quinta-feira, 19 de abril de 2018

Editora Betel - Lição 4 Disciplina e o processo educacional de Deus.

Aula para domingo, dia 22 de abril de 2018.
Editora Betel - Lição 4 Disciplina e o processo educacional de Deus.

Texto Áureo
Hebreus 12.6
“Porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho”.

Verdade Aplicada
A disciplina faz parte do processo de aperfeiçoamento do discípulo de Cristo, enquanto viver na terra.

Objetivos da Lição
Explicar o que é disciplina à luz da Bíblia;
Mostrar a autoridade bíblica para a aplicação de disciplina por parte da Igreja;
Ensinar que a vida do povo de Deus é uma vida que envolve disciplina.

Glossário
Autodisciplina: Correção e regulação do modo de vida, de trabalho, ou normas de moral que alguém impõe a si mesmo;
Correlato: Palavra cujo sentido tem relação com o significado de outra;
Insubordinação: Falta de subordinação; oposição contra autoridade.

Leituras complementares
Segunda Js 7.1-26
Terça 1Sm 3.12-13
Quarta Sl 119.67, 71
Quinta Mt 18.15-18
Sexta At 5.1-11
Sábado 2 Tm 4.2

Textos de Referência.
Hebreus 12.7-8, 10-11
7 Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho há a quem o pai não corrija?
8 Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois, então, bastardos e não filhos.
10 Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade.
11 E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.

Hinos sugeridos.
77, 141, 151

Motivo de Oração
Ore a Deus pelo seu pastor e por tantos outros que contribuíram com a sua vida cristã.

Esboço da Lição
Introdução
1. Disciplina – o que é isto?
2. A Igreja e a disciplina.
3. É preciso lidar com a disciplina.
Conclusão

Introdução
A disciplina faz parte do processo de crescimento, amadurecimento e aperfeiçoamento do discípulo de Cristo. Trata-se de uma ação com propósitos bem definidos (Hb 12.10). É feliz aquele que se submete à disciplina do Senhor.

1. Disciplina – o que é isto?
Apesar de ser bíblico, disciplina é um dos assuntos pouco enfatizados nos dias de hoje. A questão é que, quando o púlpito da igreja silencia, muitos começam a agir de acordo com seus próprios pensamentos e como melhor convém a cada um. Então, surgem diversos equívocos, como: “Só presto contas a Deus”; “Sou assim mesmo”; “Deus conhece minhas fraquezas” ou “conheço pessoas vivendo em pecado”, entre outros. Assim, nesta lição refletiremos esse tema a partir da Bíblia, a revelação de Deus para nós e a autoridade fundamental sobre a qual a Igreja deve moldar sua fé (Is 8.20).

1.1. Disciplina e a sua necessidade.
Inicialmente, é interessante refletir no texto de Hebreus 12.5-11. O escritor no capítulo 11 apresenta diversos exemplos de pessoas que, firmadas na fé, perseveraram, mesmo sendo provadas, sofrendo, perseguidas, e até perdendo ávida. Assim, também, nós somos chamados para perseverarmos na jornada cristã, mantendo nosso foco em Jesus Cristo e removendo qualquer coisa que nos impeça ou atrapalhe na continuidade da caminhada como discípulos de Cristo. A expressão “deixemos” (Hb 12.1) indica um aspecto da vida disciplinada do discípulo do Senhor: a autodisciplina.

É uma luta. Não podemos desanimar e desistir, afinal não chegamos, ainda, ao ponto de combater até a morte, como muitos no passado e nos dias de hoje (Hb 12.1-4). Nesse contexto o escritor aborda a questão da disciplina na vida do discípulo do Senhor, mostrando que ela contribui para que cresçamos espiritualmente e que sejamos participantes da santidade de Deus. Pois Deus nos ama, nos recebe e trata como filhos. Ele quer que vivamos e sejamos santos (Hb 12.6-7, 9-10).

1.2. Disciplina e os diferentes termos.
Somente no texto de Hebreus 12.5-11 encontramos dez vezes diversos termos correlatos: correção, repreensão, disciplina. A palavra grega é “paideuõ”, admitindo vários sentidos: “treinar crianças”; “ensinando”; “castigando”; “disciplina”; “correção”; “educar para a vida”. Assim, o entendimento da disciplina, a partir dos diversos sentidos admitidos na Bíblia, nos ajuda a corrigirmos pensamentos equivocados e ideias que possam causar resistência a este instrumento utilizado no processo de aperfeiçoamento dos membros do corpo de Cristo.

Segundo Russel Shedd: “A disciplina, como os vocábulos cognatos ‘discípulo’ e ‘fazer discípulos’, tem sua ideia original, como a raiz no grego indica, na prática da antiguidade de um aluno seguir um mestre ou pensador. Neste círculo de ideias, a disciplina dá a impressão de formar uma pessoa em conformidade com o caráter e mente do mestre”. 

1.3. Disciplina e a santidade de Deus.
“Para sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.10). Este texto indica o propósito de Deus ao aplicar a correção em Seus filhos. Precisamos de correção, repreensão e disciplina, pois fomos chamados por Deus para sermos santos, contudo ainda estamos propensos às práticas do “velho homem”. Assim, por intermédio da correção e instrução, o processo educacional de Deus vai sendo aplicado em nós (2Tm 3.16; Hb 12.11).

É nítido em toda a Bíblia a insistência divina quanto a santidade (Êx 19.6; Lv 19.2; 1Ts 4.3, 7; Hb 12.14; 1Pe 1.15; 2.9). A palavra “igreja”, do grego “ekklesia”, indica “um chamado para fora”, ou seja, um povo separado para Deus. A disciplina visa os membros da Igreja, os filhos de Deus, chamados e separados do mundo para ser o povo de Deus. Portanto, a aplicação da disciplina é feita aos que já pertencem à família de Deus (Hb 12.7; 1Co 5.12-13). A Bíblia diz que o ímpio aborrece a correção (Sl 50.17), pois não deseja interferência em seu modo de viver descompromissado com a vontade de Deus, mas o que é filho não despreza (Pv 3.11).

2. A Igreja e a disciplina.
É bíblica a aplicação de disciplina por parte da Igreja? Muitos associam o uso da disciplina pela Igreja com ausência de amor e misericórdia. Há os que acreditam que somente Deus ou o próprio membro do Corpo de Cristo aplica a disciplina a si. Assim, vemos que há necessidade de instrução bíblica também sobre isso, pois, caso contrário, a história se repetirá (ou será que já está se repetindo em alguns lugares?): “porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21.25). A reflexão desse tema passa por entendermos a doutrina bíblica referente à Igreja.

2.1. Igreja – origem e natureza.
Na Teologia Sistemática a doutrina da Igreja é chamada de Eclesiologia, referente à palavra grega usada no Novo Testamento. Contudo, este termo já era usado para se referir a um ajuntamento de pessoas, como em Atos 19.32. Sendo assim, não basta entender Igreja como um grupo, um povo ou um ajuntamento, pois Igreja não é clube ou associação para irmos algumas vezes, aproveitando o tempo livre. Quando Jesus fala: “edificarei a minha igreja” (Mt 16.18), fica claro que o verdadeiro significado de Igreja não está no ajuntamento mas em Cristo, que é o fundador e o fundamento (1Co 3.11), a cabeça (Ef 1.22). A Igreja é de Deus (At 20.28; 1Pe 2.9-10).

Encontramos na Palavra de Deus diversas figuras que descrevem a Igreja do Senhor no Novo Testamento (corpo, edifício, noiva, entre outros), bem como as ordenanças (batismo em águas e Ceia do Senhor), missão e organização, além de outros aspectos. Assim sendo a Igreja é ao mesmo tempo um organismo e uma organização (este último é o aspecto visível, são as igrejas locais: Atos 11.22; 13.1; Gálatas 1.22; 1 Coríntios 16.19). É bíblico o fato de Deus escolher, vocacionar e capacitar homens e mulheres para conduzirem a igreja aqui na terra (Ef 4.11-16; 1Tm 3.1-13; Tt 1.5-11).

2.2. A Igreja e o uso da disciplina.
Foi o próprio Jesus Cristo quem primeiro tratou sobre a igreja lidar com a aplicação da disciplina (Mt 18.15-19). Há casos de membros da igreja que são disciplinados diretamente por Deus (1Co 11.30-32). Porém, também é bíblica a autoridade da igreja para aplicar disciplina (Mt 18.15-19; Rm 16.17-18; 1Co 5; Gl 6.1; 2Ts 3.14-15; 1Tm 5.20; Tt 1.10-11). Infelizmente, vivemos num tempo de muito individualismo e insubordinação. Além disso, em muitas igrejas locais não se exerce mais a autoridade concedida por Deus para aplicar a disciplina.

Evidentemente, devemos, como Igreja, agir tendo em mente os princípios bíblicos que norteiam o uso da disciplina, evitando assim, tanto a negligência como o abuso. Sobre isso, assim escreveu Russel Shedd: “Não disciplinar os errados significa correr o risco de cair na posição de confundir a igreja com o mundo e vice-versa. Mas a disciplina rigorosa incorre num perigo igualmente sério de cisma, dividindo irmãos e destruindo o ‘santuário de Deus’”.

2.3. Os cuidados e objetivos na aplicação da disciplina.
Tendo a consciência de que encontramos na Bíblia instruções para orientar a igreja em questões fundamentais de disciplina, é importante, também, conhecermos os cuidados e os objetivos na aplicação da mesma. O Senhor Jesus usou uma expressão muito interessante ao instruir sobre como lidar com o pecado de um irmão, que retrata bem o objetivo da disciplina: “ganhaste a teu irmão” (Mt 18.15).

Paulo escrevendo a Timóteo declara o objetivo do corretivo aplicado a dois homens: “para que aprendam” (1Tm 1.20). A Igreja, ao tratar uma pessoa surpeendida em alguma ofensa, deve agir: “encaminhai o tal” (Gl 6.1). Esta palavra no original grego, usada em sentido figurado, tem o significado de “restaurar, endireitar”. Tratar o faltoso, admoestando-o (2Ts 3.15), ou seja, “advertir ou reprovar gentilmente”. É preciso também, atentarmos para alguns cuidados quando os membros da igreja estiverem envolvidos na aplicação da disciplina: 1) Agir com humildade e atenção consigo mesmo para não sermos tentados (Gl 6.1); 2) Amor, mansidão e capacitação para ensinar (2Tm 2.24-26); 3) Tendo em mente que se trata não de um inimigo, mas um irmão (2Ts 3.15). 

3. É preciso lidar com a disciplina.
O povo de Deus, representado no Antigo Testamento por Israel e no Novo Testamento pela Igreja, por toda a Bíblia é alvo de atitudes de disciplina por parte de Deus, da própria pessoa e da comunidade. Assim, aprendemos que a vida do povo de Deus é uma vida que envolve disciplina, pois “Deus não é Deus de confusão” e se requer que tudo seja feito com ordem e decência (1Co 14.33, 40). 

3.1. A autodisciplina.
Durante muito tempo a maior ocupação da medicina foi a identificação e a cura das doenças. Hoje é notória a ênfase na prevenção principalmente com a adoção de hábitos de vida saudáveis. O mesmo princípio se aplica ao cuidado com a vida do discípulo de Cristo, que envolve não apenas o corpo, mas, também, o aspecto espiritual. São diversas as admoestações da Palavra de Deus quanto ao cuidado conosco mesmo (At 20.28; 1Co 9.24-27; 2Co 13.5; Ef 6.11, 13; 1Tm 4.16; Jd 20.21).

A autodisciplina consiste na consciência (iluminada e despertada pela Palavra de Deus) e em atitudes. Não basta identificar os erros, é necessário agir para corrigir e prevenir. É um verdadeiro exercício espiritual (1Tm 4.7-8). Leitura bíblica e oração diárias, frequência à Escola Bíblica Dominical e aos cultos de ensino, participação na Ceia do Senhor, envolvimento nas atividades da igreja local, constante vigilância, prática do jejum com propósitos específicos, renúncia, são alguns dos exemplos de ações de autodisciplina, que compõem o processo de prevenção.

3.2. Sendo disciplinado.
Normalmente, quando não priorizamos a autodisciplina, acarretando, assim, descuido conosco mesmo, se faz necessário sermos alvos de disciplina, seja diretamente da parte de Deus ou por intermédio da igreja. Daí a importância de conhecermos este assunto bíblico, seu significado e propósitos, para que saibamos lidar com maturidade e, assim, prosseguirmos até que cheguemos “à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13).

Como membros do Corpo de Cristo, devemos nos submeter às autoridades da igreja do Senhor, enquanto permanecerem fiéis às Sagradas Escrituras. Conforme encontramos na Palavra, o Senhor usa pessoas na igreja como instrumentos para que sejamos tratados, visando o nosso aperfeiçoamento (Ef 4.11-16). Então, devemos buscar no Senhor humildade para nos submetermos àqueles que têm sido constituídos por Deus. Assim escreveu Calvino: “Se o açoite de Deus testifica de seu amor para conosco, é uma vergonha que o reputemos com desprazer ou ódio. Pois aqueles que não toleram ser castigados por Deus, para sua própria salvação, sim, que rejeitam a prova de sua bondade paternal, sem dúvidas são extremamente ingratos”.

3.3. A questão da tolerância.
Na mensagem enviada à igreja em Tiatira, um grande centro comercial na Ásia Menor, Jesus menciona: obras, amor, serviço, fé, paciência e crescimento (Ap 2.18-29). Contudo, havia um porém: “toleras Jezabel”. Uma expressão que indica “aceitar sem reagir”. Havia a tendência de admitir modos de pensar, agir e sentir que diferem da sã doutrina. Não estavam exercendo a disciplina. Uma das lições que podemos extrair dessa mensagem é que amar não significa aceitar tudo. O amor não pode ser usado como escudo para esconder o mal e permitir o pecado.

Paulo repreende a igreja em Corinto por não ter agido no caso do homem que abusou “da mulher de seu pai” (1Co 5.1-13). A igreja de Corinto estava tolerando a situação. Será que a liderança da igreja local considerava a grandeza da graça divina para não agir? Ou estavam sendo influenciados pelo gnosticismo e achavam que o pecado cometido no corpo não afeta o espírito? Tais pensamentos revelam um entendimento da doutrina do pecado e da graça equivocado e distorcido.

Conclusão.
Disciplina faz parte do tratamento de Deus para com aquele que Ele ama e adotou como Seu filho. Não rejeitemos, pois, nem a autodisciplina, nem a disciplina de Deus, seja diretamente ou por intermédio da Igreja. É para o nosso bem e aperfeiçoamento (Pv 12.1).


Questionário.

1. Por intermédio da correção e instrução, o que vai sendo aplicado em nós?
R: O processo educacional de Deus (2Tm 3.16; Hb 12.11).

2. De quem é a Igreja?
R: De Deus (At 20.28; 1Pe 2.9-10).

3. Quem primeiro tratou sobre a igreja lidar com a aplicação da disciplina?
R: Jesus Cristo (Mt 18.15-19).

4. Qual expressão Jesus usou ao instruir sobre como lidar com o pecado de um irmão, que retrata bem o objetivo da disciplina?
R: “Ganhaste a teu irmão” (Mt 18.15).

5. O que não pode ser usado como escudo para esconder o mal e permitir o pecado?
R: O amor (Ap 2.18-29).


Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Aperfeiçoamento Cristão – Propósito de Deus para o discípulo de Cristo. Adultos, edição do professor, Comentarista Pastor Marcos Sant’Anna da Silva 2º trimestre de 2018, ano 28, Nº 107, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

CPAD JOVEM - Lição 4 Conservando uma vida frutífera

Aula para domingo, dia 22 de abril de 2018

CPAD JOVEM - Lição 4 Conservando uma vida frutífera
Texto do dia
(1 TS 3.8)
"Porque, agora, vivemos, se estais firmes no Senhor."

Síntese
Muito mais desafiador do que plantar uma Igreja é consolidá-la de tal forma que as pessoas permaneçam na vocação de Deus, mesmo diante de adversidades, perseguições e frustrações.

Agenda de leitura
SEGUNDA - 1 Co 4.9-14
Paulo e sua entrega à obra de Deus
TERÇA - At 14.22
As tribulações não podem nos impedir de entrar no Reino de Deus
QUARTA - Mt 5.10-12
Os filhos do Reino serão perseguidos
QUINTA - Hb 12.14
Santidade como elemento indispensável
SEXTA - Ef 4.15,16
Somente o amor produz um crescimento saudável
SÁBADO - Rm 12.14
Deve-se vencer o ódio com amor

Objetivos
IDENTIFICAR as características de uma liderança frutífera;
RECONHECER os desafios que a igreja em Tessalônica superou para frutificar;
COMPREENDER o que é necessário fazer para frutificar.

Interação
A palavra-chave desta lição é 'frutificação'.  Diante desse vocábulo, enquanto professores(as) devemos fazer a seguinte pergunta: Qual o fruto do trabalho que estou realizando para Deus? Por vivermos em uma sociedade imediatista, muitas vezes nossos corações satisfazem-se apenas com aquilo que se pode perceber com facilidade, de modo muito evidente; entretanto, é necessário termos a maturidade para acreditar que os resultados, especialmente aqueles de repercussão espiritual, estão para além daquilo que os olhos podem ver. Deste modo, acredite, seu ministério é muito importante, não apenas para um grupo de jovens com quem você se reúne semanalmente, mas também para sua igreja local, e ainda para o Reino de Deus como um todo. São extraordinariamente positivas as consequências do serviço de homens e mulher como você que, com dedicação e zelo, empenham-se em fazer as verdades da Bíblia Sagrada compreensíveis e relevantes para nossa geração de jovens.

Orientação Pedagógica
Uma excelente estratégia que você pode utilizar durante suas aulas é a criação de "Grupos de Verbalização" (GV) e "Grupos de Observação" (GO). A lógica de funcionamento é simples, mas bastante dinâmica e participativa. No início da aula divida os alunos em dois grupos GV e GO, dependendo da quantidade de alunos. Uma vez separados os participantes, os membros do GV sentam-se em círculo próximos uns dos outros, enquanto os membros do GO devem sentar-se em um círculo maior em volta do GV. Você lança um tema para discussão do GV, que pode ser uma questão levantada na lição ou outra que ele acha conveniente, enquanto o GO analisa as falas dos membros do outro grupo. Após um tempo adequado para debate, os grupos trocam de função podendo aprofundar a questão em debate ou iniciar a abordagem de outra questão. Ao final, ressalte o quanto todos aprenderam uns com os outros.

Texto bíblico
1 Tessalonicenses 3.6-13
6  Vindo, porém, agora, Timóteo de vós para nós e trazendo-nos boas novas da vossa fé e amor e de como sempre tendes boa lembrança de nós, desejando muito ver-nos, como nós também a vós,
7  por esta razão, irmãos, ficamos consolados acerca de vós, em toda a nossa aflição e necessidade, pela vossa fé,
8  porque, agora, vivemos, se estais firmes no Senhor.
9  Porque que ação de graças poderemos dar a Deus por vós, por todo o gozo com que nos regozijamos por vossa causa diante do nosso Deus,
10 orando abundantemente dia e noite, para que possamos ver o vosso rosto e supramos o que falta à vossa fé?
11 Ora, o mesmo nosso Deus e Pai e nosso Senhor Jesus Cristo encaminhem a nossa viagem para vós.
12 E o Senhor vos aumente e faça crescer em amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco;
13 para confortar o vosso coração, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O amor verdadeiro dos tessalonicenses, associado à necessidade de uma fuga repentina em virtude da forte perseguição que se levantou, deixaram em suspenso o coração de Paulo quanto à permanência e consolidação da fé dos novos cristãos daquela cidade. De tal forma que, diante de um grande impedimento que se impôs com relação à sua ida pessoal a Tessalônica - o qual o próprio apóstolo considerava uma ação diretamente promovida pelo Maligno (1 Ts 2.18) - Timóteo foi enviado àquela igreja para de lá trazer notícias a Paulo. Quão grande não foi a alegria do apóstolo ao receber de seu jovem auxiliar o relatório de viagem. Os tessalonicenses estavam bem espiritualmente, usufruindo da profunda alegria que caracteriza a vida daqueles que vivenciam uma experiência real de salvação. É sobre os fatores que levaram os tessalonicenses a uma experiência de fé consolidada que refletiremos nesta aula.

I- LIDERANÇA FRUTÍFERA, IGREJA FRUTÍFERA

1. Paulo, um líder de líderes. Se há uma característica peculiar do ministério de Paulo que se pode destacar, esta é a capacidade de perceber o potencial de novos líderes. São tantos, cujas listas estão presentes em quase todas as cartas que ele escreveu. Por isso, pensemos apenas no paradigmático caso de Timóteo. Oriundo de uma família de dupla tradição religiosa e cultural (At 16.1); reconhecido por sua juventude (1 Tm 4.12); um inexperiente obreiro em sua primeira viagem missionária (At 17.14). Enquanto alguém poderia ver tais adjetivos como desqualificantes para a vocação de Timóteo, Paulo viu além, e compartilhou com o jovem obreiro suas experiências, conhecimentos e sonhos. A confiança do apóstolo era tamanha que, diante de sua impossibilidade de ir a Tessalônica, envia seu filho na fé  - delegando-lhe autoridade para ensinar e exortar (1 Ts 3.2).

2. Paulo, um líder de coração pastoral. As palavras do apóstolo em 1 Tessalonicenses 3.8 são, simultaneamente, fortes e amorosas. Paulo não esconde o sentimento de apaziguamento que as notícias de Timóteo trouxeram-lhe. A vida ganha novos horizontes diante da percepção de que a semente do Evangelho entre os tessalonicenses floresceu e que o testemunho deles já frutificava em outras cidades. Palavras como estas à igreja em Tessalônica não foram exceção na trajetória de Paulo; outros textos como 1 Coríntios 4.9-14; Efésios 3.13; Gálatas 4.19, evidenciam o comprometimento deste homem não apenas com a vocação que possuía, mas com as pessoas que eram o objetivo primário deste chamado. Este é um dos motivos pelos quais aquela igreja prosperou espiritualmente, havia uma visão de Deus, cumprida debaixo do mais abnegado e dadivoso amor.

3. Paulo, um líder a ser imitado. Atualmente ainda existem pessoas para as quais podemos olhar e dizer: "Este irmão/irmã inspira-me a ser um cristão melhor!". Muitos são aqueles que podemos literalmente imitar. Paulo, era uma dessas pessoas especiais (1 Co 4.16; 11.1). Para aqueles novos cristãos, foi natural tomar o apóstolo como um ideal de cristão e de ministro. Hoje, ao invés de líderes que imponham sua vontade, necessitamos de homens e mulheres de Deus que nos inspirem a ser melhores - não mais excelentes que os outros, mas melhores que nós mesmos todos os dias. O imitar neste caso não é irracional ou negativo, mas um movimento positivo, de entusiasmar o povo. Será que hoje, somos padrão a ser imitado pela sociedade, ou perdemos de tal modo nossos referenciais que não somos mais modelo para esta geração?

Pense
Você tem orado para que Deus levante homens como Paulo, intrépidos não apenas na pregação, mas também em decisões que dinamizem o Reino de Deus?

Ponto Importante
O amor deve ser a lógica que fundamenta nossas relações; por isso não importa quão pequena ou limitada seja uma igreja, ela merece ser amada e abençoada.

II- UMA IGREJA QUE FRUTIFICOU

1. Apesar das tribulações. Problemas dos mais variados como já vimos, envolveram a fundação e continuação do trabalho em Tessalônica (1 Ts 3.7). Mas isso não foi suficiente para barrar o crescimento da obra de Deus. Não devemos esperar boas oportunidades brotarem do nada para nossas vidas serem automaticamente transformadas; é necessário trabalho e fé. As tribulações que caracterizaram esse primeiro momento da Igreja Primitiva não foram capazes de impedir o florescer do Reino de Deus (At 14.22). Se assim aconteceu com Jesus, nosso Mestre, e com os nossos primeiros irmãos, não podemos esperar nada diferente no que diz respeito a nós e nossa relação com a sociedade atual (Mt 10.24,25). Por isso devemos ter a convicção de que, apesar das várias aflições no mundo, a vitória de Jesus já nos basta (Jo 16.33).

2. Apesar da falta de um acompanhamento integral. Paulo era consciente de que sua distância com relação aqueles irmãos tinha, de certa forma, deixado lacunas na formação cristã deles (1 Ts 3.10). Apesar desse fato, isto não foi um impedimento para que, em meio a muitas limitações, os tessalonicenses procurassem desenvolver sua fé. É claro que o ideal para a formação de uma nova igreja sadia é um discipulado completo, uma assistência absoluta, mas nem sempre isso é possível em virtude de uma variável de questões. Cabe então a um discipulador consciente de seus desafios investir no ensino dos componentes mais fundamentais e indispensáveis da fé cristã (1 Pe 2.2). Outras questões acessórias e secundárias devem ser reservadas para outras circunstâncias. As adversidades reais não devem impedir-nos de aspirar nossos ideais apontados por Cristo.

3. Apesar das oposições. Havia, em Tessalônica, uma forte oposição à mensagem de Cristo (1 Ts 3.4,5) por parte de um grupo de religiosos contrários a Paulo e à sua pregação (1 Ts 2.14-16). Segundo informa-nos o autor de Atos, o que movia essas pessoas era a inveja em virtude da expansão do Evangelho na cidade (At 17.5). Esses então, uniram-se a um grupo de desordeiros sociais e estabeleceram uma resistência declarada ao Cristianismo que crescia entre a população. Qual o resultado de toda essa oposição? Maior crescimento do Evangelho. Ser perseguido por amor ao Evangelho é uma prova de que o Reino de Deus é nosso (Mt 5.10-12); todas as vezes que optamos por viver a profundidade do Cristianismo, acabamos por confrontar valores e conceitos desta sociedade, a qual, por vezes, nos rejeitará (2 Tm 3.12). Lembremos, não devemos ser nós a hostilizar os outros, contudo, devemos ter a consciência de que nosso compromisso com Deus incomodará a muitos.

Pense
Há pessoas, e até mesmo igrejas, que abortam prematuramente seus sonhos. Diante das primeiras intempéries e tribulações, tendem a desistir daquilo que, convictamente, sabem para que foram chamados. Sejamos capazes de resolutamente lutar pelos projetos que Deus, graciosamente, preparou para cada um de nós.

Ponto Importante
É necessário anunciarmos o Evangelho. Mas saiba que como os valores do Reino colidem com a cosmovisão de nossa sociedade, muitas vezes, o embate vai se tornar inevitável.

III- O QUE FAZER PARA CONTINUAR FRUTIFICANDO?

1. Não abandonar a fé. Somente uma opção definitiva por viver da fé fez com que os tessalonicenses pudessem continuar firmes em Cristo (1 Ts 3.6,7). Este é um princípio tão relevante para o Cristianismo que a Bíblia o enuncia em quatro contextos diferentes (Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38). Não são nossas constatações ou nossas certezas racionais que nos fazem persistir no Evangelho, mas antes, é nossa viva esperança no que nosso Deus nos fará, e a convicção de que não é por vista que vivemos, mas por fé. A grandiosidade de nossa fé encontra respaldo no amor e cuidado de Deus que jamais falharão. O único modo de continuarmos firmes e frutíferos no Reino de Deus é reconhecendo que nossa segurança está no Senhor dos Exércitos. Não abandonemos a fé, antes, creiamos na contínua atenção de Deus a nós.

2. Assumir uma vida de santidade. Em meio a um contexto tão adverso e conturbado, somente por meio de uma vida de dedicação a Deus aquela comunidade poderia crescer (1 Ts 3.13). O que os adversários da jovem igreja queriam era uma série de motivos e pretextos para desacreditar a mensagem anunciada por eles. Lembremos desse áureo princípio do Cristianismo: a vida do mensageiro precisa condizer com o nível de mensagem que ele porta, se não, suas palavras não passarão de hipocrisia e religiosidade vazia. Foi por isso que Cristo encarnou-se, para demonstrar que a beleza da obra do Pai não se encontra em discursos teóricos, mas numa existência redimida e transformada. É imprescindível optarmos por uma vida santa, sem a qual, nunca teremos a real compreensão de quem é Deus (Hb 12.14).

3. Insistir no amor. Não há crescimento espiritual sem amor. Todo e qualquer tipo de "inchaço", multiplicação numérica, não terá nenhum sentido se não for mediado por um profundo e divino amor (Ef 4.15,16). Paulo, conhecedor desta verdade, tem uma oração em especial para com os tessalonicenses, o pedido ao Pai é que eles cresçam em amor, no amor, pelo amor e para o amor (1 Ts 3.12). Há um aspecto extremamente relevante nas palavras do apóstolo concernentes ao crescimento em amor dos tessalonicenses: é que este amor não deve ser vivido apenas no interior da igreja, mas também com todos os que habitam naquela cidade. Somente uma pregação cheia do amor de Deus pode conduzir as pessoas a um encontro real com Ele. É claro que não devemos confundir amor com permissividade, todavia, deve ficar claro que o amor também é bem diferente do ódio ou de um discurso amaldiçoador (Rm 12.14).

SUBSÍDIO
"O desafio é tanto pessoal quanto coletivo. Paulo está guiando a partir da frente de batalha, mostrando, com sua dedicação pessoal e disposição de sofrer, que Deus não é derrotado pela oposição do ser humano nem pelas circunstâncias difíceis deles. Mas a igreja, como um todo, também tem de ser um exemplo de fidelidade e testemunho. Muitas vezes, ela é a atividade conjunta de um grupo de cristãos que causa um grande impacto nos outros. Assim, minha vida pessoal é um exemplo que encoraja os irmãos em Cristo e que mostra Jesus para o mundo? Nossa vida na igreja é harmoniosa e dedicada a servir a Cristo em palavras e obras? Hoje em dia não está muito em voga pensar na volta de Cristo - nem mesmo pensar na jornada através da morte que todos nós empreenderemos. A volta de Jesus, no entanto, representa um foco para o ministério de Paulo e a vida de muitos cristãos perseguidos ou destituídos. Mas Paulo não oferece uma promessa de esperança futura apenas para ajudar as pessoas a lidar com a angústia atual; é muito mais que isso. Ao manter o foco na volta de Jesus, temos um objetivo, uma meta. Temos uma tarefa a fazer - ajudar a edificar o Reino de Deus - em um período de tempo limitado (e desconhecido)" (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013. p. 364).

ESTANTE DO PROFESSOR
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

CONCLUSÃO
Não é sobre uma fórmula mágica a ser repetida para multiplicação de igrejas. Não se trata de uma suposta "revelação" divina sobre como o Reino de Deus deve ser anunciado. A Carta de Paulo ao Tessalonicenses é um testemunho histórico para o Cristianismo que, em tempos de oposição, aflições e fragilidade, somente por meio do verdadeiro amor a Igreja do Senhor Jesus poderá viver plenamente a vontade do Pai.

Hora da revisão.

Apresente e comente três características de Paulo como um líder.
Um líder que reconhece as qualidades dos liderados, um líder com coração pastoral e um líder a ser imitado.

De que modo o ministério de Paulo pode inspirar os líderes atuais a trabalharem com jovens e seus ministérios?
Resposta pessoal.

Que desafios a jovem igreja em Tessalônica enfrentou para permanecer firme na vocação de Deus?
Tribulações internas, falta de acompanhamento pastoral integral, e perseguições externas.

Quais as medidas tomadas pelos irmãos tessalonicenses para continuarem frutificando espiritualmente?
Não abandonar a fé, assumir uma vida de santidade, insistir no amor.

Qual a relevância do amor em nosso serviço ao Reino de Deus?
Sem amor qualquer atividade na igreja torna-se mero ativismo religioso; o amor demonstra a presença de Deus naquilo que fazemos.

Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Jovens, professor, A Igreja do Arrebatamento – O Padrão dos Tessalonicenses para Estes Últimos Dias, Comentarista Thiago Brazil, 2º trimestre 2018.

terça-feira, 17 de abril de 2018

CPAD -Lição 4 Ética Cristã e Aborto.

CPAD -Lição 4 Ética Cristã e Aborto.
Aula para domingo, dia 22 de Abril de 2018

TEXTO ÁUREO
(Sl 139.16)
“Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia.”

VERDADE PRÁTICA
O Senhor Deus é quem concede a vida, portanto, o direito de nascer e de viver não pode ser violado pelas ideologias humanas.

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Gn 2.7
Deus é quem concede a vida ao ser humano
Terça – Jr 1.5
Deus nos conhece antes mesmo de sermos formados
Quarta – Êx 21.22-23
A lei mosaica condena a morte de uma criança no ventre da mãe
Quinta – 1 Sm 2.6
O poder da vida e a da morte são atributos exclusivamente divinos
Sexta – Êx 20.13
O sexto mandamento do Decálogo preserva a vida humana
Sábado – 1 Tm 4.1,2
As verdades bíblicas não devem ser relativizadas pela consciência

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Salmos 139.1-18
1 – SENHOR, tu me sondaste e me conheces.
2 – Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
3 – Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
4 – Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó SENHOR, tudo conheces.
5 – Tu me cercaste em volta e puseste sobre mim a tua mão.
6 – Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir.
7 – Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face?
8 – Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também;
9 – se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,
10 – até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.
11 – Se disser: decerto que as trevas me encobrirão; então, a noite será luz à roda de mim.
12 – Nem ainda as trevas me escondem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.
13 – Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe.
14 – Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
15 – Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
16 – Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia.
17 – E quão preciosos são para mim, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles!
18 – Se os contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo, ainda estou contigo.

OBJETIVO GERAL
Mostrar que a dignidade humana, o direito à vida e o cuidado à pessoa vulnerável são princípios fundamentais da fé cristã.

HINOS SUGERIDOS: 141, 183, 400 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Expor o conceito geral e bíblico do aborto;
Afirmar que o embrião e o feto são seres humanos;
Destacar os tipos e as implicações do aborto.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Defender o direito à vida do nascituro é a prova do compromisso com a dignidade do ser humano e a sacralidade da vida. A vida é santa. É uma dádiva de Deus. Só se pode defender o aborto quando se perde a dimensão sacra da vida e compreensão de dignidade humana inerente à sua natureza. Quando se remove o transcendente, e foca-se somente numa ética materialista, o embrião é visto apenas como um amontoado de células que pode ser desprezado por qualquer motivo. Por isso, urge por aprofundarmos a visão bíblica e sacra da vida a fim de que a cultura da morte, instaurada em nossa sociedade, seja finalmente sufocada.


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O tema do aborto implica agressão  à dignidade humana e a inviolabilidade do direito à vida. Em nossos dias, muitos segmentos da sociedade se mostram favoráveis ou simpatizantes à prática do aborto. Acerca do assunto a Bíblia assegura que Deus é o autor e a fonte da vida (Gn 2.7; Jó 12.10), e somente Ele tem poder sobre a vida e a morte (1 Sm 2.6). Nesta lição, abordaremos o conceito de aborto, o embrião e o feto como seres humanos, os tipos de aborto e suas implicações éticas.

PONTO CENTRAL
A dignidade humana e o direito à vida são princípios fundamentais da fé cristã.

I – ABORTO: CONCEITO GERAL E BÍBLICO
Aborto é a interrupção da gravidez. Parte da sociedade o considera como um direito da mulher, mas a Bíblia trata-o como um crime contra a vida.

1. Conceito geral de aborto.
A palavra “aborto” é formada por dois vocábulos latinos: “ab” (privação) e “ortus” (nascimento), que juntos significam a “privação do nascimento”. O substantivo “aborto” é derivado do verbo latino “aborior” (falecer ou sumir), expressão que indica o contrário de “orior” (nascer ou aparecer). Assim, conceitualmente, o aborto é a interrupção do nascimento por meio da morte do embrião ou do feto. Esta interrupção pode ser involuntária ou provocada.

2. O aborto no contexto legal. O código de Hamurabi (1810-1750 a.C.) condenava o aborto. No código de Napoleão (1769-1821) era crime hediondo. No Código Criminal do Império no Brasil (1830) era proibido. Hoje, a legislação brasileira permite apenas nos casos de risco de morte à mulher, estupro e anencefalia. Nos demais casos o aborto ainda é crime (Art. 124, CP). No entanto, no Congresso Nacional, Projetos de Lei tramitam com a proposta de legalizá-lo em qualquer caso.

3. Conceito bíblico de aborto. Na lei mosaica, provocar a interrupção da gravidez de uma mulher era tratado como ato criminoso (Êx 21.22-23). No sexto mandamento, o homem foi proibido de matar (Êx 20.13), que significa literalmente “não assassinar”. Os intérpretes do Decálogo concordam que o aborto está incluso neste mandamento. Assim, quem mata o embrião, ou o feto, peca contra Deus e contra o próximo.

4. O aborto na história da Igreja.
“O ensino dos dez apóstolos” (século I), chamado de Didaquê, condena o aborto: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido” (Didaquê 2,2). O apologista Tertuliano (150-220) ensinou que a morte de um embrião tem a mesma gravidade do assassinato de uma pessoa já nascida e que impedir o nascimento é um homicídio antecipado. O polemista Agostinho (354-430) e o teólogo Tomás de Aquino (1225-1274) consideravam pecado grave interromper a gestação e o desenvolvimento da vida humana.

SÍNTESE DO TÓPICO I
O aborto é a interrupção, involuntária ou provocada, do embrião ou do feto.

SUBSÍDIO LEXOGRÁFICO
“Feiticídio. O aborto é conhecido também como feiticídio, definido por Houais como o ‘crime no qual, através do aborto provocado, ocorre a morte do feto que se presume com a vida’. Se nos dermos ao trabalho de examinar a etimologia do vocábulo ‘feto’, constataremos que o aborto é um crime não somente hediondo, mas tremendamente covarde.
No latim, a palavra fetus significa pequenino. O Dicionário Latino-Português de F. R. dos Santos Saraiva define a palavra simplesmente como filho no ventre. O teólogo americano Willian Lane Craig aprofunda-se no significado do termo: ‘Assim, como eu digo, parece virtualmente inegável que o feto – que é apenas a palavra latina referente a ‘pequenino’ − é um ser humano nos primeiros estágios do seu desenvolvimento. Seja um ‘pequeno’, um recém-nascido, um adolescente ou um adulto, ele é, em cada período, um ser humano nos diferentes estágios do seu desenvolvimento’.” (ANDRADE, Claudionor de. As Novas Fronteiras da Ética Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, pp.53,54).

II – O EMBRIÃO E O FETO SÃO UM SER HUMANO
Fecundação, embrião e feto são os nomes das três etapas da gestação.

1. Quando começa a vida? Muitos cientistas concordam que a vida tem início na fecundação, quando o espermatozoide e o óvulo se fundem gerando uma nova célula chamada “zigoto”. Outros defendem que a vida inicia com a fixação do óvulo fecundado no útero, onde recebe o nome de embrião − período entre o 7º e o 10º dia de gestação. Outros apontam o começo da vida por volta do 14º dia quando ocorre a formação do sistema nervoso. Tem ainda os que indicam o começo da vida quando o feto tem condições de se desenvolver fora do útero por volta da 25ª semana de gestação. E também os que defendem a ideia de que a vida só se inicia por ocasião do nascimento do bebê.

2. O que diz a Bíblia? Como as respostas humanas têm sido controversas, o cristão deve buscar a verdade na revelação divina. A Palavra de Deus ensina que a vida inicia na fecundação (Jr 1.5). O rei Davi descreve sua existência como ser vivo desde o início da concepção: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia” (Sl 139.16). Por conseguinte, de acordo com as Escrituras, a vida começa quando ocorre a união do gameta masculino ao feminino. Esta nova célula é um ser humano e possui identidade própria.

3. Qual a posição da Igreja? Apoiada nas Escrituras, a Igreja de Cristo defende a dignidade humana desde a concepção. Ensina que a vida humana é sagrada e não pode ser violada pelo homem (1 Sm 2.6). Que toda ideologia que seculariza os princípios bíblicos deve ser combatida (2 Tm 3.8). Sabiamente, a posição oficial das Assembleias de Deus no Brasil foi assim exarada: “A CGADB [Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil] é contrária a essa medida [aborto], por resultar numa licença ao direito de matar seres humanos indefesos, na sacralidade do útero materno, em qualquer fase da gestação, por ser um atentado contra o direito natural à vida” (Carta de Brasília, 41ª AGO, 2013).

SÍNTESE DO TÓPICO II
Segundo a Bíblia, e conforme a tradição da Igreja Cristã, a vida humana se inicia na concepção.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Caro professor, professora, é importante que você informe aos alunos sobre um documento importante de nossa denominação no Brasil: Carta de Brasília. O documento foi promulgado no dia 12 de abril por ocasião do encerramento da 41ª Assembleia Geral da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, e traz uma série de questões polêmicas respondidas pela denominação. Este é o trecho do documento que abordou o aborto: “O anteprojeto do Novo Código Penal Brasileiro prevê a descriminalização do aborto, banalizando a destruição de seres humanos no ventre materno. É uma terrível agressão ao direito natural à vida. Esse anteprojeto prevê, em seu Artigo 128: Não há crime de aborto (...) até a 12ª semana da gestação, quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade. O documento conclui a posição das Assembleias de Deus, sem deixar qualquer margem à dúvida: A CGADB é contrária a essa medida, por resultar numa licença ao direito de matar seres humanos indefesos, na sacralidade do útero materno, em qualquer fase da gestação, por ser um atentado contra o direito natural à vida. A Palavra de Deus diz: ... e não matarás o inocente (Êx 23.7)” (ANDRADE, Claudionor de. As Novas Fronteiras da Ética Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.59).

CONHEÇA MAIS
*A vida começa na concepção
“A Bíblia nos informa sobre a origem da vida. Diz o Gênesis: ‘E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente’ (Gn 2.7). Depois que o homem estava formado, pelo processo especial da combinação das substâncias que há na terra, o Criador lhe soprou o fôlego da vida, dando início, assim, à vida humana. Entendemos, com base nesse fato, que, cada ser que é formado, a partir da fecundação, o sopro de vida lhe é assegurado pela lei biológica estabelecida por Deus.” Para conhecer mais leia “Ética Cristã: Confrontando as Questões Morais do Nosso Tempo”, CPAD, p.44

III – TIPOS DE ABORTOS E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS
A legislação brasileira autoriza a interrupção da gravidez em três casos somente. Neste tópico apresentamos as principais implicações éticas para estes tipos de aborto.

1. Aborto de Anencéfalo. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) legalizou a interrupção da gravidez de feto anencéfalo (má-formação rara do tubo neural). A principal implicação ética desta decisão está no descarte de um ser humano por apresentar uma má formação cerebral. Trata-se de uma ideologia racista chamada “eugenia” que defende a sobrevivência apenas dos seres saudáveis e fortes. Uma nítida incoerência de quem defende os direitos humanos e ao mesmo tempo age de modo discriminatório. Neste quesito enfatizam as Escrituras: “para com Deus, não há acepção de pessoas” (Rm 2.11).

2. Aborto em caso de estupro. Como não é necessária a comprovação do crime de estupro e nem autorização judicial para o aborto, a lei é permissiva e complacente com a interrupção da gravidez sob a alegação de estupro sem que ele tenha ocorrido. Assim, discute-se a inviolabilidade do direito à vida do nascituro (Art. 5º, CF e Art. 2º do CC). Outra questão ética relaciona-se ao fato de que um crime não pode justificar outro crime. Para os cristãos o ensino bíblico é claro: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.21).

3. Aborto Terapêutico. Procura-se justificar clinicamente esta ação sob a alegação de que a vida de um adulto tem maior valor que a de um ser em gestação. Daí surge questões éticas quanto à valoração da vida humana. Uma pessoa merece viver e outra não? Tertuliano, em sua obra Apologeticum (197), ensinava que não existe diferença entre uma pessoa que já tenha nascido e um ser em gestação. Outra questão é acerca do poder sobre a existência. Podemos decidir quem deve viver ou morrer? Não afirmam as Escrituras que a vida e a morte são, unicamente, da alçada divina? (1 Sm 2.6; Fp 1.21-24). Neste caso específico, ajamos com sabedoria, prudência e critério, nunca nos esquecendo da sacralidade da vida humana.


SÍNTESE DO TÓPICO III

Aborto terapêutico, aborto em caso de estupro e aborto anencéfalo são os previstos na lei brasileira.

SUBSÍDIO ÉTICO-TEOLÓGICO
“Em face dos avanços médicos e científicos, a igreja posiciona-se favoravelmente às técnicas reprodutivas que não atentam contra a pureza da relação sexual monogâmica, desde que a fertilização (processo no qual tem início a vida humana) ocorra no interior do corpo da mulher e os gametas utilizados pertençam ao próprio casal. As técnicas em que a fertilização ocorre fora do corpo da mulher, com a respectiva manipulação do embrião, são condenáveis por desrespeitarem o processo de fecundação natural que deve ocorrer no interior do ventre materno. Além de esses procedimentos exporem os embriões ao risco de serem descartados, criopreservados ou utilizados em experimentos, podem possibilitar a comercialização de corpos e de almas, atitude essa escatologicamente prevista e condenada nas Escrituras. Condenamos as técnicas reprodutivas que requerem o descarte de embriões e doação. Rejeitamos a maternidade de substituição, mediante a qual se doa temporariamente o útero, por ferir a pureza monogâmica. Não admitimos a reprodução post-mortem em virtude de cessação do vínculo matrimonial: ‘A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor’” (Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.206)

CONCLUSÃO

A valorização da dignidade humana, o direito à vida e o cuidado à pessoa vulnerável são princípios e doutrinas imutáveis do Cristianismo. Em uma sociedade secularizada o cristão precisa tomar cuidado com relativismo e estar alerta quanto às ações de manipulação de sua consciência e o desrespeito à vida humana (1 Tm 4.1,2).

PARA REFLETIR
A respeito do tema “Ética Cristã e Aborto”, responda:

O que é aborto?
O aborto é a interrupção do nascimento por meio da morte do embrião ou do feto.

Fale sobre o conceito bíblico de aborto.
Na lei mosaica, provocar a interrupção da gravidez de uma mulher era tratado como ato criminoso (Êx 21.22,23).

Fale sobre como o aborto era visto na História da Igreja.
“O ensino dos dez apóstolos” (século I), chamado de Didaquê, condena o aborto: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido” (Didaquê 2,2).

Segundo a lição, e de acordo com a Bíblia, quando a vida começa?
A Palavra de Deus ensina que a vida inicia na fecundação (Jr 1.5).

Qual a implicação ética em relação ao aborto no caso de estupro?
A questão ética relaciona-se ao fato de que um crime não pode justificar outro crime. Para os cristãos o ensino bíblico é claro: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.21).

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 74, p38.  Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Adultos, professor, Valores Cristãos – Enfrentando as questões morais de nosso tempo, Comentarista Douglas Baptista, 2º trimestre 2018.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Ele te socorre e faz a tempestade cessar

Jesus estendeu imediatamente a mão, segurou-o e lhe disse: “Homem de pequena fé, por que duvidaste?” Assim que ambos entraram no barco, cessou o vento. (Mateus 14.31-32)
Ele te socorre e faz a tempestade cessar

Para concluir nossa série de mensagens baseadas na tempestade que pegou os discípulos em mar aberto, desta vez longe do Mestre, que ficara em terra firme e estava no monte orando, enquanto seus companheiros remavam contra o vento forte e as ondas que tentavam de todas as formas afundar a embarcação, Deus colocou no meu coração esta mensagem com três palavras proféticas para tua vida!

01 – Aprenda obedecer para viver grandes milagres
02 – Em silencio Ele está cuidando de você!
03 – Quando os ventos são contrários
04 – Ele está acima dos teus problemas
05 – Na maior dificuldade o Senhor irá te surpreender!
06 – Não se preocupe, Jesus chegou para solucionar a tua crise!
07 - Chegou o momento de viver um grande milagre
08 – Os ventos fortes da vida
09 – Tem vontade de pregar, mas tem vergonha de falar em público?


A primeira palavra é baseada no fato que enquanto os discípulos remavam, Jesus orava. Tem alguém orando por você! Talvez você não acredite, mas há pessoas que oram por você sempre, que não conseguem por o joelho no chão para orar sem lembrar-se do teu nome.

Você não está sozinho nesta luta, você não está sozinho nesta tempestade, Deus levantou pessoas que estão orando por você e se você quer aumentar o numero de pessoas que oram por você, entre na minha página do facebook, mande uma mensagem fazendo seu pedido de oração que nossa equipe de intercessores estará orando por você.

A segunda palavra profética é: O Socorro está ao teu alcance. Note que quando Pedro viu Jesus, ele não o reconheceu, isso nos leva a entender que eles estavam a uma distancia acima de dez metros, ou seja, longe o suficiente para o discípulo não reconhecer o mestre. Pedro começa a caminhar sobre as águas, o escritor do evangelho não relata o quanto ele caminhou, quantos passos ele deu, mas há algo muito interessante neste versículo que vai trazer um novo ânimo para a sua vida.

Mateus foi enfático em dizer que quando Pedro teve medo ele clamou: “Mestre, me salva!” e o Senhor estendeu a mão e o segurou. Jesus não andou em direção a Pedro, Jesus estava perto o suficiente para apenas estender a mão e o salvar.

Não fique preocupado, não fique ansioso, não perca a paz do seu coração, o teu socorro está a distancia de um braço. Está difícil? Clame ao Senhor agora, Ele vai estender a mão e te livrar desta situação que está tirando a paz do seu coração e a alegria da tua vida!

O mestre não está longe, Ele nunca se distanciou de você! Faça o que ensina o profeta Jeremias: “Clama a mim e responder-te-ei!” (Jr. 33.3), a resposta dEle sempre será pronta e o socorro na hora da necessidade.

Por fim, Jesus toma Pedro pela mão, os dois entram no barco e no mesmo instante o mar e o vento se acalmam. Acredito que aqui passou um filme na cabeça dos discípulos de Jesus, pois o que estava acontecendo era muito parecido com o que descreve o versículo 9 do  Salmo 89: “Tu dominas o ímpeto do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as fazes aquietar”, creio eu que se eles tinham alguma duvida sobre a divindade de Jesus, essa duvida caiu por terra neste exato momento.

Esta é terceira palavra profética que tenho para você nesta pequena mensagem. Quando Jesus entrou no barco o mar e o vento se acalmaram. Quando Ele entrar por completo na tua vida, este setor que está bagunçado será ordenado, onde falta paz será apaziguado, onde tem doença entrará a cura, onde tem tristeza entrará a felicidade verdadeira, a amargura, a ansiedade, a depressão, esse vazio que existe em teu peito, baterão em retirada e você passará a viver a melhor fase da tua vida. Sabe aquele dia que você foi muito feliz que nem consegue esquecer, pois você será mais feliz ainda daqui pra frente!

Há um tempo novo chegando para tua vida, depois desta tempestade a bonança chegará para ficar e, não é simplesmente porque você leu minhas mensagens não, é por que através delas Deus falou com você e a partir de hoje você mudará em muitos setores e sua atitude diante das tempestades será outra.

Se prepare para viver este novo tempo!

terça-feira, 10 de abril de 2018

Deus está cuidando de você nos mínimos detalhes

"O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus." Filipenses 4:19
Deus está cuidando de você nos mínimos detalhes

O Senhor é um Deus que cuida dos seus e providencia tudo o que eles precisam, por este motivo quero te dizer, não fique preocupado, Deus está cuidando de você!

No texto base de hoje,  o apóstolo Paulo está agradecendo à igreja de Filipos pelos donativos concedidos a ele. Paulo era um evangelista, missionário e embora em algumas ocasiões trabalhasse fazendo tendas, às vezes ele não tinha tempo para o ofício, pois a obra missionária o mantia ocupado constantemente e por este motivo ele necessitava da ajuda dos irmãos em suas necessidades básicas.

A Igreja de Filipos sempre o assistia enviando donativos, isso motiva Paulo a os agradecer e também a orar os abençoando: "O meu Deus, segundo a  sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades."

É notório que o Senhor supre todas as nossas necessidades daquele que a Ele entrega sua vida e o serve, quando o apóstolo Paulo diz: "cada uma",  ele está dizendo que todas as necessidades que você tiver será suprida por Deus.  Então entenda que se a tua necessidade é um emprego, Ele abrirá as portas, se tua necessidade é de alimento e vestuário, Ele suprirá, se tua necessidade é de saúde, Ele agirá como médico, pois seu poder vai muito além da medicina.

Querido leitor, fique tranquilo, o nosso Senhor conhece cada uma de nossas necessidades. Em Mateus 6.8, diz que o nosso Pai sabe de todas as nossas necessidades, Ele sabe o que precisamos e por isso sempre nos proverá.

Não precisamos viver  preocupados com nossas necessidades, pois Jesus diz: " Não andeis ansiosos(preocupados) pela vossa vida, no que haveis de comer, beber ou vestir, vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas."  e em Filipenses 4.6, diz que não devemos ficar ansiosos por coisa alguma, que devemos  orar à Deus entregando a Ele o que necessitamos.

Não precisamos nos preocupar com o pão diário, em Lucas 12.29, o Senhor Jesus diz assim: "Não andeis, pois a indagar o que haveis de comer ou beber e não vos entregueis à inquietação." Os discípulos de Jesus tinham deixado tudo para seguir o Mestre, deixaram seus ofícios, não tinham recursos financeiros pra se sustentarem e mandarem o sustento para suas famílias, com certeza Jesus percebera certa inquietação, que é normal em todo ser humano, em seus discípulos e então resolveu os ensinar que deveriam confiar em Deus Pai, o provedor de todas as coisas.

Queridos, devemos viver contentes, pois temos um Deus que nunca, jamais nos abandonará, não  importa a situação, Deus está conosco e nos garante a vitória, Ele suprirá tudo o que precisamos.

Devemos sempre olhar para o Senhor, em hebreus 12.2, diz: "Olhando firmemente para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus." Olhar firmemente é jamais deixar de olhar, a palavra de Deus diz com isso, que eu não devo prestar atenção ou dar importância a situação adversa na minha vida, eu tenho que olhar para Jesus, isto é, eu tenho que pensar em Jesus e lembrar de que ele é o Deus Todo-Poderoso, que para Ele nada há nada impossível, que nEle eu tudo posso, que com Ele eu venço todas as barreiras, todos os problemas, com Ele eu venço tudo.

Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre, Ele não muda e não mudará, Ele é imutável, do mesmo jeito que ele operou no passado, Ele opera hoje e operará sempre, a tua fé nEle tem que estar firme, para que você alcance de Deus o que precisa.

Sabe o que muda? É a fé das pessoas, as vezes a pessoa está cheia de fé, outras vezes ela não tem fé nenhuma, ela é inconstante, é por isso que muitos não alcançam de Deus o que desejam, pois não têm firmeza na fé. Como sabemos que sem fé é impossível agradar a Deus, entendemos que este motivo o desagrada e sua palavra nos orienta: "Agrada-te do Senhor, e Ele concederá o desejo do teu coração."(Salmos 37.4).

Queridos, temos que crer mais em Deus, temos que confiar mais em Deus, o fato de estar com o coração inquieto, preocupado, ansioso demonstra a falta de confiança em Deus.  Temos que confiar em Deus como um filho pequeno confia no seu pai e sua mãe, você se lembra, quando eras pequeno? Como você confiava em seu pai e em sua mãe a ponto de se sentir tão seguro, que não tinha medo de nada, pois se sentia protegido e cuidado?

É desse jeito que temos que confiar em Deus! Temos que ser como crianças diante de nosso Deus, temos que ter aquela fé, aquela confiança que a criancinha tem em seu pai e sua mãe. Portanto, não fique inquieto, não fique angustiado, Deus, nosso Senhor Jesus, está cuidando de você e de sua família. Tão somente, ore a Ele, entregue nas mãos dEle suas necessidades e creia que Ele te dará vitória, que Ele proverá o que você precisa em nome de Jesus.

Que Deus te abençoe ricamente em Nome de Jesus!

Fonte: Sandra Moura - http://m-evangelisticas.blogspot.com.br/

Editora Betel - Lição 3 Usando as lentes da fé e dos propósitos de Deus.

Editora Betel - Lição 3 Usando as lentes da fé e dos propósitos de Deus.
Aula para domingo, dia 15 de Abril de 2018

Texto Áureo
Romanos 8.28
“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto”.

Verdade Aplicada
Enquanto estão “debaixo do sol”, os discípulos de Cristo precisam ter sempre em mente a importância de usar as lentes da fé e dos propósitos de Deus.

Objetivos da Lição
Explicar a importância e o significado da cosmovisão;
Destacar a postura de José diante de realidades adversas e favoráveis;
Mostrar que a base da cosmovisão do discípulo de Jesus Cristo é a revelação de Deus nas Escrituras Sagradas.

Glossário
Percepção: Ato ou efeito de perceber;
Pressuposto: Aquilo que se tenta atingir; meta, objetivo;
Superficialidade: Qualidade ou caráter de superficial.

Leituras complementares
Segunda Sl 1.1-2
Terça Sl 119.18
Quarta Pv 16.1-3
Quinta Rm 8.28-29
Sexta Rm 12.1-2
Sábado Hb 11.1-3

Textos de Referência.

Gênesis 45.4-5, 7-8
4 E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse ele: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.
5 Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face.
7 Pelo que Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento.
8 Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito.

Hinos sugeridos.
25, 178, 186

Motivo de Oração
Clame por todos que se encontram presos por causa da sua fé.

Esboço da Lição
Introdução
1. Cosmovisão: significado e importância.
2. O exemplo de José.
3. A fé e os propósitos de Deus
Conclusão

Introdução
Sendo discípulos de Jesus, como temos percebido o mundo ao nosso redor? Como estamos lidando com as adversidades e a prosperidade? Reflitamos sobre este assunto à luz da Palavra de Deus, nossa lâmpada e luz.

1. Cosmovisão: significado e importância.
Nem sempre paramos para pensar sobre a nossa vida de mundo, principalmente no presente século, quando estamos sempre muito ocupados. Porém, ainda que o ser humano não pense sobre isso, faz parte das nossas ações e reações, bem como da nossa compreensão da realidade. Sendo assim, trata-se de um aspecto intensamente prático. Inicialmente, nos deteremos nos aspectos do significado, importância e as diversas formas adotadas pelos seres humanos para explicar e reagir diante da realidade do mundo e dos diversos acontecimentos que nos envolvem, sejam (aos nossos olhos) positivos ou negativos.

1.1. Significado e conceitos.
Considerando o exposto acima, todo ser humano possui uma cosmovisão. Segundo o Dicionário Aurélio, cosmovisão é “concepção ou visão do mundo”. Ou seja, a maneira de ver e entender o mundo. Essa maneira é resultado de um conjunto de ideias e crenças que funcionam como base ou lentes para vossos conceitos, atitudes e decisões na vida. Trata-se de como interpreto a vida, afetando assim, a forma de pensar, sentir, e viver dia após dia. Envolve todas as áreas da vida: fé em Deus; razão de viver; riqueza; valores; família; morte; eternidade; prosperidade; entre outros aspectos.

Norman L. Geisler, escritor e apologista cristão, assim definiu o termo cosmovisão: “Modo pelo qual a pessoa vê ou interpreta a realidade. A palavra alemã é weltanschau-ung, que significa um ‘mundo e uma visão da vida’, ou ‘um paradigma’. É a estrutura por meio da qual a pessoa entende os dados da vida. Uma cosmovisão influencia muito a maneira em que a pessoa vê Deus, origens, mal, natureza humana, valores e destino”.

1.2. Diferentes cosmovisões.
Como destacado no item anterior a cosmovisão de uma pessoa vai depender do conjunto de crenças, valores e ideias adotados ela mesma. Há aqueles que adotam como base da sua vida o materialismo. Ou seja, a visão de mundo dessas pessoas não considera ou valoriza a realidade espiritual e a eternidade. Há aqueles que têm como base o existencialismo. Acreditam que o sentido da vida está em conquistar, realização pessoal, alcançar sonhos e projetos. Há os que creem em Deus, porém não acreditam que Ele interfere na história da humanidade (são os deístas). Os humanos supervalorizam a capacidade humana: você pode, consegue e muda a realidade.

Como discípulos de Jesus Cristo, qual é a nossa visão de mundo? Como está formada a nossa base? Quais são as nossas crenças e os nossos valores? Quais as lentes que estamos usando para ver o mundo? A escritora evangélica Nancy Pearcey diz que “a cosmovisão é como um mapa mental que nos diz como navegar de modo eficaz no mundo”. O texto sagrado diz que a Palavra de Deus é lâmpada para o nosso caminho (Sl 119.105).

1.3. A importância da cosmovisão.
Não se trata apenas de olhar a realidade na qual estamos inseridos, mas perceber de uma forma mais profunda a totalidade desta realidade. Não decidir escolher, agir ou reagir somente pelo que vemos, ouvimos ou sentimos, mas procurar perceber as razões, motivos e consequências nos acontecimentos e atitudes da vida. Vide o exemplo de Caim. Após Deus não ter atentado para sua oferta, ficou irado. O Senhor Deus procurou conduzi-lo a uma reflexão, lhe dirigindo três perguntas e fazendo um alerta (Gn 4.4-7). Porém ele decidiu agir por conta própria (Gn 4.8). Qual era a visão de mundo de Caim?

Vejamos o exemplo de José, marido de Maria, registrado em Mateus 1.18-25. Quando soube que sua noiva estava grávida, ele não agiu por impulso, mas pensou, planejou, intentou, meditou acerca de como agiria. Não se precipitou. A Bíblia diz que José era justo (um aspecto relacionado ao caráter). Notemos que o texto diz: “projetando ele isto... lhe apareceu um anjo do Senhor”. José decidiu agir de acordo com a Palavra de Deus! Mattew Henry escreveu: “Deus guiará aqueles que pensam”. Tenhamos uma cosmovisão coerente com a vida de discípulos de Cristo!


2. O exemplo de José.

Dentre muitos exemplos encontrados na Bíblia, destaca-se a postura de José diante de realidades adversas e favoráveis. Ele demonstrou uma visão de mundo baseada não somente na superficialidade dos fatos, mas na sua fé em Deus e nas promessas e propósitos do Senhor na sua vida e dos seus.

2.1. José e a realidade no lar.
José era filho de Jacó e Raquel. Seu pai gerou vários filhos de diferentes mulheres (Gn 35.22-26). A preferência de Jacó por José era notória, resultando grande descontentamento entre seus irmãos. José procurava ajudar e obedecer seu pai *Gn 37.2); discordava do comportamento de seus irmãos (não deixou influenciar e nem pactuava com seus erros, mesmo tendo lhe custado o isolamento) e sofreu inveja e violência por parte dos irmãos (Gn 37.8, 11, 18, 23-28).

A realidade em seu lar e os relatos bíblicos sinalizam que José era um jovem com valores bem definidos e seguro de sua postura, mesmo num ambiente com possibilidade de sofrer influências negativas por parte de pessoas tão próximas a ele. O historiador Flávio Josefo diz que José tinha “...melhores qualidades de espírito e de corpo e grande sabedoria”. Assim, já demonstrava que a formação de sua base estava sendo construída com elementos que fariam a diferença também na realidade fora do lar.

2.2. José e a realidade longe do lar.
Sendo José ainda bem jovem, foi vendido aos ismaelitas e, no Egito, a Potifar, eunuco de Faraó (Gn 37.28, 36). Que grande mudança na realidade de José. De filho passou a ser escravo e depois prisioneiro. Esta realidade perdurou por longos treze anos (Gn 41.46), antes de se tornar governador do Egito. Foi alvo de tentação, calúnia e esquecimento. Porém, “...Deus era com ele” (At 7.9). Mesmo nas adversidades e dificuldades, na casa de Potifar e na prisão, o Senhor o abençoava, usando com ele de benignidade e fazendo-o prosperar no trabalho que desenvolvia (Gn 39.2-5, 21-23).


Que grande desafio para José manter sua fé e continuar temendo a Deus, mesmo vivenciando momentos tão difíceis. O segredo é preservar a comunhão com Deus nas mais difíceis situações e em diferentes lugares (Rm 8.31-39). Os reformadores usavam uma expressão teológica em latim: “Coram Deo”, que significa “diante de Deus” Ou seja, como disse o teólogo e pastor R. C. Sproul: “Viver a vida na presença de Deus, sob a autoridade de Deus e para a glória de Deus”. Assim vivia Jose, mesmo na realidade longe do lar. Notemos também o exemplo de Daniel, mesmo vivendo num contexto de grandes desafios (Dn 1.8-9; 6.10).

2.3. José e a mudança da realidade.
A história de José é rica de ensinamentos práticos para a vida do discípulo de Cristo. São diversas as realidades do nosso viver, pois abrange diferentes ambientes e circunstâncias. A história de José não se resume a inveja, violência, escravidão, esquecimento e calúnia. Há, também, benignidade de Deus, exaltação, casamento, filhos, honrarias, perdão, prosperidade, trabalho, testemunho e esperança. Precisamos, como José, saber vivenciar essas diferentes realidades.

Antes escravo e prisioneiro, agora José era o governador do Egito. Somente no trono Faraó era maior do que ele naquele país (Gn 41.38-46). A Palavra de Deus nos instrui tanto a lidar com as dificuldades e momentos difíceis com as bênçãos (Dt 8.2-5, 10-18). José aprendeu (e nós precisamos ter esta verdade bíblica em mente) que a realidade das dificuldades e das bênçãos vai além do momento e dos acontecimentos visíveis. Precisamos olhar mais além, usando as “lentes” da fé e dos propósitos de Deus revelados em Sua Palavra.


3. A fé e os propósitos de Deus.
Vários são os pressupostos que devem nortear a maneira do discípulo de Cristo perceber o mundo e suas decisões, atitudes e reações diante das diversas realidades vivenciadas. Entre outros objetivos, destacamos: fomos resgatados para pertencermos a Deus (1Co 6.20); estamos no mundo, porém não somos do mundo (Jo 17.14, 16); devemos fazer tudo para a glória de Deus (1Co 10.31); a fé é indispensável no relacionamento com Deus (Hb 11.6); nossa existência não se resume à vida debaixo do sol (1Co 15.19).

3.1. A lente da fé.
Sendo filho de Jacó, José ouviu acerca da história de Abraão, Isaque e seu Pai, inclusive como eles se relacionavam com Deus. Ele nasceu e cresceu numa família que cria no Deus Criador de todas as coisas e Todo Poderoso. Assim, ele usava a “lente da fé” para perceber as diversas realidades que vivenciava. Foi assim quando tentado na casa de Potifar (Gn 39.9), na prisão lidando com outros presos (Gn 40.8), perante Faraó (Gn 41.16), quando do nascimento dos filhos (Gn 41.51-52), ao encontrar com os irmãos (Gn 45.5-8) e no final de sua vida (Gn 50.25; Hb 11.22).

A fé professada por José fez a diferença em com percebia as diversas situações. Precisamos manter o uso da “lente da fé”, pois “o justo pela sua fé viverá” (Hc 2.4). É a “lente da fé”que nos faz ver o invisível (Hb 11.27). Ela nos leva a perceber além do que os olhos físicos e a mente humana conseguem captar.


3.2. A lente dos propósitos de Deus.
Ao reencontrar seus irmãos, José testemunhou sobre a sua percepção, compreensão e convicção acerca dos acontecimentos adversos de sua vida: “Deus me enviou”; “não fostes vós...senão Deus” (Gn 45.5-8). Notemos, agora, o seu testemunho após a morte de seu pai e antes de encerrar seus dias na terra: “Deus o tornou em bem” e “Certamente vos visitará Deus” (Gn 50.20, 25). Ele venceu a tentação de perceber a realidade somente pela conduta má de seus irmãos.

José cria no Deus Todo-Poderoso, que tinha firmado uma aliança, com promessas, com seus antepassados e confirmado com seu pai e seus descendentes. Tanto que, mesmo no final de sua vida, quando a realidade era de prosperidade, aceitação no Egito, proteção e preservação, não se desviou do foco: aliança com Deus e promessa de retornar para a Terra Prometida. Assim, também, como discípulos de Jesus Cristo vivamos neste mundo com a expectativa do retorno do Senhor. Somos peregrinos e forasteiros (Fp 3.20-21; 1Ts 1.9-10; Hb 11.13; 2Pe 3.13-14).


3.3. A importância das Escrituras Sagradas.
Evidente que a base da cosmovisão do discípulo de Jesus Cristo é a revelação de \deus nas Escrituras Sagradas. A Bíblia é a nossa regra de fé e de conduta. Ela é a base de nossas crenças e valores que nortearão nossa percepção das diversas realidades. Assim, evitaremos a utilização de “lentes” que estejam embaçadas, ou seja, informações e referências a partir da televisão, das redes sociais, de filmes, filosofias e intelectualidade, sem passar pela luz da Palavra. Somente nas Escrituras Sagradas vamos encontrar o conteúdo da fé e a revelação dos propósitos de Deus (2Tm 3.14-17).

Estamos num processo de aperfeiçoamento e crescimento (Ef 4.12; 2Pe 3.18), até que cheguemos “à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13) e sejamos “conformes à imagem de seu Filho” (Rm 8.29). E, neste processo, sabemos que todas as coisas contribuem (Rm 8.28). Foi essa a percepção de José. Deve ser também a nossa percepção. Jesus falou para Pedro que ele não compreendia, no momento, tudo o que O Senhor estava fazendo, mas saberia depois (Jo 13.7). O conhecido escritor John Stott, refletindo sobre a complexidade do mundo em que vivemos, lançou um alerta: “Como cristãos, precisamos estar certos de que temos uma cosmovisão cristã, o que só acontece se tivermos um entendimento bíblico completo sobre as doutrinas básicas da nossa fé”.

Conclusão.

Precisamos aprender a vivenciar os bons e os maus momentos, pois ambos fazem parte do processo de formação do discípulo de Cristo. É preciso cuidado para que nossa mente não fique contaminada com a cosmovisão mundana, mas que nosso entendimento seja sempre renovado para a glória de Deus.

Questionário.

1. Após o alerta de Deus o que Caim fez?
R: Decidiu agir por conta própria (Gn 4.8).

2. O que resultou em grande descontentamento entre os irmão de José?
R: A preferência de Jacó por José Gn 37.3-4).

3. O que é indispensável no relacionamento com Deus?

R: A fé (Hb 11.6).

4. O que José usava para perceber as diversas realidades que vivenciava?
R: A lente da fé (Gn 39.9).

5. Qual é a base da cosmovisão do discípulo de Jesus Cristo?
R: É a revelação de Deus nas Escrituras Sagradas (2Tm 3.14-17).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Aperfeiçoamento Cristão – Propósito de Deus para o discípulo de Cristo. Adultos, edição do professor, Comentarista Pastor Marcos Sant’Anna da Silva 2º trimestre de 2018, ano 28, Nº 107, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

CPAD - Lição 3 Ética Cristã e Direitos Humanos

CPAD - Lição 3 Ética Cristã e Direitos Humanos
Aula para o dia 15 de Abril de 2018

TEXTO ÁUREO
(Êx 22.21)
“O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do Egito.”

VERDADE PRÁTICA
Os direitos do ser humano revelados na Palavra de Deus têm como fundamento o amor.

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Gl 3.28 As Escrituras condenam o preconceito e a discriminação
Terça – Tg 5.4-6 A Bíblia Sagrada condena a exploração contra os trabalhadores
Quarta – Mt 25.35-40 Sendo solidários com os necessitados
Quinta – Rm 2.11 Como servos de Cristo não podemos fazer acepção de pessoas
Sexta – 2 Ts 3.13 O cristão deve perseverar na prática do que é bom e direito
Sábado – 1 Co 10.24 Preocupando-se com os direitos do próximo


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Isaías 58.6-12
6 – Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e que despedaces todo o jugo?
7 - Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne?
8 - Então, romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda.
9 – Então, clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui; acontecerá isso se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo e o falar vaidade;
10 – e, se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.
11 - E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares secos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas nunca faltam.
12 - E os que de ti procederem edificarão os lugares antigamente assolados; e levantarás os fundamentos de geração em geração, e chamar-te-ão reparador das roturas e restaurador de veredas para morar.

OBJETIVO GERAL

Evidenciar a superioridade de Jesus em relação ao legislador Moisés.

HINOS SUGERIDOS: 145, 245, 572 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Mostrar a origem dos Direitos Humanos;
Correlacionar a Bíblia com os Direitos Humanos;
Comparar a ação da Igreja com a realidade social.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A sensação de impunidade traz a ideia de que os direitos humanos foram estabelecidos para defender os bandidos. Esta não é uma ideia correta a respeito dos direitos humanos, mas a expressão que denuncia militantes que os usa, não segundo os valores interiores inerentes ao ser humano, mas a uma agenda fraudulenta político-ideológica. Entretanto, é importante ressaltar que a instituição dos direitos humanos é uma expressão do Estado Democrático de Direito. Vivemos num império das leis. Por exemplo, o dogma jurídico de que todo cidadão tem a presunção da inocência é enfatizado, sobretudo, pela Palavra de Deus (1 Tm 5.19,20). Só saberá o que significa realmente os direitos humanos quem um dia sofrer a injustiça.

COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO
Grande parte da história da humanidade demonstra que os direitos foram prerrogativas de uma minoria privilegiada. Em tempos modernos foi que surgiu o conceito de direitos fundamentais inerentes à dignidade humana: os Direitos Humanos. Apesar desses conceitos florescerem em tempos atuais, desde a criação do homem, as Escrituras Sagradas revelam a vontade de Deus acerca do que é direito e dever nas relações humanas.

PONTO CENTRAL

A ideia de Direitos Humanos brota do mandamento de amor revelado nas Escrituras.

I – A ORIGEM DOS DIREITOS HUMANOS

1. Definição de Direito. A raiz da palavra “direito” tem origem no latim rectus, que significa “aquilo que é reto, correto, justo”. Na perspectiva da Ética, o que é direito torna-se modelo do que é bom e correto. Assim, a ética, ou a moral, comum a todas as culturas, pode-se expressar em termos de direitos do indivíduo. Esses direitos refletem a dignidade do ser humano, como por exemplo: a proteção à vida, a liberdade individual e a igualdade. Estes são pressupostos fundamentais acerca da dignidade humana.

2. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Promulgada pela primeira vez em 26 de agosto de 1789, em Paris, na França, essa declaração foi resultado da Revolução Francesa, que inspirada pelo Iluminismo, elaborou 17 artigos proclamando a liberdade e a igualdade entre os indivíduos. Esses direitos passaram a ser considerados “universais”, ou seja, válidos para todos os homens em qualquer época ou lugar.

3. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foi adotada em 10 de dezembro de 1948, após a 2ª Guerra Mundial, pela Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração, contendo 30 artigos, reconhece os direitos “fundamentais” e “universais” do ser humano como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e nações sem distinção de raça, sexo, língua ou religião.

4. Direitos Humanos no Brasil. Em nosso país, a expressão “direitos humanos” foi popularizada durante a década de 1980. Nessa época militantes políticos de esquerda passaram a usar a expressão em oposição ao regime militar. Hoje, após a redemocratização do Brasil e a concessão de amplos direitos ao cidadão, a expressão “direitos humanos” tem sido associada constantemente a “direitos de bandidos”. Discute-se, por exemplo, que os “direitos humanos” deveriam valer unicamente para os “humanos direitos”.

SÍNTESE DO TÓPICO I
Os direitos humanos são os direitos universais de todo o ser humano.

SUBSÍDIO PEDAGÓGICO

Caro professor, prezada professora, quando se estuda o Direito deparamos com o conceito de “direito natural”. Esse aspecto dos estudos jurídicos remonta à ideia de direito inerente à natureza humana. Nesse sentido, os direitos humanos são considerados direitos inerentes a todos os seres humanos, independente de raça, sexo, nacionalidade, etnia e religião. Esses direitos estabelecem a vida, a liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação. São direitos inalienáveis à pessoa.
Neste tópico, é importante fazer uma reflexão sobre a importância da liberdade religiosa que desfrutamos em nosso país, mas que em muitos outros, infelizmente, irmãos nossos padecem perseguições sistemáticas e intensas praticadas pelo Estado ou religião dominante. Nessa oportunidade, a fim de enriquecer a sua exposição, traga dados atualizados sobre essas perseguições. O site da missão Portas Abertas traz informações atualizadas, pois trata-se de um movimento de auxílio aos cristãos perseguidos. Como seguidores de Jesus, precisamos ter a consciência de que neste momento há milhares de irmãos em Cristo que são (serão) violados em seus direitos inalienáveis. Oremos pelos cristãos perseguidos!

II – A BÍBLIA E OS DIREITOS HUMANOS


1. Direitos Humanos no Pentateuco. Os cinco livros de Moisés revelam o código divino e indicam a maneira de viver de seu povo (Dt 6.1-9). Nesses escritos há um arcabouço de concepções libertárias e igualitárias que antecedem a muitos direitos que vão aparecer na Modernidade. No texto do Pentateuco, Deus requer do povo de Israel que o estrangeiro não seja maltratado (Êx 22.21), que a viúva e o órfão sejam protegidos (Êx 22.22) e que o pobre não seja explorado (Êx 22.25-26). Tais preceitos eram estranhos ao Mundo Antigo e constitui-se numa espécie de síntese da Torá: o cuidado divino para com os menos favorecidos e o valor da dignidade humana.

2. Direitos Humanos nos Evangelhos. A mensagem de Cristo presente nos Evangelhos resume-se na prática do amor a Deus e ao próximo (Mt 22.37-40). Durante o seu ministério Jesus quebrou vários paradigmas da cultura dominante. Ao curar no sábado, Cristo colocou a dignidade humana acima do Legalismo (Mt 12.10-13). Ao conversar com a Samaritana, Cristo se opôs ao preconceito étnico (Jo 4.9,10). Ao jantar em casa de Levi, o publicano, Cristo rechaçou atitudes discriminatórias (Mc 2.14-17). Ao receber e abençoar os meninos, Cristo defendeu os direitos das crianças (Lc 18.15-16). Assim, a Palavra de Deus mostra que a fé cristã não está dissociada das necessidades humanas.

3. Direitos Humanos em Paulo. Em suas cartas, o apóstolo dos gentios reconhece o direito de igualdade entre as raças, as classes sociais e o gênero (Gl 3.28). O apóstolo também legitimou o uso dos direitos civis ao ser preso em Jerusalém, quando ele evocou sua cidadania romana para não ser açoitado (At 22.25-29). E ao perceber as manobras dos judeus para condená-lo sumariamente, o apóstolo reivindicou o direito de um julgamento justo e apelou para César (At 25.9-12). Assim, as Escrituras nos estimulam à defesa de nossos direitos e de nossa cidadania.

SÍNTESE DO TÓPICO II
Ao longo das Sagradas Escrituras, os fundamentos dos direitos humanos são desenvolvidos.

SUBSÍDIO BÍBLICO-PEDAGÓGICO
Uma das narrativas mais tensas da Bíblia encontra-se em Atos 22.25-29, onde ela descreve o momento em que o apóstolo Paulo fez uso de um direito romano. O apóstolo estava prestes a ser açoitado por um centurião, quando decidida e corajosamente perguntou: “É-vos lícito açoitar um romano, sem ser condenado?” O centurião não podia dar aquele tratamento ao apóstolo, pois este estava investido da cidadania romana.
À luz desse relato bíblico, reflita com os alunos a respeito da consciência dos direitos do cidadão. Essa consciência só é possível a partir da apreensão do conteúdo de nossa carta magna: a Constituição Federal. Neste documento, há um artigo que é considerado o coração de nossa carta: o artigo 5º. É o artigo que inaugura o texto constitucional que trata dos Direitos e das Garantias Fundamentais: eixo central do documento. O artigo 5º trata especialmente dos direitos individuais e coletivos. Nele, há três itens (VI, VII e VIII) que todo crente deveria ser consciente de sua existência em nosso país. São as nossas garantias constitucionais de liberdade de crença, culto e todo valor religioso que podemos desfrutar em nossa nação. Aprofunde-se no tema e conscientize sua classe a respeito desses direitos fundamentais.

III – A IGREJA E OS DIREITOS HUMANOS


1. A Igreja e o trabalho escravo. O trabalho é essencial para o sustento da vida. Desde a Criação o trabalho está presente na história da raça humana (Gn 2.15). Sustentar a si mesmo e a família por meio do trabalho é uma dádiva divina e dignifica o ser humano (Ec 3.13; Ef 4.28). No entanto, quando a carga horária é exaustiva, os salários são baixos e as condições de trabalho são degradantes, a dignidade humana é violada e o trabalho se torna em escravidão. A igreja de Cristo não pode ficar insensível diante do trabalho escravo. Há uma condenação direta e objetiva da Palavra de Deus, segundo Tiago, que condena a exploração e a injustiça praticada contra os trabalhadores (Tg 5.4-6).

2. A Igreja e os prisioneiros. Em 2014, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) do Brasil divulgou que a nossa população carcerária era de 563.526 presos e que estavam encarcerados 206.307 prisioneiros além da capacidade de vagas. Somado ao problema da superlotação, os presídios públicos também não oferecem as condições mínimas de dignidade humana, higiene e salubridade. Nosso índice de reincidência no crime é de 70%, o que demonstra a ineficiência do Estado na ressocialização dos prisioneiros. A igreja não pode negligenciar o seu papel de visitar e evangelizar os encarcerados (Hb 13.3). Por meio da ação dos servos de Cristo, os prisioneiros recebem dignidade e, sobretudo, a salvação (Mt 25.36-40; Lc 4.19).

3. A Igreja e o problema social. Os principais problemas sociais do Brasil são o desemprego, a precariedade de moradia, a saúde, a segurança, a educação e outros. Como resultado da ineficiência do Estado os índices de violência e de criminalidade aumentam a cada dia. É consenso que tais problemas são agravados pelo desvio das verbas públicas por meio da nefasta prática da corrupção. Habacuque, em sua época, constatou problemas similares: opressão, violência, litígio, impunidade, suborno e juízo distorcido (Hc 1.1-4). O profeta tinha a consciência de que o mal a ser combatido era o pecado. Assim como fez Habacuque, e como ensina o cronista, a igreja deve unir forças para restaurar a nação por meio da confissão sincera e do clamor a Deus (2 Cr 7.14).

SÍNTESE DO TÓPICO III
A igreja local está imersa na realidade social de seus membros.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Após a exposição deste último tópico, faça uma discussão em classe. Divida-a em três grupos e maneje cada um de acordo com os temas respectivos: Grupo 1: igreja e trabalho escravo; Grupo 2: igreja e prisioneiros; Grupo 3: igreja e problema social. Solicite que os grupos discutam os temas a fim de apresentar uma ideia prática de como a igreja pode contribuir com a sociedade para amenizar esses problemas. É importante que as propostas tenham fundamentação bíblica. Ao terminar a discussão em grupo, dê um tempo de no máximo cinco minutos para que cada grupo exponha as ideias à classe. Encerre a aula lendo a regra de ouro que se encontra no Sermão do Monte: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.12).

CONCLUSÃO

Nenhum outro livro tem enaltecido tanto a dignidade humana como o faz a Bíblia Sagrada. As Escrituras revelam o amor de Deus sem acepção de pessoas (Jo 3.16; Rm 2.11). A igreja é advertida em perseverar na prática do bem ao próximo (2 Ts 3.13). E os que ficam impassíveis diante da violação dos direitos humanos são considerados pecadores (Tg 4.17).

PARA REFLETIR

A respeito do tema “Ética Cristã e Direitos Humanos”, responda:

Dê o significado da palavra “direito”.
A palavra “direito” significa “aquilo que é reto, correto, justo”.

De acordo com a lição, explique a formação dos Direitos Humanos.
Com o advento da 2ª Guerra Mundial, e após a tragédia que ela trouxe ao mundo, no dia 10 de dezembro de 1948 foi adotada a Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o Pentateuco, destaque os grupos de pessoas que devem ser protegidos socialmente.
O estrangeiro (Êx 22.21), a viúva e o órfão (Êx 22.22) e o pobre (Êx 22.25-26).

De acordo com os Evangelhos, em que se resume a mensagem de Cristo?
A mensagem de Cristo presente nos Evangelhos resume-se na prática do amor a Deus e ao próximo (Mt 22.37-40).
                         
No tópico três há uma lista de urgências que a igreja não pode se esquivar. Quais são essas urgências? Justifique a sua resposta.
O trabalho escravo, os prisioneiros e os problemas sociais. Os seguidores de Jesus, têm na mensagem dEle, a responsabilidade de levar aconchego espiritual aos necessitados.

CONSULTE

Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 74, p. 37. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA

A Prosperidade à Luz da Bíblia
Muitas interpretações, comentários e interpolações que ao longo dos anos foram somadas ao texto bíblico tornaram o verdadeiro sentido da prosperidade irreconhecível.

Bíblia de Estudo Pentecostal

Esta Bíblia traz estudos que visam ajudar o leitor a entender com mais  profundidade a Palavra de Deus. Com estudos, referências bíblicas e a versão Almeida Revista e corrigida, ela atende às necessidades de todos que buscam maior conhecimento espiritual

Reflexos da Globalização sobre a Igreja
Até que ponto as últimas tendências mundiais afetam o Corpo de Cristo? Esta obra é indispensável para a compreensão deste período histórico de transição e de suas implicações abordadas à luz da Palavra de Deus.

Fonte:
CPAD, Revista, Lições Bíblicas Adultos, professor, Valores Cristãos – Enfrentando as questões morais de nosso tempo, Comentarista Douglas Baptista, 2º trimestre 2018.

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