Programa Nova Dimensão. Um programa gospel gratuito para sua rádio

O programa Nova Dimensão é um programa gospel gratuito para sua rádio ou webradio, com duração de apenas meia hora e disponibilizado diariamente para download, o programa pode ser baixado e utilizado gratuitamente por sua emissora, desde que não seja feita nenhuma edição no audio.

O programa Nova Dimensão é apresentado pelo presbítero da igreja Assembleia de Deus, Cido Silva, ex-radialista que atuou quase vinte anos em emissoras comerciais do estado de mato Grosso.

Um programa dinâmico e agradável a todos os públicos, tocando louvores de todas as épocas e atendendo todos os gostos, com uma palavra profética de sete minutos de duração.

Gostaria de transmitir e sua rádio, entre em contato através do e-mail pb.cidosilva@outlook.com e visite o link: https://www.dropbox.com/sh/d0hrfpkrmui4r8h/AABibzdNM9En_kKbNxVUn_-4a?dl=0

 

Editora Betel Lição 6 As bem-aventuranças do Reino de Deus.

 Aula para o dia 07 de agosto de 2016

Editora Betel Lição 6 As bem-aventuranças do Reino de Deus.


Texto Áureo
Mateus 5.1
“E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos.”
Verdade Aplicada
Os pertencentes ao Reino dos céus são conhecidos pelo seu caráter, convicção e grande alegria.
Objetivos da Lição
Descrever as bem-aventuranças de acordo com o ensino de Jesus;
Mostrar p que é felicidade e quem a possui;
Ensinar os porquês da felicidade dos pertencentes ao Reino dos céus.
Glossário
Auspicioso: De bom agouro; esperançoso, prometedor;
Bem-aventurança: Felicidade perfeita, principalmente dos eleitos do Senhor;
Demanda: Ação judicial proposta e disputada contenciosamente; disputa, discussão.
Leituras complementares
Segunda Mt 5.2
Terça Mt 5.10
Quarta Mt 5.11
Quinta Mt 5.12
Sexta Mt 5.13
Sábado Mt 5.14
Textos de Referência.
Mateus 5.3-9
3 Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus;
4 Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
5 Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
9 Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Hinos sugeridos.
60, 126, 240
Motivo de Oração
Peça ao Espírito Santo para encorajar aqueles que abriram mão de tudo para seguir a Jesus.
Esboço da Lição
Introdução
1. A descrição das bem-aventuranças.
2. De quem são as bem-aventuranças?
3. Os porquês das bem-aventuranças.
Conclusão
Introdução
Bem-aventuranças são o estado permanente da perfeita satisfação e plenitude apenas alcançada pelos súditos do Reino. Isso significa que os Seus discípulos precisam aprender dEle como serem felizes desde já.
1. A descrição das bem-aventuranças.
Jesus enunciou aos Seus discípulos uma série de bem-aventuranças. Será que elas têm importância para nós hoje? Sim, elas são um modo de expressarmos um caráter que glorifique ao Pai e de nos realizarmos como súditos do Reino e discípulos de Jesus.
1.1. A primeira tríade das bem aventuranças.
Bem-aventurado no grego é “macários”, que significa “estado de felicidade profunda”, cujo sinônimo perfeito no português é beatitude. Da mesma raiz latina “beatus”, que significa “feliz”. Deus nos preparou um caminho de felicidade ligado à ética. Felizes são os humildes de espírito em relação a Deus e ao próximo e não os soberbos desse mundo. Afortunados são os que choram, não por tristeza comum, mas por sofrerem pelo Reino dos céus. Felizes são os mansos, capazes de manterem a força da paciência quando sofrem oposição e são insultados.
Explique para os alunos que a engrenagem principal que deve promover a felicidade plena e permanente é a prioridade do reino de Deus na vida do cristão (Mt 6.33). Comente com os alunos que a dependência de Deus, seu choro e sua paciência em meio ao sofrimento, por causa do Reino dos céus não torna os cristãos infelizes, pelo contrário, torna-os possuidores de uma indescritível felicidade e gratidão a Deu, porquanto a atenção da pessoa está centralizada no Reino e não em si mesma.
1.2. A segunda tríade das bem-aventuranças.
Prósperos são “os que têm fome e sede de justiça” e não os que folgam com a injustiça e a causam. O sentimento da busca pela justiça que vem dos céus deve ser tão forte como a fome, em que a pessoa sinta dor e não seja capaz de pensar facilmente noutras coisas. Os súditos do Reino devem ser cheios de misericórdia e não insensíveis à miséria alheia. Devemos demonstrar a prática da bondade em favor dos miseráveis e aflitos. “Os limpos de coração” são aqueles que cultivam internamente o temor a Deus e se santificam. Os tais terão uma visão beatífica, que é o próprio Deus!
