quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Bem por mal! Amai seus inimigos!

Romanos 12.17a  A ninguém torneis mal por mal.
Mateus 5. 44, 45a  Eu, porém, vos digo: Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.
Bem por mal! Amai seus inimigos!

Muitas vezes o homem pensa que o seu inimigo virá de fora, de pessoas que não tem nada a ver com ele. Quando de repente, se surpreende com um inimigo dentro de sua própria casa. Como agir diante dessa situação? O Espírito Santo vai nos ensinar através desta mensagem.

Quando pensamos em inimigo, pensamos naquela pessoa má que vai nos fazer mal e até nos agredir, geralmente achamos que esse inimigo só virá de fora, quando de repente, nos surpreendemos com inimigos dentro de nossa própria casa. O senhor Jesus diz em sua Palavra: "Assim, os inimigos do homem serão os seus próprios familiares." (Mateus 10.36)  Inimigos, também são todos aqueles que se opõem totalmente a você e tudo aquilo que você acredita ou faz, principalmente no que diz respeito a sua fé.

Então, eles se levantam contra você, te perseguem, te afrontam e te fazem sofrer? o que fazer diante dessa situação? O senhor Jesus nos ensina que devemos amar e orar por eles, que devemos pagar o mal com o bem, todavia você deve estar pensando: "isso é muito difícil ou até mesmo impossível," é difícil, mas, não é impossível!  Com a ajuda do Espírito Santo conseguimos essa proeza.

O próprio Senhor Jesus nos deixou exemplo disso, quando seus algozes o crucificaram, ele disse: "Pai, perdoa-os eles não sabem o que fazem."(Lucas 23.34), talvez você esteja pensando: "mas Jesus, era Jesus, isto é, Ele era o Filho de Deus, era Deus"; você está certo!, Jesus era 100% Deus e 100% homem, mas, naquele momento, era o homem Jesus que estava sofrendo, sendo assassinado.

Temos na Bíblia exemplos de vários homens como nós, pecadores como nós, que fizeram o mesmo que Jesus fez, isto é, pagaram o mal com o bem, amaram, perdoaram e oraram pelos seus inimigos. Vamos falar de dois deles:

O primeiro deles foi José, quem não conhece a história de José do Egito? que foi odiado, desprezado pelos seu próprios irmãos por inveja, que foi perseguido, maltratado e vendido como escravo pelos seus irmãos; por conta disso José com aproximadamente 17 anos, foi arrancado do seio de sua família, cresceu longe de seu pai que tanto amava, foi preso injustamente, como diz o ditado popular:" José comeu o pão que o diabo amassou" mas, ele não guardou ressentimentos, isto é, mágoas em seu coração, por ele ser parecido com o seu Deus, Deus o honrou, de escravo passou a ser governador do Egito e quando se deparou com seus irmãos, ele os perdoou e os abençoou.

O segundo exemplo foi o de Estêvão, o primeiro mártir da Igreja primitiva, quando estava sendo assassinado, apedrejado, ele orou por seus algozes dizendo: "Senhor, não lhes imputes (responsabilizes) este pecado." (Atos 7.60)

Estes homens, movidos pelo Espírito de Deus conseguiram este ato heroico e eles não eram melhores que nós, nós não somos piores que eles! Se eles conseguiram agir assim, nós conseguimos também, basta pedirmos a Deus capacidade para isso e Ele nos capacita, pois essa é a vontade de Deus e precisamos disso para mostrarmos que somos filhos de Deus e  perfeitos como Ele é, pois, Ele mesmo nos deu esta ordem dizendo: " Amai os vossos inimigos, fazei o bem, emprestai sem nada esperardes. Então será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo, porque ele é benigno até para com os ingratos e maus." (Lucas 6.35) "Sedes, vós, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai que está nos céus."(Mateus 5.48) "Como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira fazei-lhes também."(Lucas 6.31)

Caro leitor, talvez você tem sido perseguido, afligido e maltratado pelos seus próprios familiares e você tem sentido que o seu amor por eles está se esfriando, a mágoa, o ressentimento tem tomado conta do seu coração. O Espírito Santo de Deus te diz hoje: " Não deixe que esses sentimentos permaneçam em seu coração, liberte-se desses sentimentos que não vem de Deus, esses sentimentos vão acabar com você, busque a libertação em Jesus Cristo e peça a Ele capacidade para amar, perdoar e orar por seus inimigos e Ele lhe dará essa capacidade. Faça como Estêvão, ele não responsabilizou aquelas pessoas pelo pecado que cometiam contra ele, pois ele sabia que aquelas pessoas estavam sendo influenciadas por Satanás.

A própria Palavra diz que: " A nossa luta não é contra a carne e o sangue, isto é, contra as pessoas, mas sim, contra Satanás e seus demônios."(Efésios 6.12).

Amado leitor, você não está só nesta batalha, Deus é contigo! "Ele é o socorro bem presente na hora da angustia." (Salmos 46.1), mostre através do amor e da oração pelos que  te perseguem, que você é filho de Deus e será grande o seu galardão.

Que Deus te abençoe ricamente em nome de Jesus!

Baseado no texto de Sandra Moura

Editora Betel - Lição 9 - O legado missionário da Igreja Primitiva.

Aula para o dia27 de agosto de 2017

Texto Áureo
Atos 26.20
“Antes, anunciei primeiramente aos que estão em Damasco e em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia, e aos gentios, que se emendassem e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento”.

Verdade Aplicada
Um dos grandes legados deixado pela Igreja Primitiva foi a perseverança em anunciar a Palavra.

Objetivos da Lição

Conhecer as determinações dadas pelo Senhor Jesus quanto a missões;
Verificar a maneira como o Espírito Santo operou quanto à obra missionária;
Destacar os principais missionários do livro de Atos do apóstolos.

Glossário
Gentílicos: Próprio de gentios; pagão;
Impregnar: Influenciar decisivamente;
Legado: Aquilo que se passa de uma geração a outra, que se transmite à posteridade.

Leituras complementares
Segunda At 1.1
Terça At 1.2
Quarta At 1.3
Quinta At 1.6
Sexta  At 2.41
Sábado At 2.42

Textos de Referência.
Atos 1.4-5; 7-8
4  E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.
5  Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.

7  E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.
8  Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

Hinos sugeridos.
200, 222, 431

Motivo de Oração
Peça a Deus para levantar e preparar tradutores que facilitem o acesso às palavras do Evangelho.

Esboço da Lição
Introdução
1. Os mandamentos missionários.
2. O Espírito Santo na obra missionária.
3. Principais missionários.
Conclusão

Introdução
Os primeiros membros da Igreja, apesar da oposição, não perderam o foco da evangelização. Eles obedeceram a Jesus e ao Espírito Santo, que conduziu toda a obra, de maneira que eles alvoroçaram o mundo em sua época (At 17.6).

1. Os mandamentos missionários.
Alguns mandamentos foram dados por Jesus antes de Sua partida. Estes mandamentos foram chaves preciosas, que abriram a porta do crescimento da Igreja Primitiva e de todos os tempos.

1.1. Deu mandamentos pelo Espírito Santo.
Jesus deu mandamentos pelo Espírito Santo e isso sucedeu enquanto Ele lhes falava acerca do Reino de Deus (At 1.1-3). Esse destaque para a pessoa do Espírito Santo não foi acidental. Ele capacita e dirige a obra missionária no mundo. O próprio Jesus agiu no poder do Espírito santo (Mt 3.16; At 10.38). Mesmo após Sua ressurreição, o Senhor Jesus continuou dirigido pelo Espírito Santo. Ele já havia revelado aos Seus que o Espírito Santo viria, após Sua volta para o pai, e que ensinaria, lembraria e revelaria mais verdades espirituais (Jo 14.16; !6.13). E é o que encontramos ao longo do Novo Testamento, a partir do Livro de Atos.

O Senhor Jesus. Após Sua ressurreição, pôde considerar a Sua missão profético-messiânica acabada. Porém, logo em seguida, Ele reservou esses momentos tão particulares para estar com os Seus discípulos. E, então lhes expôs os ditames do Reino de Deus e lhes ordenou acerca do caminho que eles deveriam palmilhar para evangelização, tanto local quanto mundial (Mc 16.15).

1.2. Determinou-lhes que recebessem poder.
Os obreiros de Cristo não podem se lançar ao trabalho sem o poder do Espírito Santo. Para a execução da obra missionária, a partir de Jerusalém, Deus prometeu uma capacitação do alto para a Sua Igreja (At 2.33; Gl 3.14). Existe um governo organizado e pronto para impedir o avanço missionário (Ef 6.10-12). Por esse motivo, a obra missionária não pode ser feita de qualquer maneira. Essa é uma obra na qual lidamos com almas, cujos resultados são eternos.

