filho para morrer pelo homem e assim Deus pode restaurar essa comunhão.

1. O pecado do sacerdote.

O pecado deturpou a criação e ao homem ficou impossível fazer o que é agradável a Deus. O homem ficou impossibilitado de fazer qualquer coisa que Deus ordenasse. A lei foi dada para mostrar essa incapacidade do homem.

1.1. O pecado do sacerdote.
Se o sacerdote pecasse, o texto bíblico afirma que deveria ser levado para o sacrifício da expiação um novilho (Lv 4.3). O pecado do sacerdote afetava toda a congregação e desse modo era exigido para o sacrifício um novilho, que era o maior animal para oferta. A missão do sacerdote em poder se aproximar de Deus em benefício do povo também aumentava a sua responsabilidade perante o Senhor. A grande responsabilidade do sacerdote comprometeria toda a congregação, caso algum pecado estivesse sobre ele. A excelência do ministério vem acompanhada de grandes responsabilidades.

Assim comentou Russel N Champlin: “Quando um sacerdote pecava, escandalizava o povo todo, por ser o homem que, supostamente, ensinava os outros. Ver 2 Coríntios 6.3 quanto a um paralelo no Novo Testamento. Ver também o trecho de Tiago 3.1, onde lemos que os líderes receberão juízo mais severo. O sacerdote que pecasse trazia pecado sobre todos, por ser um representante de todos”.

1.2. O pecado da congregação.

No caso de a congregação cometer algum tipo de sacrilégio, isso tornava impossível a habitação de Deus no arraial, pois o fundamento da habitação de Deus no meio do seu povo é a santidade. A santidade de Deus exige que o padrão vivido seja o que foi estabelecido por Ele. Como Seu povo, devemos com humildade nos submeter aos Seus preceitos e estatutos. O Senhor exigia pureza no acampamento de Israel, como encontramos em Deuteronômio 23.13-14. Deus quer do Seu povo pureza que alcance o espírito, a alma e o corpo (1 Ts 5.23). Quando isso acontece, Ele se faz presente, para alegria do Seu povo.

Sendo a assembleia o local público de adoração, era necessário que todo o povo estivesse limpo cerimonialmente para a adoração ao Senhor Deus. Na obra realizada por nosso Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário, este ato foi feito de uma vez e para sempre, conforme Hebreus 9.11-12.

1.3. O sacrifício apresentado era o mesmo.
Se o pecado fosse cometido pelo sacerdote, ou fosse cometido pela congregação, perante, o  Senhor tinha a mesma consequência e a oferta para o perdão do pecado era idêntica e o rito era o mesmo (Lv 4.1-21). O sangue era espargido sete vezes diante do véu do santuário, colocado sobre as pontas do altar de ouro, que era o altar de incenso, e todo o resto de sangue era derramado à base do altar de cobre, que ficava no pátio do tabernáculo, onde era oferecido o sacrifício. No pátio o israelita podia estar presente para participar, colocando a mão sobre a cabeça do animal. Assim precisava ser feito, pois o pecado do sacerdote, ou de toda a congregação, tinha a ver diretamente com a presença de Deus no meio do povo.

O pecado do sacerdote, ou de toda a congregação, era de tal alcance que o ritual precisava ser seguido conforme estabelecido por Deus, pois o sangue espargido diante do véu tem relação com a presença do Senhor, o sangue colocado sobre as pontas do altar de incenso restabelecia a adoração e o sangue derramado na base do altar de sacrifício tinha a adoração e o sangue derramado na base do altar de sacrifício tinha a ver com a consciência do ofertante. O pecado do sacerdote ou de toda a congregação precisava ser expiado nessas três esferas, pois o pecado impede a presença de Deus no meio do povo, a adoração fica impedida e a consciência do ofertante culpada, mas o sacrifício restabelecia essas três situações. Tudo isso encontramos em Jesus Cristo.

2. O pecado do príncipe.
O pecado de um líder de Israel diante de Deus era considerado grave e se tornava mais conspícuo do que o pecado de qualquer outra pessoa do acampamento de Israel. Ele não tinha a responsabilidade de um sacerdote, mas era um líder em Israel; havia sido levantado por Deus como uma liderança perante o povo e deveria receber mais grave condenação.

2.1. O alcance do pecado do príncipe.
Todo o pecado que o homem comete é contra Deus, pois Ele é quem estabelece o padrão que devemos viver. O salmista assim se expressa diante de Deus em sua penitência: “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos parece mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares.” (Sl 51.4). O pecado do príncipe não poderia alcançar o véu do santuário ou mesmo o altar da adoração, mas tinha a ver com a sua consciência e atingia também o povo. Quando um líder comete pecado, a tristeza vem sobre o povo por causa da queda do seu líder.