Ensine para os alunos que estas bem-aventuranças são exercícios interiores que se expressam externamente e visam que a pessoa cultive em seu coração o dever de promover o seu semelhante, isso é ter fome e sede de justiça e praticar misericórdia. Comente com os alunos que tal prática não lhe dá o direito de se sentir superior, nem de ser cobiçoso de vanglória, mas servo de Deus como Jesus Cristo foi (Fp 2.5-11). Reforce para os alunos que, igualmente, limpeza de coração não diz respeito apenas a adultérios e invejas, mas um temor a Deus em que a pessoa se santifique de toda contaminação e rapina (Mt 23.25; Lc 11.39). Ensine para os alunos que Jesus chama de bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, isto é, os que desejam acima de tudo ajustar-se à mente do Senhor. Eles não anelam por se tornarem ricos, poderosos ou eruditos, mas por serem santos. Diga para os alunos que bem-aventurados são todos os tais. Um dia terão o suficiente do que desejam. Um dia acordarão revestidos à semelhança de Deus e serão satisfeitos (Sl 17.15).
1.3. A terceira tríade das bem-aventuranças.
Os pacificadores são aqueles que não apenas amam a paz, ou aqueles que preferem a paz do que a uma “boa demanda”, mas são aqueles que promovem pacificação de fato. São os que têm maturidade suficiente para reconciliar inimigos. Os tais tornam-se participantes da natureza divina, ou seja, filhos de Deus. A seguir, “os que sofrem perseguição por causa da justiça” são agentes de transformação de um sistema corrupto e injusto que não se renderão, seja no âmbito religioso, político ou os dois simultaneamente. Na mesma categoria estão os que sofrem perseguição por amor a Cristo. São vítimas de calúnias, perseguição e toda sorte de mentiras. A estes pertencem não só o Reino, mas também o galardão.
Explique para os alunos que o Senhor Jesus Cristo estabeleceu que a ética dos súditos do Reino de Deus consiste em ir além do mero amor à paz ou ausência de conflitos. É lamentável que existam pessoas que busquem confusões e cismas. A Palavra nos diz que Deus abomina os tais. Ressalte para os alunos que também devemos estar conscientes que Deus quer usar as nossas vidas como agentes de transformação do meio, através de Cristo e Sua justiça, mas para isso temos que sofrer, olhando sempre para Jesus (Fp 2.5-11; Hb 12.2). Ensine para os alunos que os pacificadores são os que exercem a sua influência pessoal a fim de promoverem a paz e o amor, tanto em particular como em público, em casa ou no estrangeiro. São os que se esforçam para que todos os homens se amem mutuamente (Rm 13.10). Diga para os alunos que bem-aventurados são todos esses, pois, estão realizando a mesma obra que o Filho de Deus iniciou, quando veio à Terra pela primeira vez, e que Ele terminará em, Sua segunda vinda.
2. De que são as bem-aventuranças?
A felicidade é um estado pertencente aos que nasceram de novo, tornando-se assim filhos de Deus (Jo 1.12). É tanto um estado quanto um direito assegurado aos herdeiros de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor.
2.1. Dos que pertencem ao Reino dos Céus.
Há dois aspectos em relação ao reino dos Céus referindo-se ao indivíduo: situação e tempo. Em relação à situação, é estar dentro ou fora do Reino. Para os que estão dentro pelo novo nascimento há o aspecto presente e porvir do Reino de Deus. Portanto, esse estado de felicidade pertence aos discípulos de Cristo, aos que ouvem e atendem a Sua Palavra. Ou seja, aos que estão dentro do Reino pelo novo nascimento e obediência. Qual a sua situação em relação ao Reino de Deus? Você já experimentou o novo nascimento?
Enfatize para os alunos que o estado de felicidade profunda só pode ser desfrutado pelos que nasceram de novo e permanecem dentro do Reino de Deus. Ensine para os alunos que bem-aventuranças é diferente de possuir uma confissão religiosa, e/ou estar ligado a uma instituição. É sim ter uma fé prática na Palavra de Cristo. É obedecê-lo incondicionalmente até a morte.
2.2. Dos que cultivam as virtudes do Reino.
As virtudes arroladas pelo Senhor Jesus Cristo nas bem-aventuranças são: humildade, choro, mansidão, sede e fome de justiça, misericórdia, santificação a partir do coração e o ser perseguido por causa da justiça e por amor a Cristo. Para alguns, nem todas deveriam ser consideradas virtudes, pois o choro e a mansidão poderiam ser consideradas como fraquezas. Não devemos nos preocupar com isso, pois Jesus determinou como virtude. A mentalidade natural nunca entenderá as coisas do Espírito (1Co 2.14). Paulo também discorre sobre a maioria das bem-aventuranças, porém ele as chama de fruto do Espírito.
Mostre para os alunos que ser feliz segundo as palavras de Jesus é cultivar as beatitudes. As beatitudes são elementos éticos que não só demonstram o entendimento do propósito de Deus para a vida, mas também são um estado de felicidade tão profunda e de alegria que só os filhos de Deus experimentam na sua maior intensidade.
2.3. Dos que sofrem pela justiça e por Cristo.
A felicidade que Jesus fala não abre mão do sofrimento. Se observarmos, o sofrimento se faz presente desde a primeira bem-aventurança até a última. Vivemos num mundo que idolatra a soberba e a autossuficiência. Dessa maneira, a humildade não é bem-vinda e ainda merece desprezo, oposição velada ou até mesmo escárnio. Ser fiel a Deus é suportar essas coisas com paciência e resignação até a morte. Ninguém gostaria de sofrer ou sentir alguma dor por coisas boas, mas o mundo se afastou de tal maneira de Deus que não tem como ser diferente. Há lugares em que cristãos são presos, torturados, confiscados os seus bens, entre outros. Entretanto, eles não devem ser considerados desafortunados, mas venturosos.
