segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Por que Deus quebra “navios”?

“Fez Josafá navios de Társis, para irem a Ofir em busca de ouro; porém não foram, porque os navios se quebraram em Eziom-Geber.” I Reis 22.49 (Almeida Revista e Atualizada)
“... E os navios se quebraram e não puderam ir a Társis.” II Crônicas 20. 37 (Almeida Revista e Atualizada)
Por que Deus quebra “navios”?

Por que onde um servo de Deus é bem sucedido, outro tropeça? Um conquista seu intento, outro fracassa? O rei Salomão já havia, em tempos passados,  ido a Ofir (cidade na Arábia meridional na rota comercial, onde se trocava ouro por mercadorias), em busca de preciosidades, e tivera sucesso (II Crônicas 8.17,18). Mas, por que o rei Josafá muitos anos depois não logrou êxito fazendo o mesmo?

Atualmente, Deus ainda “quebra navios”? O que se entende por quebra de navios em nosso contexto atual? O “navio” aqui não é literalmente uma embarcação, é claro,  mas pode ser visto como projeto, ideia, plano, relacionamento, consórcio, liderança, investimento, exercício de governos, etc. A “quebra” deles nada mais é do que a “frustração” gerada única e exclusivamente por Deus, pois Ele sabe colocar “areia” nas “engrenagens”.

Podemos elencar abaixo algumas razões que levam Deus a quebrar “nossos navios”, como fez com os do rei Josafá.

Deus quebra os navios de quem não lhe consulta. As naus de Josafá foram quebradas porque ele não buscou resposta em Deus para tal empreendimento (I Reis 22.49; II Cr 20.6). Em outros momentos da sua vida, Josafá consultara ao Senhor e obtivera respostas positivas (I Reis 22.5,7, 8; II Reis 3.11). Josafá também buscou consultar a Deus (mesmo que tardio), ao se aliar a Acabe (pai de Acazias) para batalhar contra Ramote Geleade, desconfiado das "profetadas" dos profetas de Acabe (I Reis 22.5-9).


Mas agora, se aliando a Acazias, viu os navios quebrados e intransitáveis porque não buscou resposta em Deus para tal construção (I Reis 22.49; II Crônicas 20.6). Quando não consultamos a Deus, seguimos o nosso próprio coração, temos 100% de chances de tudo dá errado (Provérbios 16.1-3).

Deus quebra os navios de quem se precipita. Deus permite a nossa ousadia até certo ponto, como aquele que segura uma pipa por fino cordão, deixando subir, subir, subir... Depois, intervém na sua subida e a puxa de volta. Há, na didática divina muito a se aprender: uma coisa é Deus “permitir” que empreendamos nossos projetos, outra coisa é Ele nos “dirigir” a realizarmos seus projetos. Ele até permite que façamos obtusamente nossos “navios”, mas eles com certeza se quebrarão e não irão a lugar nenhum (I Reis 22.49; II Crônicas 20.6.37).

Deus quebra os navios de quem faz parceria com pecadores. Josafá se aliou a Acazias, um rei tão mau quanto seu pai Acabe (I Reis 22.52-54; II Crônicas 20.6). Então, Deus usou um tal de Eliézer, filho de Dodavá, de Maressa, que  vaticinou contra Josafá o insucesso de todo esse investimento: “...Porquanto te aliaste com Acazias, o Senhor destruiu as tuas obras...” (II Crônicas 20.6.37).

A aliança com um idólatra é rejeitada pela palavra de Deus (Êxodo 34.12; Amós 3.3). Qualquer formação de pacto  ou união, da nossa parte, com os que andam na contramão de Deus, atrairá funestas consequências a nossa vida e ministério, caso não haja uma mudança de 180 graus. No NT, o apóstolo Paulo nos adverte do jugo desigual entre crentes e incrédulos (II Coríntios 6.14-16).


Deus quebra os navios porque só Ele tem propósitos definidos.  Eliézer, como voz profética, disse a Josafá: “... o Senhor destruiu as tuas obras...” (II Crônicas 20.6 – grifos nosso). Os navios foram construídos em Eziom-Geber e lá naufragaram. Eziom-Geber  era uma cidade próxima de Elate, na costa do golfo de Ácaba. Os israelitas acamparam nesse lugar (Números 33.35). Ali Salomão construiu seus navios (I Reis 9.26). Você leu e entendeu? O sucesso do nosso empreendimento não resulta de onde trabalhamos (Társis, Eziom-Geber e Ofir) ou do que lá fazemos (navios ou qualquer outra coisa), mas se a intenção interior que nos impulsiona a fazê-lo é para glória de Deus (I Coríntios 10.31).

Deus deu a Salomão a sabedoria que ele pediu, mas também lhe concedeu o que não desejava: riquezas e glórias (I Reis 3.5-15). Por isso, quando desejou buscar ouro em Ofir, não teve nenhuma dificuldade, pois tinha a aprovação de Deus (I Reis 9.26-28). Com Josafá foi o contrário. Todo o esforço e esperança da conquista de ouro se espalharam em forma de pranchas e vigas de madeiras, quebradas e a deriva junto à costa, resultando em grande perda e desperdício de tempo e de recursos monetários!

Mas Deus estava nesse negócio! Sua Soberania estabelece seus desígnios e intentos: dá vida e mata; faz empobrecer e enriquecer; rebaixa e também eleva; tira do lixo e devolve ao lixo... (I Samuel 2.6-8). Deus, que existe por Si só, tem o poder de “quebrar qualquer obra pronta” daqueles que não O consultam!

É melhor não construir navio nenhum antes de consultá-LO!

Autor: Dário José

BETEL - Lição 10 - A adoração em tempo integral.

4 de dezembro de 2016

Texto Áureo
Romanos 11.36
“Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.”

Verdade Aplicada
Adoração envolve tudo o que está no interior da pessoa e tudo o que está fora dela.

Objetivos da Lição
Destacar a objetividade da adoração na vida;
Enfatizar a adoração como centralidade da vida;
Mostrar exemplos de vidas que priorizaram a adoração.

Glossário
Perpétua: Que dura sempre; eterno; que não cessa nunca; contínuo; inalterável;
Rude: Desagradável, duro; de caráter duro; ríspido, severo;
Urdidura: Enredo, contexto, entrelaçamento.

Leituras complementares
Segunda Sl 63.3-4
Terça Sl 95.6
Quarta Sl 99.5
Quinta Hc 3.17-18
Sexta Mt 4.10
Sábado Fp 2.9-11

Textos de Referência.
Romanos 12.1-3
1 Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2 E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
3 Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

Hinos sugeridos.
185, 396, 484.

Motivo de Oração
Agradeça a Deus pela oportunidade de Louvá-Lo todos os dias.

Esboço da Lição
Introdução
1. O conceito de adoração de Paulo.
2. A adoração como prioridade de vida.
3. A centralidade da adoração na Bíblia.
Conclusão

Introdução
Percebe-se que há uma forte negligência na adoração verdadeira em muitas igrejas e, muito do que é feito em nome da adoração hoje, na realidade desonra a Jesus Cristo.

1. O conceito de adoração de Paulo.
O apóstolo Paulo faz uma forte declaração em Romanos 12.1-2 sobre o conceito de adoração em tempo integral. Essas suas palavras vêm depois do que possivelmente é a maior exposição de teologia de toda a Escritura.

1.1. Adoração como um novo estilo de vida.
A adoração é para a vida cristã o que a mola mestra é para um relógio, o que o motor é para um carro. A adoração é o núcleo, o elemento essencial. A adoração não pode ser isolada ou relegada a um único lugar, tempo ou segmento de nossa vida. Não podemos expressar em palavras todo o agradecimento e louvor a Deus enquanto levamos uma vida de egoísmo e carnalidade. Esse tipo de adoração acaba por revelar-se uma perversão. Atos verdadeiros de adoração devem ser o transbordamento de uma vida em adoração perpétua.

Refletir sobre a centralidade da adoração nesses tempos nebulosos é de suma importância, tendo em vista que o assunto é dominante nas Sagradas Escrituras. Temos muitas atividades e pouca adoração. Somos grandes no ministério e pequenos na adoração. Somos desastrosamente pragmáticos. Só queremos saber se algo funciona. Queremos fórmulas e efeitos e, no processo, de certo modo, deixamos de lado aquilo para a qual Deus nos chamou. Somos Marta demais e Maria de menos. Estamos tão profundamente enraizados no fazer que perdemos o estar. Estamos tão programados, informados, planejados e ocupados que menosprezamos a adoração!

1.2. Adoração através de nosso relacionamento exterior.
A adoração pode ser refletida em nosso comportamento em relação aos outros. “Porque quem nisto serve a Cristo, agradável é a Deus e aceite aos homens.” (Rm 14.18). O que significa esta oferta agradável Deus? O contexto revela que é ser sensível ao irmão mais fraco (Rm 14.13). Quando tratamos os irmãos em Cristo com o tipo adequado de sensibilidade, isso é um ato aceitável de adoração. Esse ato honra ao Deus que criou essa pessoa e esse ato também reflete a compaixão e o cuidado de Deus. O evangelismo também é uma forma de adoração aceitável (Rm 15.16). Assim, a adoração pode ser expressa ao compartilhar o amor com irmãos em Cristo, pregar o Evangelho aos descrentes e atender as necessidades das pessoas num nível material. A adoração aceitável é dar. É um amor que compartilha (Fp 4.18).

Paulo escreve que graça especial lhe foi dada para ser servo de Cristo Jesus entre os gentios, servindo ao Evangelho de Deus como sacerdote, para que os gentios sejam aceitáveis a Deus. Os gentios foram ganhos para Cristo pelo ministério de Paulo tornaram-se adoradores. Para muitos, o culto é apenas uma programação de fim de semana, um evento, um show, um momento que sobra da agitada vida terrena para oferecer a Deus o que Ele rejeita. O propósito e a responsabilidade de cada cristão como sacerdócio real é promover um ensaio na terra da vida eterna que será vivida no céu. Este é o culto racional!

1.3. Adoração através de nosso comportamento pessoal.
Efésios 5.8-10 diz: “Andai como filhos da luz (porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade), aprovando o que é agradável ao Senhor”. A palavra agradável vem do grego e significa “aceitável”. Nesse contexto, refere-se à bondade, justiça e verdade, dizendo claramente que fazer o bem é um ato aceitável de adoração a Deus. Paulo, aconselhando a Timóteo (1Tm 2), exorta para que os cristãos orem pelas pessoas investidas de autoridade de modo que os cristãos possam ter vida tranquila e serena, em toda piedade e honestidade. Portanto compartilhar é um ato de adoração e esse é o efeito da adoração sobre os outros. Fazer o bem é igualmente um ato de adoração e esse é seu efeito em nossa vida.

Agradar a Deus, fazer o bem e compartilhar com os outros, todos são atos de adoração legítimos e bíblicos. Isso abarca toda a atividade e todo o relacionamento da vida humana. A implicação é que assim como a Bíblia se dedica de capa a capa ao tema da adoração, o cristão deve se dedicar à atividade de adoração, absorvido pelo desejo de dedicar cada momento de sua vida a fazer o bem a todos, a compartilhar as bênçãos com os vizinhos e a louvar a Deus, que é a fonte de toda bondade e toda bênção.

2. A adoração como prioridade de vida.
Maria procurou sentar-se aos pés do Mestre em adoração. Resolveu priorizar a adoração em sua vida, escolheu a boa parte (Lc 10.41-42), o que não lhe seria tirada. A adoração de Maria teve significado eterno, enquanto a tarefa de Marta nada significou além daquela tarde especial.

2.1. O exemplo do culto de Abel.
Hebreus 11 contém uma lista de heróis da fé do Antigo Testamento e o primeiro deles é Abel. Ele foi um verdadeiro adorador. Sua adoração estava de acordo com a vontade de Deus e o plano de Deus. Sua oferta foi aceita por Deus. Isso é tudo o que sabemos sobre a vida dele. Esse adorador “depois de morto ainda fala” (Hb11.4). Vemos a grande diferença entre adoração de Abel e Caim. Ambos eram pecadores e reconheciam o direito de Deus à reverência e à adoração. Segundo a aparência exterior, sua religião era a mesma até certo ponto, mas o registro bíblico nos mostra que a diferença entre os dois era grande. Essa diferença estava na obediência de um e na desobediência do outro.

Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim. Abel aprendeu os grandes princípios da redenção. Viu-se como um pecador e viu o pecado e sua pena de morte entre o seu coração e a comunhão com Deus. Trazia morta a vítima, aquela vida sacrificada, reconhecendo assim as reivindicações da lei que fora transgredida. Por meio do sangue derramado, olhava para o futuro sacrifício – Cristo morrendo na cruz do Calvário. Confiando na expiação que ali seria feita, tinha o testemunho de que era justo e de que sua oferta havia sido aceita.

2.2. O exemplo da adoração de Enoque.
A segunda pessoa que Hebreus relaciona é Enoque. Ele adorava a Deus através de seu andar. Ele andou com Deus e viveu uma vida piedosa, fiel e dedicada. Um dia, ele andou da terra para o céu! (Gn 5.21-24). O nome Enoque significa “dedicado ou disciplinado”. Fiel ao significado do seu nome. Enoque dedicou-se a Deus e disciplinou-se no meio de uma geração corrompida e perversa (Fp 2.15). Andar com Deus significa ter um conhecimento cada vez mais íntimo dEle. Não se pode andar dignamente com Deus sem primeiro ter um verdadeiro conhecimento de quem Ele é e o que Ele deseja para nós (Cl 1.10).

Enoque andou com Deus, não uma vez por semana, mas diariamente em meio aos cuidados e as responsabilidades da vida familiar normal. Enoque começou a andar com Deus com a idade de 65 anos, após o nascimento de seu filho Matusalém, depois apara o resto de sua vida terrena (300 anos). Nunca é tarde demais para começar a andar com Deus (Gn 17.1). Enoque andou no caminho da justiça não como um eremita, mas como um homem de família que viveu em uma idade pré-diluviana, onde abundou o pecado e o mal!

2.3. O exemplo de adoração de Noé.
O terceiro citado na lista de adoradores é Noé. Quando pensamos em Noé, nos vem à mente a palavra “trabalho”. Ele adorou a Deus com seu trabalho. Neste trabalho, estava a sua fé e obediência. Passou 120 anos construindo a arca.  Homem justo e íntegro. Noé recusou seguir o caminho do mundo. Ele foi muito atento à vontade de Deus. Quando Deus mandou fazer a arca. Noé obedeceu (Gn 6.22). Por esta fé obediente, ele é usado como exemplo ao longo da história bíblica (Hb 11.7).

Ofereçamos sempre ao Eterno Deus um sacrifício de louvor, que é fruto dos lábios que declare publicamente o Seu Nome. Quando analisamos a adoração em seu foco direcionado a Deus, descobrimos que sua essência é simplesmente ação de graças e louvor.

3. A centralidade da adoração na Bíblia.
Desde o início (Gênesis) até a consumação (Apocalipse), a doutrina da adoração está entrelaçada na urdidura e na trama do texto bíblico (Dt 6.4-5; Mc 12.29-30).

3.1. A adoração no Antigo Testamento.
A adoração no Antigo Testamento devia ser uma preocupação contínua para o povo de Deus. O tabernáculo foi projetado para enfatizar a prioridade da adoração e exclusivamente para a adoração. Era o lugar onde Deus se encontrava com Seu povo. Usá-lo para qualquer outra coisa que não fosse adoração era considerado a mais rude blasfêmia. No tabernáculo não havia assentos. Eles não iam até lá com o objetivo de se entreterem. Eles iam ao tabernáculo para adorar a Deus e servir-lhe. Se precisassem se reunir para qualquer outro propósito, eles o faziam em outra parte.

Em Gênesis, descobrimos q1ue a queda ocorreu quando Adão falhou em adorar pela desobediência à única ordem dada pelo Eterno Deus. Em Apocalipse, aprendemos que toda a história culmina numa comunidade eterna adorando na presença de um Deus amoroso.

3.2. O tabernáculo.
A organização do acampamento sugere que a adoração era central a toda a atividade. O tabernáculo se situava no centro do acampamento. Imediatamente a ele, ficavam os sacerdotes que lideravam a adoração. Um pouco mais adiante do tabernáculo se posicionavam os levitas, que estavam envolvidos no culto. Mais longe, ficavam dispostas as várias tribos, cada uma de frente para o centro, o lugar da adoração. Tudo isso nos ensina que quem usa a sua vida para qualquer outro propósito que não seja a adoração, independentemente de quão nobre possa ser esse propósito, é culpado de sério pecado.

Olhando para a história, é impossível negar a necessidade, a importância e a influência do culto na vida das pessoas. O mundo como conhecemos foi moldado pelas crenças. Todos os acontecimentos políticos, militares e sociais foram e ainda são motivados por crenças. Até mesmo o ateísmo, que prega a inexistência de Deus, possui a sua forma de crença e culto. Uma das práticas mais comuns e marcantes em qualquer cultura ou sociedade é o culto religioso. Independente da crença e da época, em todas as partes da terra o culto sempre foi algo muito presente e em muitos casos a razão da existência de povos. Jesus ensinou a Marta e Maria que a adoração é a única atividade essencial que deve ter precedência sobre qualquer outra atividade da vida. E, se isso é tão importante na vida individual, quanto mais será no contexto da reunião entre os cristãos, isto é, no culto que prestamos a Deus na igreja!

3.3. A adoração no Novo Testamento.
No Novo Testamento, toda a pregação está voltada para a adoração. A pregação é um aspecto insubstituível de toda adoração coletiva (2Tm 4.2). Todo o culto deve girar em torno da Palavra. Tudo mais é ou preparatório ou é uma resposta à mensagem das Escrituras. Quando se permite que o teatro, a música, a comédia ou outras atividades usurpem o lugar da pregação da Palavra, a verdadeira adoração sofre inevitavelmente. Quando a pregação é submetida à pompa e à circunstância, isso também impede a verdadeira adoração. Um culto sem Palavra é de valor questionável. Além disso, uma “igreja” na qual a Palavra de Deus não é regular  e fielmente pregada, não é uma verdadeira igreja.

É fundamental que entendamos que a adoração deve ser em todo o tempo e que a mesma atinge todas as áreas de nossa vida, isto é, devemos honrar a Deus em tudo. Na mente de muitos cristãos hoje, a palavra adoração significa a parte musical da ordem do culto, em contraste com o sermão ou o ofertório. O músico principal é chamado de “líder da adoração”, distinto do pastor. A música é logicamente, um meio maravilhoso de adoração, mas, a verdadeira adoração é mais que apenas música.

Conclusão.
A adoração precisa ser compreendida como a somatória de tudo que fazemos. Nossas atitudes devem ser transformadas em atos de adoração a Deus. É necessário que compreendamos que nossa adoração é de tempo integral. Você nasceu para ser um adorador.

Questionário.
1. O que o apóstolo Paulo faz em Romanos 12.1-2?
R: Uma forte declaração sobre o conceito de adoração em tempo integral (Rm 12.1-2).

2. Segundo a lição, o que é o evangelismo?
R: Uma forma de adoração aceitável (Rm 15.16).

3. Quando Deus mandou fazer a arca, o que Noé fez?
R: Ele obedeceu (Gn 6.22).

4. No que a doutrina da adoração está entrelaçada?
R: Na urdidura e na trama do texto bíblico (Dt 6.4-5; Mc 12.29-30).

5. DE acordo com a lição, o que é a pregação?
R: É um aspecto insubstituível de toda a adoração coletiva (2Tm 4.2).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Adoração e Louvor, A excelência e o propósito de uma vida inteiramente dedicada a Deus, Jovens e Adultos, edição do professor, 4º trimestre de 2016, ano 26, Nº 101, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

CPAD JOVEM - Lição 10 - A adoração sem conhecimento.

04 de dezembro de 2016

Texto do dia.
(Jo 4.10)
"Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva."

Síntese.
Adorar a Deus é o mais nobre privilégio que o Pai concede-nos. Por isso, faça-o com todo o zelo, fervor e empenho de sua alma; sabendo que adorar a Deus é conhecê-lo.

Agenda de leitura
SEGUNDA - Jo 4.9 O trauma sociocultural
TERÇA - Jo 4.10 A ignorância da mulher
QUARTA - Rm 10.14 A impossibilidade de uma fé genuína em virtude da ignorância
QUINTA - At 17.23 Os atenienses e o deus desconhecido
SEXTA - Jo 4.23 A revelação da essência da adoração
SÁBADO - Jo 4.42 As consequências da verdadeira adoração

Objetivos.
IDENTIFICAR as características de quem não adora a Deus.
ANALISAR o perfil do verdadeiro adorador.
APONTAR as consequências da adoração para a vida daquele que tem esta experiência.

Interação.
Caro(a) educador(a) cuidado para não deixar sua aula cair no erro da repetitividade. Nosso tema geral é "louvor e adoração", todavia, esta temática possui vários desdobramentos, pode ser analisada sob várias outras perspectivas além daquelas que aqui abordamos. Lembre-se, o espaço para desenvolvimento e escrita de cada lição é limitado, mas sua criatividade e amor pela educação espiritual de seus jovens não. Faça as devidas adaptações a sua realidade, dê ênfase ou insira outras questões, conforme a necessidade de seus educandos.
Este conjunto de lições não é uma "camisa-de-força" para tolher seu ministério, antes, é um material didático, ou seja, é algo para apoiar você; é um caminho previamente traçado, uma clareira aberta na "selva de discussões" da sociedade atual, existente exclusivamente para auxiliar e abençoar sua tão nobre tarefa de educar jovens para o futuro e bem-estar da Igreja.

Orientação Pedagógica
Você vai precisar de  vendas para os olhos. O objetivo é submeter os educandos a uma situação de estranheza, assim como a vivida pela mulher samaritana no contexto a ser estudado na lição de hoje. Selecione de dois a cinco educandos, vende-os e peça para que eles sigam as instruções que serão dadas. A intenção das instruções que você dará é gerar estranheza ou resistência nos alunos, para tanto use a criatividade: peça que os vendados abracem alguém que está a sua frente; oriente-os a dar seus calçados para alguém, sabendo que eles poderão ser escondidos; solicite que eles escolham alguém para trocarem de lugar com eles; peça que eles façam um bonito desenho, etc. Ao final, reflita com seus alunos a respeito de como é difícil fazer algo quando não se tem certeza do que deve ser feito ou quando é algo relacionado a alguém que não se conhece previamente.

Texto bíblico
João  4.19-24
19. Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.
20. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
21. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.
22. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.
23. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
24. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O episódio da mulher de Samaria pode ser tomado como uma imagem da condição espiritual de muitas pessoas na época de Jesus e ainda hoje há pessoas que elegem lugares, outras pessoas e até elas mesmas como elementos dignos de adoração. A ignorância é um perigoso estado para aquele que busca a Deus.

I - O ESTADO DAQUELES QUE DESENVOLVEM UMA INADEQUADA ADORAÇÃO

1. A ignorância cega a razão e o coração. Sicar, cuja localização exata é desconhecida, ficava numa região árida. Ao meio-dia, horário do encontro da mulher com Jesus, o clima é extenuante. O Mestre aguarda seus amigos que foram à procura de alimentação; o pedido por água - ainda que estranho em nossos dias de violência e individualismo -, era uma prática corriqueira naquela época. A mulher, fundamentada em seu preconceito, nega o pedido. Como alguém, que inclusive afirmará que adora a Deus (v.20), poderia ser tão insensível à necessidade do próximo? Está é a desprezível consequência que a ignorância espiritual causa: dureza de coração (Is 46.12; Ez 2.4). Note-se assim que a falta de um conhecimento verdadeiro de Deus pode, rapidamente, transformar indiferença em conivência com o sofrimento alheio. Quem conhece a Deus não negará um copo de água fria a nenhum dos filhos dEle (Mt 10.42).

2. O pragmatismo torna-se o objetivo do culto. A ausência de um conhecimento verdadeiro sobre quem é Deus e sua obra, conduz os indivíduos a perderem a percepção de uma existência além do imediatismo da vida, ou seja, de um pragmatismo existencial (Is 22.13; 1 Co 15.32). Para estas pessoas, aqui representadas pela mulher de Samaria, a solução de seus problemas mais urgentes é a razão de ser de qualquer culto, louvor ou relacionamento com Deus. Na verdade, para esse tipo de pessoa, Deus só "serve" para resolver os problemas do momento. Para a mulher, alguém que a auxiliasse a ter água com facilidade (Jo 4.15), de modo que ela não necessitasse mais expor-se como fazia todo meio-dia, seria alguém digno de ser, no mínimo, seguido, quem sabe até adorado.

3. A normalização do pecado. Todos somos pecadores, todavia lutamos diariamente para que o pecado não nos domine (Gn 4.7; Rm 3.23; 6.14). Aqueles que não mantêm um relacionamento pleno e consciente com Deus, "domesticam" o pecado e fazem dele algo próprio de suas vidas. Aquela mulher já havia mantido cinco outros relacionamentos, e agora estava numa sexta aventura amorosa ilicitamente (v.18). Mesmo assim, ela se considerava uma adoradora de Jeová.

II -  A VERDADEIRA ADORAÇÃO

1. A adoração é algo consciente.  Um dos primeiros fatos que denunciam a fragilidade da fé da mulher que conversa com Jesus é sua incerteza sobre onde adorar (v.20). A pergunta sobre "onde adorar?", traz consigo implícitas outras questões: "Como adorar?" e "Quem adorar?" Pode-se assim concluir que a espiritualidade daquela mulher era algo que refletia muito mais a reprodução de comportamento cultural do que uma ação consciente. Somente é possível prestar o verdadeiro louvor a Deus se, pelo menos, soubermos quem Ele é. Logo, a adoração não pode resumir-se a um simples êxtase ou um impulso irracional em busca do desconhecido. A oração de Jesus em João 17 é um maravilhoso exemplo de que um dos fundamentos da adoração é uma relação consciente com o Pai, um processo gradual e espiritual, de conhecimento em amor (Jo 17.24,25).

2. Adorar em espírito e em verdade. A vivência da adoração não é algo limitado a um aspecto físico - um determinado local, por exemplo -, muito menos pode ser fundamentada sobre opiniões ou tradições míticas. A verdadeira adoração é "em espírito", ou seja, é uma experiência que tem seu nascedouro no interior do homem, que mobiliza partes do ser homem que foram criadas por Deus para serem canal de comunicação entre o Criador e seus filhos (Pv 20.27). Além disso o louvor a Deus deve ser "em verdade", isto é, por meio de uma "revelação" - que é o significado imediato da palavra grega (aletheía) (2 Co 13.8). A verdade na vida de um adorador implica uma vida entregue realmente aos cuidados de Deus, onde Ele tem total comando, e onde é adorado não apenas nos momentos de comunhão do culto, mas também nos momentos da vida comum, como trabalho, estudos, família e demais relacionamentos onde Deus também deve se manifestar.

3. Adoração como uma urgência. Jesus não mediu palavras e disse à mulher que o tempo para a vivência de uma verdadeira adoração já havia chegado (v.21). O erro daquela mulher, que é o mesmo de muitas pessoas ainda hoje, foi imaginar que o louvor ao Pai era algo apenas para um momento específico ou para um tempo futuro. Não há mais tempo a perder, o desenvolvimento de uma vida de adoração é algo urgente, uma viva necessidade da Igreja para o tempo que se chama hoje! Infelizmente em muitas igrejas o tempo da adoração tem sido consumido por infindáveis, e muitas vezes dispensáveis, avisos; já em outras comunidades é a má gerência do tempo de acontecimento do culto (atraso para começar, demorar para execução dos louvores, hiatos de continuidade) que atrapalham a adoração. Cada instante de nossas vidas, especialmente aqueles que dedicamos a Deus na igreja, precisam ser bem aproveitados.

III - OS EFEITOS DA VERDADEIRA ADORAÇÃO

1. Compreensão da adoração como comunhão com Deus. Antes de assimilar o verdadeiro conceito de adoração, a mulher estava preocupada com o protocolo certo a seguir: deveria adorar no Templo em Jerusalém ou em Siquém, no monte Gerizim (v.20)? Após a percepção de que Jesus não era um profeta qualquer (v.19), mas o próprio ungido de Deus enviado a terra (v.26), a mulher quebra todos os protocolos culturais e sociais, chama os habitantes da cidade a virem conhecer aquEle que os judeus, mas também os samaritanos esperam, o Cristo (v.29).

2. O desejo de partilhar o conhecimento de Deus. A aproximação entre a mulher de Sicar e Jesus foi inicialmente turbulenta e cheia de rancores culturais (ela era samaritana, Jesus judeu; ela uma mulher de vida complicada, Jesus um santo homem). Contudo, após o esclarecimento sobre a pessoa e natureza da missão de Jesus, a mulher não conseguiu conter-se, e pessoalmente foi compartilhar a maravilhosa revelação a que teve acesso com seus conterrâneos.

3.Tornar-se inspiração para a vida de outros. Num mundo tão repleto de exemplos negativos, devemos nos empenhar em ter uma vida de adoração ao Pai, e por meio desta, tornarmo-nos exemplo para nossa geração. A mulher pôde ouvir, dos habitantes de sua vila, que a fé em Jesus que ela inicialmente testemunhara, tornara-se uma viva consciência espiritual em cada pessoa daquele vilarejo. A adoração não nos torna escandalosos, de modo a afastar pessoas de Cristo; ao contrário, a fé no Salvador é algo tão poderoso e transformador do caráter de uma pessoa que esta passa a ser exemplo e inspiração a todos aqueles que o cercam (At 9.19-21).

Num mundo tão repleto de exemplos negativos, devemos nos empenhar em ter uma vida de adoração ao Pai, e por meio desta, tornarmo-nos exemplo.

SUBSÍDIO 1
"Sabemos muita coisa a respeito da mulher junto ao poço. No oriente, a hora de pegar água no poço era a ocasião em que as mulheres de uma comunidade reuniam-se para conversar, enquanto se dirigiam ao poço, voltavam dele, ou esperavam a retirada de cada jarro de água. Mas a mulher de nossa história vem sozinha. Evidentemente, alguma coisa a separou das outras mulheres da cidade, e fez dela uma pessoa socialmente proscrita. E sabemos mais. Nenhuma mulher naquela cultura falaria com um homem sem que seu marido estivesse presente. Jesus também sabia disso, por isso seu pedido 'vai chamar teu marido' (4.16) tinha a intenção de confronto. Mas não há indicações culturais para o fato de que ela tivesse tido cinco maridos e agora estivesse vivendo com outro, sem estar casada. Assim estendemos sua surpresa quando Ele, homem judeu, é condescendente em falar com uma samaritana. E os discípulos ficaram surpresos por encontrá-lo dialogando com uma mulher sozinha. [...] Muitas pessoas evitadas por outras estão esperando que nos aproximemos delas. Como Jesus, nós podemos reconhecer o pecado nos outros, sem acusar nem condenar" (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 3 ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. 206).

SUBSÍDIO 2
"Muitas vezes, João registra declarações depreciativas, sarcásticas ou céticas que as pessoas fazem sobre Jesus. Em João 4.12, por exemplo, a mulher samaritana pergunta: 'És tu maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?' Essas afirmações, como meio de ironia, são verdades ou mais relevantes do que o orador percebe no momento em que o profere. Contudo, o leitor do Evangelho, tendo a essa altura, pelo menos, alguma noção de quem é Jesus, percebe que a afirmação é verdade e pode sancioná-la. No caso da passagem 4.12, Jesus, de fato, é maior que Jacó. [...] Em João 4, Jesus, no diálogo com a mulher samaritana, faz uma declaração a respeito da natureza de Deus. 'Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade' (v. 24). Embora nenhum desses dois usos da palavra 'espírito' aludam diretamente ao Espírito Santo, a noção de que a adoração deve acontecer em espírito e verdade pressupõe a atividade do Espírito da verdade que leva o crente à verdadeira adoração" (ZUCK, Roy. Teologia do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008. pp.190, 221).

ESTANTE DO PROFESSOR
ZUCK, B. Roy. Teologia do Novo Testamento. 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

CONCLUSÃO
Assim como a mulher em Samaria teve sua história revolucionada, que nosso encontro com Jesus transforme tudo em nós: que nosso testemunho seja para edificação daqueles que estão à nossa volta, que sejamos libertos de todos os nossos pecados, até daqueles que estão no mais profundo de nossas almas. Mas, acima de tudo, que sejamos partícipes da comunidade dos verdadeiros adorares do Pai.

Hora da revisão.

Apresente as principais características daqueles que ainda não adoram, verdadeiramente, ao Pai.
Possuem o coração e a mente cegos; o culto tem como objetivo a obtenção de resultados; veem o pecado como algo normal.

O que significa dizer que nossa adoração a Deus precisa ser consciente?
Que somente podemos adorar a Deus se de fato conhecermo-lo, numa experiência pessoal e espiritual.

Quais as principais consequências de uma vida de adoração?
Uma vida de comunhão com Deus, desejo de comunicar o amor de Deus, tornar-se inspiração para outras pessoas.

É possível adorar a Deus sem reconhecer quem Ele é? Justifique sua resposta.
Não. Resposta Pessoal (Sugestão: Alguém que ignora quem é o Senhor corre o risco de adorar pessoas ou seres, tornando-se assim um idólatra.)

Um verdadeiro adorador pode ser tão egoísta a ponto de não desejar partilhar o Evangelho? Justifique sua resposta.
Não. Resposta pessoal. (Sugestão: Pois o amor de Deus transborda em nossos corações a ponto de ser impossível, se há de fato adoração e comunhão, não partilhar o amor de Deus.)

Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Jovens, Em Espírito e em Verdade – A Essência da Adoração Cristã, Comentarista Thiago Brazil, professor, 4º trimestre 2016.

CPAD - Lição 10 - Adorando a Deus em Meio a Calamidade.

4  de Dezembro de 2016

TEXTO ÁUREO
(Sl 136.1)
"Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade é para sempre."

VERDADE PRÁTICA
A nossa fé em Deus leva-nos a adorá-lo em meio às crises e dificuldades.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - 2 Cr 20.3 O medo diante da crise
Terça - 2 Cr 20.4 Um pedido de socorro em meio à crise
Quarta - 2 Cr 20.9 Clamor e angústia em meio à crise
Quinta - 2 Cr 20.12 Mantendo os olhos em Deus em meio à crise
Sexta - 2 Cr 20.15 O socorro de Deus em meio à crise
Sábado - 2 Cr 20.17 Deus se faz presente em meio às crises

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Crônicas 20.1-12
1 - E sucedeu que, depois disso, os filhos de Moabe, e os filhos de Amom, e, com eles, alguns  outros dos amonitas vieram à peleja contra Josafá.
2 - Então, vieram alguns que deram aviso a Josafá, dizendo: Vem contra ti uma grande multidão dalém do mar e da Síria; e eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi.
3 - Então, Josafá temeu e pôs-se a buscar o SENHOR; e apregoou jejum em todo o Judá.
4 - E Judá se ajuntou, para pedir socorro ao SENHOR;  também de todas as cidades de Judá vieram para buscarem o SENHOR.
5 - E pôs-se Josafá em pé na congregação de Judá e de Jerusalém, na Casa do SENHOR, diante do pátio novo.
6 - E disse: Ah! SENHOR, Deus de nossos pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Pois tu és dominador sobre todos os reinos das gentes, e na tua mão há força e poder, e não há quem te possa resistir.
7 - Porventura, ó Deus nosso, não lançaste tu fora os moradores desta terra, de diante do teu povo de Israel, e não a deste à semente de Abraão, teu amigo, para sempre?
8 - E habitaram nela e edificaram nela um santuário ao teu nome, dizendo:
9 - Se algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti; pois teu nome está nesta casa; e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e livrarás.
10 - Agora, pois, eis que os filhos de Amom e de Moabe e os das montanhas de Seir, pelos quais não permitiste que passasse Israel, quando vinham da terra do Egito, mas deles se desviaram e não o destruíram,
11 - eis que nos dão o pago, vindo para lançar-nos fora da herança que nos fizeste herdar.
12 - Ah! Deus nosso, porventura, não os julgarás? Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que faremos; porém os nossos olhos estão postos  em ti.

OBJETIVO GERAL
Ressalvar que a nossa fé nos faz adorar a Deus em meio às crises.

HINOS SUGERIDOS: 478, 524, 581 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Apresentar um panorama do reino do Norte e do Sul;
Mostrar quem foi o rei Josafá;
Enfatizar a trajetória do rei Josafá e seus inimigos.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje estudaremos a respeito da crise política que o rei Josafá teve que enfrentar. Nações inimigas se levantaram para atacar Judá e diante da força delas, Josafá não teria como escapar. Então, ele decide buscar o Senhor em oração e jejum. Deus é o nosso socorro. Em tempos de crise, faça como o rei, busque ao Todo-Poderoso. O Senhor ouviu e respondeu a oração de Josafá enviando o seu socorro. Não tente resolver as situações difíceis sozinho, ore, busque a Deus e você verá o livramento do Senhor. Diante da vitória contra os seus inimigos, Josafá exalta e adora ao Senhor. Seu coração foi afligido pelo temor, mas o tempo de cantar chegou. Assim, como Deus deu o livramento a Judá, Ele dará o livramento a você, confie.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos a respeito da pior crise que o rei Josafá teve que enfrentar. Com a história de Josafá, aprendemos que, em meio às  crises, devemos orar e buscar o socorro de Deus. Veremos que o rei jejuou, orou e confessou sua incapacidade para resolver tal situação. Josafá teve fé. Por isso, recebeu a vitória. Em um gesto de gratidão, ele louva e adora ao Senhor.

PONTO CENTRAL
A nossa fé nos faz adorar a Deus em tempos de crises.

I - REINO DO NORTE E DO SUL

1. A divisão do reino de Israel.  Os livros dos Reis e das Crônicas apresentam a história da divisão entre as tribos do Norte e do Sul em Israel. O reino do Norte era formado por dez tribos e a capital era Samaria.  O reino do Sul era formado por duas tribos, Judá e Benjamim, e a capital era Jerusalém. No dias de Roboão, filho de Salomão e Naamá, mulher amonita, o reino enfraqueceu. Com o enfraquecimento econômico do reino de Israel, Roboão resolve aumentar a carga tributária, que já era pesada desde os tempos de Salomão. Por causa desse encargo que Roboão não quis aliviar, as tribos do Norte de Israel romperam com as tribos do Sul (2 Cr 10.1-15).

2. O Reino do Norte. O Reino do Norte conseguiu sobreviver por aproximadamente 200 anos. Foi governado por diferentes reis. Na sua grande maioria, os monarcas são identificados pela seguinte expressão: "era  mau" aos olhos de Deus. A maldade dos governantes levou o povo de Deus a experimentar diferentes crises: políticas, sociais e religiosas.

3. O Reino do Sul. Segundo o Guia do Leitor da Bíblia, este reino foi regido por 19 reis que pertenciam à família de Davi. Judá também enfrentou muitas crises e teve que lutar com os mesmos inimigos do Reino do Norte. Ambos os reinos sofreram crises ameaçadoras e graves.

SÍNTESE DO TÓPICO I
O Reino do Norte e do Sul enfrentaram várias crises espirituais e políticas.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"A invasão dos moabitas
Os  moabitas e os amonitas começaram a se  levantar contra Judá desde os dias de Davi. Ao invés de amonitas a Septuaginta traz o termo Meunim, um povo de Seir. A invasão veio do leste ou do sudeste. Dalém do mar é uma referência  ao mar Morto. Josafá conclamou o povo à oração e ao jejum em todo o território de Judá, a fim de buscar a ajuda e a direção de Deus.
Em momentos de crise, a oração é uma fonte de força capaz de nos fazer recordar experiências prévias em que fomos ajudados por Deus. O rei invocou o Deus de seus pais, e relembrou libertações ocorridas no passado, diante do pátio novo. Este seria o pátio externo, provavelmente renovado ou reconstruído desde os dias de Salomão. Sob a sombra do Templo, Josafá se lembrou e citou a oração de seu tataravô, na ocasião em que o local santificado havia sido dedicado (2 Cr 6.28-31). O rei e seu povo se depararam com o tipo de dilema que todos  nós enfrentamos mais de uma vez na vida; e não sabemos nós o que faremos. Mas ele, também tinha o recurso para a solução do problema. Este meio está à disposição de todo o verdadeiro servo de Deus: Os nossos olhos estão postos em ti. Seguindo uma liderança temente e obediente ao Senhor, as esposas (e também as crianças) permaneceram perante o Senhor com os seus maridos e com o seu rei" (Comentário Bíblico Beacon. Vol 2. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 461).

CONHEÇA MAIS
*JOSAFÁ
"Com 35 de idade ele se tornou co-regente com seu pai Asa, até a morte deste em 870, e governou por 25 anos (1 Rs 22.42). Sua mãe era Azuba, filha de Sili. Ele foi contemporâneo de Acabe, e Jeorão de Israel. Fez uma aliança com Israel casando seu filho Jeorão com Atalia, a filha de Acabe e Jezabel (2 Rs 8.18). Apesar deste ato ter aberto a porta à adoração a Baal no reino de Judá, ele foi considerado um bom rei."
Para conhecer mais leia, Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.1089

 O temor a Deus é o princípio da sabedoria. Um povo que teme a Deus se tornará próspero.

II - O REI J0SAFÁ

1. Quem era Josafá (1 Rs 22.41-43). Ele foi o quarto rei de Judá. Com 35 anos de idade, foi co-regente com seu pai, Asa, por três anos (1 Rs 22.41-50). Certamente ele teve como referencial de governo a espiritualidade do seu pai. Seu governo foi próspero. As Escrituras Sagradas afirmam que Deus era com ele, pois "andou nos primeiros caminhos de Davi, seu pai" (2 Cr 17.3). Josafá desfez os altares aos deuses que foram erguidos nos montes. Infelizmente, o Reino de Judá tomou o caminho da idolatria, seguindo o mau exemplo do rei Acabe e da rainha Jezabel.

2. O cuidado de Josafá em instruir o povo (2 Cr 17.1-19). No terceiro ano de seu reinado, Josafá ordenou aos levitas e sacerdotes que fossem às cidades de Judá e ensinassem o "livro da Lei do Senhor". De cidade em cidade, esses homens reuniam o povo nas praças, uma vez que não havia sinagogas nem templos fora de Jerusalém, e ali ensinavam as pessoas.

3. A instrução e temor. Os príncipes, os levitas e sacerdotes ensinavam ao povo a Lei de Deus (2 Cr 17.7,8). O ensino promoveu um grande temor no coração de todos (2 Cr 17.10). O temor a Deus é o princípio da sabedoria. Um povo que teme a Deus se tornará próspero.

SÍNTESE DO TÓPICO II
Diante da ameaça do inimigo, o rei Josafá buscou ao Senhor com oração e jejum.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"Josafá
Ele foi contemporâneo de Acabe, Acazias, e Jorão de Israel. Fez uma aliança com Israel casando seu filho Jeorão com Atalia, a filha de Acabe e Jezabel (2 Rs 8.18). Apesar deste ato ter aberto a porta à adoração a Baal no reino de Judá, ele foi considerado um bom rei.
No terceiro ano do seu reinado, ele conduziu algumas reformas para melhorar a situação religiosa, instruindo pessoalmente o seu povo e enviando levitas com os livros da lei para ensinar nas cidades de Judá (2 Cr 17.7-9). Os filisteus e os árabes lhe pagavam tributos (vv. 10,11), e ele mais tarde fortificou as cidades de seu reino.
Durante os últimos cinco anos de seu reinado, Josafá teve seu filho Jeorão reinando junto a si (2 Rs 8.16 com 1.17). Josafá morreu com sessenta anos de idade, e foi sepultado na cidade de Davi (1 Rs 22.50)" (Dicionário Bíblico Wycliff. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp. 1088-1089).

III - JOSAFÁ E SEUS INIMIGOS

1. A perigosa aliança feita com Acabe (2 Cr 18.1-3). Josafá tornou-se rico e próspero, mas deixou de buscar ao Senhor e passou a agir por si mesmo, confiando apenas na sua capacidade e nos seus bens. Ele fez uma aliança com Acabe, um rei perverso que, juntamente com sua esposa, estabeleceu o culto a Baal no Reino do Norte. A aliança, selada por meio do casamento com uma das filhas de Acabe, lhe traria derrota moral, física e espiritual. Deus usou Jeú para repreendê-lo. O profeta mostrou ao rei Josafá o quanto a aliança que ele havia feito com Acabe aborrecera ao Senhor (2 Cr 19.2). Alianças feitas sem a orientação e a permissão de Deus sempre trazem prejuízos.

2. Josafá enfrenta a ameaça dos inimigos (2 Cr 20.1-12). Os amonitas, os edomitas e os moabitas uniram forças para invadir Judá, cruzando o mar em direção a En-Gedi. Eles formaram um exército com muitos soldados, cavalos e armas. Então, Josafá temeu os seus inimigos. O seu medo o levou a buscar a Deus com  jejum. Infelizmente, muitos só se lembram de buscar a Deus quando estão cercados pelas dificuldades. Não deixe para buscar a Deus somente nos tempos de crise; busque-o sempre.

3. A ação de  Josafá. Ele precisou agir rápido, pois um grande exército formado por vários inimigos vinha em sua direção. No momento de aflição e desespero, Josafá invocou o nome do Senhor, e apregoou um jejum (2 Cr 20.3). A oração e o jejum nos ajudam a vencer as crises. Era uma nação inteira buscando a Deus. Nenhum crente deve duvidar do poder da oração. O povo se humilhou diante de Deus, mostrando sua total dependência do Senhor. O objetivo era buscar o socorro e a misericórdia de Deus diante do iminente ataque do inimigo. Não há crise que não possa ser vencida quando oramos, jejuamos e confiamos no Senhor. Davi, em um dos seus cânticos, declarou: "Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor, nosso Deus" (Sl 20.7). É tempo de invocarmos o nome do Senhor em favor da nossa nação. Precisamos orar e jejuar a fim de que a crise política e econômica seja solucionada. Jesus declarou que determinadas castas de demônios só podem ser expelidas pela "oração e pelo jejum" (Mt 17.21).
Deus mandou o profeta dizer ao povo que eles não precisariam lutar nem temer, pois Ele mesmo sairia e pelejaria em favor deles (2 Cr 20.17). Josafá e seus súditos creram na Palavra de Deus e adoraram e louvaram ao Senhor (2 Cr 20.18,19). Houve grande júbilo e a certeza da vitória que o Senhor daria ao seu povo. Quando os exércitos inimigos se aproximaram de Jerusalém e ouviram o som dos louvores, dizem as Escrituras Sagradas que eles caíram em emboscadas e se destruíram uns aos outros, sem que ninguém do povo precisasse fazer qualquer coisa. Os exércitos inimigos foram desbaratados porque Deus os confundiu (2 Cr 20.24). Aprendemos que o inimigo não pode resistir ao povo de Deus quando há oração, jejum e verdadeira adoração.

 Alianças feitas sem a orientação e a permissão de Deus sempre trazem prejuízos.

SÍNTESE DO TÓPICO III
Josafá tinha muitos inimigos e teve que enfrentar muitas crises. Mas, todas as vezes que buscou a Deus, Ele enviou o socorro.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"Em 853 a.C., Acabe o persuadiu a se ajuntar a Israel em uma tentativa de desarraigar Ramote-Gileade da Síria. Acabe foi mortalmente ferido, mas Josafá sobreviveu (1 Rs 22.1-38). Ele foi severamente reprovado pelo profeta Jeú por ter se associado ao rei Acabe (2 Cr 19.1,2). Judá ocupou uma clara posição subordinada, mas a  aliança foi, temporamente, a fonte da força de ambos os reinos. Em seu retorno, Josafá novamente encorajou a adoração ao Senhor Jeová (1 Cr 19.4).
Ele havia previamente fortalecido as defesas de Judá e trazido Edom ao seu controle. Isto lhe deu o comando das rotas de caravanas da Arábia e  lhe trouxe uma riqueza adicional (2 Cr 17.5; 18.1). Josafá tentou construir uma frota de navios em Eziom-Geber com a cooperação de Acazias, rei de Israel, mas os navios foram destruídos. Josafá recusou quaisquer novas parcerias, provavelmente com medo da invasão de seu território e pelo fato de ter sido repreendido por se unir a Acazias (1 Rs 22.48,49)" (Dicionário Bíblico Wycliff. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 1089).

Infelizmente, muitos só se lembram de buscar a Deus quando estão cercados pelas dificuldades. Não deixe para buscar a Deus somente nos tempos de crise; busque-o sempre.

CONCLUSÃO
A história de Josafá é uma história de proezas. Ele buscou ao Senhor em jejum, oração e adoração e Deus lhe concedeu a vitória  em tempos de crise. Se você está enfrentando, como o rei Josafá, uma terrível crise, não desanime. Não se renda diante das ameaças do inimigo. Ore, jejue, adore e veja o livramento do Senhor.

PARA REFLETIR
A respeito de adorando a Deus em meio a calamidade, responda:

O reino do Norte era formado por quantas tribos e qual era a sua capital?
O reino do Norte era formado por dez tribos e a capital era Samaria.

Quem foi o pai de Josafá?
Josafá era filho de Asa.

Josafá foi um bom rei?
Sim, embora tenha feito aliança com Acabe.

Qual foi a atitude de Josafá diante do iminente ataque do inimigo?
No momento de aflição e desespero, Josafá invoca o nome do Senhor (2 Cr 20.4). Ele apregoou um jejum e oração.

Josafá fez uma aliança errada com qual rei?
Com Acabe.

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 68, p41. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA

Viva, Ame, Lidere
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Heróis da Fé
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Do Que Você Tem Medo?
Neste livro o autor Identifica e explica o que está no cerne de nove de nossos maiores medos e estabelece um plano bíblico para vencê-los.


Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Adultos, professor, O Deus de toda Provisão – Esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio as crises, Comentarista Elienai Cabral, 4º trimestre 2016.

A vida está chegando de volta

Marcos 5.41 “E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te.”.

A vida está chegando de volta
A palavra que Deus coloca no meu coração hoje para partilhar com você é embasada em um texto muito conhecido das escrituras sagradas e no evangelho escrito por Marcos, no capítulo cinco, a gente encontra uma das versões desta história. Jairo, um homem muito importante na sinagoga dos Judeus, um conhecedor profundo da Torá, das leis e dos profetas, um homem que tinha por incumbência cuidar para que seu povo não se deixasse ir atrás de qualquer ensinamento, mas que fosse fiel a lei mosaica.

Um dia a doença entrou na casa de Jairo, uma doença que levou dinheiro, levou bens, levou a felicidade e agora está quase levando sua única filha. Jairo não tinha mais para onde correr, os costumes, as leis e o sacerdote não poderiam resolver o seu problema, é neste momento que ele decide que fugiria do normal e iria buscar socorro em Jesus de Nazaré, um jovem Rabi que aparecera na região e que as pessoas diziam que operava muitos sinais e maravilhas, os mais ousados chegavam a dizer que talvez Ele fosse o Messias, o filho do Deus Vivo.

É exatamente desse Jesus que eu venho falar para você hoje, Ele resolveu o problema de Jairo quando Jairo buscou por Ele e hoje Ele também pode e quer resolver o teu problema, basta busca-lo com fé. Faça isso enquanto estás lendo este texto, clame por Ele, entregue nas mãos dEle este problema que está tirando tua paz, tua alegria, tua saúde e até quem sabe o teu dinheiro, teus bens e a tua família.

Jairo faz uma caminhada, ele não manda recado, ela não manda mensagem, não. Jairo vai pessoalmente, pois tem coisas que só resolve buscando pessoalmente, que não se pode confiar a outro, que envolve um particular entre você e Jesus. O próprio Jesus Disse em João 14.6 “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” e Paulo escrevendo a Timóteo, em 1 Timóteo 2:5, complementa: “Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e o homem, Cristo Jesus, homem.”.  A bíblia diz que não existe outro que possa levar o seu pedido até Deus, esta função é única e exclusiva de Jesus.

Jesus atende Jairo, Ele vai até a casa de Jairo, chegando lá a menina não estava mais doente, ela havia morrido. Talvez sua situação tenha chegado a este ponto, já tenha complicado e morrido, talvez não haja mais saída e nem solução e resolver o teu problema, tenha se tornado impossível.

Quando Jesus entrou na casa de Jairo, a morte, o que chamamos de mal irremediável, teve que bater em retirada, teve que retroceder, teve que se declarar vencida, porque onde Jesus entra a vida entra junto com Ele, afinal Ele mesmo disse: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundancia”. João 10.10.

O Mestre de Nazaré, Jesus, filho de Davi, está entrando em tua casa hoje e trazendo vida para tudo que estava morto ou morrendo.  Não faça errado desta vez, não peça para a pessoa errada, não mande recado por quem não pode resolver o teu problema, fale com Jesus, Ele é medico dos médicos, advogado dos advogados, juiz dos juízes, senhor dos senhores e Deus do Impossível. Receba um milagre de Deus na tua vida hoje!  Não deixe a oportunidade passar. Clame por Ele!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Quando você consertar o seu altar

Jz. 6. 25-28 “e aconteceu naquela mesma noite que o Senhor lhe disse: Toma o boi do teu pai, a saber, o segundo boi  de sete anos, e derriba o altar de Baal, que é de teu pai, e corta o bosque que está ao pé dele.
E edifica ao Senhor, teu Deus, um altar no cume deste lugar forte, num lugar conveniente; e toma o segundo boi e oferecerás em holocausto com a lenha que cortares do bosque.
Então Gideão tomou dez homens dentre os seus servos e fez como o Senhor lhe dissera; e sucedeu que, temendo ele a casa do seu pai e os homens daquela cidade, não o fez de dia, mas o fê-lo de noite.
Levantando-se, pois, os homens daquela cidade de madrugada, eis que estava o altar de baal derribado, e o bosque que estava ao pé dele cortado, e o segundo boi oferecido no altar de novo edificado.” 

Introdução
O anjo do Senhor começa uma conversa com Gideão quando este estava malhando o trigo no lagar, lugar de pisar uvas e não na eira que era o lugar adequado para esta tarefa. A conversa com o anjo fica mais séria quando este após receber a oferta de Gideão, lhe dá a árdua missão de restaurar o altar do Senhor Deus dos Exércitos há muito destruído em Israel.

A primeira observação que eu faço neste texto é que o anjo foi taxativo, ele propõe que Gideão destrua o altar de baal, e não é qualquer altar, é o altar que pertence ao seu pai, à sua família, ou seja, o anjo em outras palavras está dizendo: “Gideão, não tem como começar um  trabalho de restauração de fora pra dentro, primeiro você organiza a tua casa, primeiro você restaura o altar da tua família e depois nós vamos conversar a respeito de restaurar a paz em Israel.

É muito comum nos dias de hoje vermos pastores, lideres, missionários que querem mudar o mundo, que querem provocar uma mudança na sociedade em que vivem, mas esquecem do principio de começar pela própria casa. Hoje, enquanto você lê este texto, Deus vai visitar tua família e vai te dar a estratégia para consertar as coisas por lá, para acertar o que está fora do lugar e assim terás credibilidade para promover a mudança da tua rua, do teu bairro e da tua cidade.

Gideão ficou cheio de vontade, mas a coragem não foi suficiente, então ela bola um plano, ele vai de madrugada na companhia de dez servos fiéis. Aqui está a primeira palavra profética de hoje, Deus vai levantar ajuda, pessoas da sua confiança para destruir tudo que está errado em tua casa. Enquanto todos dormiam, eles destruíram o bosque, destruíram o altar de baal, edificaram o altar do Deus de Israel e sacrificaram sobre ele o segundo boi.

Gideão resolveu pagar o preço, Gideão resolveu encarar as circunstancias e obedecer a Deus, pois ele sabia que o seu Deus não o abandonaria, pelo contrário, na sua obediência Deus daria livramento a Israel e os tiraria de sob o jugo dos midianitas,  os inimigos que estavam acampados aos milhares de milhares bem próximo e que brevemente dariam a cartada final na batalha para destruir e varrer Israel da face da terra.

Antes de entrarmos na mensagem propriamente dita, preciso esclarecer que os midianitas não era um povo estranho, mas sim um parente próximo, descendentes de Midiã, filho de Abraão com Quetura. Sabe o que isso significa? Significa que muitas vezes o nosso inimigo não é alguém estranho, alguém de longe, não! Muitas vezes nossos inimigos estão dentro do circulo de convívio social, dentro de nossa família e bem mais próximo do que imaginamos.

Deus colocou esta palavra no meu coração, para compartilhar com você quatro coisas que aconteceram com Gideão e irão acontecer com você se decidires restaurar o seu altar. A primeira coisa que acontecerá é:

01 - Deus te dará livramento (v 31)
Um dos maiores medos de Gideão era que seu pai ou seus empregados o flagrassem quando estivesse destruindo o altar de baal, ele sabia que mesmo sendo filho, a morte seria certa, por este motivo ele vai de madrugada e faz o serviço, a bíblia diz que quando o povo da cidade acordou, um desastre havia acontecido, o bosque e o altar do seu deus estava destruído e no lugar haviam restaurado o altar do Deus de Israel e ainda por cima oferecido um sacrifício sobre ele.

Começa então uma verdadeira investigação policial que culmina com descoberta do culpado: “Gideão, o filho de Joás.”. o povo se arma e vai à casa de Joás, chegando lá apresentam os fatos ao pai e dizem coloque Gideão para fora, vamos mata-lo porque ele destruiu o altar de baal.

O pai então é tocado pelo espirito do Deus de Israel e chega a seguinte conclusão “pra quê que eu quero um deus que não pode me defender, se eu preciso defendê-lo, eu que sou o deus dele e não ele que é o meu deus.”. No meu filho ninguém toca e se alguém tentar defender a baal morrerá à espada hoje mesmo.

O que Gideão mais temia era que seu pai atentasse contra ele e aconteceu exatamente ao contrário, seu pai o defendeu, Deus estava dando livramento do maior perigo que ele enfrentava. Mas ao mesmo tempo ocorre algo interessante, Joás que era uma espécie de sacerdote do baal, se converte, abandona o seu Deus e passa servir o Deus de Israel. Permita-me pronunciar mais uma palavra profética pra você, Deus hoje está te livrando do maior perigo que você tem medo de enfrentar. Além disso, Deus está visitando as pessoas da sua família.

Parece que os problemas vão te sufocar? Parece que Deus não salvará a tua família? Decida restaurar o altar hoje e Deus te dará livramento e salvará a tua família!

02 – Deus fará de você uma referencia (v 34)
O versículo quinze do capitulo seis nos mostra que Gideão era o filho mais novo da família mais pobre, de uma tribo que era dividida ao meio e isso aos olhos humanos era um fator que só o atrapalharia, pois na escalada por uma posição de destaque ele seria o ultimo da fila, mas não se esqueça, nós servimos um deus que gosta do menor, do mesmo preparado, do ultimo da fila! Aleluias!

O texto vai nos mostrar no versículo trinta e quatro do capítulo seis que depois que Gideão restaurou o altar, o Espirito do Senhor se apossou dele e quando ele tocou a buzina, houve um mover muito grande, a começar pelos abiezritas, pelos pertencentes de sua tribo e nas tribos de Aser, Zebulon e Naftali, todos queriam se alistar no exercito comandado pelo agora general Gideão, ao ponto que ele reuniu trinta e dois mil soldados armados e preparados para a guerra.

Mais uma vez eu quero profetizar sobre a vida: “Chegou o tempo de se tornar liderança, Deus hoje está colocando você como referencia, você será referencia profissional, você será referencia nos negócios, você será referencia na família, você será referencia no seu ministério e partir de hoje será normal os irmãos, pregadores lideres e muitas pessoas contarem o teu testemunho nas igrejas. Deus está fazendo o teu nome se tornar conhecido hoje!”.

Achava que você ia morrer no anonimato? Decida restaurar o altar e Deus fará você se tornar uma referencia e todos os setores da tua vida!

03 – Deus te dará a estratégia (7. 1-20)
O texto bíblico, no capítulo sete, versículo 12, aponta que os midianitas, amalequitas e filhos do oriente que estavam acampados no vale eram incontáveis, mas para tentar explicar seu numero o escrito diz que eram como gafanhotos em multidão e que seus camelos eram como a areia que há na praia do mar.

Os trinta e dois mil soldados do exercito de Gideão não era um inimigo páreo para este forte e cruel exercito, humanamente falando era impossível vence-lo com apenas trinta e dois mil homens, mas é neste momento que Deus entra em cena. Sem querer ser abusado, tenho mais uma palavra profética pra você: “Seja qual for o problema que está te amedrontando, Deus está entrando em cena hoje!”.

Deus então traça a primeira estratégia, ele pede que Gideão apregoe entre o povo que quem estiver com medo volte pra casa, no mesmo instante dez mil de seus soldados arriam as armas e partem pra suas cidades, desfalcando ainda mais o seu pequeno exercito. O que parece uma complicação para Gideão é apenas um agir de Deus para lhe assegurar a vitória. Essa complicação que você está enfrentando hoje meu irmão, não é outra coisa senão Deus agindo para garantir a tua vitória!

Permita-lhe explicar a revelação que o Espirito Santo me deu sobre esta debandada. No episódio da torre de babel o próprio Deus concluiu que se aquele povo permanecesse unido, ninguém conseguiria impedir que eles alcançassem o seu objetivo que era de construir uma torre que chegasse ao céu. A situação se repete aqui e Deus está dizendo, enquanto estes soldados permanecerem unidos será difícil para Gideão derrota-los. Aos dispersar os soldados de Gideão, Deus está criando uma estratégia, tirar o exército inimigo de seu acampamento e deixa-lo em desvantagem para ser atacados em uma espécie de guerrilha até a exaustão.

Deus olha para Gideão e os dez mil que restaram e conclui que é muita gente para realizar a tarefa de desentocar o inimigo. Então é realizada a prova de beber a água no rio, não vu me ater a este acontecimento, pois só ele daria várias mensagens e eu preciso concluir esta que Deus colocou ao meu coração. Depois do teste, apenas trezentos homens formavam a companhia de Gideão, os demais voltaram pra casa, mas permaneceram prontos para a guerra. Deus realiza a primeira estratégia, deixar apenas trezentos soldados, para se aproximar silenciosos do inimigo que dormia e assusta-los para se tornarem presas fáceis para Israel.

A segunda estratégia Deus deixa por conta de Gideão, ele arma seus soldados com um cântaro, uma tocha e uma buzina, vamos entender, a tocha estava acesa dento do cântaro, de forma que não podia ser avistada na escuridão da noite, desta forma os soldados divididos agora em três pelotões de cem homens cada, aproximam-se guardados pela escuridão da noite, e se colocam em pontos estratégicos.

A terceira estratégia é a mais complicada e perigosa, bem próximo do imenso exercito acampado no vale os soldados de Gideão quebram o cântaro e de repente o exercito amalequita acorda assustado e cercado por um inimigo que parece lhe ser superior em numero. Para finalizar o ato, cada soldado de Gideão toca a buzina e grita: “Espada do Senhor e de Gideão!”. O exercito inimigo sem entender o que está acontecendo fica perdido e comete o pior erro de suas vidas.

Deus hoje está te dando uma estratégia, se uma for pouca Ele te dará duas, te dará três, te dará quantas você precisar, mas você vencerá este inimigo! O senhor da Guerra e dos exércitos está em teu favor querido, creia nisso e entregue esta peleja nas mãos dEle, a vitória já está decretada, essa estratégia é só para que o nome dEle seja glorificado.

Achou que a batalha estava perdida? Decida restaurar o teu altar hoje e Deus lhe dará todas as estratégias que você precisar para alcançar a tua vitória.

04 – Deus te dará a vitória! (v22)
Quando Gideão tocou a buzina, quando os cântaros se quebraram, quando as tochas apareceram iluminando a escuridão e os soldados soltaram um brado de guerra, o exercito inimigo acordou assustado achando que um inimigo maior que o deles esta atacando o acampamento, traídos pelo barulho e pela escuridão começaram a se matar entre si, “O Senhor tomou a espada de um contra o outro, isso em todo o arraial. Jz. 7.22”. Amedrontados, assustados, dizimados e com a moral lá em baixo eles começam a fugir sem ter rumo certo. Permita ser um profeta de Deus para tua vida hoje: “Deus vai confundir teus inimigos, Deus vai destruir teus inimigos, Deus vai derrotar teus inimigos!”. Aleluias!

Então aqui entra em cena a primeira estratégia, a estratégia de Deus, o Senhor dos exércitos, os soldados que foram dispensados partem de onde estão e cercam o inimigo em fuga, cortando-lhe o caminho, montando emboscada em cada fonte de água, em cada travessia de rio, de forma que quando os fugitivos chegavam àqueles pontos eram facilmente derrotados e mortos. Eu já vejo os teus inimigos fugindo em disparada, perdidos e sendo destruídos durante sua fuga pelo Deus da Gerra. Aleluias!

Por onde os inimigos tentassem fugir, eles encontravam a espade de Gideão e de seus soldados.

Achou que seu inimigo era mais forte que você? Decida hoje restaurar o seu altar e Deus destruirá todos os teus inimigos!

Conclusão
Eu quero encerrar esta mensagem que Deus colocou em meu coração para eu partilhar com você, lhe dando a oportunidade de restaurar o teu altar. Quando você restaurar o teu altar por completo, Deus te dará livramento, Deus te colocará como referencia em todos os setores da tua vida, Deus te dará quantas estratégias forem necessárias para ser um vencedor e por fim, Deus te fará um vencedor.

Restaure o teu altar agora e viva o melhor que Deus tem para sua família, para suas finanças, para seu ministério e para sua vida. Onde você estiver, abaixe sua cabeça e faça uma oração de entrega, restaurando seu altar e colocando Deus como seu senhor absoluto e prepare para viver a tua melhor colheita.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Zaqueu um homem que despertou

Lucas 19:1-10
    [1] Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade.
    [2] Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico,
    [3] procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura.
    [4] Então, correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar.
    [5] Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa.
    [6] Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria.
    [7] Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que ele se hospedara com homem pecador.
    [8] Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.
    [9] Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão.
    [10] Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

Zaqueu um homem que despertou
    Você já deve ter lido algumas vezes o relato sobre o encontro entre Zaqueu e Jesus. Zaqueu era um homem rico, um coletor de impostos para o governo de Roma em Jericó.

    Os judeus consideravam os Publicanos como traidores e desprezíveis pelo fato de estarem ajudando Roma a extorquir Israel.

    O caráter dos publicanos não era dos mais confiáveis, porque eles geralmente cobravam grandes somas de dinheiro, além do estipulado por Roma em benefício próprio.

    O sistema de recolhimento de impostos era sujeito a abusos, Roma franqueava ao publicano uma determinada área, pela qual ele seria responsável para arrecadar impostos, ao publicano era estipulada à quantia anual que deveria ser recolhida, mas os coletores cobravam taxas bem superiores ficando com o excedente.

    Alguns coletores aceitavam suborno dos ricos diminuindo a taxa deles e sobrecarregando os pobres para compensar.

    O povo se sentia massacrado com tantos impostos.

    Os judeus não aceitavam o fato de que um irmão estivesse trabalhando para usurpadores.

    Para alimentar a realização de seus sonhos ambiciosos o Império Romano precisava de uma grande soma de dinheiro para a manutenção dos exércitos, a construção de anfiteatros, estradas.

    Era altamente dispendioso alimentar as ambições de Roma e para encher seus cofres os romanos cobravam pesados impostos.

    Inevitavelmente, Zaqueu sentia a pressão daquela situação.

    Convivia com o ódio dos judeus.

    Ele tentou ser aceito ganhando posição e dinheiro, mas logo descobriu que continuava a ser rejeitado, porque por ser judeu não era aceito pelos romanos e por estar ajudando a Roma não era amado pelos judeus.

    Na ânsia de buscar aceitação de ambos os grupos, terminou encontrando o desprezo total.

    Essa rejeição deve Ter provocado feridas profundas nele e em sua família.

    No seu interior Zaqueu sofria com o isolamento, ELE DESCOBRIU QUE O DINHEIRO NÃO PODIA COMPRAR O AMOR. FOI NESTE CONTEXTO, QUE ZAQUEU COMEÇOU A OUVIR SOBRE JESUS.


    AQUI COMEÇAMOS A PERCEBER OS VALORES DE ZAQUEU

    1) ELE RECOBROU A VISÃO DA IMPORTÂNCIA DE DEUS E DE SUA FAMÍLIA(v. 3a)

    #Procurava ver quem era Jesus...#.

    A nossa vida é resultado da maneira como vemos a Deus.

    A maneira como pensamos, como decidimos, como optamos, como escolhemos, como priorizamos, Nossos valores, nossa conduta depende da maneira como vemos a Deus, o que Ele significa para nós e o que significamos para Ele.

    2) NÃO SE INIBIU COM SUAS LIMITAÇÕES(v. 3-4)

    [3] procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura.
    [4] Então, correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar.

    Zaqueu era baixo e não podia ver a multidão.

    Porém, ele não desistiu de seu alvo.

    Ele queria ver Jesus e procurou os meios através dos quais poderia alcançar seu objetivo.

    Muitas pessoas desistem facilmente, basta um obstáculo.
    Se você quer alcançar seu objetivo, tem que vencer as limitações tem que encarar as dificuldades sem medo.

    Se você quer a bênção de Deus, não desista quando os obstáculos surgirem.

    3) OLHOU NA DIREÇÃO CERTA(v. 4b)

    #... Ali havia de passar...# Já pensou se ele fosse para a árvore errada.

    Há muita gente desejando ver, mas olhando na direção errada.

    Para alcançarmos o que necessitamos não é necessário ser Grande; Importante; Muito inteligente.

    A ÚNICA COISA NECESSÁRIA É OLHAR NA DIREÇÃO CERTA.

    4) ENXERGOU ALÉM DO QUE VIU(v. 8-9)

    [8] Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.
    [9] Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão.

    Zaqueu viu que quem estava ali não era um simples profeta, ou um mestre, mas o Messias.

    Zaqueu podia haver hospedado Jesus, Ele ter ido embora e tudo haver continuado como antes, MAS VIU ALGO PARA ALÉM DA PRESENÇA DE JESUS, VIU A POSSIBILIDADE DE SALVAÇÃO.

    Muitas pessoas não conseguem enxergar mais do que estão vendo.
    5) INVESTIU NAQUILO EM QUE CREU(v. 8)

    [8] Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.

    Zaqueu entendeu que havia algo que cabia a ele fazer. Há muita gente que quer alcançar o que necessita, mas não investe para isso.

    Se você tem um objetivo, uma visão, um projeto, HÁ ALGO QUE VOCÊ PRIMEIRAMENTE TEM QUE FAZER: INVESTIR NISSO.

    Sendo homem rico e conhecido em Jericó não temeu o ridículo, diante de uma limitação física, ele subiu em uma árvore.

    Ao subir na árvore Zaqueu estava confessando diante de todos, que reconhecia que Jesus era mais importante do que o seu dinheiro e a sua posição.

    VOCÊ TERIA CORAGEM DE SE EXPOR E SE DESPOJAR DESTA FORMA DIANTE DE TODOS

    SABE QUAIS FORAM OS RESULTADOS DESSE ESFORÇO DE ZAQUEU?

    1) JESUS O VIU

    É isso que chama atenção de Deus. Busca de coração, não só de mente.
    Os nossos esforços e a nossa busca não passam desapercebidos aos olhos de Jesus,

    Jesus o chamou pelo nome e esta foi uma forma de começar a curá-lo, pois todos o conheciam como o cobrador de impostos, o publicano, mas Jesus não chamou Zaqueu pelo rótulo imposto pela sociedade, Ele o chamou pelo nome, honrando-o diante dos olhos de todos.

    Se você precisa de Jesus na sua vida, em sua casa, demonstre isso.

    2) JESUS TRANSFORMOU ZAQUEU(v. 8)

    Este poder transformador não está no dinheiro, no prestígio, no lucro, na fama. Esse tipo de transformação só acontece quando estamos com Jesus, assentados com Ele, O ouvindo.

    3) JESUS SALVOU A CASA DE ZAQUEU(v. 9-10)

    [9] Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão.
    [10] Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

    A salvação não foi só de um homem, foi de toda a família. A salvação chegou para a casa toda. Ele veio salvar o perdido. ALGUMA COISA SE PERDEU EM SUA VIDA, EM SUA CASA? 

Dicas para realizar cerimônia fúnebre

Dicas para realizar cerimônia fúnebre
O pastor e a igreja precisam tomar certos cuidados práticos, sempre que ocorrer o falecimento de alguém da igreja.

Assim que receber a notícia da morte de um dos membros de sua igreja, o pastor (ou um representante designado por ele) deve imediatamente ir à residência dos familiares para oferecer sua ajuda e consolo espiritual.

É importante verificar os planos da família para o funeral, fazer sugestões pertinentes e ajudar em tudo o que for possível. O ministro deve agendar a hora o local do funeral e se a cerimônia fúnebre será realizada na igreja, numa capela mortuária ou na residência do falecido. É de muita ajuda à família orientações no sentido de que se evitem certos gastos excessivos, como sucede com muita frequência quando as emoções profundas atacam o interior das pessoas.

Este cerimonial, do ponto de vista humano, é o que menos agrada ao ministro oficiante, porém não se pode fugir ao dever do ofício. Ademais, é uma oportunidade para se evidenciarem aos valores espirituais com que o Espírito de Deus dotou aquele servo que agora passou para o Senhor.

Cabe, portanto, ao oficiante de cerimônia fúnebre observar as recomendações que abaixo seguem:

Em primeiro lugar, deve-se conhecer a condição espiritual e o testemunho da pessoa falecida, para evitar pronunciamentos inverídicos que possam criar constrangimento. É sempre bom que se faça alusão à pessoa a ser sepultada quando da sua existência se possa tirar algum bom exemplo para aplicá-lo em forma de conselho espiritual aos que estiverem presentes ao ato. Conhecer os membros da família antes de iniciar a cerimônia é uma medida prudente já que esses precisam de uma palavra de conforto no momento. Deve o oficiante conhecer o local e o horário do sepultamento, com segurança.

Passos a serem dados:

1 – Comparecer no local do sepultamento pelo menos uma hora antes. Nunca é uma atitude agradável chegar às carreiras quando o momento é de tristeza para as pessoas que nos são caras em Cristo, pois representamos, então, como ministros, as pessoas mais capazes de ajudá-los espiritualmente nessa fase.

2 – Iniciar com uma oração, pedindo a Deus a sua graça para a cerimônia. O tom de voz deve ser moderado, nunca como se estivesse pregando numa cruzada ou no púlpito. Começar dizendo do significado do ato, que , sendo de dor e tristeza pela separação do ser querido que partiu, é, no entanto, uma oportunidade para renovar a nossa memória quanto às promessas do Senhor Nosso Deus.

Se o testemunho deixado pela pessoa objeto do ato fúnebre foi um exemplo de fé e obediência à Palavra do Senhor, torna-se isso causa de grande inspiração para quem oficia o ato, e para todos os que fizerem uso da palavra.

3 – Fazer a leitura da Palavra de Deus, usando entre outros, alguns dos seguintes textos: 1 Tessalonicenses 4.13-18; 2 Coríntios 1.5-7;5.1-10; 1 Coríntios 15.39-55; Salmo 116.15; Apocalipse 14.13;21.3,4. feita a leitura, fazer explanação, de acordo com a inspiração que recebeu, mas com concisão e objetividade, usando tom de voz compatível com o momento. Se houver mais alguém para falar, deve-se ter conta o fator tempo quando franquear a palavra. É recomendável que o oficiante estabeleça limite de tempo para cada um que vai falar:

Nota: Os cânticos só deverão ser executados com autorização da família enlutada.
Nunca por iniciativa do oficiante ou de pessoas alheias à família, para evitar que alguém se sinta ferido, em lugar de confortado. O cântico deve fazer parte do testemunho da esperança do crente e servir de conforto espiritual aos familiares, e nunca ser interpretado como um ato de insensibilidade ao acontecimento. Os cânticos devem ser entoados em tom de piano (baixo), com a melhor harmonia possível, tudo para glória de Deus.

4 – Após o ato, o oficiante fará mais uma oração, suplicando a Deus consolação para todos e, em se tratando de passagem de um fiel servo de Deus, deve-se agradecer ao Senhor o tempo que ele passou entre nós, e pelos exemplos de fé que nos legou.

5 – Após esta oração o oficiante dirá: “Está concluída a cerimônia e a condução do sepultamento fica a critério da família”.

6 – Sendo o local e tempo favoráveis poderá ser dada uma breve palavra quando o corpo descer á sepultura, porém nem sempre isso se faz necessário. Nesse momento, a presença do oficiante se presta mais para dar apoio à família e orientar na parte espiritual, evitando que se cometam atos que choquem as consciências cristãs gerando mau testemunho.

Nota: Às vezes, somos convidados para dar auxílio espiritual a uma família cujo
falecido não é crente. Em tais circunstâncias, nada temos a mencionar quanto à
pessoa do extinto, mas tão-somente aproveitar a oportunidade de se viver preparado para o instante do chamamento à eternidade. A ocasião é muito oportuna para se dizer que sem Cristo nesta vida, a eternidade não será feliz. Se alguém se decidir por Cristo naquele momento, sem apelo, não devem ser feitas alusões à pessoa do morto, dizendo que foi ou não salvo. Não somos juízes nessas ocasiões. Somos anunciadores da fé em Cristo.

O serviço fúnebre é um momento onde há oportunidade para meditação e
reflexão e pode-se alcançar uma audiência bem heterogênea com a mensagem de
esperança e salvação de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O pastor deve chegar sempre bem adiantado, jamais em cima da hora em ocasião como essas. Durante a cerimônia propriamente dita, o pastor deve usar roupa escura; uma camisa branca ou escura ficará bem. A mensagem deve ser simples, breve, para não perder seu objetivo principal: consolar a família e levar os ouvintes a um momento de reflexão sobre um futuro encontro com Deus. O tom de voz deve ser moderado, nunca como se estivesse pregando numa conferência evangélica ou um sermão exortativo. É preciso que se planeje a ordem de culto, para que tudo saia sem surpresas desagradáveis ou hilariantes. Antes de começar a cerimônia, o pastor deve pedir a autorização da família e solicitar a atenção de todos os presentes.

Há muitas passagens bíblicas oportunas para esse momento. Algumas destas
passagens são: Salmo 46; Salmo 90; Apocalipse 14.13; João 11.25,26; Apocalipse
21.3-7; 1 Tessalonicenses 4.13-18; João 5.28-29; 1 Coríntios 15.42-44; 1 Coríntios 15.53-55; João 14.1,2.

Os hinos e as músicas especiais devem ser calmas e devem falar  da ressurreição, do céu, da vida eterna e do consolo de Deus. Usando a Harpa Cristã, sugerimos o uso dos seguintes hinos 187, 2, 271, 371, 88 e 83.

É importante no início da cerimônia fazer-se um relato breve da vida da pessoa
falecida: onde nasceu, onde viveu, quando foi batizado, sua família, números de filhos e netos, seu trabalho e suas amizades da igreja.Esses dados devem estar escritos e confirmados pelas pessoas da família. Nessa parte introdutória, bem como no sermão, não se deve falar sobre os defeitos do morto e nem exagerar suas virtudes.

No caso de um descrente, nunca se deve dizer se foi ou não salvo. A ocasião é própria para consolo e evangelização. No culto fúnebre, deve-se falar sobre a brevidade da vida e o preparo que cada um tem de fazer para encontra-se com Deus, no além. Nunca se deve apelar para o emocional dos familiares durante a cerimônia, pois isto além de ser desonesto, pode trazer um sentimento negativo dos parentes com relação à igreja.

É comum no Brasil que o ministro acompanhe a família ao cemitério. Nesse caso, deve-se fazer uma breve cerimônia: normalmente canta-se um hino, faz-se uma leitura bíblica, ora-se invocando a bênção de Deus sobre a família enlutada, e pode-se terminar com as seguintes palavras: “Entregamos o corpo de nosso irmão (ã) _______________ à terra, sabendo que sua alma está com Cristo ( se for cristão autêntico) gozando parte das delícias do paraíso. Seu corpo aguardará a ressurreição do último dia, quando Cristo, cheio de poder e majestade, volta para julgar os vivos e os mortos.
A terra e o mar entregarão os seus mortos e os corpos corruptíveis dos que dormiram em Cristo serão transformados e feitos semelhantes ao Seu glorioso corpo, segundo a poderosa obra pela qual pode sujeitar a si todas as coisa. Bem aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”.

Então o ministro despede as pessoas com a bênção apostólica e o corpo é baixado á sepultura.

Pr. Vladimir Calisto

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