O pecado do homem levou Cristo á cruz, mas Cristo nos leva a Deus. Todos os tipos que podemos estudar no livro de Levítico apontam para a obra perfeita que Jesus realizou ao morrer na cruz, para glorificar a Deus e tomar o lugar do homem. A libertação do pecado e a purificação dos pecados foi realizada por Jesus e é eterna, não precisando que mais obra seja feita para salvação do homem (Hb 9.14-15). Toda a malignidade do pecado foi anulada pelo sacrifício do antítipo que é Jesus Cristo e ao homem basta apenas crer nesta obra e guardar em seu coração a Palavra de Deus.

2.2. A oferta pelo pecado do príncipe.
A oferta que o príncipe tinha que trazer quando obrasse contra algum mandamento do Senhor deveria ser um bode (Lv 4.23). Um animal sem mancha e todo o ritual exigido por Deus deveria ser seguido. Mesmo sendo um príncipe dentre o povo, não tinha nenhuma autoridade para mudar o que fora estabelecido pelo Senhor. Caso procedesse de acordo com as instruções do Senhor, o resultado alcançado era paz no coração, pois, quando o homem obedece aos mandamentos do Senhor e guarda os seus estatutos, a paz é alcançada (Lv 4.24).

Deus sabe o que é necessário para que o homem esteja em Sua presença sem nenhum temor. Na verdade, somente Ele pode nos revelar o que é necessário. Deus deseja toda a paz para o homem e ter comunhão com o homem, a excelência da Sua criação. Para que isso aconteça, dependemos de Deus e da Sua natureza. Quando Jesus realizou a obra da cruz, temos o ato. Quando nos deu o Seu Espírito Santo, passamos a ter a Sua natureza, pois produzimos o fruto do Espírito e Deus alcança o seu objetivo maior, que é a Sua habitação no homem (1Co 6.19).

2.3. Uma responsabilidade inferior à do sacerdote.
O príncipe não tinha acesso ao santuário e nem tinha a autorização para queimar incenso no altar de ouro, como tinha o sacerdote. Então a sua responsabilidade espiritualmente era menor em apresentar o povo a Deus. Mas o pecado cometido sempre ofenderá a santidade de Deus. Mas o pecado cometido sempre ofenderá a santidade de Deus. Sendo assim, apesar da responsabilidade ser menor, um sacrifício também era necessário e as leis que foram entregues a Moisés pelo Senhor traziam a solução para o pecado que fosse cometido pelo príncipe (Lv 4.24).

Devemos descansar sobre a perfeita e suficiente obra realizada por Jesus, isto é, Seu nascimento, ministério, morte, ressurreição e ascensão. Tudo isso permite ao homem que crê uma paz que descansa sobre um fundamento perfeito e inabalável (1Co 3.11). Jesus concede ao homem uma consciência perfeitamente purificada, que descansa sobre a grandiosa obra da remissão de todos os nossos pecados, sejam de nosso conhecimento ou de ignorância. Jesus se ofereceu a si mesmo para cumprimento da vontade de Deus na expiação do pecado em completa abnegação, tomando todas as consequências do pecado do homem e levando sobre si todo o castigo que nos traz a paz (Is 53.5).


3. O pecado de uma pessoa do povo.
Para o pecado cometido arrogantemente não havia sacrifício prescrito (Nm 15.30). Para que um pecado fosse expiado, era necessário que fosse cometido por ignorância ou involuntário, algo que fosse proibido pela lei do Senhor e que involuntariamente viesse a ser cometido pelo homem.

3.1. Uma cabra fêmea como oferta.
Por mais que o homem se esforce, é impossível cumprir a lei, pois a carne está enferma (Rm 8.3). Isso significa que logo quebraria um ou mais desses inúmeros preceitos. Sendo assim, os sacrifícios pelo pecado eram constantes e intermináveis. No caso de qualquer pessoa do povo pecar, poderia trazer uma cabra fêmea como oferta (Lv 4.28). O pecado sempre ofenderá a Deus, mas nas ofertas trazidas temos uma gradação que está relacionada com a responsabilidade que cada um ocupa perante o Senhor. Que verdade maravilhosa é ilustrada por este ato cerimonial dos diversos animais apresentados sendo relacionados com a ocupação no acampamento do Senhor Deus pelos respectivos ofertantes. O sacerdote podia também comer da carne do sacrifício oferecido por uma pessoa, porque o sangue da oferta não era levado para dentro do santuário (Lv 6.26).

Deus, quando dá a lei ao homem, é para que o homem trabalhe para Ele e torne-se agradável e aceito diante dEle. No entanto, isso é impossível de acontecer, pois o homem está incapacitado de cumprir a lei por causa do pecado. Sendo assim, Deus nos concede a graça, que é Deus trabalhando para que o homem possa estar na Sua presença, sendo aceito e agradável a Ele. Nós somos levados a Deus através de Jesus Cristo, que ressuscitou de entre os mortos e tirou os nossos pecados, segundo s perfeição da Sua obra. Uma cabra fêmea poderia ser apresentada apenas por uma pessoa comum do povo e não por um príncipe, a congregação ou o sacerdote, porque, quanto maior for o privilégio, maior é a responsabilidade.

3.2. Um ato pessoal.
Quando o ofertante oferecia um animal sem mancha, que era uma figura de Jesus Cristo, e também no momento em que ele colocava a mão sobre a cabeça do animal, ele se identificava com o animal oferecido e, através da vítima, oferecia-se a si mesmo a Deus (Êx 29.10). Uma pessoa que ouvisse uma blasfêmia e não denunciasse (Lv 5.1), uma impureza cerimonial (Lv 5.2), tocasse em uma pessoa com fluxo ou lepra (5.3), ou juramento falso (Lv 5.4); necessário era confessar (Lv 5.5) e oferecer a sua oferta, que poderia ser uma cabra (Lv 5.6) ou duas rolas ou dois pombinhos para o que fosse pobre (Lv 5.11).

Não atentar para os detalhes do sacrifício, e trazer um animal com defeito perante o Senhor (Ml 1.8), era atentar contra a perfeição do antítipo, que é Cristo, e se identificar com o animal que estava sobre o altar. Uma pessoa que trouxesse um animal com mancha para o altar do Senhor estava dizendo que Deus poderia aceitá-lo com os seus defeitos, sem a necessidade de expiação. Ele estaria se identificando com o animal defeituoso ao colocar a mão sobre a sua cabeça. Hoje isso está representando em todos aqueles que procuram se justificar perante o Senhor com suas próprias obras e apresentam sacrifícios segundo o seu coração, como se isso pudesse satisfazer a santidade de Deus.

3.3. Uma provisão divina.
Apesar das diferenças de animais oferecidos sobre o altar, de acordo com a responsabilidade exercida por cada um no acampamento de Israel, todos eles eram provisões da parte de Deus para perdão dos pecados e consequente comunhão com o Seu povo. Somente Deus pode prover a salvação para o homem (Gn 3.21). Uma provisão necessária ao homem para que o propósito eterno de Deus se cumpra e que estará plenamente consumado na eternidade.

Ao trazer o sacrifício, o ofertante estava dizendo que tinha cometido um pecado não proposital (quer por fraqueza, quer por negligência). Sua presença ali indicava que aceitava os mandamentos do Senhor e que humildemente pedia o Seu perdão e a Sua misericórdia. Esse simbolismo apontava para Cristo, aquele que, mesmo sem pecado, “se fez pecado” para nos tornar aceitos perante o Senhor. Em Cristo Jesus temos a provisão perfeita de Deus para a remissão do pecado do homem.

Conclusão.
Em sua ignorância e arrogância, o homem pensa em agradar a Deus se apresentando diante dEle com seus trapos de imundícia (Is 64.6). No entanto, através da justiça de Deus em Cristo Jesus, temos livre acesso à Sua presença e lá podemos permanecer (Rm 5.1-9-11).

Questionário.

1. Se o sacerdote pecasse, o que o texto bíblico afirma?
R: Que deveria ser levado para o sacrifício da expiação um novilho (Lv 4.3).

2. O que a santidade de Deus exige?
R: Que o padrão vivido seja o que foi estabelecido por Ele (1Ts 5.23).

3. Qual era a oferta que o príncipe tinha que trazer quando obrasse contra algum mandamento do Senhor?
R: Um bode (Lv 4.23).

4. Por mais que o homem se esforce, por que é impossível cumprir a lei?
R: Porque a carne está enferma (Rm 8.3).

5. Somente quem pode prover a salvação para o homem?
R: Deus (Gn 3.21).

Fonte:
Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Levítico – O ministério sacerdotal levítico e sua relevância para a Igreja. Adultos, edição do professor, 1º trimestre de 2018, ano 28, Nº 106, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

Manual do Pregador

Manual Bíblico das Questões Difíceis e Polêmicas da Bíblia

Guia do pregador Iniciante

Seguidores

Mais lidos