Mostre para os alunos que a vida cristã é feliz em meio ao sofrimento. Visto que a vida cristã se fixa no propósito de agradar a Deus, mas, pelo fato de o mundo estar corrompido pelo pecado e o maligno, certo é que todo o cristão terá dificuldades, oposições e perseguições. Ressalte para os alunos que não há um padrão e sim níveis de perseguições, pois à medida em que o retorno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo se aproxima o espectro da perseguição tende a aumentar. Todavia, o verdadeiro cristão é feliz na esperança da sua salvação. Assim, ele não reclama, não amaldiçoa e não ressente do mal.
3. Os porquês das bem-aventuranças.
As bem-aventuranças são seguidas de oito porquês. Isso indica uma ênfase de Jesus Cristo em mostrar a razão delas. Significando também que a fé cristã não é “um tiro no escuro” e nem há surpresas totais, posto que Jesus é absolutamente transparente e a felicidade profunda do Reino é garantida.
3.1. As promessas aos felizes.
A vida cristã é feliz por ser resultado da comunhão, da presença de Deus e da perseverança dos santos. Mas a verdade é que nem sempre isso pode ser constatado. A explicação está na ausência de alguma das coisas supracitadas, ou de todas elas, tornando essa pessoa um cristão nominal, mas de fé morta. Porém, ao nos voltarmos para as bem-aventuranças, elas estão cheias de ditosas promessas: “serão consolados”, “herdarão a terra” etc. Assim, o fiel Deus tem um constante sentimento auspicioso.
Explique para os alunos que a felicidade cristã é sobretudo baseada na comunhão com o Espírito Santo (2Co 13.13; Gl 5.16). Reforce para os alunos que o próprio Espírito no interior dos crentes é o selo e penhor de uma gloriosa promessa: o resgate definitivo da Igreja, o Corpo de Cristo, por ocasião da vinda de Jesus (2Co 1.22; 5.5).
3.2. A alegria da esperança dos felizes.
A alegria do cristão não é um sentimento que este passivamente torna-se recebedor. É antes o resultado de uma escolha, de um cultivo e de obediência. Note que o Senhor Jesus diz: “Exultai e alegrai-vos, porque grande é o vosso galardão nos céus” (Mt 5.12). Paulo também fala sobre a alegria sob a mesma perspectiva (Rm 12.12; 2Co 13.11; Fp 4.4). Pela comunhão que cultivamos, já temos o fruto do Espírito denominado gozo, mas ante a expectativa de tais promessas devemos nos exultar e alegrar. Infelizmente, nem todos compreendem e obedecem esta palavra Jesus. Ao contrário, são manhosos, murmuradores e cheios de autopiedade, passando uma impressão muito negativa. Porém, haverá sempre os fiéis que exultam na esperança.
Assinale para os alunos que a exultação do cristão é um elemento que o identifica com bem aventuranças, ou seja, “quem goza da bem-aventurança celeste”. Elabore as seguintes perguntas para os alunos: “Com que lado da vida cristã você resolveu ficar? Você se concentra apenas nas provações ou nas promessas auspiciosas de Cristo?”.
3.3. O resultado da identidade dos felizes.
As bem-aventuranças são atitudes e sentimentos que geram uma identidade de filhos de Deus. Os filhos de Deus têm uma maneira própria de pensar, de agir e de sentir que os tornam parecidos com o Pai celestial. É dessa maneira que eles são sal e luz do mundo, ou seja, toda uma vida que agrada a Deus e gera a glorificação do Seu Santo Nome. Somos desafiados a brilharmos diante dos infiéis com boas obras e dessa maneira glorificarmos ao Pai celestial. O apóstolo Pedro mais tarde também escreve sobre o assunto (1Pe 2.12). Este é um alvo que devemos perseguir.
Mostre para os alunos que devemos ser imitadores de Cristo na busca de nos parecermos com o Pai celestial (1Co 11.1). Se temos o Espírito Santo, já temos em nós o fogo celestial que nos movimentará nessa direção, ou seja, de sermos luz e produzirmos a glorificação a Deus por parte daqueles “Creio que houve falha na redação da revista, faltou a complementação”
Conclusão.
As bem-aventuranças são tanto um estado de felicidade quanto um compromisso ético daqueles que são filhos de Deus, cujo objetivo final é, através do novo pensar, ter um estilo de vida que glorifique a Deus.
Questionário.
1. O que significa bem-aventurança?
R: Felicidade profunda (Mt 5.1-12).
2. O que a mentalidade natural nunca entenderá?
R: As coisas do Espírito (1Co 2.14).
3. De quem são as bem-aventuranças?
R: Dos que pertencem ao Reino dos Céus; dos que cultivam as virtudes do Reino; dos que sofrem pela justiça e por Cristo (Jo 1.12).
4. Quantos são os porquês das bem-aventuranças?
R: Oito porquês (Mt 5.1-12).
5. A alegria de Cristo em nós é resultado de quê?
R: De uma escolha, cultivo e obediência (Mt 5.12).
Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Edição Histórica, Jovens e Adultos, edição do professor, 3º trimestre de 2016, ano 26, Nº 100, Mateus uma visão panorâmica do Evangelho do Rei.

CPAD Lição 6 A Evangelização dos Grupos Desafiadores.

Aula para o dia 7 de Agosto  de 2016
 
CPAD Lição 6 A Evangelização dos Grupos Desafiadores.
 
TEXTO ÁUREO
(Jo 6.37)
"[...] e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.
VERDADE PRÁTICA
Falar de Cristo às prostitutas, criminosos e viciados também faz parte da missão evangelizadora da Igreja.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Lc 7.37 Jesus transforma as prostitutas
Terça - 1 Co 6.10,11 Jesus transforma os homossexuais que desejam ser transformados
Quarta - Lc 23.42,43 Jesus transforma os criminosos
Quinta - 2 Co 5.17 A nova criatura em Cristo
Sexta-feira - Jo 3.3 A importância do novo nascimento
Sábado - Is 1.18 Em Cristo, todos os pecados são apagados
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 7.36-50
36 - E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa.
37 - E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento.
38 - E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o unguento.
39 - Quando isso viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.
40 - E, respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre.
41 - Um certo credor tinha dois devedores; um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro, cinquenta.
42 - E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois: qual deles o amará mais?
43 - E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem.
44 - E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas e mos enxugou com os seus cabelos.
45 - Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.
46 - Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento.
47 - Por isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.
48 - E disse a ela: Os teus pecados te são perdoados.
49 - E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados?
50 - E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.
OBJETIVO GERAL
Mostrar que falar de Cristo aos grupos desafiadores também faz parte da missão evangelizadora da igreja.
HINOS SUGERIDOS: 220, 394, 409 da Harpa Cristã
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
Mostrar que o Evangelho de Jesus Cristo é inclusivo.
Conscientizar de que precisamos evangelizar as prostitutas.
Saber que devemos pregar o evangelho aos homossexuais.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
O Evangelho de Jesus Cristo é inclusivo. O Salvador veio para todos. Jesus pregou para as mulheres em uma cultura onde elas não eram valorizadas. Ele evangelizou senhoras de bem, mas também evangelizou algumas, como a samaritana, cuja reputação não era boa. Ele acolheu os cegos, os aleijados, os publicanos e os pobres. Sua atitude de amor foi duramente criticada pelos líderes religiosos de sua época. Ele foi chamado de amigo de pecadores: "Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo de publicanos e  pecadores [...]" (Mt 11.19). Jesus não aprovou o pecado, mas sempre se mostrou acessível ao pecador e as suas necessidades.  O Salvador não excluiu ninguém. Seu convite generoso ainda está aberto para todos que se sentem rejeitados, cansados e oprimidos (Mt 11.28). Sigamos o exemplo do Mestre alcançando os grupos desafiadores do nosso tempo.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A igreja do século 21 tem um grande trabalho pela frente: evangelizar os grupos desafiadores, dentre os quais destacamos as prostitutas, os homossexuais, os criminosos e os viciados. Tais pessoas não podem ser ignoradas em nossas ações evangelísticas.
Diante desse desafio, que exige uma ação concentrada de toda a igreja, saiamos a ganhar, para Cristo, os que se acham nos becos, sarjetas, prostíbulos, presídios e cracolândias. Jesus nunca deixou um marginalizado sem consolo e alívio. Ele disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei (Mt 11.28).
PONTO CENTRAL
Como Igreja do Senhor, precisamos alcançar com o evangelho os grupos desafiadores.
I - JESUS ANUNCIA O EVANGELHO DA INCLUSÃO
A narrativa da pecadora que, além de ungir Jesus, lavou-lhe os pés com as lágrimas, enxugando-os com os próprios cabelos, mostra a ação inclusiva do Evangelho de Cristo.
1. A reação do fariseu, o incluído. Vendo a pecadora adorando o Salvador, o fariseu pôs-se a murmurar contra o caráter e a missão de Jesus (Lc 7.39). Ele julgava-se bom, justo e repleto de boas obras. Aos próprios olhos, já estava incluso no Reino de Deus. Por esse motivo, achava-se no direito de excluir aquela prostituta, condenando-a ao fogo do inferno. Assim agiam os adeptos do farisaísmo (Lc 18.11).
Será que não estamos agindo de igual maneira frente aos que necessitam ouvir o Evangelho amoroso e inclusivo de Cristo? Não devemos excluir os que Deus quer incluir.
2. A reação da mulher, a excluída. Àquela pecadora não restava outra coisa senão chorar e adorar a Jesus com seu unguento e lágrimas (Lc 7.38). Ela nada podia alegar em sua defesa, pois todos sabiam quem era ela e o que fazia. Não  podemos desprezar, pois, os que, ao nosso redor, choram envergonhados de seus pecados.
3. Reação de Jesus, o amor inclusivo. Diante da insensibilidade do fariseu, o Senhor mostra a fé operosa daquela pecadora (Lc 7.44-46). Em seguida, diante de todos, Jesus inclui a mulher no Reino de Deus: "Os teus pecados te são perdoados. A tua fé te salvou; vai-te em paz" (Lc 7.48,50).
SÍNTESE DO TÓPICO I
Jesus, o Filho de Deus, não excluiu ninguém. Ele anunciou o Evangelho da inclusão.
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
"Embora Jesus seja amigo dos desterrados e pecadores, seu ministério às pessoas menosprezadas não exclui interesse nos membros respeitáveis da sociedade. Eles também precisam do Evangelho. Jesus quer compartilhá-lo com pessoas de todas as convicções.
O relato do jantar de Jesus na casa de Simão, o Fariseu, ilustra seu ensino sobre o pecado e a salvação. Uma mulher entra na casa de Simeão sem ser convidada. Lucas a chama de bamartolos, melhor entendido aqui por 'prostituta'. Ela sabe que Jesus está lá; a refeição de que Ele está participando não é particular. Como era comum naqueles dias, outros tinham acesso a uma refeição em honra de um mestre distinto, ainda que esta mulher nunca fosse bem-vinda na casa de um fariseu.
Obviamente esta mulher tem pouca ou nenhuma preocupação com a opinião pública. Ela esqueceu que uma mulher decente não solta os cabelos em público. Parece justo dizer que ela já conhece Jesus como seu Salvador. Ela pode ter estado entre as pessoas que ouviram os ensinos de Jesus e foram convencidas dos seus caminhos maus. Ela se arrependeu, e Ele mudou a vida dela e a pôs no caminho do autorrespeito. Como pecadora perdoada ela conhece o real significado da tristeza pelo pecado" (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4.ed. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 361).
CONHEÇA MAIS
*Lucas 7.39
"Nesse texto a mulher é identificada como uma 'pecadora' [hamartolos], significando que era uma prostituta, ou a esposa de um homem cujo trabalho era considerado desonrado. Como o versículo 47 relata que Jesus falou dos 'seus' muitos pecados, devemos aparentemente preferir a primeira possibilidade.
Ao se abaixar e se inclinar sobre os pés de Jesus, a mulher de repente se tornou o foco da atenção de todos. A maneira de cada um interpretar seu ato, e as conclusões a que chegaram, nos ensina mais sobre cada pessoa do que sobre esta mulher." