sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Editora Betel - Lição 7 - A ordenança do batismo em águas.

Editora Betel - Lição 7 - A ordenança do batismo em águas.
Aula para o dia 12 de novembro de 2017

Texto Áureo
Romanos 6.4
“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.”

Verdade Aplicada
O batismo em água é uma ordenança de Jesus que simboliza o que já aconteceu na vida de quem foi regenerado.

Objetivos da Lição
Explicar o que é o batismo em águas e o seu significado;
Apresentar  o batismo como sentido de justiça, autoridade e de fidelidade à missão;
Mostrar o batismo como ordenança, celebração e troca de autoridade.

Glossário
Ablução: Lavar-se utilizando água;
Essênios: Seita judaica existente no tempo de Cristo;
Etimologia: Estudo da origem da palavra.

Leituras complementares
Segunda At 2.37
Terça At 2.38
Quarta At 2.39
Quinta At 2.40
Sexta At 2.41
Sábado At 19.5

Textos de Referência.
Mateus 3.13, 16; 28.19; At 2.38
Mt 3.13 Então, veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.

Mt 3.16 E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.

Mt 28.19 Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

At 2.38 E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.

Hinos sugeridos.
18, 111, 114

Motivo de Oração
Louve a Deus por aqueles que ministram à igreja estudos e ensinos sobre as Escrituras.

Esboço da Lição

Introdução
1. Aspectos gerais sobre o batismo.
2. Batismo: forma, fórmula e condição.
3. O significado do Batismo.
Conclusão

Introdução

Encontramos no Novo Testamento dezenas de referências à prática do batismo em águas, indicando que se trata de um rito presente desde o início da Igreja (At 2.37-41)

1. Aspectos gerais sobre o batismo.
O rito batismal compõe o grupo geral de normas vinculadas com o lavar. Há vários relatos bíblicos, e também em outras fontes, sobre o uso da água em cerimônias de purificação, tanto de pessoas como de objetos, inclusive entre algumas religiões pagãs e na comunidade judaica.

1.1. Aspectos históricos.
O Antigo Testamento faz menção de pessoas que ficavam impedidas de participar de atos religiosos por se encontrarem impuras, havendo, assim, a necessidade de se submeterem às abluções rituais (Lv 11, 17; Nm 19). O historiador judeu Flávio Josefo atesta que entre os essênios haviam vários tipos de purificação. Os arqueólogos encontraram nas ruínas de Massada construções que indicavam serem utilizadas para banho de imersão ritual, assim como em Jerusalém à época do segundo templo, ao pé do monte do templo. A comunidade judaica submetia o convertido gentio o judaísmo a um banho ritual, após a circuncisão, identificado como “batismo do prosélito”. O precursor de Jesus, João Batista, “apareceu batizando no deserto e pregando o batismo de arrependimento” (Mc 1.4), em cumprimento a um mandado de Deus (Jo 1.33).    

Quanto ao batismo de João Batista, assim escreveu G. R. Beasley-Murray: “marcava o arrependimento do judeu, que lhe garantia o perdão e a purificação, e antecipava o batismo messiânico no Espírito e com fogo, garantindo-lhe um lugar no Reino”. E João tinha plena consciência disto. Tanto que, quando Jesus foi até ele para se batizado, João Batista ficou surpreso e resistiu em fazê-lo (Mt 3.13-14), pois ele está convicto de que Jesus era o Cristo e, portanto, não necessitava do que João estava fazendo. O comentarista Mattew Henry escreveu: “Nosso Senhor Jesus considerou conveniente, para cumprir toda justiça, apropriar-se de cada instituição divina, e mostrar sua disposição para cumprir com todos os justos preceitos de Deus”.

1.2. Definição da palavra batismo.
No Novo Testamento, no original grego, são encontradas as expressões “Bapto” (verbo), com significado de submergir, e o termo derivado, “baptizo”, significando imergir, tornar submerso. Tanto em contextos judaicos ou cristãos, o pensamento de imersão permanece. A própria exposição feita pelo apóstolo Paulo em Romanos 6, como sendo a união do discípulo com Cristo em Sua morte, sepultamento e ressurreição, concorda com este pensamento desde os primórdios.

Champlin, em seu comentário, diz que o batismo efetuado por João Batista “provavelmente foi feito por imersão, segundo o costume judaico”, além do fato de João ter escolhido um rio, o que indica, também, o modo de batismo. Frederick C. Grant identifica o precursor de Jesus como: “A obra de João, o Imersor...”. Jesus Cristo pediu para ser batizado por João Batista, tornando-se exemplo, demonstrando Sua solidariedade com a humanidade pecadora e anunciando Sua missão redentora (Mt 3.13-17).

1.3. Importância do batismo.
Em contraste com o judaísmo, a Igreja no Novo Testamento não era caracterizada por rituais. Contudo, há duas cerimônias que estão presentes na caminhada da Igreja desde os primórdios por terem sido instituídas pelo mandamento de Cristo: batismo em águas e a Ceia do Senhor (esta será tema da próxima lição). Por esta causa, são consideradas no estudo da Teologia Sistemática sobre Eclesiologia (A doutrina da Igreja) como ordenanças da Igreja. Assim, o batismo é importante porque o que foi ordenado pelo Senhor Jesus Cristo (Mc 16.15-16; Mt 28.18-19), e porque os apóstolos e os primeiros discípulos ensinavam e praticavam essa ordenança (At 2.37-38, 41; 8.12-13; 36-38; 9.18; 10.47-48; 16.14-15, 32-33; 18.8; 19.5).

Desde o inicio, o batismo é utilizado para admitir o novo discípulo na igreja. O comentarista F. F. Bruce declara: “A ideia de um cristão não batizado realmente sequer é contemplada no Novo Testamento”. A Didaquê, obra escrita entre 60 e 90 d.C., no capítulo IX, instrui que somente podem participar da Ceia do Senhor aqueles que foram batizados em nome do Senhor.

2. Batismo: forma, fórmula e condição.

Considerando as controvérsias existentes quanto a estes aspectos e a pluralidade das denominações evangélicas no Brasil, refletiremos nestes assuntos por conterem ensinos preciosos para enfatizar verdades espirituais presentes nesta doutrina.

2.1. A forma de batismo.
A própria etimologia da palavra, registrada no tópico anterior, indica a forma: imersão. Essa conclusão é atestada pelos estudiosos da língua grega e pelos historiadores da Igreja. Mesmo aqueles que advogam outras formas (aspersão ou fusão) reconhecem a imersão como a forma usada pela Igreja Primitiva. Inclusive, a exposição do apóstolo Paulo em Romanos 6.3-4, quando relaciona o batismo em água como símbolo de sepultamento e ressurreição, deixa claro a forma que era utilizada.

Meditemos em alguns detalhes registrados nas Sagradas Escrituras acerca do batismo: primeiro, requer abundância de água (Jo 3.23); segundo, tanto o que batiza como o batizando descem à água (At 8.38); terceiro, é uma representação de sepultamento na água (Cl 2.12). Sendo assim, verifica-se que o batismo em água por imersão é confirmado pelos aspectos bíblico, linguístico, simbólico e histórico.

2.2. A fórmula do batismo.
O próprio Senhor Jesus deu a fórmula: “...batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19). Encontramos, também, neste texto, a participação de três Pessoas da Trindade na obra de salvação do ser humano: o Pai amou e planejou; o Filho a consumou; e o Espírito Santo aplica a salvação no homem. Assim, quando lemos em Atos 2.38; 10.48, não se trata de uma “outra fórmula”, mas uma afirmação da “autoridade concedida” pelo Senhor de acordo com o Seu mandamento, e o reconhecimento e a submissão do novo convertido a Jesus Cristo como Salvador e Senhor.

Batizar somente em nome de Jesus é usar textos bíblicos sem considerar outras passagens sobre o mesmo assunto (um equívoco praticado por muitos); ignorar o testemunho dos escritos patrísticos (pais da igreja) como a Didaquê e Irineu ou incorrer na heresia dos unitaristas (deturpam e negam o Deus Trino).

2.3. Condição para ser batizado.

No mandamento do Senhor encontramos que o batismo seria administrado aos que se tornam discípulos (Mt 28.19). Nos registros em Atos, o batismo em águas foi precedido de pregação, arrependimento, aceitação da Palavra, instrução e fé (Atos 18.8: “ouvindo-o, creram e foram batizados”.

Não há base para a crença no poder miraculoso da água batismal em transformar uma pessoa. O batismo é para os que já passaram pela experiência da regeneração. A igreja evangélica brasileira vive um momento de grande crescimento numérico. Contudo, como está o discipulado? Está acompanhando este crescimento? O Senhor Jesus ordenou: ensine, batize, ensine (Mt 28.19-20).

3. O significado do batismo.
É de grande importância para nossa edificação, amadurecimento e firmeza espiritual que conheçamos o significado desta ordenança da Igreja, conforme encontramos na Palavra de Deus (Rm 6.3-14; Gl 3.27; Cl 2.12).

3.1. União com Cristo.
Quando o discípulo do Senhor Jesus é batizado em água, ele está testemunhando publicamente que está unido a Cristo. O apóstolo Paulo usa a expressão “vos revestistes de Cristo” (Gl 3.27), ou seja, fomos incorporados nEle pela fé. Unidos, identificados e participantes em Sua morte, sepultamento e ressurreição (Rm 6.3-5). Importante notar as expressões: “batizados na sua morte...sepultados com ele...seremos na da sua ressurreição”. O batismo não efetua esta identificação, mas simboliza algo que já aconteceu pela fé. “Estai em mim, e eu, em vós;...”,  declarou Jesus (Jo 15.4a). Somos ramos e Cristo é a videira. A sobrevivência e produção dos ramos dependem da união com a videira verdadeira, Jesus Cristo.

Interessante notar que, tanto em Atos 2.38 como em Romanos 6.3, as expressões “batizado em nome de Jesus Cristo” e “batizados em Jesus Cristo”, no grego, têm o sentido de “ser batizado dentro, ou em alguém, em sincera obediência a esta pessoa”.

3.2. Morte e sepultamento do nosso velho homem.
“...o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que não sirvamos mais ao pecado” (Rm 6.6). Esta é a mensagem que o batizando está proclamando ao descer às águas batismais. Para tanto é necessário que tenha ocorrido a conversão e receba ensino acerca das doutrinas fundamentais da salvação. Para viver em novidade de vida, primeiro é preciso passar pela cruz de Cristo. Não apenas morrer, mas sepultar. O sepultamento sela a morte (Cl 2.12). O apóstolo Paulo fala desta experiência em Gálatas 6.14. Não se trata de morte e sepultamento no aspecto físico, mas de não mais viver sob o domínio da natureza pecaminosa. Trata-se do resultado da nossa união com Cristo pela fé (Cl 3.3; Rm 6.11, 14). Fomos libertos do poder do pecado pelo poder de Jesus Cristo.

Não batizamos crianças, pois ainda não estão suficientemente desenvolvidas para terem plena consciência sobre o arrependimento e fé. A maioria das igrejas evangélicas apresentam ao Senhor diante da igreja as crianças recém-nascidas, como Jesus foi apresentado no templo (Lc 2.22-24). Cremos e incentivamos os responsáveis a agirem conforme registrado em Mateus 19.13-15: conduzir as crianças a Crist, com ensino e em oração, esperando que, alcançando mais idade, tomem a decisão de passar pelo batismo em água.

3.3. Andar em novidade de vida.

O discípulo de Jesus liberto do poder do pecado, não mais dominado pela natureza pecaminosa e unido a Cristo, também em Sua ressurreição (ato simbolizado quando é levantado das águas batismais), agora com “ele viveremos” para que “andemos nós também em novidade de vida” (Rm 6.4, 8). Assim, o batismo em água é um anúncio público sobre o novo viver, agora debaixo do senhorio de Jesus Cristo, apresentando a Deus o nosso corpo “...como instrumento de justiça” (Rm 6.13b).

Certo comentarista afirmou: “Compreende-se que, no ato de descer à água do batismo, renunciamos a antiga vida e, no ato de sair, penetramos em uma segunda e nova vida”. Há aqueles que consideram tanto o batismo como a Ceia do Senhor como sacramentos, no sentido de transmitir à pessoa que deles participa graça espiritual (para salvação), bem como produzir mudança espiritual. Contudo, não há base bíblica para tal crença. Vide as lições anteriores que tratam da salvação e seus aspectos. A pessoa nascida de novo anda em novidade de vida pela contínua ação do Espírito Santo (Ef 5.18; Gl 5.16, 25). É importante ressaltar que o batismo em água não salva, mas sinaliza que a pessoa decidiu se submeter ao senhorio de Cristo, viver em novidade de vida e tornar público esta mudança. Como na Igreja Primitiva, pelo batismo, o novo discípulo torna-se membro efetivo da igreja local.

Conclusão.
Enquanto estivermos neste mundo, precisamos perseverar na proclamação do Evangelho, fazendo discípulos e batizando em água, pois são mandamentos deixados pelo Senhor da Igreja. Que a mão do Senhor continue sobre nós e, assim, “grande número creia e se converta ao Senhor” (At 11.21), para a gloria de Deus.

Questionário.

1. Quais as duas ordenanças da Igreja?
R: Batismo em águas e a Ceia do Senhor (Mc 16.15-16).

2. Qual a forma do batismo?
R: A imersão (Rm 6.3-4).

3. Nos registros em Atos, do que o batismo em águas foi precedido?
R: De pregação, arrependimento, receber a Palavra, instrução e fé (At 2.37-38).

4. Qual é a mensagem que o batizando está proclamando ao descer às águas batismais?
R: “O nosso homem velho foi com ele crucificado...para que não sirvamos mais ao pecado” (Rm 6.6).

5. O que o sepultamento sela?
R: A morte (Cl 2.12).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Doutrinas Fundamentais da Igreja de Cristo. O legado da reforma Protestante e a importância de perseverar no ensino dos apóstolos, Adultos, edição do professor, 4º trimestre de 2017, ano 27, Nº 105, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Se prepare para grandes conquistas

Josué 5. 13-16. “E sucedeu que, estando Josué perto de Jericó, levantou os seus olhos e olhou; e eis que se pôs em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua; e chegou-se Josué a ele, e disse-lhe: És tu dos nossos, ou dos nossos inimigos? E disse ele: Não, mas venho agora como príncipe do exército do SENHOR. Então Josué se prostrou com o seu rosto em terra e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo? Então disse o príncipe do exército do Senhor a Josué: Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim.”.
Se prepare para grandes conquistas

Esta ocasião está marcando uma nova etapa na vida de Josué e esta é a primeira palavra profética de hoje, esta mensagem marcará uma nova etapa em tua vida, será como um divisor de águas. Josué começou a caminhada junto com Moisés lá no Egito, ele viu a coluna de fogo, a coluna de fumaça, o mar vermelho se abrir, a agua brotar da rocha, o maná cair do céu, chover codornizes no deserto, o povo se rebelar, se levantar contra Moisés e até contra Deus. Josué espiou a terra e foi voto vencido na hora de dar um relatório favorável a tomada de posse.

Josué derrotou os Amalequitas e todas as batalhas que tiveram foi apenas para atravessar o deserto e chegar à terra prometida. Josué sempre esteve ao alcance de Moisés e se dedicou a servi-lo em todos os momentos de sua vida. Agora o povo sai do deserto e começa a adentrar àquela que seria finamente sua terra, sua propriedade, seus lares, mas a terra tinha dono e este dono não desistiria dela sem lutar.

Após atravessar o Jordão o povo então acampa próximo a uma cidade fortificada, chamada Jericó!

A cidade de Jericó tinha cerca de 30 km quadrados e era uma cidade-fortaleza, tanto para seus habitantes quanto para os moradores da região agrícola situada em volta da cidade.  Era cercada por muros com aproximadamente nove metros de altura e outros seis de largura, ainda por cima era considerada invencível, por ter a proteção dos deuses cananeus. Capturar Jericó era o ponto principal de toda a estratégia bélica de Josué, pois demonstraria que o Deus de Israel era superior aos deuses cananeus e partindo desse pressuposto a derrota dos cananeus era inevitável.

Mas, depois de Josué conduzir o povo até onde eles acamparam, de fronte Jericó, ele então se afasta sozinho e fica a contemplar as intransponíveis muralhas que cercavam a cidade e seria o principal obstáculo para a conquista da terra. Mil pensamentos devem ter tomado a mente do líder de Israel naquele momento, a aquela altura ele não precisava de soldados, ele não precisava de armamentos, ele não precisava de aliados, ele precisava de uma estratégia para destruir as muralhas e derrotar seu exercito.

Foi ali, imerso em seus pensamentos, que Josué nota que de repente surge um soldado com a espada desembainhada e começa a observá-lo, o líder de Israel vai ao seu encontro e pergunta: “És tu dos nossos ou dos nossos inimigos?” o soldado prontamente o responde: “Nem dos teus, nem dos teus inimigos, eu sou o príncipe do Exército do Senhor”.  Da mesma forma que aconteceu com Josué, acontecerá contigo, é no meio desta luta, é na necessidade desta resposta, é diante desta indecisão que Deus enviará seu anjo para falar contigo, para trazer exatamente a ajuda que você precisa.

Para viver grandes conquistas com a benção de Deus sobre a tua vida, para viver conquistas sem iguais, conquistas que marcarão para sempre tua vida, há quatro coisas que Deus fará para que estejas pronto. A primeira delas é:

01 - Deus mudará o teu nome
Josué nem sempre se chamou Josué, se observamos o que está escrito em Números 13:8 "da tribo de Efraim, Oséias, filho de Num;" vamos nos deparar com o relato que o representante da tribo de Efraim se chama Oseias, e não Josué, esse fator pode e tem causado confusões com pessoas do meio teológico, mas como a bíblia se explica, basta lermos o texto de Números 13.16 para entender o que de fato aconteceu "São esses os nomes dos homens que Moisés enviou em missão de reconhecimento do território. (A Oséias, filho de Num, Moisés deu o nome de Josué.)".

Eu não sei o porquê da mudança do nome do rapaz, que se tornou um dos espiões de Israel em Canaã, grande chefe militar na conquista da Terra Prometida, além de sucessor na liderança de todo o povo de Deus. Talvez a melhor explicação seja que era costume entre os israelitas e povos vizinhos que os nomes fossem dados segundo o seu significado, e não somente por serem bonitos aos ouvidos dos pais. Também com base no significado, era comum nessas culturas bíblicas que os nomes de algumas pessoas fossem mudados de acordo com uma importante função ou destino. Moisés, movido por Deus, renomeou Oseias (Salvação, em hebraico) como Josué (Deus é a Salvação), deixando claro que, dali em diante, aquele homem não lutava mais com as suas próprias forças, mas o seu destino seria guiado pelo próprio Deus.

Mas assim como aconteceu com Josué, acontecerá contigo, não que Deus vá ao cartório mudar teu nome, mas muitos que está lendo este texto terão o nome mudado em algum setor da sua vida, talvez você fosse conhecido pela alcunha de caloteiro, Deus vai mudar esta realidade. Talvez fosse conhecido por traído ou traidor, Deus está mudando isso. Talvez fosse fracassado em tudo, prepare-se para ser bem sucedido. Talvez teu nome nas rodas de conversas fosse “Zé Ninguém”, “derrotado”, “fracassado”, “Sem futuro”, ou seja lá o que for, Deus está tirando este nome hoje e te dando outro que vai marcar tua história!

Talvez Deus mude o teu nome de físico para jurídico, de solteiro para casado, de graduado para mestre ou doutor, mas a mudança será para algo muito maior do que és hoje!

02 - Deus Mudará tua história
Não estou aqui querendo afirmar que Deus mudará a história que se passou, isso Ele não fará, mas escreverá uma nova história daqui pra frente, pois a caneta que escreve o roteiro da tua vida está nas mãos do maior escritor de todos os tempos, um autor que tem o costume de escrever histórias de sucesso e vitórias. Ele não irá apagar o passado, mas em uma página nova escreverá um história diferente daquilo que você viveu até os dias de hoje.

Até os dias atuais as pessoas são muito saudosistas, cheias de ficarem apegadas ao passado, uns dizem governo bom era na época da ditadura, pastor bom era o fulano de tal, professor bom era na época que eu era jovem, no meu tempo as coisas eram melhores, e tantas outras frases que sempre focam que no passado algo ou alguém era melhor do que se tem na atualidade. Com Josué não deve ter sido diferente, “Líder bom era Moisés, ele abriu o mar vermelho!”, Josué estava junto, viu o ar vermelho ser aberto e em partes devia concordar com o comentário, pois Moisés, fora usado por Deus para fazer algo grandioso enquanto ele não.

Mas no capitulo 3 de Josué, Deus fala com ele, “chegou sua hora, se prepare para ver o Jordão se abrir!”, a bíblia na versão NTLH descreve assim o fato: “Era o tempo da colheita, e as águas do rio haviam coberto as margens. Foi nessa ocasião que o povo saiu do acampamento para atravessar o Jordão. Os sacerdotes iam na frente, levando a arca da aliança. Quando chegaram ao Jordão e puseram os pés dentro da água, ela parou de correr e ficou amontoada na parte de cima do rio até Adã, cidade que fica ao lado de Sartã. Na parte de baixo, o rio secou completamente até o mar Morto.”. Js. 3.14-16.

Se prepare para viver grandes experiências com Deus, Ele irá realizar coisas grandes através da sua vida. Talvez você esteja dizendo nesse momento, “isso não se aplica a mim!”, pois saiba que eu vim aqui através deste texto, como profeta de Deus, para olhar nos teu olhos e dizer: “Levante a cabeça! O negócio é com você mesmo! Deus tem coisas grandes para fazer na, e através da tua vida!”.

03 - Deus falará contigo
Na história de Josué ainda há algo a ser superado. Deus falava com Moisés, ditava regras, leis, instruções, ordens e Josué, assim como povo só ouvia isso dos lábios de Moisés, ou seja, a experiência de falar com Deus, era só com Moisés.

Mas o primeiro capitulo de Josué, já começa com Deus falando com ele após a morte de Moisés. No capitulo três Deus volta a falar com ele e no texto base de hoje Deus está falando com ele novamente. Se prepare para viver este tempo, Deus passará a conversar contigo no particular, sem intermediários, sem atravessadores.

Quero deixar um alerta meu aqui, cuidado com estes “profetas” e “profetizas” que andam por aí falando em nome de Deus, muitos deles nem servem e nem conhecem o Deus que você serve, não se deixe enganar com uns pulinhos, uma sapateado, uma rodadinha, isso também é típico de terreiros de macumba. Não se deixe iludir por uns “Nagashai” ou “decantarébias”, Deus não precisa e nunca precisou desse tipo de gente para falar com alguém. Tudo o que Deus precisa é de alguém puro, simples, fiel e, quem sabe esa pessoa seja exatamente você.

Prepara-se, pois a partir de hoje será normal você entrar nas redes sociais e olhar uma foto ou texto e Deus falar com você através daquilo. Você começar a ler sua bíblia (que ainda é o meio mais infalível de ouvir a voz de Deus) e sentir Deus falando contigo. De sentar na igreja e ouvir Deus através dos louvores, das orações, da pregação e até através da vida daquele irmãozinho que passa para te cumprimentar. Eu não sei de que forma, mas Deus vai falar contigo constantemente.

04 - Deus te dará a estratégia certa.
No começo desta mensagem eu te disse que Josué não precisava de mais soldados, ele não precisava de armamentos, ele não precisava de aliados, ele precisava de uma estratégia para destruir as muralhas e assim adentrar à cidade e derrotar seu exercito.

Entenda o que eu vou te dizer: Seu diploma talvez não resolva o problema que você está passando. Teu médico ou os medicamentos que ele receitou talvez não sarem esta enfermidade. Teu pastor ou seu conselheiro talvez não salvem o teu casamento e a tua família. Teu conhecimento e tuas habilidades talvez não tirem teu filho das drogas, tua filha da prostituição. Teu contador ou administrador talvez não te faça mais escapar da falência. Mas Deus vai te dar a estratégia que vai te tirar deste problema que você está vivendo.

Josué olhava para as muralhas, assim como você olha para seu problema, e elas lhe pareciam intransponíveis, ele deve ter feito todos os planos, derrubar com arietes, com fogo, com um ataque direto, mas nenhuma dessas ideias lhe parecia ser boa, pois o inimigo poderia derrota-los de cima da muralha. O ajo do Senhor lhe dá uma estratégia baseada em obediência, apenas andar em volta da cidade em silencio e gritar no momento certo. Isso parecia impossível, mas a estratégia que Deus lhe dará será assim algo tão simples que você nem vai pensar nela e, embora pareça fadada ao fracasso, será o que determinará a tua vitória.

Conclusão

Enquanto você lia este artigo, esta mensagem, Deus começou o processo, para mudar o teu nome e a tua história, para falar contigo e te dar a estratégia que lhe trará a vitória.

Como Josué fez, faça você também! Obedeça nos mínimos detalhes, pois a vitória já está garantida através da tua atitude e obediência.

sábado, 4 de novembro de 2017

Editora Betel - Lição 6 A grande e perfeita salvação de Cristo Jesus.

Editora Betel - Lição 6 A grande e perfeita salvação de Cristo Jesus.
Aula para o dia 5 de novembro de 2017

Texto Áureo
Lucas 19.10
“Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”.

Verdade Aplicada
A salvação é um presente oferecido por Deus à humanidade. Um benefício que não depende de nenhuma obra humana.

Objetivos da Lição
Explicar como e onde a salvação foi elaborada, o que ela é e porque necessitamos dela;
Mostrar três importantes aspectos da salvação na vida humana;
Apresentar como essa tão grande salvação produziu benefícios para as nossas vidas.

Glossário
Despojar-se: Abandonar, largar;
Imprescindível: Essencial, indispensável, necessário;
Presciência: Conhecimento que Deus tem de tudo sobre a humanidade e do que acontecerá no futuro.

Leituras complementares
Segunda Mt 7.13
Terça At 4.12
Quarta Rm 3.23-24
Quinta Rm 5.12-18
Sexta Ef 1.5
Sábado Cl 2.14

Textos de Referência.
Romanos 3.19-20; Efésios 2.8-10
19 Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus.
20 Por isso, nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.

Efésios 2.8-10
8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.
9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie.
10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.

Hinos sugeridos.

169, 509, 545

Motivo de Oração
Ore para que os novos convertidos sejam firmes e não voltem atrás em suas decisões.

Esboço da Lição
Introdução
1. A necessidade da salvação.
2. Os processos que envolvem a salvação.
3. Vivendo como salvos.
Conclusão

Introdução
A salvação é uma ação de Deus. Ele nos concedeu como favor; jamais poderemos recompensá-Lo ou pagar-lhe. A salvação é um pequeno dom, um favor não merecido, impossível de ser produzido pelo ser humano; um benefício legítimo de Deus.

1. A necessidade de salvação.
Em termos práticos, todo ser humano já nasce sob o domínio do pecado, destituído da glória de Deus, e, por esse motivo, necessita de salvação (Rm 5.12). A salvação é o retorno a Deus e a Seus princípios; é o rompimento com uma vida errante e digna de condenação.

1.1. A salvação foi elaborada desde a eternidade.
O plano da salvação, por ser divino, é perfeito. Ele foi elaborado desde antes da fundação dos tempos, isso significa que, mesmo Adão tendo desobedecido a Deus e colocado toda a humanidade em desgraça (Rm 5.12), Deus nunca perdeu o controle, pois a salvação foi elaborada antes mesmo que Adão pensasse em existir (2Tm 1.9). O Senhor Deus, por sua presciência (1Pe 1.2), já sabia que o ser humano iria pecar! Assim, ainda antes do pecado, o plano divino de salvação foi elaborado (1Pe 1.20). O Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, já estava escolhido, aguardando o momento da manifestação, na “plenitude dos tempos” (Gl 4.4).    

Deus tomou a iniciativa para nossa salvação. É importante destacar que a salvação não é uma ação divina de “ultima hora”, como se Deus pudesse ser surpreendido (Ap 13.8). Cada cordeiro sacrificado no Antigo Testamento apontava para Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). Mesmo antes que o homem pudesse pensar em servir a Deus, Ele já estava presente no pensamento e plano divino (Ef 1.4-5, 18; 2.8-10; Rm 8.28-30). A Bíblia nos ensina que, embora Deus tenha preparado tudo para que o homem venha ao conhecimento da verdade, a salvação também exige que o homem responda de maneira positiva a essa vocação. Como? Recebendo-O (Jo 1.12), crendo (Jo 3.16), indo ao Seu encontro (Jo 6.37), e invocando-o (Rm 10.13).

1.2. A salvação é o resgate do perdido.
Por que necessitamos tão urgente da salvação? Porque a Bíblia nos ensina que o homem sem Deus está perdido, e, por esse motivo, precisa ser resgatado (Mc 10.45; Lc 19.10). Não há um ser humano que possa resgatar outro. Os recursos humanos, tais quais boas obras, dinheiro, boas intenções, são insuficientes para a salvação (Sl 49.7-8). Mas Cristo Jesus “se deu a si mesmo por nós, para nos remir” (Tt 2.14). A palavra remir indica resgatar, livrar (usada no sentido de comprar). Fomos comprados e libertados da escravidão do pecado (1Co 6.20; 7.23; Cl 1.14). Antes éramos “escravos do pecado”, agora devemos viver como “servos de Cristo” (Rm 6.18, 22).

O pecado recompensa com um salário – o homem recebe o que merece por sua vida errante; por outro lado, Deus derrama sobre o homem um dom gratuito – o homem recebe o que não merece (Rm 6.23; Ef 2.8-9). É sempre bom lembrar que Jesus Cristo veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10). O pecado trouxe muito mais do que o deslocamento da comunhão com Deus, pois, além da morte física, trouxe consigo a morte eterna, a qual separa para sempre o homem de seu Criador.

1.3. A salvação é a união entre o homem e Deus.

A Bíblia nos ensina que o pecado nos separa definitivamente de Deus, e, sendo nascidos de semente corruptível, a única coisa que merecemos receber é a morte (Is 59.2; Rm 5.10). A vida eterna é uma dádiva que o Senhor gratuitamente nos tem oferecido para expressar Seu grande amor. Ela se apoia única e exclusivamente na morte expiatória de Cristo, e a única condição para recebê-la é que nós estejamos em Cristo Jesus, nosso Senhor, isto é, unidos pessoalmente a Ele pela fé (Ef 2.13-16). Jesus comparou essas vidas opostas a duas portas: a larga, que conduz ao caminho da perdição, e a estreita, que conduz à vida (Mt 7.13).

O pecado se constitui numa parede de separação entre Deus e o homem. Mas Jesus Cristo a destruiu através de Seu sacrifício (Ef 2.14). Por nascimento estamos em Adão, ao que Paulo chama de “escravidão do pecado”. Todavia, pela graça e pela fé estamos em Cristo, escravos de Deus. o que se ganha com a sujeição ao pecado é só vergonha e desenfreada degeneração moral, que culminará com a morte que esse tipo de vida merece. Mas a sujeição a Deus traz como resultado o precioso fruto de uma santidade cada vez maior, que há de culminar com o dom gratuito da vida.

2. Os processos que envolvem a salvação.
A salvação em si é um conjunto, no qual alguns fatores passam a agir na vida do cristão, conduzindo-o cada vez mais a uma profunda intimidade com Deus. Destacaremos aqui os principais pilares dessa consolidação: a regeneração, a justificação e a adoção.
 
2.1. A Regeneração.
A regeneração é uma ressurreição espiritual. É uma mudança instantânea operada de maneira secreta por Deus em cada um de nós, e só se conhece em seus resultados (Ef 2.10). Strong, em seu comentário, afirma: “Enquanto a conversão é a volta da alma para Deus, a regeneração é Deus voltando a alma para Ele mesmo” (Strong, 2003, p. 518), isto é, o restabelecimento da comunhão entre o homem e Deus que se perdeu com o pecado. Escrevendo aos efésios Paulo afirmou que a santificação implica em despojar-se da maneira passada de viver, e vestir-se da nova, que é criada pela justiça e santidade oferecida por Deus (Ef 4.21-24). Essa vida nova não resulta de esforços humanos para reformar a alma, mas, sim, de uma obra criadora de Deus em nós (Cl 3.9-10).

O significado literal da palavra regeneração é “gerado novamente”. Esta palavra é usada raramente nas Sagradas Escrituras (Mt 19.28; Tt 3.5). No entanto, a doutrina da regeneração se evidencia bastante no ensino bíblico que pertence à salvação. É a doutrina da nova vida, que Deus gera em nós quando nos convertemos.

2.2. A justificação.
Entendemos por justificação o ato pelo qual Deus perdoa os nossos pecados e nos considera justos diante dEle. A palavra “justificar” é uma expressão judicial que significa “pronunciar inocente, tornar justo”. O emprego dessa palavra no Novo Testamento estende-se para além de perdoar o pecador e remover a condenação; significa, também, colocar o culpado na situação de homem justo. O Teólogo Myer Pearlman definiu assim a justificação: “O governador de um Estado pode perdoar um criminoso, mas não pode restaurá-lo à posição de quem nunca violou a lei. Deus, no entanto, pode fazer ambas as coisas. Ele apaga os pecados então cometidos e depois age para com a pessoa como se nunca na vida tivesse praticado um erro!” (Rm 3.23-24; 5.12-18).

A justificação é como o ato de um juiz, absolvendo alguém que é acusado de crime. Mas de qual crime o homem é acusado? A resposta está no capítulo 3 do livro de Gênesis, onde está relatada a desobediência de Adão e a queda da humanidade. O homem pecou e, como consequência, sentindo-se afastado de Deus, começou a procurar um meio para a reconciliação. A humanidade ficou culpada diante de Deus (Jó 9.2). Na Bíblia encontramos como Deus tratou desta degradante situação: considerando a justiça de Cristo como nossa (Rm 3.21-22; 5.1).

2.3. A adoção.
A adoção é o processo pelo qual uma criança é aceita em uma família, quando por natureza não tinha direito algum de pertencer àquela família (Jo 1.12). Enquanto a regeneração trata de uma ressurreição, onde se passa da condição de morto para vivo diante de Deus; e a justificação faz com que esse vivo possa apresentar-se diante de Deus sem culpa, a adoção dá ao renascido o privilégio de fazer parte da família de Deus, o torna filho (Rm 8.15; Gl 4.5; Ef 1.5). A reconciliação efetuada por Jesus Cristo faz com que o homem deixe a condição de inimigo de Deus, seja adotado por Ele e se torne diretamente um filho.

A adoção é a solução do problema da separação ou alienação do homem da presença de Deus. Somos cidadãos que pertencem ao povo de Deus e membros da família de Deus (Ef 2.19), temos uma relação com Deus como Pai (Rm 8.15), e estamos sujeitos à disciplina paternal (Hb 12.5-11).

3. Vivendo como salvos.
A Bíblia relata que Jesus Cristo, em Sua oração sacerdotal, declarou acerca de Seus discípulos: “Não são do mundo” (Jo 17.14, 16). Eis um grande desafio: antes da salvação, estávamos no mundo. Após a experiência da regeneração, continuamos no mundo. Como vivermos neste mundo, sendo salvos?

3.1. Seguros na obra de Jesus Cristo.

É fundamental que estejamos seguros quanto à perfeita obra redentora de Jesus Cristo. Por isso, o aos Hebreus registrou: “...pode também salvar perfeitamente...” (Hb 7.25a); “...seu próprio sangue...havendo efetuado eterna redenção” (Hb 9.12a); “...oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados...” (Hb 9.28a). Dignas de destaque as características da obra de Jesus Cristo: perfeita, eterna  e única! escritor Aleluia!

É importante notar que, quando da instituição da Páscoa (Êx 12), o sangue do cordeiro era passado nos umbrais e nas vergas das portas das casas (Êx 12.7). O Senhor Deus disse: “...vendo eu sangue...não haverá entre vós praga de mortandade...” (Êx 12.13). Assim também, hoje podemos descansar, pois o sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário é perfeito e o Seu sangue suficiente para resgatar-nos da nossa vã maneira de viver (1Pe 1.18-19).


3.2. Firmados na Palavra de Deus.
Em um tempo repleto de instabilidades e temores, os discípulos de Jesus Cristo encontram segurança na imutável e eterna Palavra de Deus. O apóstolo Paulo exortou a Timóteo que permanecesse na Palavra de Deus (2Tm 3.14-17). É tão relevante para nossa segurança a relação com a Palavra de Deus que a primeira investida do maligno semeou dúvida quanto ao que Deus disse (Gn 3.1). Até o inimigo sabe da importância da Palavra de Deus para nossa segurança. Nas Sagradas Escrituras encontramos as firmes promessas de Deus: vida eterna, nunca hão de perecer, aquele que começou vai aperfeiçoar (Jo 3.16; 10.28-29; Fp 1.6), e tantas outras.

Lembremo-nos de que quando Deus chamou Jeremias para o ministério profético, Ele assim disse: “...eu velo sobre a minha palavra para cumprir” (Jr 1.12b). O Senhor está em sentinela para cumprir a Sua Palavra. Precisamos ler, meditar, conhecer, guardar e viver a Palavra de Deus. É segurança para nós!

3.3. Revestidos da armadura de Deus.
Evidentemente que poderíamos destacar muito mais sobre a nossa vida de salvos. Contudo, o espaço não permite. Porém, cada um de nós pode prosseguir na presente reflexão. Assim, concluímos esta lição enfatizando que é imprescindível, enquanto vivermos neste mundo, que estejamos revestidos da armadura de Deus, considerando que “dias maus” fazem parte da nossa existência debaixo do sol (Ef 6.10-18).

Dentre outras peças da armadura, destacamos o “capacete da salvação” (Ef 6.17). Em 1 Tessalonicenses 5.8b, o apóstolo Paulo cita: “...tendo por capacete a esperança da salvação”. Assim escreveu John Stott: “A batalha é quase sempre ganha na mente”. São várias as exortações bíblicas quanto a importância da mente: Colossenses 3.2; Filipenses 4.8; Romanos 12.2 (é pela renovação da mente que é possível viver no mundo, mas não se conformar com o mundo); Isaías 26.3.

Conclusão.
Acredito que podemos declarar: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação?” (Hb 2.3) Adoremos a Deus por tão preciosa dádiva e, no poder do Espírito Santo, anunciemos, até os confins da terra, a bendita e gloriosa mensagem de salvação em Cristo Jesus, até que Ele venha!

Questionário.
1. Quando a salvação foi elaborada?

R: Antes mesmo que Adão pensasse em existir (2Tm 1.9).

2. Do que fomos comprados e libertados?
R: Da escravidão do pecado (1Co 6.20).

3. Antes éramos “escravos do pecado”, como devemos viver agora?
R: Como “servos de Cristo” (Rm 6.18, 22).

4. É fundamental que estejamos seguros de quê?

R: Da perfeita obra redentora de Jesus Cristo (Hb 7.25).

5. O que o apóstolo Paulo exortou a Timóteo?

R: Que permanecesse na Palavra de Deus (2Tm 3.14-17).

Fonte:
Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Doutrinas Fundamentais da Igreja de Cristo. O legado da reforma Protestante e a importância de perseverar no ensino dos apóstolos, Adultos, edição do professor, 4º trimestre de 2017, ano 27, Nº 105, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Programa Nova Dimensão 2017 disponível para download

Atenção rádios cadastradas e rádios interessadas em transmitir o programa Nova Dimensão, um programa gospel totalmente gratuito para sua rádio ou webradio, o novo link para download já está disponível.

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Em 2017 o programa Nova Dimensão está em novo formato, agora tem uma hora de duração e está dividido em quatro blocos de 14 minutos, o que possibilita a inserção de três blocos comerciais durante a veiculação do programa e facilita o download, pois são arquivos menores.

O programa será postado todos os sábados e poderá ser usado no período de uma semana, independente de dia ou horário

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Programa Nova Dimensão 2017 disponivel gratuitamente para download


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Editora Betel - Lição 5 - É necessário nascer de novo.

Aula para o dia 29 de outubro de 2017

Editora Betel - Lição 5 - É necessário nascer de novo.
Texto Áureo
João 3.3
“Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”.

Verdade Aplicada
O novo nascimento é condição para entrar no reino de Deus. É ação divina no ser humano, tornando-o participante da natureza divina e incluído na família de Deus.

Objetivos da Lição
Explicar acerca da necessidade e importância do novo nascimento;
Mostrar a maneira como se desenvolve o novo nascimento e como Deus o gera;
Apresentar os meios e os resultados do novo nascimento.

Glossário
Conotação: Sentido ou significado sugerido ou evocado por símbolo, palavra, coisa, situação, etc;
Degeneração: Ato de corromper-se;
Jaz: Está sepultado.

Leituras complementares
Segunda Jo 3.6-8
Terça Rm 6.11-14
Quarta 1Co 2.14
Quinta Ef 2.1-3
Sexta Tt 3.4-6
Sábado 1Pe 1.23

Textos de Referência.
João 3.3-7
3 Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.
4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?
5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
7 Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.

Hinos sugeridos.
15, 515, 545

Motivo de Oração
Louve a Deus pelos 500 anos de reforma e ore para que a Igreja persevere no ensino dos apóstolos.

Esboço da Lição
Introdução
1. O novo nascimento e sua essência.
2. Os meios do novo nascimento.
3. Os resultados do novo nascimento.
Conclusão

Introdução
Segundo John Piper, o novo nascimento produz no cristão uma vida que antes não existia. Uma vida mais consciente, respeitadora, produtiva e associada à pessoa de Deus.

1. O novo nascimento e sua essência.
Um termo sinônimo para novo nascimento é a regeneração. A Palavra regeneração significa: “voltar a criar”. É uma referência ao ato pelo qual o homem caído é recriado internamente a uma condição que lhe permite ter comunhão com Deus. Em outras palavras, o novo nascimento é a renovação espiritual da imagem de Deus no homem (Ef 4.24; Cl 3.10).

1.1. A necessidade do novo nascimento.
A regeneração causada pelo efeito do novo nascimento acontece individualmente, no interior de cada cristão (1Pe 1.23). É o ato pelo qual o pecador recebe a vida espiritual através da graça soberana de Deus e obra especial do Espírito Santo, passando a compreender e discernir as coisas espirituais. Sem o novo nascimento não existe qualquer esperança para a salvação. Jesus disse a Nicodemos que o novo nascimento era uma “necessidade”, sem a qual não havia possibilidade alguma de se fazer parte do Reino de Deus (Jo 3.5). Interessante que o termo “novo”, no grego, é “anothen”, com o significado de “oriundo do alto, de cima”. Por isso, é utilizado se referindo a tudo que tem origem celestial ou do céu. Assim, é possível dizer “nascer do alto” ou “nascer de Deus” (Jo 1.13).

Teologicamente, a regeneração é considerada como um dos aspectos da doutrina da salvação (soteriologia), que será estudada na próxima lição. Antecipamos aqui o estudo sobre o tema, pois na prática, não é possível separá-la, uma vez que faz parte da grande transformação operada em todos que agora são discípulos de Jesus Cristo. Segundo Russel Shedd, regeneração é a operação de Deus “mediante a ressurreição de Cristo” (1 Pe 1.3) aplicada pelo Espírito Santo (Jo 3.5; 1.13).

1.2. A importância do novo nascimento.
No início da criação, Deus fez o homem íntegro e em um estado de liberdade, mas quando Adão pecou, toda a raça humana foi afetada (Rm 5.12, 19; Sl 51.5). Assim, a Bíblia não respalda a crença na bondade natural do ser humano como necessitando apenas ações produzidas por reformas sociais e pela educação (Rm 3.9-20; 5.12). O homem sem Deus está morto em delitos e pecados. Por essa razão, o novo nascimento é tão importante. Esta morte separa o homem de Deus e de toda a comunhão com Ele (Is 59.2).

A nossa condição antes da regeneração era esta: “Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração.” (Ef 4.18). Interessante notar a ênfase que Cristo deu a esta doutrina usando a expressão “Na verdade, na verdade te digo” (Jo 3.3, 5, 11). Novo nascimento não se trata de uma opção, mas é uma questão absolutamente obrigatória.

1.3. O poder do novo nascimento.
O apóstolo Paulo em sua primeira carta aos Coríntios 2.14 diz: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura ; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. Escrevendo aos efésios, o apóstolo Paulo descreve o novo nascimento como uma ressurreição de entre os mortos (Ef 2.5-6). Ou seja, quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados, a primeira coisa que Deus realizou em nossas vidas foi ressuscitarmos espiritualmente para que pudéssemos compreender, ver ouvir e receber o espiritual, e dessa maneira, ter comunhão com Ele através da fé.

Leon Tosltoi, famoso escritor e pacifista russo, também é lembrado como alguém que buscou implantar os ensinos do Sermão do Monte e vive-los literalmente com intensidade, em uma tentativa de alcançar a perfeição, esboçando “regras para desenvolvimento de sentimentos elevados e eliminação dos sentimentos baixos”. No entanto, faltou a ênfase no novo nascimento. John Stott escreveu: “Só a crença na necessidade e na possibilidade de um novo nascimento pode evitar que leiamos o Sermão do Monte com um otimismo ou um desespero total”.

2. Os meios do novo nascimento.
É evidente que não é possível conhecer plenamente o processo espiritual da regeneração (Jo 3.8). Regeneração é um milagre. Contudo, precisamos se interessar e buscar conhecer cada vez mais o que Deus revela-nos em Sua Palavra (Dt 29.29).

2.1. Ação do Espírito Santo.
Assim como o Espírito Santo desempenhou um papel na criação (Gn 1.2; Jó 33.4; Sl 33.6; 104.30), a regeneração é obra do Espírito Santo no íntimo das pessoas. Como o senhor Jesus Cristo foi gerado pelo Espírito Santo, assim, pela operação do mesmo Espírito, somos “feitos filhos de Deus” (Jo 1.12). Como já visto anteriormente , antes do novo nascimento, o ser humano está, espiritualmente, morto em ofensas e pecados. A regeneração é Deus agindo em favor do homem: E porei em vós o meu Espírito, e vivereis...” (Ez 37.14). O Espírito Santo é o Espírito de Vida (Rm 8.2). Logo, o novo nascimento não é somente uma doutrina, mas uma realidade prática.

Sobre a ação do Espírito Santo no novo nascimento, Bruce (citado por Champlin) escreveu: “O Espírito age com resultados inteligíveis. Não ruge como o vento, e nem projeta os homens em inevitáveis contorções, conforme o vento agita as árvores...Ninguém pode contemplar o processo da regeneração; o processo é secreto e invisível, embora os resultados sejam evidentes”. O vento “assopra onde quer”...”não sabes de onde vem nem para onde vai...” (Jo 3.8). Liberdade e incompreensibilidade, porém real e frutífera é a ação do Espírito Santo (Tt 3.5).

2.2. Ação da Palavra de Deus.
Desde o princípio está revelado o poder criador da Palavra de Deus: “E disse Deus: Haja...produza...frutificai...E assim foi” (Gn 1.3, 11, 22). Encontramos também a Palavra de Deus como agente da regeneração(Tg 1,18). Ela é identificada como semente que gera uma nova criatura (1Pe 1.23), produzindo uma nova vida, pois é “viva e eficaz” (Hb 4.12). O apóstolo João escreveu que todos quantos receberam o Verbo – a Palavra da Vida (1Jo 1,1), “...deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (Jo 1.12).

A água citada por Jesus em João 3.5 é a Palavra de Deus. O apóstolo Paulo relaciona a nossa purificação à Palavra (Ef 5.26). Na passagem bíblica de Tito 3.5, ele também faz menção à operação conjunta da Palavra de Deus e do Espírito Santo.

2.3. Vontade de Deus e ressurreição de Jesus.
Não é da vontade de Deus que alguém se perca. Ele não tem prazer na morte do ímpio, mas quer que todos se salvem (Ez 33.11; 1Tm 2.4). A regeneração é, pois, um ato soberano da vontade de Deus. Não é por meios naturais, mas o próprio Deus é o Pai dos nascidos de novo (Jo 1.13). “segundo a sua vontade, ele nos gerou...” enfatiza o apóstolo Tiago (Tg 1.18). O texto de 1 Pedro 1,3 registra que a ressurreição de Jesus Cristo também está envolvida na obra de regeneração (1Pe 1.3).

Evidente que é importante lembrar que, mesmo na salvação, a Bíblia enfatiza, também, a necessidade da resposta humana à ação de Deus em nosso favor. Hebreus 4.2 diz: “Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas, a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram”. A fé em Jesus leva o homem ao arrependimento e conversão (At 3.19); convencendo-o a entregar-se a Jesus Cristo (Jo 1.12). “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus”. (Gl 3.26). Interessante o relato de Atos 16.14 sobre Lídia. Ela era temente a Deus, interessada “...e o Senhor lhe abriu o coração...”.

3. Os resultados do novo nascimento.
Neste tópico, vamos refletir sobre os frutos de uma vida que passou por esta mudança tão radical: o novo nascimento. Quais os efeitos quando a comunhão com Deus é restabelecida?

3.1. Filiação divina.
Um dos grandes equívocos que ouvimos é: “Todo mundo é filho de Deus”. É possível que muitos não considerem “politicamente correto” mencionar esta verdade: não são todas as pessoas que fazem parte da família de Deus! Todos são criaturas de Deus, amados por Deus, mas nem desfrutam do relacionamento com Deus, como Pai, conforme revelado nas Sagradas Escrituras. É preciso passar por Jesus Cristo (Jo 1.12; Gl 3.26).

Nossa referência não é o que achamos ou o que a sociedade considera, mas, sim, a Palavra de Deus. E a Palavra registra: “...agora somos filhos de Deus...” (1Jo 3.1-2). É sinal que, até um determinado momento, não éramos. É pela regeneração que somos recebidos na vida familiar de nosso Pai Celestial e recebermos o “Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos : Aba, Pai!” (Rm 8.15).

3.2. Vida vitoriosa.
Outro resultado do novo nascimento é a vitória sobre o mundo (1Jo 5.4). É preciso lembrar que a palavra “mundo” na Bíblia admite vários sentidos. O contexto é que determinará o sentido a ser considerado. Pode referir-se a pessoas (Jo 3.16), ou à criação de Deus (At 17.24), ou à criação de Deus (At 17.24), ou, no sentido aqui considerado, com a conotação da soma de todos os poderes opostos a Deus, que dificultam um viver de acordo com a Palavra de Deus, este mau sistema, que está sob o domínio de Satanás, com padrões, valores e comportamentos contrários a Deus. Notar que a vitória não provém do homem, mas é concedida a todo aquele que é nascido de Deus. Assim, o novo nascimento nos tira da esfera deste mundo que jaz no maligno (1Jo 5.19),

Nascidos de novo recebemos a fé que nos faz triunfar! Não a fé natural, mas a fé em Jesus, o filho de Deus (1Jo 5.5). Como escreveu John Stott: “mas seja qual for a forma que o ataque do mundo a igreja tome (heresia, moral, perseguição), a vitória é nossa. A inabalável convicção de que o Jesus da história é o Cristo (1Jo 5.1)”.

3.3. Nova criatura.
A natureza pecaminosa ainda está presente, mas não estamos mais sob o seu domínio (Jo 8.36). Ainda não estamos livres da possibilidade de pecar, mas estamos livres da obrigatoriedade de pecar (1Jo 3.9). Ou seja, o nascido de novo não vive na prática do pecado como antes. A regeneração envolve sermos participantes da natureza divina (2 Pe 1.4). Assim, em Cristo somos novas criaturas (2Co 5.17), vivendo em novidade de vida (Rm 6.4), não mais escravos do pecado (Rm 6.6, 12, 14).

Como nascemos de novo, em nós habita o Espírito Santo, que nos ensina, nos guia e nos capacita. É possível vencer as tentações e nos despojarmos do “velho homem”, com suas condutas contrárias à vontade de Deus. Estar no processo de santificação só é possível para aquele que passou pelo novo nascimento. Hernandes Dias Lopes assim registrou: “nossa união com Cristo não é apenas em Sua morte, mas também em Sua ressurreição. Assim, como Ele ressuscitou, também ressuscitamos nEle para vivermos em novidade de vida. O poder da ressurreição está em nós para vivermos uma vida de poder”.

Conclusão.
Podemos resumir a história da humanidade, nos aspectos bíblico e espiritual, em três palavras: geração, degeneração e regeneração (novo nascimento). Não é por meio da educação, reformas sociais ou moralidade, que se volta ao estado original de comunhão com Deus. Há apenas um caminho: o novo nascimento.

Questionário.
1. Como o apóstolo Paulo descreve o novo nascimento?
R: Como uma ressurreição de entre os mortos (Ef 2.5-6).

2. O que não é da vontade de Deus?
R: Que alguém se perca. Ele não tem prazer na morte do ímpio, mas quer que todos se salvem (Ez 33.11; 1Tm 2.4).

3. O que o texto de 1 Pedro 1.3 registra?
R: Que a ressurreição de Jesus Cristo também está envolvida na obra da regeneração (1Pe 1.3).

4. O que é a vitória sobre o mundo?
R: Resultado do novo nascimento (1Jo 5.4).

5. O que somos em Cristo?
R: Novas criaturas (2Co 5.17).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Doutrinas Fundamentais da Igreja de Cristo. O legado da reforma Protestante e a importância de perseverar no ensino dos apóstolos, Adultos, edição do professor, 4º trimestre de 2017, ano 27, Nº 105, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Editora Betel - Lição 4 - Conhecendo o arrependimento bíblico e frutífero.

Aula para o dia 22 de outubro de 2017
Editora Betel - Lição 4 - Conhecendo o arrependimento bíblico e frutífero.

Texto Áureo
Mateus 3.8
“Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento”.

Verdade Aplicada
O arrependimento vai além de uma confissão. Ele é gerado na alma, exposto em palavras e vivido em atitudes.

Objetivos da Lição
Apresentar o significado do arrependimento, sua necessidade e os agentes que o acionam;
Discorrer acerca das três coisas importantes que envolvem o processo do arrependimento;
Apresentar os frutos do arrependimento, o abandono das práticas antigas e a nova vida.

Glossário
Empedernidos: Insensíveis:
Obsoleto: Ultrapassado;
Relevância: Destaque, importância.

Leituras complementares
Segunda Is 59.2
Terça Jo 14.26
Quarta Rm 7.23-24
Quinta Ef 2.8-9
Sexta 2Tm 2.15
Sábado 1Pe 3.18

Textos de Referência.
Mateus 21.28-31
28 Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.
29 Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas, depois, arrependendo-se, foi.
30 E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi.
31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus.

Hinos sugeridos.
75, 266, 370


Motivo de Oração
Ore pelos jovens cristãos, que eles sejam sempre enraizados em Jesus, apesar das pressões de todos os lados.

Esboço da Lição
Introdução
1. A necessidade do arrependimento.
2. O processo do arrependimento.
3. Os frutos do arrependimento.
Conclusão

Introdução
O arrependimento é fundamental no processo da salvação. Ele abrange não somente uma mera tristeza pelo pecado. O arrependimento implica em uma mudança de pensamento, de propósitos e de novas ações. Esse foi o tema central da mensagem de Jesus Cristo (Mt 4.17).

1. A necessidade do arrependimento.
O arrependimento é um assunto de grande relevância, pois por ele viramos as costas para o pecado e nos voltamos para Deus. Precisamos conhecer sua importância, o que significa e como alcança-lo.

1.1. O arrependimento e seu significado.
O termo usado para arrependimento é “metanoeo”, e não se restringe apenas a uma mera tristeza pelo pecado, significa uma mudança de pontos de vista, de pensamento e de propósito (At 2.38; 3.19). O catecismo de Westminters definiu assim o significado do arrependimento: “arrependimento é a graça salvadora, pela qual o pecador, sentindo verdadeiramente o seu pecado, e lançando mão da misericórdia de Deus em Cristo, e sentindo tristeza por causa do seu pecado e ódio contra ele, abandona-o; e aproxima-se de Deus, fazendo o firme propósito de, daí em diante, ser obediente a Deus” (At 11.18; 20.21). Em suma, o arrependimento faz com que o homem pecador passe a odiar coisas que antes amava e a amar as coisas que outrora odiava (Sl 119.128).


O verdadeiro arrependimento vai resultar em mudança de comportamento (Lc 3.8-14; At 3.19). O pecador arrependido se propõe a mudar de vida e voltar-se para Deus; o resultado prático é que ele produz frutos dignos do arrependimento (Mt 3.8). É como um viajante que descobre estar viajando num trem errado. Ao descobrir, ele desce e toma a direção correta. Assim é o arrependimento.

1.2. Por que necessitamos de arrependimento?
O pecado encerrou todos os seres humanos em uma mesma condição: perdidos (Rm 3.23; 11.32). E a Bíblia revela que Deus manifesta a Sua i9ra contra a impiedade e injustiça dos homens (Rm 1.18). Era preciso solucionar esse problema. Deus tomou a iniciativa de reconciliar o mundo por intermédio de jesus Cristo (2Co 5.18). O arrependimento é a reação positiva do homem ao chamado divino à reconciliação. Devemos nos arrepender porque é uma ordenança (At 17.30); porque todos somos pecadores (Rm 3.10); porque estamos separados de Deus (Is 59.2); porque sem arrependimento não seremos alvos (Lc 13.5). O homem não tem o poder de mudar sua própria natureza. Por isso, precisa se arrepender, de forma que sua vida inteira se converta a Deus.

Ao dizer que o homem é mal, a Bíblia não está fazendo menção acerca de suas boas ou más ações. A Bíblia nos ensina que “todos” são igualmente pecadores perante Deus, e mesmo o melhor e mais bem-sucedido dentre todos necessita também arrepender-se. Não há um justo sobre a terra e não existe uma área humana que não esteja sob a influência do pecado. Por esse motivo, necessitamos de arrependimento. É a vontade de Deus para todos (2Pe 3.9).

1.3. Os agentes provocadores do arrependimento.
O arrependimento é condição para restaurar a comunhão com Deus, pois sem comunhão não existe vida em Cristo. Caso as pessoas não creiam em Cristo como seu Salvador, morrerão em seus pecados (Jo 8.24). Mas quem fará esse trabalho? Quem convencerá o mundo dos seus pecados? O Espírito Santo. Só Ele é quem pode convencer os homens de sua miséria. E qual ferramenta Ele utiliza para fazer esta obra? Ele faz isto através da pregação do Evangelho. Aliado à Palavra, ele não somente expõe a culpa nos corações empedernidos, Ele também desperta a mente das pessoas para arrependimento. O mundo se acha justo. Mas, o Espírito Santo vem ensinar ao mundo que as pessoas não podem, encontrar salvação em suas próprias justiças pecaminosas. Por isso, precisam arrepender-se (Jo 16.8).

A Palavra é o meio pelo qual Deus se revela a humanidade. E o Espírito Santo é quem inspirou os homens a escrevê-la. Quando a Palavra é pregada, o Espírito Santo entra em ação, e, juntos, penetram de tal forma na alma humana, que o resultado é nada mais que o reconhecimento de uma vida desgovernada, perdida e que precisa urgentemente de salvação. Jesus foi muito claro ao enviá-Lo a esse mundo. Disse que uma de Suas missões seria convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8).


2. O processo do arrependimento.
Três coisas importantes estão envolvidas no processo do arrependimento. A convicção acerca das faltas que cometemos ao longo da vida; a contrição produzida pelo arrependimento, a qual nos conduzirá a um sentimento de repulsa a essas faltas; e a confissão, que nos esvaziará e trará conforto diante de Deus.

2.1. A convicção.
O primeiro sintoma que surge no homem que está no processo de arrependimento é a certeza de que algo está errado. Nessa hora, o pecador se sente indefeso, envergonhado e miserável (2Co 7.10). Sua primeira reação é reconhecer que está perdido, e, como resultado da obra do Espírito Santo, ele sente um vazio, sente que algo lhe falta e que, após ouvir a Palavra de Deus, é impelido a confessar suas culpas (1Co 14.24-25). O arrependimento tira do homem todo o pensamento velho, fazendo com que novos e melhores pensamentos tomem conta da sua mente (2Co 5.15-18). Enquanto o sistema do mundo procura tirar pessoas de uma vida de miséria, Cristo, através de Sua Palavra, tira a miséria da vida das pessoas.

A convicção do pecado não se refere apenas a parte intelectual do homem; ela é muito mais profunda, porque abrange o homem em todo o seu ser, tornando-o integralmente convencido de que está condenado. Uma pessoa com convicção superficial de seus pecados tende a retornar à velha maneira de viver. Moody escreveu: “quanto maior a luz que uma pessoa tiver, maior sua responsabilidade, e por conseguinte maior a sua necessidade de profunda convicção. A Palavra de Deus e o Espírito Santo nos levam à convicção.

2.2. A contrição.
Segundo o dicionário, a contrição é um sentimento pungente de arrependimento por pecados cometidos e por ofensas a Deus. Menos pelo receio do castigo, mais por amor e gratidão à divindade. Sem esse profundo sentimento de tristeza, não há arrependimento frutífero. No Salmo 51 Davi demonstra que não apenas estava convicto de seu pecado, mas também quebrantado e contrito (Sl 51.17). “Perto está o Senhor” dos quebrantados e contritos para salvar (Sl 34.18). Uma pessoa arrependida passa a odiar suas antigas práticas e se empenha em reparar os danos que foram causados a outros (2Co 7.10). A verdadeira contrição não sente simplesmente as consequências do ocorrido, mas odeia o realizado.

Existe uma diferença muito grande entre arrependimento e remorso. O remorso jamais age para mudar, ele entristece, revela a falta cometida, mas é só um ressentimento em face ao castigo. Judas e do Rei Saul são exemplos de pessoas que sentiram remorsos em vez de arrependimento. O arrependimento genuíno exige contrição e pesar pelas faltas cometidas (At 2.37).


2.3. A confissão.
A convicção acerca dos pecados produzida pela Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo, resultará em contrição e conduzirá à confissão. A tendência humana é esconder e cobrir os pecados. Porém, aquele que encobre não prospera (Pv 28.13). A confissão expressa que recebemos e admitimos que somos pecadores. Vide a atitude do profeta Isaías (Is 6.5) e dos convertidos em Éfeso (At 19.18).

Uma excelente ilustração do processo do arrependimento frutífero é a parábola contada por Jesus acerca do filho “que partiu para uma terra longínqua” e, posteriormente, “foi para seu pai” (Lc 15.11-32). Convicção, contrição, confissão e mudança (conversão)!

3. Os frutos do arrependimento.
As atitudes que sucedem após o arrependimento determinarão a natureza dele. Tais procedimentos indicarão inicialmente se foi um arrependimento profundo e sincero, ou se foi mera experiência emocional (remorso), que em nada afetou a vida posterior. Enfim, o genuíno arrependimento deve ser caracterizado ´por bons frutos, caso contrário, tal experiência é imprestável.

3.1. Abandono das práticas do velho homem.
Arrependidos, agora vivemos reconciliados com Deus, e estar aliançado com Deus é manifestar uma atitude diferente de comportamento. Escrevendo aos Efésios, Paulo diz que devemos nos despojar do velho homem. Renovar-nos no espírito de nossa mente, e nos revestir do novo homem, que segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade (Ef 4.22). Recebemos uma nova roupagem e devemos abandonar a roupagem antiga. Não podemos colocar a roupa nova por cima da velha. A vida antiga morreu quando foram queimados e não podemos mais olhar para trás (Cl 3.8-10; Hb 11.13-15).

O arrependimento nos transforma em boas árvores, e, como tal, deveremos dar bons frutos. Agora, após a regeneração, ouvimos, compreendemos e conservamos a Palavra, frutificando em perseverança. Ninguém pode produzir sem estar conectado a Cristo, mas isso envolve disciplina, compromisso e uma compreensão perfeita de nossas responsabilidades diante de Deus (Jo 15.1-5).

3.2. A novidade de vida.
Novidade é algo que muitos desejam e poucos adquirem . É isso que Jesus nos oferece. Algo que ninguém pode dar e que muitos necessitam (Is 61.1). O mundo oferece sempre algo que com o tempo perde a graça e se torna obsoleto. Jesus não. O que Ele nos dá nunca sai de moda, nunca perde o valor. Quando estamos em Cristo, somos sempre renovados. Por isso devemos sempre nos comportar como diz a Escritura (Ef 5.8). Tudo o que é de valor deve ser bem cuidado para que seja preservado. Assim é o que recebemos de Deus. Somos a novidade de Deus nessa terra e devemos estar sempre renovando nossa mente (Rm 12.2). Devemos vencer as artimanhas do inimigo, que visam nos fazer voltar à velha vida.

Não será fácil apresentar Jesus Cristo como o Salvador da humanidade e de nossas vidas, se ao olharem para nós, observarem que em nada somos diferentes daqueles a quem anunciamos. Jesus disse que somos o sal da terra e a luz do mundo. Isto significa que além de sermos o tempero do mundo, o que faz a diferença e dá sabor, somos ao mesmo tempo a luz para aqueles que andam na escuridão (Mt 5.13-16).

3.3. Diligência.
A vida cristã é desafiadora e a permanência nela é uma questão de sobrevivência espiritual, onde nossas escolhas, com a ajuda do Espírito Santo, determinarão nosso crescimento (Dt 30.19). Devemos sempre nos perguntar: Estou perseverando na fé? Minha conduta demonstra um cristianismo aprovado, dúbio ou reprovado? O que estou fazendo para melhorar meu relacionamento com Deus, com meus parentes e com os irmãos em Cristo? Qual tem sido o meu interesse pelas Escrituras, EBD, cultos e pela comunhão com os irmãos? Estou contribuindo com os meus dons e talentos, ou os enterrei por algum motivo? A Bíblia nos alerta a sempre nos apresentarmos aprovados diante de Deus e com afinidade na Palavra de Deus (2Tm 2.15).


Segundo o Aurélio, diligente é uma pessoa ativa: zelosa; aplicada. A diligência é resultado da profunda convicção gerada pela Palavra de Deus e ação do Espírito Santo mencionada no tópico 2.21. Assim, a pessoa está plenamente consciente que precisa estar em Cristo (Jo 15.5) e andar no espírito (Gl 5.16, 25), para não mais viver segundo a natureza pecaminosa. A diligência aponta para um viver não acomodado passivo, mas em constante renovação (Rm 12.1-2).

Conclusão.
O Senhor Jesus foi claro que os Seus discípulos devem pregar “o arrependimento e a remissão de pecados” (Lc 24.47). O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer denominou de “graça barata” a mensagem de salvação destituída de arrependimento. Que Evangelho estamos pregando?

Questionário.
1. Qual foi o tema central da mensagem de Jesus?
R: o arrependimento (Mt 4.17).

2. Cite um dos motivos pelos quais devemos nos arrepender.
R: Porque é uma ordenança (At 17.30).

3. O que Davi demonstra ano Salmo 51?
R: Que não apenas estava convicto de seu pecado, mas também quebrantado e contrito (Sl 51.17).

4. O que a confissão expressa?
R: Que reconhecemos e admitimos que somos pecadores (Is 6.5; At 19.18).

5. O que 2 Timóteo 2.15 nos alerta?
R: A sempre nos apresentarmos aprovados diante de Deus e com afinidade na Palavra de Deus (2Tm 2.15).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Doutrinas Fundamentais da Igreja de Cristo. O legado da reforma Protestante e a importância de perseverar no ensino dos apóstolos, Adultos, edição do professor, 4º trimestre de 2017, ano 27, Nº 105, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Editora Betel - Lição 3 - A maravilhosa e inefável graça de Deus.

Aula para o 15 de outubro de 2017

 Lição 3 A maravilhosa e inefável graça de Deus.
Texto Áureo
2 Coríntios 4.15
“Porque tudo isso é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças, para glória de Deus.”

Verdade Aplicada
A graça é o ato misericordioso de Deus pelo qual Ele oferece salvação e vida eterna a todos os pecadores.

Objetivos da Lição
Apresentar uma definição acerca da graça e contrastá-la com a lei;
Mostrar como a graça se desenvolve na vida cristã;
Revelar quem éramos, quem somos, e a nossa responsabilidade devido à graça.

Glossário
Deserção: Abandonar, deixar, fugir, largar, retirar-se, rejeitar;
Detrimento: Dano moral ou matéria; prejuízo, perda, quebra;
Excludente: Que exclui.

Leituras complementares
Segunda Rm 12.1-3
Terça Rm 13.1-14
Quarta 2Co 12.9
Quinta Ef 2.1-21
Sexta Hb 6.7-9
Sábado 1Pe 2.10


Textos de Referência.
Efésios 1.3-6
3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo,
4 Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade,
5 E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,
6 Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado.

Hinos sugeridos.
18, 107, 205.

Motivo de Oração
No Dia do professor, agradeça a Deus pelos professores da Escola Bíblica Dominical.

Esboço da Lição
Introdução
1. Compreendendo a graça de Deus.
2. O mover da graça na vida cristã.
3. A graça divina e doutrinas estranhas.
Conclusão

Introdução
Não há como negar que todos nós somos pecadores. Nossa natureza é corrupta e nossos pensamentos e ações, cheios de engano. Porém, louvaremos a Deus porque Ele não nos salva por nossas obras; e, sim, por Sua graça (Ef 2.8-9).

1. Compreendendo a graça de Deus.
A graça se refere à bondade de Deus aos homens e demais criaturas. Através dela, aquele que antes habitava em um mundo de trevas e totalmente inimigo ao projeto divino passa da condição de perdido a filho de Deus.

1.1. Uma definição bíblica a respeito da graça.
De forma geral, a graça é um favor que não merecemos. A palavra grega utilizada para graça é “charis”, e era empregada em diferentes aspectos. Era usada para aquilo que causara atração, tal como a graça na aparência ou na fala; era usada quanto à consideração favorável sentida em relação a uma pessoa; era usada para significar gratidão, ou usada quanto a um favor, Era usada adverbialmente em frases como: “por amor a alguma coisa”. Porém, a graça só assumiu seu significado pleno com a vinda de Cristo. O Seu sacrifício é a graça propriamente dita (2Co 8.9). Quando recebida pelo cristão, ela governa sua vida espiritual compondo favor sobre favor. Ela capacita, fortalece e controla todas as fases da vida (2 Co 8.6-7; Ef 4.29; 2Ts 2.16; 2Tm 2.1).


A graça do Senhor é absolutamente gratuita (Rm 6.14; 5,15-18; Ef 1.7; 2.8-9); é a dádiva das bênçãos diárias que recebemos dEle, sem merecê-las (Jo 1.16); é ela quem dá capacitação divina ao cristão para realizar a obra de Deus (1Co 15.10; Hb 12.28). A graça é o poder sustentador de Deus, que nos corrobora e condiciona a perseverar na fé depois de salvos (2Co 12.9).

1.2. A graça inexplicável.
O estado natural do pecador não o faz merecedor de nada, a não ser do juízo. Se Deus nada fizesse pela humanidade, Ele não estaria sendo mau, nem tampouco injusto. Todavia, a Bíblia nos ensina que Deus opera com Sua graça mesmo entre os injustos (Mt 5.45). Teologicamente, a ação de Deus em abençoar também as pessoas não regeneradas é identificada como “graça comum”. Não há como explicar tal bondade manifesta, deve-se apenas crer e desfrutá-la. Na vida do cristão, a graça provê diversos benefícios, como: justificação (Rm 3.24): capacidade de realizar a obra de Deus (Cl 1.29); dignidades e uma nova posição (1Pe 2.5, 9), uma eterna herança (Ef 1.3, 14).

O Novo Testamento destaca três razões porque Deus age com graça, especialmente na salvação. Ele age com graça para expressar Seu amor (Ef 2.4; Jo 3.16); para que se conheçamos séculos vindouros as riquezas de Sua graça (Ef 2.7);e para que o homem redimido produza bons frutos (Ef 2.10). A graça soberana é sempre intencional, pois a vida sob a graça é uma vida de boas obras.

1.3. A graça comparada à Lei.
A Lei foi a revelação de Deus para Israel acerca de como manter o relacionamento com Deus, Esta lei que Deus impôs mostrou a santidade do Senhor, a imperfeição do Seu povo e a necessidade de um Salvador. Assim se expressou Agostinho: “A lei foi concedida por Deus para que busquemos a graça, e a graça nos é oferecida para que possamos cumprir a lei”. A Lei nos conduziu a Cristo, para crermos nEle (Gl 3.23-24). Como escreveu o apóstolo Paulo: “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4). O mesmo Deus que nos pede algo, também nos capacita a realiza-lo (2Co 3.5).


Na aliança da graça, Deus é quem toma a iniciativa, e, por sua graça, Ele não se apresenta apenas como um Deus soberano e bondoso, mas também, e especialmente, como um Pai misericordioso e perdoador, disposto a perdoar o pecado e a restaurar os pecadores à Sua bem-aventurada comunhão (Ef 2.4-8). Segundo Shedd, Deus concede rica misericórdia aos rebeldes (Ef 2.2-4), e oferece livre graça (salvação ou favor imerecido) aos perdidos (filhos da ira). Não é nada mais, nada menos do que o Seu grande amor e a suprema riqueza da Sua graça demonstrando uma bondade tão infinita.

2. O mover da graça na vida cristã.
Em Tito 2.11-12, encontramos que a graça de Deus se manifesta para trazer salvação e para nos ensinar a viver neste mundo. Assim, a graça divina nos acompanha ao longo de toda a caminhada cristã.

2.1. A graça nos ensina.
Interessante notar a ação da graça de Deus entre duas manifestações divinas: “se há manifestado” (Tt 2.11); e “aguardando...o aparecimento” – a manifestação (Tt 2.13). Assim, carecemos desta graça para salvação e para vivermos neste mundo enquanto aguardamos a volta de Jesus Cristo. Após o novo nascimento, a graça salvadora torna-se a graça de um Mestre, pois nos instrui. Bem-aventurados todos os que, tendo iniciado a nova vida em Cristo, tornam-se matriculados na “Escola da Graça”, como designou o escritor inglês Canon Hay Aitken, em 1880.

A graça nos ensina a renunciar “a impiedade e às concupiscências mundanas” e a viver “Sóbria, e justa, e piamente”, ou seja, uma vida prudente (moderada), correta e dedicada a Deus. A superabundante graça de Deus se manifestou para salvar, ensinar e capacitar a vivermos uma vida agradável ao Senhor até “o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo”, Abrangendo os relacionamentos conosco mesmo, com nosso próximo e com Deus.

2.2. A graça nos fortalece.
No segundo livro de Timóteo, capítulo um, o apóstolo Paulo faz menção à prisão, padecimento e deserção de cristãos na Ásia. Eram dias difíceis e trabalhosos. Neste contexto, Paulo escreve a Timóteo: “Tu, pois, meu filho fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus.” (2Tm 2.1). Não importa o que os outros estão pensando, falando ou fazendo: “fortifica-te”! Não se trata de sermos fortes em nós mesmos, mas por meio da graça que está em Cristo Jesus. Não encontraremos esta força em nós mesmos, mas em Cristo! O mesmo favor gratuito de Deus que se manifestou para salvação, também intervém para fortalecer-nos e, assim, podermos prosseguir.

É possível vencer, avançar e perseverar mesmo nos dias difíceis e de sofrimento. Quando o apóstolo Paulo pediu a Deus que o livrasse do !espinho na carne”, o Senhor lhe disse: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”, (2Co 12.9). Hernandes Dias Lopes assim declarou: “Deus sabe equilibrar, em nossa vida, as bênçãos e os fardos , o sofrimento e a glória...A graça de Deus é que nos capacita a enfrentar vitoriosamente o sofrimento. A graça de Deus é o tônico para a alma aflita, o remédio para o corpo frágil, a força que põe de pé o caído”.


2.3. A graça nos capacita para o serviço.
É importante refletir em Hebreus 12.28: “retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade”. Notemos que a graça de Deus atua nos diversos aspectos da vida cristã: salvação, ensino, fortalecimento, serviço. Não há motivos para sermos inoperantes e nem indiferentes ao serviço cristão. O início do versículo 28 relata que estamos herdando um Reino inabalável. Portanto, se fomos alcançados por tão grande dádiva divina, temos mais responsabilidades ainda de retermos, perseverarmos e sermos ativos participantes servindo ao Senhor.

O apóstolo Paulo escreveu que trabalhava porque a graça de Deus estava com ele (1Co 15.10). Logo, a graça do Senhor também se manifesta fortalecendo-nos para o serviço cristão. Um serviço que agrada ao Senhor. Não trabalhamos para receber a graça, mas, sim, porque ela já está atuando em nós. Que não a recebamos em vão (2Co 6.1).

3. A graça divina e doutrinas estranhas.
Há um alerta bíblico para que não nos deixemos ser levados “por doutrinas várias e estranhas” (Hb 13.9), para tanto se faz necessário que busquemos o fortalecimento espiritual por meio da graça de Deus. Ao longo da história da Igreja, várias doutrinas sem fundamentação bíblica, ou baseadas em distorções do texto bíblico, têm surgido.


3.1. Antinomismo.
É um termo de origem grega que significa “contra” (anti) a “lei” (nomos). Trata-se de uma antiga heresia que distorce a doutrina bíblica da graça e dissemina a ideia de que todos os que foram alcançados pela graça de Deus estão livres para viver sem regras ou princípios morais. O apóstolo Paulo refuta esse pensamento em Romanos 6. A manifestação da graça salvadora não é “passaporte” para continuar vivendo em pecado. Ao contrário, quando a graça domina, ela proporciona vida em Cristo Jesus (Rm 5.1) e a pessoa está morta para o pecado (Rm 6.2).

O povo de Deus precisa estar alerta, pois as Escrituras Sagradas exortam a combatermos a favor da fé (incluindo aí as doutrinas bíblicas). Infelizmente, pessoas sem temor a Deus procuram influenciar os discípulos de Jesus, por intermédio de ensinos que distorcem a pura mensagem bíblica acerca da graça de Deus, para justificar uma vida imoral: “convertem em dissolução a graça de Deus” (Jd 4). A palavra “dissolução”, no grego, admite vários sentidos: “perversão em geral”; “falta de moderação”; “libertinagem”, entre outros. Como diz o texto sagrado, os que assim vivem “negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo”.

3.2. Legalismo.
É o oposto do antinomismo. Trata-se do outro extremo. Enfatiza a lei em detrimento da graça (Gl 2.16). Considera e concentra toda a atenção no comportamento humano, não como resultado da ação da graça de Deus na vida humana, mas como requisito para alcançar mérito diante de Deus; como se fosse necessário “completar” o processo de salvação. O texto sagrado afirma que a salvação é pela graça, “por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9). Lembremo-nos de Cornélio, que era piedoso, temente a Deus, fazia esmolas, orava a Deus, jejuava (At 10.1-2, 30), porém não era salvo (At 11.14).

O apóstolo Paulo instruiu as igrejas acerca do perigo do legalismo (Cl 2.20-22; Gl 2.16; 4.9-10), e afirma que, aqueles que não creem na suficiência de Jesus Cristo para justificação por meio da fé nEle, “da graça tendes caído” (Gl 5.4). O legalismo enfatiza o dever e a ação do Espírito Santo nos nascidos de novo opera o querer. Russel Shedd declarou: “Qualquer ação, atitude ou esforço aceitável a Deus resulta da atuação do Espírito no filho de Deus”.


3.3. A falta do uso da disciplina na Igreja.
Eis um tema bíblico, mas que não tem sido muito exposto na igreja, Será que há incompatibilidade entre a graça e a disciplina? São ações excludentes? A sensação é que muitos evitam este assunto por considerá-lo não apropriado em nossos dias. Contudo, biblicamente, a disciplina é um exercício de amor e graça (Hb 12.1-15). A ausência de disciplina pode resultar em alguém abandonar a graça de Deus (Hb 12.15). A disciplina na igreja visa corrigir para aperfeiçoar o caráter e conduta do discípulo de Cristo, Visa restaurar o faltoso e manter a pureza espiritual, pois contribui para que haja temor na igreja local.

O Senhor Jesus instrui Seus discípulos quanto a lidar com o pecado de um irmão (Mt 18.17-19). O apóstolo Paulo também tratou deste assunto nas epístolas (1Tm 5.20; Gl 6.1; 2Co 2.5-8; 2Ts 3.14-15). Observando os diversos termos usados nos textos bíblicos referenciados, concluímos que a aplicação da disciplina, de acordo com as orientações bíblicas , está repleta de atitudes de graça: “mansidão”; “perdão”; “consolo”. Assim, a ausência da aplicação da disciplina da igreja contribui para a distorção da doutrina bíblica da graça de Deus.

Conclusão.
Louvemos a Deus por Sua superabundante graça, que se manifestou em Cristo Jesus para nos trazer salvação, pois não há méritos em nós. Por nossos próprios recursos não conseguimos satisfazer a justiça divina. Esta graça que trouxe salvação, também é suficiente para nos sustentar até o dia final.


Questionário.
1. Quando a graça assumiu significado pleno?
R: Com a vinda de Cristo (2Co 8.9).

2. Qual foi o conselho de Paulo a Timóteo?
R: “Tu, pois meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus (2Tm 2.1).

3. O que o legalismo enfatiza?
R: A lei em detrimento da graça (Gl 2.16).

4. O que é, biblicamente, a disciplina?
R: É um exercício de amor e graça (Hb 12.1-15).

5. O que pode resultar a ausência de disciplina?
R: Em alguém abandonar a graça de Deus (Hb 12.15).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Doutrinas Fundamentais da Igreja de Cristo. O legado da reforma Protestante e a importância de perseverar no ensino dos apóstolos, Adultos, edição do professor, 4º trimestre de 2017, ano 27, Nº 105, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

As Promessas de Deus vão se cumprir na sua vida!!!

As Promessas de Deus vão se cumprir na sua vida!!!
Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. “Pois, tantas quantas forem as promessas de Deus, nele está o sim; portanto é por ele o amém, para glória de Deus por nosso intermédio.” (2 Coríntios 1:20). O Senhor sempre cumpre as suas promessas, Salmos 89:34, Ele diz: “Não violarei o meu pacto, nem alterarei o que saiu dos meus lábios.”

Quando Josué já estava velho e farto de dias reuniu o povo de Israel e disse: “Eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós sabeis em vossos corações e em vossas almas que não tem falhado uma só palavra de todas as boas coisas que a vosso respeito falou o Senhor vosso Deus; nenhuma delas falhou, mas todas se cumpriram.” (Josué 23:14)

A cada um Deus fala ao coração em particular. Ele conhece não só as suas necessidades, mas também os seus limites. Ele quer converter a sua casa, lhe dar uma vida próspera, restaurar a sua saúde física, espiritual e emocional e te capacitar para vencer todos os obstáculos que aparecerem em seu caminho.

Não duvide do que Deus tem para você. O homem pode prometer algo, mas por algum motivo pode não cumpri-lo. Com Deus não existem falhas. Se Ele prometeu, vai cumprir e ponto final. Não há imprevistos nem suposições contrárias. A única verdade é: Deus cumpre rigorosamente com aquilo que promete a seu povo.


O que é impossível aos homens, é possível a Deus, pois quando o que parece difícil se tornar mais difícil, a ponto de você achar impossível, é aí que Deus começa a agir. É nesse momento que as respostas começam a descer do Céu, é nesse momento que os que não desistem tomam posse do milagre. Lembre que com Deus você nunca perde uma batalha, pois até aquilo que parece perda, com Deus é ganho.

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28)

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