O fracasso de alguns acerca da obra evangelizadora e missionária ocorre justamente por querer fazer esse trabalho sem poder (Lc 24.49), isto é, sem o auxílio do Espírito Santo. Não existe dinheiro que pague por esse poder. Ele é conquistado obedecendo a Jesus Cristo. Esse obedecer implica em aguardar orando até recebê-lo, este é o preço. É essa oração deve ser até alcança-lo e, por meio dela, renová-lo sempre. Em Atos 4.23-31, lemos sobre os apóstolos, que já tinham recebido o espírito santo, orando e pedindo a deus ousadia para continuar proclamando a Palavra. Em resposta à oração, “todos foram cheios do Espírito Santo”.

1.3. Determinou-lhes o campo de atuação.
A missão da Igreja é a pregação do evangelho, fazendo discípulos de Jesus em todas as nações (Mt 28.18-20). A humanidade agoniza longe de Deus, sem esperança de salvação (Rm 8.22). Isso significa que o nosso campo de atuação abrange a toda a criatura que encontrarmos até os confins da terra. Assim, de acordo com a orientação de Jesus Cristo, a Igreja deve iniciar a evangelização no lugar no qual se encontra e, simultaneamente, estar comprometida com o anúncio do Evangelho em todo o mundo (indo, contribuindo e orando). Veja no livro de Atos que a Igreja se estabeleceu em Jerusalém e foi progredindo para a Samaria, Judéia, até os confins do mundo. Os missionários daquela época alvoroçaram o mundo por meio da pregação de Cristo (At 17.6; 24.5).

Um dos maiores sinais da volta de Jesus Cristo é a pregação do Evangelho em todo o mundo (Mt 24.14). Ainda existe muito trabalho a fazer. Existem países que a tradução da Bíblia ainda não chegou. Existem tribos e índios que foram descobertas no Brasil que sequer sabemos qual é o seu idioma. Além disso, temos a nossa Jerusalém, nosso país, que vive atolada no lamaçal do pecado. A boa notícia é que muitos estão voltando para Deus e o Evangelho segue avançando, apesar de todos os desafios (Rm 15.20).

2. O Espírito Santo na obra missionária.
O Espírito Santo despertou nos discípulos o desejo de compartilhar o Evangelho. Em Atos, encontramos o Espírito Missionário formando uma Igreja missionária e capacitando-a para o cumprimento da tarefa. Vejamos três maneiras da atuação do Espírito Santo;

2.1. Ele desceu no dia de Pentecostes.
O Espírito Santo é o Espírito da promessa da parte do Pai (At 1.4-5). Ele desceu sobre a Igreja reunida em Jerusalém no dia de Pentecostes, que era a Festa da Colheita. Ali estavam representadas muitas nações da terra através dos judeus da diáspora. Naquela ocasião, o Espírito Santo se revelou, fazendo com que os discípulos falassem na língua de todas aquelas nações as grandezas de Deus (At 2.4-11). Convém lembrar que essa foi uma operação divina diferente da que ocorreu na torre de Babel. A partir desse dia, o Espírito Santo concedeu a Igreja vários dons para o cumprimento da missão (1Co 12.4-7).

O movimento pentecostal, na atualidade é fruto da retomada da Igreja na busca da manifestação dos dons espirituais. Essa busca através da oração pelo poder do Espírito Santo trouxe um grande impacto mi9ssionário no mundo. O segredo de missões é este: buscar em oração revestimento de poder para continuar anunciando a Palavra de Deus (At 4.31).

2.2. Ele opera sinais.
Os milagres, curas e libertações são consequência direta do agir do Espírito Santo. Tais ações sobrenaturais contribuem na evangelização e proporcionam o socorro de Deus na vida dos que sofrem. Não são sinais reservados apenas aos líderes, mas a todos os que buscarem fervorosamente. No livro de Atos vemos, por exemplo, que o Espírito Santo impregnou a Pedro de tal maneira que as pessoas “transportavam os enfermos para as ruas e os punham em leitos e em camilhas, para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles” (At 5.15). Por outro lado Paulo, cheio do Espírito Santo, fazia milagres extraordinários de modo que as enfermidades e os espíritos imundos fugiam das vítimas (At 19.11-12).

O escritor aos Hebreus registra que o anúncio do Evangelho da salvação em Cristo Jesus foi confirmado por Deus através de “sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo” (Hb 2.4). O próprio Jesus Cristo já havia dito aos Seus discípulos acerca dos sinais que seguiriam aqueles que cressem nEle (Mc 16.17-18). Os sinais confirmam a Palavra de Deus anunciada, contribuem para atrair pessoas ao anúncio do Evangelho, socorrer os que estão sofrendo e glorificar a Deus (Mc 16.20; At 3.1-9; 4.30; 8.6).

2.3. Ele separa e envia missionários.
O Novo Testamento aponta o Espírito Santo como a figura principal da obra de evangelização através da Igreja (At 8.29; 13.2; 15.28). Todo o Corpo de Cristo é chamado a evangelizar e a fazer missões, mas cada um fará o seu papel de acordo com o seu chamado (1Co 12.7). Alguns são vocacionados a deixarem sua cidade e igreja de origem para pregar o Evangelho em outros estados, outros são dirigidos pelo mesmo Espírito às nações. Todos são chamados a testemunhar, mas sem todos foram vocacionados a ir a um campo missionário transcultural. Todavia, os que ficam têm a incumbência de participar orando e contribuindo financeiramente para manter os que se destinam a ir. Dessa maneira, todos se envolvem no trabalho missionário.

Uma igreja missionária é uma igreja envolvida na oração, no envio e na contribuição. Todos nós somos chamados a fazer a obra missionária de alguma maneira. Porém, cada irmão deve fazer especificamente aquilo que foi designado por Deus, Cada um é chamado para uma vocação e deve apresentar-se a Deus assim como foi chamado (1Co 7.20).

3. Principais missionários.
Todos os discípulos diretos do Senhor Jesus, após a descida do Espírito Santo, tornaram-se comprometidos com a missão de anunciar o Evangelho da salvação. A maioria deles morreu brutalmente, cumprindo a missão fora de seu lugar de origem. Neste ponto, destacaremos os dois personagens mais notáveis do livro de Atos.

3.1. O apóstolo Pedro.
Logo após a descida do Espírito Santo no cenáculo, Pedro inicia seu poderoso ministério. Ele e os onze estão juntos, mas é Pedro quem toma a iniciativa da pregação e, naquele dia, em um só sermão, quase três mil almas manifestaram a fé em Jesus Cristo e foram batizadas (At 2.14-41). Mais adiante, vemos Pedro e João à porta do templo, mas é Pedro quem se dirige ao coxo e libera sobre ele a palavra de cura. Pedro se tornou um grande líder e todos os discípulos davam testemunho do poder de Deus (At 4.33). Na casa de Cornélio, através de Pedro, a porta da graça se abriu para os gentios. Segundo a tradição cristã, Pedro morreu crucificado em Roma de cabeça para baixo.

O primeiro missionário de grande destaque no livro de Atos é o apóstolo Pedro. Depois de algum tempo, Pedro residiu em Antioquia, mas depois retornou para Jerusalém, indo em seguida para Roma, onde foi crucificado na perseguição do cruel imperador Nero. O apóstolo Pedro morreu, mas sua história não. Sua vida até hoje ainda inspira os cristãos a viver em altos níveis espirituais. O resultado da primeira mensagem efetuada por Pedro foi impressionante. O sermão do apóstolo Pedro é considerado obra de um homem cheio do Espírito Santo. Não deve ser diferente em nossos dias, basta que busquemos ao Senhor (At 4.31).

3.2. O apóstolo Paulo.
Saulo foi companheiro de Barnabé na primeira viagem missionária.  Foi nesta missão que adotou o seu nome gentílico “Paulus” que significa: “pequeno” ou “o menor”. Depois desta viagem missionária, fez mais duas outras e uma última para Roma como presidiário, para comparecer perante César. O relato de Atos para o capítulo 28, mas sabemos que depois disso Paulo foi liberto e continuou suas viagens por três anos, provavelmente chegando até a Espanha, como planejou (Rm 15.24). A seguir, foi preso pela perseguição de Nero e conduzido a Roma, onde foi decapitado possivelmente em 67 d.C. O apóstolo Paulo é considerado o maior missionário do Novo testamento, depois de Jesus (1Co 11.1).

Dentre todos os ensinamentos, preocupações com o bem-estar da obra missionária e o zelo especial que tinha o apóstolo Paulo, destacamos uma passagem bíblica que diz tudo sobre o homem que ele era e o missionário que todos desejam ser: “Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado” (2Co 12.15). Nós, discípulos do Senhor Jesus Cristo, devemos cumprir arduamente a tarefa de sermos Suas testemunhas.

3.3. Outros apóstolos.
O grande legado missionário na Igreja Primitiva nos foi transmitido por Pedro e Paulo. Outros discípulos também contribuíram muito, como: Barnabé, auxiliou Paulo quando os demais não acreditaram na conversão dele; João Marcos, sobrinho ou primo de Barnabé, autor do livro de Marcos; Lucas, companheiro de Paulo e autor dos livros de Lucas e Atos dos Apóstolos (At 1.1). Não podemos deixar de mencionar outros obreiros de destaque que auxiliaram a Paulo, como: Tito, que por um tempo foi deixado em Creta, e Timóteo, que foi designado para vários lugares.

O grande legado missionário foi transmitido para nós através do exemplo vivo de homens que entregaram suas vidas à causa do Mestre. Graças à sensibilidade desses homens ao Espírito Santo e a compaixão pelos perdidos É que o Evangelho atravessou séculos e chegou até nós (At 13.49, 52). Agora, precisamos ter um coração pronto para obedecer ao chamado de Deus: fazer Missões. Inicie fazendo o  que está ao seu alcance. Apresente-se ao seu pastor local e coloque-se a disposição. Distribua folhetos evangelísticos, participe da comissão de visitas, busque informações missionárias, contribua, ore. Você testemunhará as maravilhas do Senhor!

Conclusão.
O legado missionário da Igreja Primitiva foi constituído de homens que receberam uma visão celestial. Homens simples, mas com um diferencial: a presença do Espírito Santo em suas vidas. Esse poder ainda está ao alcance de todos. É necessário crer e, assim, veremos a glória de Deus (At 2.39).

Questionário.
1. Qual é a missão da Igreja?
R: A pregação do Evangelho, fazendo discípulos de Jesus em todas as nações (Mt 28.18-20).

2. O que o Espírito Santo despertou nos discípulos?
R: O desejo de compartilhar o Evangelho (Jo 15.27).

3. Quem é a figura principal da obra de evangelização através da Igreja?
R: O Espírito Santo (At 8.29; 15.28; 16.16).

4. Quais são os dois missionários principais em Atos dos Apóstolos?
R: Pedro e Paulo (At 2.14-41).

5. Depois de Jesus, quem é considerado o maior missionário do Novo Testamento?

R: Paulo (1Co 11.1).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Aprendendo com as Gerações Passadas, A importância, responsabilidade e o legado de uma geração temente ao Senhor para enfrentar as complexidades e os desafios da pós-modernidade, Jovens e Adultos, edição do professor, 1º trimestre de 2017, ano 27, Nº 102, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

domingo, 20 de agosto de 2017

Editora Betel - Lição 08 - Jesus o missionário excelente.

Aula para o dia 20 de agosto de 2017

Texto Áureo
João 12.46
46  Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.

Verdade Aplicada
Para nos resgatar das trevas, Cristo se fez homem e morreu por nós, demonstrando um amor incondicional.

Objetivos da Lição
Apresentar a identidade de Jesus como missionário do Pai;
Mostrar a natureza excelente da missão de Jesus;
Revelar os principais aspectos da missão de Jesus.

Glossário
Imaculado: Sem pecado; sem mancha, limpo;
Inominável: Que não se pode nomear;
Vicário: Que substitui alguém ou algo.

Leituras complementares
Segunda Sl 36.9
Terça Jo 1.29
Quarta Rm 5.17
Quinta 1Co 15.45-49
Sexta Hb 11.3
Sábado 1Jo 1.1

Textos de Referência.
João 1.1-5; 12
1  No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2  Ele estava no princípio com Deus.
3  Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4  Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5  E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

12  Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.

Hinos sugeridos.
18, 126, 459

Motivo de Oração
Ore para que a Palavra de Deus alcance as pessoas mais solitárias e distantes da Síria.

Esboço da Lição
Introdução
1. A excelência do missionário.
2. A excelência da missão.
3. A excelência do propósito.
Conclusão

Introdução
Jesus Cristo veio dos céus em obediência ao Pai e também por um imensurável amor à Sua criatura. Como Cordeiro Imaculado, Ele veio salvar o mundo dos seus pecados.

1. A excelência do missionário.
Não encontramos o título de “missionário” no Novo Testamento. Mas o escritor aos Hebreus nomeia a Cristo como “apóstolo” (Hb 3.1). Um apóstolo é um “enviado”, isto é, alguém com a missão de revelar a vontade de Deus aos que se encontram na escuridão.

1.1. Jesus, a palavra eterna.
A identidade de Jesus é revelada de duas maneiras em relação à Sua missão. Primeiro, como Verbo, o que aponta para a sua natureza divina, Ele é aquele que veio salvar o homem de seus pecados e da perdição eterna (Jo 1.10-12). Em sua essência divina, Ele é o próprio Deus em ação, atuando para que se realize na terra o que foi idealizado na eternidade, dando-se como oferta, “anulando a conta da nossa dívida” (Cl 2.14). Segundo, como homem, revelando a glória divina, mostrando aos seres humanos que Deus é amore que enviou para mostrar à humanidade perdida o caminho de volta ao Pai (Jo 3.16).

Os quatro evangelhos apresentam um resumo da vida, palavras e do ministério de Jesus Cristo na terra. Porém, o evangelho de João vai além, pois revela Jesus Cristo como o Eterno Filho de Deus, o Logos, “a luz dos homens” que resplandece nas trevas. Neste evangelho, encontramos o texto considerando como o “texto áureo” e o resumo de toda a mensagem bíblica: João 3.16.

1.2. Jesus, a vida.
João, o evangelista, registrou que através de Jesus Cristo todas as coisas vieram a existir desde a eternidade (Jo 1.3). Os céus e a terra são obras de Suas mãos. Toda autoridade humana que se nomeia veio por meio dEle e por Ele tudo subsiste (Cl 1.15-17). Apenas aquele que criou e sustenta todas as coisas é capaz de redimir do pecado e da perdição. Por isso, Ele disse acerca de si mesmo: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6).

Cristo é a causa de tudo o que veio a existir, tanto as coisas visíveis, quanto as invisíveis. Ele é a Palavra e os mundos foram criados pela Palavra, ou seja, por Ele mesmo (Hb 11.3). Jesus Cristo é a Palavra da Vida (1Jo 1.1). A verdade e a vida de Deus estão encarnadas em Jesus Cristo. Jesus não é somente o caminho até Deus; Ele é a verdade de Deus e Ele é a vida de Deus (1 Jo 5.20).

1.3. Jesus, a luz do mundo.
Por causa do pecado, da humanidade caminhava em trevas. Jesus é o sol da justiça que trouxe esperança, cura e salvação. Mesmo para aqueles que habitavam, e ainda habitam hoje, na “região da sombra da morte”, essa luz brilhou, e ainda brilha, dissipando as trevas do pecado, da opressão, das enfermidades e da possessão demoníaca (Mt 4.16-17). Luz e trevas se opõem, más não se nivelam em poder. A luz é superior. Quando alguém caminha na luz, as trevas não dominam (Jo 12.35). O Senhor Jesus veio para trazer luz à humanidade (Jo 1.9). Se vidas estão ainda em trevas, não é por causa da limitação da luz, mas porque não querem a luz (Jo 3.19-20).

Jesus Cristo é a luz do mundo. Quando cremos nisso firmemente de coração, significa que as coisas mudaram em nossas vidas. Significa que algo aconteceu em nosso coração que possa refletir a visão de um mundo diferente, de emoções negativas curadas e de um paz altamente contagiante. A luz sempre irá predominar sobre as trevas. Quando a luz revelada divina penetra em nossas vidas, não podemos mais ser como antes (Sl 36.9).

2. A excelência da missão.
Jesus fez diversas declarações importantes acerca da salvação. Uma delas foi: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6b). Eis o propósito de Sua excelente missão. Todos aqueles que desejam encontrar-se com o Pai, devem primeiro conhecer o Filho, para receber a salvação.

2.1. Jesus, o Verbo que se fez carne.
Alguns sentidos da palavra “habitou”, no grego, são: “alojar-se em tenda: tabernacular”. Aquele que “estava com Deus” e “era Deus” foi enviado ao mundo para estar com a humanidade. Eis o Missionário por excelência! Deus se aproxima dos pecadores para resgatá-los. Em Jesus Cristo, encontramos a integração dos atributos divinos e humanos. Ele é o Senhor preexistente e divino, como também o ser humano encarnado em servo sofredor. Em Cristo, o Missionário por excelência, encontramos o modelo de como comunicar o Evangelho: a mensagem sempre será a mesma, mas os métodos acompanham o contexto da atividade evangelística.

Sua humanidade foi perfeitamente real, pois Ele era de carne, osso e sangue como qualquer um de nós. Os gnósticos tentaram manipular essa verdade, disseminando entre o povo a heresia de que Jesus Cristo não viera em carne, mas, sim, em espírito e que, por fim, havia ressuscitado em espírito. Todavia, essa diabólica heresia foi rechaçada e combatida por João (1Jo 4.1-3).

2.2. A personificação do amor divino.
A vinda de Jesus entre nós vai além do que podemos imaginar ou descrever. Jesus veio a esse mundo para revelar o amor de Deus pela humanidade (Jo 3.16). Essa qualidade do amor divino e tão indestrutível que não há como explicar tremenda graça. A Bíblia nos ensina que Deus provou o Seu amor para conosco enviando a Cristo para morrer por nós, mesmo sendo pecadores (Rm 5.8). Durante o Seu ministério terreno, Jesus Cristo demonstrou a compaixão de Deus pela humanidade. No grego, a palavra compaixão, entre outros sentidos, significa: “ser movido como pelas entranhas; sensibilizar-se”. Que grande exemplo deixado para nós pelo Senhor.

Apesar das oposições, calúnias, rejeição, incredulidade, nosso Senhor Jesus Cristo continuou: “tendo”; “possuído de”; “movido de” compaixão (Mt 9.36; 14.14; 18.27). É maravilhoso saber que hoje temos um Sumo Sacerdote que é capaz de “compadecer-se das nossas fraquezas” (Hb 4.15), pois, como Missionário por excelência, experimentou o suor, o cansaço, a dor, enfim, nossa realidade humana e “como nos (à nossa semelhança), em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15). Foi por amor a nós que Jesus Cristo se esvaziou de Sua glória e riqueza (2Co 8.9). O amor de Deus vai ao encontro dos perdidos. É um amor capaz de dar a vida a alguém que jamais fez por merecer. O amor divino é sem barreiras e sem fronteiras (Jo 3.16).

2.3. A restituição do que foi perdido.
“...provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus e nos deu o ministério da reconciliação” (2 Co 5.18). A expressão “reconciliação”, no grego, indica: restauração; mudança, no sentido de uma pessoa em relação à outra. A Bíblia registra que o ser humano não nascido de novo, vivendo em pecado, é “inimigo de Deus” (Rm 5.10); está afastado da presença de Deus (Rm 3.23). Jesus Cristo foi enviado para restituir-nos à comunhão e amizade com Deus. Fez isto pela Sua morte (Rm 5.10-11). Ele efetuou o ministério da reconciliação e, agora, a Igreja recebe a missão de tornar conhecida até os confins da terra a “palavra da reconciliação” (2Co 5.19).

Em Cristo, Deus Pai efetuou a remoção da barreira – nossas transgressões (2Co 5.21). Agora Deus comissiona homens e mulheres como mensageiros dessas boas-novas. Jesus Cristo. O Servo Sofredor (Is 53), não tinha pecado, mas suportou as consequências do pecado: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós...” (Gl 3.13).

3. A Excelência do propósito.
Três expressões resumem a excelência do propósito missionário de Jesus. São elas: “deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus (Jo 1.12); “O Filho unigênito, que está no seio do pai, este o fez conhecer” (Jo 1.18); “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).

3.1. O Agente Revelador.
A Igreja conhece a Deus-Pai através de Jesus (Jo 1.18). Quem através da Palavra de Deus e da ação iluminadora do Espírito Santo vê a Jesus Cristo, consequentemente, vê ao Pai por causa da Sua natureza divina e comunhão íntima (Jo 14.9; 10,30). Embora os judeus sejam herdeiros da Lei, dos concertos e promessas de Deus, nunca experimentaram um contato com o Pai tão maravilhoso igual ao que se deu através de jesus, o Messias. Jesus nos deixou uma herança eterna. Pela fé em Sua Palavra, não nos tornamos apenas herdeiros da missão, mas também do mesmo poder que exercia em seu tempo (Jo 14.8-14).

É impossível que alguém creia em Jesus Cristo de todo o coração e permaneça sem o conhecimento do Deus Pai, sem o Seu amor e sem o Seu poder. Ao entregarmos as nossas vidas a Ele, recebemos a Sua natureza missionária como Igreja, pois em Jesus Cristo todos somos um com Ele.

3.2. O Cordeiro de Deus.
É impossível chegarmos ao Pai, senão pelo Cordeiro. Seu sangue tira o pecado do mundo. Jesus é o sacrifício aceitável e perfeito a Deus, e substitutivo das nossas vidas. A epístola aos Hebreus, nos capítulos 9 e 10, nos ensina que os sacrifícios oferecidos no tempo do Antigo Concerto (vide o livro de Levítico) eram tipos do sacrifício que Jesus Cristo ofereceu por nossos pecados. O Cordeiro de Deus, por Seu próprio sangue, efetuou “eterna redenção” (Hb 9,12). Não há necessidade de repetir o sacrifício, foi “um único” (Hb 10.12). O apóstolo João ouviu que o novo cântico entoando no céu menciona o Cordeiro, Sua morte, Seu sangue e o resultado de Seu sacrifício (Ap 5.9-14).

O sacrifício exigido por Deus já foi realizado. Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus, o sacrifício insubstituível por toda a eternidade (Jo 1.29). Com um único sacrifício, Ele purifica completamente (Hb 10.14). Diferentemente dos sacrifícios oferecidos na antiga aliança. Jesus Cristo é o Grande Sumo Sacerdote sobre a casa de Deus (Hb 4.14; 10.21). Sua grandeza consiste na eficácia sem igual da Sua obra em abrir um novo e vivo caminho (Hb 10.20).

3.3. O direito de filiação divina.
Outro propósito dentro da obra missionária de Jesus é garantir a filiação divina aos que creem. Há muito se apregoa uma paz, fraternidade e amor da qual deus não participa. Todos somos criaturas de Deus. No entanto, para no tornarmos filhos de Deus precisamos receber Jesus Cristo, crendo em Seu nome (Jo 1.12). Esta filiação ocorre por adoção através do Filho de Deus e da habilitação do Espírito Santo em nós (Rm 8.15). Tal adoção ocorre pela fé plena no Cordeiro. Sem Ele permanecemos como meras criaturas. Portanto, a missão de Jesus resulta na formação de uma grande família na terra, quando então entregará o Reino ao Pai e entraremos no perfeito estado eterno (1Co 15.24).

O Senhor Jesus Cristo em Sua missão veio para que nos tornássemos filhos de Deus, através da nossa fé nEle como nosso Salvador. Ser filho de Deus é estar de posse da salvação, que abrange não somente a vida eterna, mas, também, reinar em vida (Rm 5.17). Vale ressaltar que o nascimento espiritual e a nova vida para a qual Jesus abre a porta são temas importantes do evangelho de João. O remanescente que deu as boas-vindas ao Verbo quando Ele veio ao mundo recebeu direito de herança de todas as bênçãos e privilégios que Sua vinda traria. Estas bênçãos e privilégios resumem-se na aceitação de alguém como membro da família de Deus. Em Hebreus 2.10-11, lemos que Deus, por intermédio de jesus Cristo, traz “muitos filhos à glória”. E o próprio Jesus Cristo nos trata como “irmãos”. Eis a grande família de Deus!

Conclusão.
Jesus não veio a terra por conta própria. Ele veio cumprir a vontade do nosso Pai Celestial e, nesta vontade, Ele se deleitava em fazê-la (Jo 4.34; 6.38). Ele foi um missionário excelente. Não é à toa que o escritor aos Hebreus o chamou de “apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão” (Hb 3.1).

Questionário.
1. Segundo a lição, o que João, o evangelista, registrou?
R: Que através de Jesus Cristo todas as coisas vieram a existir desde a eternidade (Jo 1,3).

2. O que devemos fazer para se encontrar com o Pai?
R: Conhecer o Filho (Jo 14.6b).

3. Cite uma das expressões que resumem a excelência do propósito missionário de Jesus?
R: “Deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (Jo 1.12).

4. Como a Igreja conhece a Deus-Pai?
R: Através de Jesus (Jo 1.18).

5. Como ocorre nossa filiação a Deus?
R: Por adoção através do Filho de Deus e da habitação do espírito Santo em nós (Rm 8.15).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Evangelismo, Missões e Discipulado, A tarefa primordial da igreja, Jovens e Adultos, edição do professor, 3º trimestre de 2017, ano 27, Nº 104, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

domingo, 13 de agosto de 2017

Editora Betel - Lição 07 - Missões no Antigo Testamento.

Aula para o dia 13 de agosto de 2017

Texto Áureo
Jeremias 1.7
“Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou uma criança; porque, aonde quer que eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás”.

Verdade Aplicada
Missões é doutrina bíblica. Não se trata de modismo ou fruto da criatividade da Igreja.

Objetivos da Lição
Revelar que a obra de Missões foi planejada na eternidade;
Mostrar resumidamente o trabalho missionário no Antigo Testamento;
Demonstrar como Missões no Antigo Testamento serviu de base para o Novo Testamento.

Glossário
Áureo: Abundante; brilhante;
Imprescindível: Essencial, necessário, indispensável;
Inculcar: Fazer gravar algo no espírito ou na mente; incutir.

Leituras complementares
Segunda Rm 11.1
Terça Rm 11.2
Quarta Rm 11.3
Quinta Rm 11.4
Sexta RM 11.7
Sábado Rm 11.8

Textos de Referência.
Isaías 6.5-8
5 Então, disse eu: Ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos! 6  Mas um dos serafins voou para mim trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;
7 E com ela tocou a minha boca e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e purificado o teu pecado.
8 Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.

Hinos sugeridos.
84,126,186

Motivo de Oração
Ore pelos cristãos secretos que frequentam igrejas subterrâneas.

Esboço da Lição
Introdução
1. O planejamento de Missões.
2. A contínua ação do Deus Missionário.
3. Israel, a nação missionária.
Conclusão

Introdução
Enfatizaremos nesta lição, assim como os missiólogos e escritores dos séculos XX e XXI, que o Antigo Testamento é a base para a atividade missionária da Igreja entre todas as nações e povos do mundo.

1. O planejamento de Missões.
É praticamente impossível compreender a obra missionária no contexto histórico do Antigo Testamento sem o entendimento correto do plano da redenção estabelecido desde o princípio.

1.1. Conceito de Missões no Antigo Testamento.
Como temos estudado nas lições anteriores, desde o princípio, a Bíblia revela a missão de Deus (Missio Dei), por intermédio do povo separado por Deus, para alcançar todo o mundo, por causa do amor de Deus, para restaurar a Sua criação ao propósito original. Tal revelação passa pela benção e orientação ao primeiro Casal (Gn 1.27-28), pelo Criador perguntando pelo primeiro homem após a queda, a promessa feita e a providência divina (Gn 3.9, 15, 21), e por tantos que foram chamados, vocacionados e enviados pelo Senhor Deus, denunciando o pecado, anunciando o juízo divino, convocando ao arrependimento e revelando a vinda do Messias, o Salvador Jesus Cristo, para consumar o plano divino de salvação (2Pe 2.5; Jd 14; Sl 22; Is 53).

É importante aproveitar a presente lição para enfatizar a necessidade dos discípulos de Jesus Cristo em conhecer as Escrituras como um todo. Missões é doutrina bíblica. Não se trata de modismo ou fruto de estudos teológicos, ou resultado da criatividade da liderança eclesiástica. Assim como não é um plano divino somente criado no tempo do Novo testamento. Portanto, é fundamental considerar o princípio hermenêutico de conhecer plenamente as Escrituras. Constataremos, então, que a atividade missionária tem sua origem na natureza de deus e não na natureza da Igreja. O professor de teologia na Universidade de Birmingham, J.G. Davis, Escreveu que Deus é “um ser centrífugo”. O Deus revelado na Bíblia é o Deus Missionário.

1.2. Princípios da obra missionária.
No Antigo Testamento encontra-se os princípios básicos da atividade missionária. O próprio Jesus Cristo frequentemente relacionava a Sua identidade e missão às Escrituras Sagradas do Antigo testamento. Após Sua ressurreição, Ele revela aos discípulos que tanto Seu sofrimento, Sua morte e Sua ressurreição, como atividade missionária da Igreja – “pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados em todas as nações” (Lc 24.46-47) -, já estavam previstos nos escritos do Antigo Testamento.

Alguns dos principais missionários que podem ser destacados: as Escrituras Sagradas, em sua totalidade, revelam a ação global de Deus para salvar a humanidade; o propósito último da criação de todas as coisas: a glória de Deus (Sl 19.1; Is 43.7); o alcance é mundial (Gn 3.15; Is 53); Deus chama, capacita e envia seres humanos na atividade missionária – Abraão, José, Moisés, profetas, etc. – (Is 6.8; Jr 1.7). Refletindo nos princípios bíblicos encontrados no Antigo Testamento que norteiam a obra missionária, aprendemos, como escreveu John Stott, “a interpretar cada texto à luz de tudo é a parte, à luz do todo”.

1.3. O texto bíblico usado por Pedro e Paulo.
Há a tendência de pensar sobre atividade missionária como uma tarefa estabelecida a partir da Grande Comissão (Mt 28.18-20). Contudo, com base em textos bíblicos que registram as palavras dos apóstolos Pedro e Paulo, Missões é um assunto bíblico que está presente nas Sagradas Escrituras muitos séculos antes do registro do Evangelho de Mateus. A exposição de jesus cristo mencionada em Lucas 24.44-47 foi tão impactante que nos registros das mensagens dos apóstolos, quando estes queriam enfatizar que o plano divino de salvação era para todos os homens (não apenas os judeus), não constam as palavras da Grande Comissão, mas, sim, o chamado “verso misterioso”: Gênesis 12.3. Os apóstolos, Pedro e Paulo o citaram, respectivamente (At 3,25-26; Gl 3.8).

É possível que, pelo fato de estarem atuando num contexto de conflito com os religiosos judeus, Pedro e Paulo não tenham citado as palavras de Jesus da Grande Comissão. Mas, estrategicamente, mencionaram um texto do Antigo Testamento, que era conhecido dos Seus oponentes. Contudo, o uso de Gênesis 12.3 por parte da Igreja Primitiva é indicação clara de que o Novo Testamento é continuação do propósito original do Deus Missionário. Na epístola aos Gálatas, Paulo pontua a ligação existente entre a aliança abraâmica e o Evangelho proclamado por ele (Gl 3.6-9, 13-16).

2. A contínua ação do Deus Missionário.
Mesmo nos períodos mais longínquos e sombrios da história, o Deus Missionário sempre teve na terra Suas testemunhas.

2.1. Revelação Geral e Revelação Especial.
Interessante que a própria natureza é uma testemunha, conforme encontramos em Atos 14.15-17 e Romanos 1.18-21. O Deus Missionário se revelou. É possível conhece-Lo. Deus testemunha, por meio da criação, Sua providência, Seu cuidado, Seu amor e da Sua própria imagem nos seres humanos. Esta revelação é identificada nos estudos teológicos como a Revelação Geral. A Revelação Especial contém os mandamentos, o plano divino de salvação, as Escrituras Sagradas, a pessoa de Jesus Cristo.

Muitos foram chamados por Deus para testemunhar a Revelação e tornar conhecido a Revelação Especial: Raabe (Js 2.9-11); Abel (Hb 11.4); Enoque (Gn 5.22,24); Noé (Gn 6.8-9), chamado “pregoeiro da justiça” (2Pe 2.5); José, que além de ser testemunha do Senhor no Egito (Gn 39.9; 40.8; 41.16), foi o instrumento de Deus para preservar os descendentes de Abraão (Gn 45,5-8).

2.2. O Evangelho anunciado a Abraão.
É interessante ressaltar que o próprio Deus “anunciou primeiro o evangelho a Abraão” (Gl 3.8). A mensagem divina das boas-novas anunciava que Abraão seria abençoado e que a bênção alcançaria “todas as nações”. Aqui encontramos a continuidade da revelação do plano divino de salvação: a semente da mulher (Gn 3.15) viria por intermédio da descendência de Abraão. Mais adiante, Deus repete a promessa a Isaque (Gn 26.1-5).

O Deus missionário estava atento aos descendentes de Abraão que há mais de quatrocentos anos estavam no Egito. A Bíblia registra: “e clamaram; e o clamor subiu a Deus” (Êx 2.23). O Senhor Deus ouviu o clamor e “lembrou-se do seu concerto” (Êx 2.24). A partir daí, Deus age para libertá-los. Vai ao encontro de Moisés e o envia ao Egito para tirá-los dali e conduzi-los à terra que prometeu aos descendentes de Abraão (Gn 15.13-16). A manifestação do poder de Deus no Egito, no deserto e na travessia do Jordão foram verdadeiros testemunhos não apenas para Israel, mas também para as demais nações (Js 2.9-11).

2.3. A ação missionária na Terra Prometida.
Raabe, que acolheu os espias em sua casa, na cidade de Jericó, é um exemplo de pessoas que não era descendente de Abraão, mas, ao ouvir sobre os atos do poderosos de Deus, declarou: “porque o Senhor, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo da terra” (Js 2.11). A misericórdia e o amor de Deus alcançaram ela e todos que estavam em sua casa. Ela conta na genealogia de Jesus Cristo (Mt 1.5), e na galeria de heróis da fé (Hb 11.31). Afinal, a promessa feita a Abraão tem alcance mundial: “todas as famílias da terra”.

Os exemplos de Raabe e também de Rute, a moabita (Rt 1.16), que após conviver com sua sogra fez a conhecida declaração de fé, servem de ilustração para a mensagem do Salmo 67, um dos muitos salmos com mensagem missionária: “Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe... Para que se conheça na terra o teu caminho, e em todas as nações a tua salvação” (Sl 67.1-2). Este salmo lembra a promessa abraâmica e como a bênção alcançará pessoas de todos os povos e nações, por intermédio da fé (Gl 3.7-9).

3. Israel a nação missionária.
O projeto divino para Israel como nação escolhida por Deus foi que como tal pudesse exercer um papel missionário no mundo.

3.1. Israel, a nação testemunha.
Encontramos em Êxodo 19.4-6 que o propósito de Deus ao libertar Israel do Egito era que o povo se aproximasse dEle e fosse povo exclusivo dEle, sacerdotal e santo. Assim seria um povo separado para adorar a Deus e, então, fazer conhecido o caminho e a salvação do Senhor entre todos os povos, para que todos louvem e temam ao Deus todo-Poderoso (Sl 67). O apóstolo Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, identifica a Igreja com as mesmas características e responsabilidades atribuídas a Israel (1Pe 2.9). É preciso que cada discípulo de jesus Cristo conheça e viva estes chamado e vocação.

Devemos atentamente observar o que disse o apóstolo Paulo acerca de nossa eleição e do tropeço de Israel: “E, se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição, a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira! Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: de Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades” (Rm 11.12, 25, 24-26).

3.2. Ação missionária dos profetas.
Autor da salvação e da obra missionária, Deus levantou profetas, homens que dEle recebiam diretamente uma mensagem de juízo ou despertamento para que o povo se voltasse para Sua presença (Am 3.7). Talvez a história do profeta Jonas seja um dos principais referenciais missionários do Antigo Testamento, por constar o mandato do Deus Missionário ao povo escolhido com relação a outro povo. Uma introdução à Grande Comissão entregue por Jesus Cristo à Igreja (Mt 28.18-20).

O Deus de Israel é também o Deus de Nínive, mas o profeta Jonas procurou fugir de Deus e da missão recebida. Ainda não tinha compreendido que Deus havia escolhido Israel para ser Seu instrumento, atraindo a adoração de todos os povos à Sua glória. E nós?

3.3. O reino de Judá disperso e exilado.
A infidelidade trouxe o juízo de Deus ao reino de Judá. Os habitantes foram exilados na Babilônia e apenas os pobres dentre o povo foram deixados na terra de Judá (Jr 30.1-10). Foi nesse período que, sem a adoração no templo, os judeus fundaram sinagogas em muitos lugares, para não perderem a sua cultura e adoração. Jesus reconheceu o zelo missionário dos fariseus, mas reprovou sua hipocrisia (Mt 23.15). Foi a partir dessas sinagogas que Paulo fundou várias igrejas cristãs em vários países.

Importante ressaltar que até durante o cativeiro de Judá ocorreu atividade missionária, por intermédio de judeus tementes a Deus, como os profetas Ezequiel e Daniel. Vide os testemunhos pagãos (2Cr 36.22-23; Dn 2.46-47; 6.25-27). Assim como, também, as sinagogas (“lugares de reunião”) contribuíram para disseminar, entre os judeus nascidos na dispersão e os habitantes das cidades em centenas de regiões fora da Palestina, as promessas divinas de restauração, a fé monoteísta dos judeus, os feitos poderosos de Deus ao longo da história e a expectativa da vinda do Messias, o Salvador do mundo. O próprio Jesus Cristo anunciava a chegada do Reino de Deus nas sinagogas. As sinagogas atraíam também os gentios, que eram despertados pela exposição das Sagradas Escrituras.

Conclusão.
O antigo Testamento está repleto de princípios bíblicos e registros de atividades missionárias. Deus já estava agindo para tornar conhecido Seu plano de salvação em toda a terra. Que cada discípulo de Cristo esteja consciente da responsabilidade de prosseguir com a obra missionária nesta geração.

Questionário.
1. Qual é o “verso misterioso”?
R: Gênesis 12.3.

2. Qual era o propósito de Deus ao libertar Israel do Egito?
R: Que o povo se aproximasse dEle e fosse povo exclusivo dEle, sacerdotal e santo (Êx 19.4-6).

3. Como o apóstolo Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, identifica a Igreja?
R: Com as mesmas características e responsabilidades atribuídas a Israel (1Pe 2.9)..

4. O que trouxe o juízo de Deus ao reino de Judá?
R: A infidelidade (Jr 30.1-10).

5. O que Jesus reprovou dos fariseus?
R: Sua hipocrisia (Mt 23.15).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Evangelismo, Missões e Discipulado, A tarefa primordial da igreja, Jovens e Adultos, edição do professor, 3º trimestre de 2017, ano 27, Nº 104, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Perseverança e confiança em Deus


I Samuel 1.1-2 "Houve um homem em Ramataim-Zofim...cujo o nome era Eucana...Tinha ele duas mulheres; o nome de uma era Ana e o da outra Penina. Penina tinha filhos, mas Ana não os tinha.”.

Perseverança e confiança em Deus
Ana era uma mulher angustiada e humilhada por sua rival, a sua tristeza era tão grande que já não comia, o que ela mais queria era ter um filho, mas não podia tê-lo por que era estéril. Penina, a outra mulher de seu marido, irritava-a constantemente, posso até imaginar aquela mulher todos os dias lançando no rosto de Ana: “Você é uma fracassada, uma derrotada, não pode dar filhos ao seu marido, mas eu posso” não sei se era exatamente com essas palavras que Penina se dirigia a Ana, mas deve ter sido mais ou menos parecido com isso.

Naquela época era costume o homem ter mais de uma mulher principalmente se sua primeira esposa não pudesse lhe dar filhos, como era o caso de Ana, nos dias atuais este ato é pecado, é adultério, além de não ser permitido por lei na maioria dos países.


Naquela época uma mulher que não tinha filhos era considerada um fracasso, não tinha valor nenhum para a sociedade e por isso Ana vivia angustiada, por mais que seu esposo a amasse apesar de sua esterilidade, ela era uma mulher infeliz.

Talvez você, minha amiga leitora do blog, tem sido humilhada até mesmo pelos seus próprios parentes, por aqueles que dizem ser seus amigos, por causa da sua fé, ou está sendo humilhada pelo seu esposo, ele não é cristão e talvez tenha até uma amante. Quem sabe, leitora, a humilhação da sua vida é o desemprego, as dívidas, a doença, os filhos nos vícios, mas seja qual for o seu problema Jesus é a solução para você, basta crer e entregar a tua vida e os seus problemas nas mãos do Senhor Jesus, a Palavra de Deus diz: "...Tudo é possível ao que crê." (Marcos 9.23)

Todos os anos Ana subia ao templo para sacrificar ao Senhor e fazer suas orações, ela sempre fazia isso, ano após ano, mas um dia ela fez algo diferente, ela fez um voto ao Senhor, a sua fé era tão grande que prometeu dar pra Deus o filho que Ele lhe daria, quando Ana ouviu o sacerdote de Deus dizer “Vá em paz e o Deus de Israel conceda a petição que fizeste”, ela creu naquela palavra e o seu semblante já não era o mesmo, ela teve certeza da sua vitória. É exatamente isto que vai acontecer com você caro leitor, se você crer! Persevere, confia em Deus, nunca desista dos seus sonhos, por que Deus é contigo, o Senhor Jesus disse: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo eu venci o mundo." (João 16.33).


Se Jesus venceu, nós venceremos também, por que Ele está conosco, não se desespere, nem fique triste a tua vitória virá! Lembre-se do que Jesus falou: "Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e será feito." (João 15.7).

Seja como Ana, persistente, insistente, não se deixe vencer pelas adversidades, pelas dificuldades, mantenha a calma, a fé, mantenha a esperança e fique firma naquele que prometeu, pois quem prometeu é fiel pra cumprir!

Que Deus abençoe a todos em nome de Jesus Cristo!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O que queres que eu te faça?

Lucas.18.35-37 "Aconteceu que, ao aproximar-se ele de Jericó, estava um cego assentado à beira do caminho, pedindo esmolas. E, ouvindo o tropel da multidão que passava, perguntou o que era aquilo. Anunciaram-lhe que passava Jesus, o Nazareno."

O que queres que eu te faça?
Na mensagem de hoje falaremos de fé, perseverança e de oportunidades que devem ser aproveitadas. Hoje o Espírito Santo vai nos mostrar que através da fé em Deus e da perseverança, alcançamos as bênçãos e os milagres.

Bartimeu era um homem cego e mendigo, certo dia ele estava à beira do caminho pedindo esmolas, quando de repente ouviu um barulho de muitas pessoas passando ao mesmo tempo. Ele ficou curioso pensando o que poderia ser aquilo e então perguntou a uma das pessoas o que estava acontecendo, lhe disseram que Jesus de Nazaré passava.

No mesmo instante Bartimeu começou a clamar: "Jesus filho de Davi, tenha misericórdia de mim.".  O cego sabia que só Jesus poderia curá-lo, pois já havia ouvido falar de Jesus e de seus milagres. Ele continuou gritando: "Jesus filho de Davi, tenha misericórdia de mim."

A Bíblia não fala, mas, eu creio que Bartimeu se levantou e seguiu a multidão gritando: "Jesus filho de Davi, tenha misericórdia de mim.", neste ponto, os que iam à sua frente começaram a repreende-lo:" Cale-se cego! Fica quieto! Em outras palavras eles queriam dizer: "você está incomodando.".


Mas, quanto mais diziam para ele se calar, mais ele gritava: "Jesus filho de Davi, tenha misericórdia de mim.",  Bartimeu não desistia, ele insistia em clamar, em gritar por Jesus, o Mestre o escutou e mandou que chamassem o cego, que o trouxessem até a Ele.

Quando Bartimeu chega a presença de Jesus, este lhe faz a mesma pergunta que está fazendo para você hoje: "Que queres que te faça?", prontamente Bartimeu lhe respondeu: "Mestre, eu quero ver", e com uma simples frase Jesus resolve o problema do filho de Timeu: "Vê, a tua fé te salvou.". Naquele instante o cego foi curado de sua cegueira, começou a adorar a Deus e seguiu a Jesus. Bartimeu não desperdiçou a oportunidade que teve e por causa disso não foi apenas curado, mas também salvo.

Quantas pessoas deixam de receber a bênção da salvação e consequentemente as bênçãos materiais, porque deixam passar a oportunidade e perdem a chance que têm de serem salvas. Se Bartimeu não aproveitasse aquela oportunidade e não clamasse, Jesus ia passar e ele continuaria cego.


Jesus Cristo tem te ouvido e Ele vai operar na sua vida, continue clamando, pedindo, Ele vai te responder, foi Ele mesmo que disse: "Pedi, pedi e dar-se-vos-á... porque o que pede recebe.".

A palavra de Deus diz: "Clama a mim e responder-te-ei. E anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.", o Senhor Jesus te pergunta hoje: "O que queres que te faça?", converse com Ele neste momento e diga o que você quer, explique para o Mestre qual é a tua necessidade, qual o milagre que você precisa, o que está errado em tua vida, o que está fora do lugar, qual a ajuda que você busca, entregue a tua dor, a tua preocupação, o teu problema nas mãos dEle e creia na sua vitória em o nome de Jesus, por que ela chegou!

Baseado no texto de Sandra Moura

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O de repente de Deus!

Atos 16:26 “De repente, aconteceu um terremoto tão violento que os alicerces da prisão foram abalados. No mesmo momento, todas as portas se abriram, e as correntes que prendiam a todos se soltaram.”.
O de repente de Deus!

Paulo e Silas estavam presos em uma cadeia que nos dias de hoje poderíamos denominar de prisão de segurança máxima. Como se não bastasse, estavam no cárcere interior, uma cela sem nenhuma ligação externa, arqueólogos apontam que este compartimento estava no centro do prédio, um local que não tinha como furar uma parede ou cavar um túnel para fugir e que não havia como receber ajuda do lado externo. O cárcere interior era reservado para criminosos de alta periculosidade ou presos políticos.

O carcereiro havia recebido orientações para dispensar uma atenção especial a estes presos, pois representavam um grande perigo a sociedade.

Paulo e Silas haviam sido surrados com varas e além de serem colocados no cárcere interior, tiveram os pés presos ao tronco. Exemplares de troncos daquela época, encontrados em escavações, apontam que estes artefatos tinham de cinquenta a setenta centímetros de altura, o que mantinha a pessoa deitada de costas com as pernas erguidas, impossibilitando assim uma fuga.

É nesta situação tão difícil que os dois foram visitados por Deus. Eu não sei que situação difícil você está enfrentando, mas por pior que seja, é nesta situação que Deus vai te visitar, que Deus vai entrar em cena, que Ele enviará socorro!


A escrituras fazem questão de dizer que próximo à meia noite aconteceu algo sobrenatural, a prisão foi sacudida por um terremoto, os alicerces tremeram, as portas se abriram, até ai tudo bem, uma construção ser abalada, tremer, portas se abrirem é aceitável durante um terremoto, mas algo que desafia a ciência, desafia a lei da física, são as correntes caírem de todos os presos. O agir de Deus em teu socorro será tão forte que, tão sobrenatural que vão acontecer coisas normais e anormais, coisas possíveis e impossíveis, mas nenhuma prisão ou cadeia vai conseguir te segurar.

A bíblia diz que todas as prisões se abriram e as correntes de todos caíram. Nenhuma porta ficará fechada adiante de ti, nenhuma corrente continuará te aprisionando, porque Deus está entrando em cena para mudar tua situação. O relógio de Deus está quase marcando a meia noite, está quase marcando a hora exata da tua vitória, se prepare para o grande livramento, o grande milagre de Deus.

A tua vitória chegara sem aviso, chegará sem alarde, quando você menos esperar o terremoto de Deus vai passar em tua vida colocando no lugar tudo que estava fora do lugar, abrindo todas as portas, abalando todas as estruturas, materiais ou espirituais, não espere pelo agir do home, não espere pelo advogado, pelo juiz, pelo médico, mas espere em Deus, pois Ele está preparando seu exército celestial para batalhar em teu favor.

Fique preparado, o teu milagre, a tua benção, a tua vitória, já hora, minuto e segundo marcado para acontecer.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Editora betel - Lição 06 - Deus, o Autor de Missões.

Aula para o dia 06 de agosto de 2017

Texto Áureo
1João 4.9
“Nisto se manifestou a caridade de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos”.

Verdade Aplicada
Logo no início da Bíblia encontramos que o Deus Criador é um Deus missionário, interessado em abençoar todas as famílias da terra.

Objetivos da Lição
Explicar aos alunos que o plano de salvação foi elaborado antes da queda do homem;
Apresentar a Cristo como a figura central da Palavra de Deus;
Mostrar o envolvimento da Trindade nas dispensações.

Glossário
Exímio: Que denota superioridade; que é excelente; brilhante;
Primazia: Prioridade; primeiro lugar;
Sapiência: Qualidade do que revela sabedoria e prudência; erudição.

Leituras complementares
Segunda Mt 13.18-23
Terça Mt 28.18-20
Quarta Lc 19.10
Quinta Jo 3.16
Sexta At 17.28
Sábado Ef 3.9

Textos de Referência.
João 20.19-22
19 Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco!
20 E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor.
21 Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.
22 E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.

Hinos sugeridos.
47, 342, 477

Motivo de Oração
Agradeça a Deus por fazer parte do Corpo de Cristo.

Esboço da Lição
Introdução
1. Deus, o missionário por excelência.
2. Missões em vários aspectos.
3. Missões e a trindade.
Conclusão

Introdução
Desde a eternidade, Deus traçou um plano de redenção para toda a humanidade. Seu plano sempre foi abençoar as famílias da terra. Por isso, Ele nos convoca e nos comissiona a realizar essa missão (Gn 12.3).

1. Deus, o missionário por excelência.
O anuncio do Evangelho não se iniciou no tempo do Novo Testamento: “Deus...anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti” (Gl 3.8). Assim, a missão de salvar o mundo foi idealizada por Deus.
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1.1. A criação revela o amor do Criador.
O mesmo Deus que chamou Abraão criou os céus e a terra, e, como clímax de Sua obra, trouxe à existência a raça humana, pois o ser humano foi feito à imagem de Deus para refletir a glória de Deus no mundo (Gn 1.27). É digno de nota que o Senhor Deus criou, abençoou e deu ordens e instruções sobre a vida na terra (Gn 1.27-28; 2.16-17).

Encontramos na Bíblia que Deus capacitou e ordenou ao primeiro casal: “Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei aterra...” (Gn 1.28). Abençoou para que enchesse a terra! Assim, cada ser humano possui a mesma origem e desfruta da mesma dignidade. Não há um povo superior a outro. O novo cântico, registrado em Apocalipse 5.9, diz: “Compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação”.

1.2. A missão começa com Ele.
Deus, além de Criador, tem um pleno envolvimento com Sua obra. Mesmo após ter se rebelado contra Deus e, assim, ter sido alvo do julgamento divino, o ser humano continua desfrutando da manifestação da graça e da misericórdia de Deus. Após a queda, Deus continua agindo em direção ao homem: “ouviram a voz do Senhor...pela viração do dia” (Gn 3.8). Aí está Deus como o primeiro missionário, tomando a iniciativa de ir até o ser humano caído, mostrando-lhe o seu erro (desobediência), a insuficiência das tentativas humanas diante das consequências do pecado (vestes de folhas de figueira) e fazendo o primeiro anuncio do Evangelho (Gn 3.15).

Assim, logo no início da história da humanidade registrada na Bíblia, encontramos a base para nossa missão cristã. O ser humano, criado para refletir a glória de Deus, se rebela contra o Seu Criador e, como consequência, vem a morte e a separação de Deus, necessitando de salvação e de reconciliação com Deus. O Deus Missionário toma iniciativa, vai ao encontro do ser humano caído, providencia vestes adequadas e anuncia a vinda do Salvador, que, mesmo sendo ferido na cruz, esmagaria a cabeça da serpente. Deus está tão envolvido que nomeia o homem, enche-o de amor, lhe revela o plano e caminha ao Seu lado, dando-lhe suporte para que a missão tenha êxito. O verdadeiro espírito missionário deve encarnar o amor divino, mesmo nas mais diversas formas da realidade humana, pois o preconceito prejudica o cristão. Devemos conhecer o que o amor de Deus é capaz de realizar e anunciar Jesus Cristo ao pecador, para que este confesse não somente como Salvador, mas para que viva em pleno relacionamento com Ele (Êx 3.10; Mt 28.20). 

1.3. Um projeto elaborado desde a eternidade.
Encontramos na Bíblia que o plano de salvação não é um projeto de última hora, para resolver um problema inesperado. Trata-se de um propósito de Deus, desde o princípio da criação (Ef 3.9), que, em Sua soberania, decidiu revelar ao homem de forma gradual. Por isso, o apóstolo Paulo chama de “mistério”. A salvação está no coração de Deus “antes da fundação do mundo” (1Pe 1.20). Após o primeiro anúncio (Gn 3.15), o plano foi revelado no decorrer da história até a vinda de Jesus Cristo, o Salvador (1Pe 1.18-20; Ap 13.8).

Assim as “túnicas de peles” (Gn 3.21), providenciadas por Deus para o primeiro casal, passando por cada cordeiro sacrificado ao longo do Antigo Testamento, vemos uma prefiguração de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). Como escreveu o apóstolo Paulo, o Senhor Deus, o Deus missionário, agiu conforme o Seu Eterno propósito, que realizou por intermédio de Cristo Jesus (Ef 3.11).

2. Missões em vários aspectos.
Em Seu grande projeto de redenção, o Criador fixou tempos e estações para cumpri-lo (At 1.7). É perceptível que, ao longo da história, o processo divino de “tornar a congregar em Cristo todas as coisas” (Ef 1.10) vai sendo conduzido de acordo com a soberania de Deus.

2.1. O processo ascendente de Missões.
Encontramos na Bíblia que o desejo de Deus em relacionar-se com pessoas foi manifesto na criação. Por isso, fez o ser humano à Sua imagem. Vemos assim que o propósito da missão é tornar a trazer o homem distante de Deus para a comunhão com o Seu Criador. Com  a entrada do pecado na vida humana inicia-se uma alienação progressiva em relação ao propósito para qual foi criada (Gn 4.11). Contudo, num contexto de degradação moral e espiritual, Deus chama um homem e promete que, por intermédio de sua descendência, abençoaria todas as famílias da terra (Gn 12.1-3).

Todo o Antigo Testamento é a preparação e a revelação gradativa acerca do cumprimento desta promessa: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho...” (Gl 4.4). A bênção prometida a Abraão chega a todos por Jesus Cristo (Gl 3.14). Hoje a Igreja tem a missão de tornar conhecido a todos os homens o plano divino de salvação (Mt 28.18-20). Em Apocalipse 5.9, vemos registrada a concretização do anseio e plano missionário de Deus, quando os salvos de “toda tribo, e língua, e povo, e nação” estarão entoando um novo cântico ao Criador, Cumprindo, assim, a finalidade principal do ser humano: glorificar a Deus!

2.2. Cristo, a figura central.
A Bíblia, a palavra de Deus revela o Senhor Jesus Cristo como o Messias prometido, a figura central em todas as dispensações. Ele é a pessoa principal de toda a pregação e ensino. Ele aparece figurado: nas vestimentas de pele com que o Senhor vestiu a Adão e Eva, sua mulher (Gn 3.21); no carneiro imolado em lugar de Isaque (Gn 22.13-14); no cordeiro pascoal sacrificado na saída dos filhos de Israel do Egito: na nuvem que guiava os israelitas de dia e na coluna de fogo que os aquecia a noite. Enfim, Jesus é o centro da Bíblia. O próprio Jesus fez questão de falar que as Escrituras testificavam dEle (Jo 5.39). E, para que não houvesse dúvidas, o Pai confirmou Seu ministério, para que todos nEle cressem (Jo 8.14-18).

Jesus Cristo é a pessoa na história que cumpriu a maior missão já existente. Ele mesmo afirmou que veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10). Cristo consolidou Sua missão quando: morreu na cruz, ressuscitou ao terceiro dia, aniquilou o poder da morte e do pecado, e conquistou para todos nós o direito da vida eterna. Após Sua ascensão. Ele nos deixou Seu legado: a missão de difundir o plano de salvação para todas as nações (Mt 28.18-20).

2.3. Bíblia, o alicerce.
Na Bíblia encontramos a revelação de tudo quanto necessitamos e precisamos saber para a prática da obra missionária. Sem a Palavra de Deus, é impossível a evangelização do mundo. Nela encontramos que e nossa a responsabilidade da proclamação do plano divino de salvação, o poder e a capacitação para cumprirmos a missão, e a mensagem a ser anunciada. Quanto mais convictos estiverem os discípulos de Jesus Cristo acerca da autoridade da Bíblia, maior será o comprometimento com a obra missionária. O próprio registro da mensagem em formato de livros tinha um propósito missionário (Jo 20.30-32).

Ao longo da história, vemos a Igreja estimulando a leitura, aquisição e disseminação da Palavra de Deus como instrumento valioso para que o ser humano conheça o amor divino e Seu plano de salvação. A partir da firme convicção da interação entre a Bíblia e a obra missionária é que as diversas agências e sociedades bíblicas têm enfatizado a importância da tradução e distribuição da Palavra de Deus alcançarem proporções cada vez maiores.

3. Missões e a trindade.
Um dos textos bíblicos que enfatiza o trabalho do Deus Trino na obra missionária é o que registra a ordem de Jesus Cristo: “...ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). Assim, cada Pessoa da Trindade está envolvida no envio, no comissionamento, na capacitação e na promoção da ação missionária.

3.1. A participação de Deus Pai.
O conferencista em Missões, Robert E. Speer, declarou: “É no próprio ser e caráter de Deus que a base mais profunda do esforço missionário deve ser encontrada”. É importante que esta ênfase teocêntrica seja destacada em Missões, pois, como o apóstolo Paulo registrou na epístola de Efésios, somos abençoados, escolhidos, redimidos “para louvor e glória da sua graça...”; “...para louvor da sua glória...” (Ef 1.3-14). Deus Pai nos criou para que relacionássemos com Ele. Após o pecado, agiu para que ocorresse a reconciliação.

Assim desde o princípio, a obra missionária é a missão de Deus (“Missio Dei”). Ele enviou Abraão, Jose, Moisés, os profetas e Jesus Cristo, o Salvador (Jo 3.16-17; 6.38; 20.21).

3.2. A participação de Jesus Cristo.
Em Jesus Cristo encontramos a realização plena da ação missionária de Deus Pai. Enviado pelo Pai, veio para “servir e dar a sua vida em resgate de muitos”, “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo” (Mc 10.45; Fp 2.6-8). Ele é o cumprimento das promessas do Antigo Testamento desde Gênesis 3.15. Assim, Jesus Cristo é o modelo no cumprimento da missão: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21). Após Sua ressurreição, Ele abre o entendimento dos discípulos para compreenderem as escrituras (Lc 24.25) e mostra-lhes que já estava previsto no Antigo Testamento a Sua vinda, que padeceria, ressuscitaria e que “...em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações” (Lc 24.46-47). Ele declara: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt 28.18), antes de lançar a chamada Grande Comissão.

O senhorio de Jesus Cristo é universal, logo a missão também é universa; “todas as nações”. Ele não somente comissionou, mas prometeu estar com os Seus discípulos. A presença de Jesus Cristo, que tem todo o poder, é a garantia de que a missão alcançará êxito. Ele é a mensagem. A missão e a mensagem são cristocêntricas. Em uma ocasião, um hindu questionou o Dr. E. Stanley Jones: “O que o cristianismo oferece que não encontramos em nossa religião?”. Então, ele respondeu: “Jesus Cristo”.

3.3. A participação do Espírito Santo.
O Espírito Santo atua na história desde o princípio: “o Espírito de Deus se movia” (Gn 1.2). Atuou na criação (Jó 33.4; Sl 104.30). Continua atuando até hoje. Por todo o período do Antigo testamento vemos a ação do Espírito santo na vida de tantos que foram chamados e enviados por Deus, capacitando-os para o cumprimento da missão. Logo no início do Novo testamento lá está o Espírito Santo agindo em Maria para a encarnação de jesus Cristo, enchendo Isabel, mãe de João Batista, e, depois, ungindo o próprio Messias (Lc 1.35, 42; 3.22). Pelo Espírito Santo, jesus Cristo se ofereceu como sacrifício (Hb 9.14). O próprio Jesus Cristo prometeu que o Espírito Santo estaria sempre conosco (Jo 14.16).

As últimas palavras de Jesus Cristo antes da ascensão foram sobre o Espírito Santo e Sua atuação na vida dos Seus discípulos, capacitando-os para a proclamação do Evangelho da salvação “até os confins da terra” (At 1.8). Lemos no livro de Atos o Espírito Santo não apenas capacitando, mas dirigindo a obra missionária (At 4.31; 13.2; 16.6-7). Portanto, o Espírito Santo e a missão não podem ser separados. Ele é um Espírito Missionário.

Conclusão.
Considerando que o Deus Trino e Uno se revela como Missionário, desde o princípio, e que, em Sua soberania, decidiu vocacionar homens nascidos de novo para cumprir a missão de tornar conhecido o plano de salvação para a humanidade, é imprescindível que a Igreja priorize tal atividade.

Questionário.

1. Quem idealizou a missão de salvar o mundo?
R: Deus (Gl 3.8).

2. Em Seu grande projeto de redenção, o que o Criador fixou?
R: Tempos e estações para cumpri-lo (At 1.7).

3. Sem a Palavra de Deus, o que é impossível?
R: A evangelização do mundo (Jo 20.30-31).

4. Quem é o cumprimento das promessas do Antigo Testamento desde Gênesis 3.15?
R: Jesus Cristo (Fp 2.6-8).

5. O que Jesus Cristo prometeu acerca do Espírito Santo?
R: Que Ele estaria sempre conosco (Jo 14.16).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Evangelismo, Missões e Discipulado, A tarefa primordial da igreja, Jovens e Adultos, edição do professor, 3º trimestre de 2017, ano 27, Nº 104, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

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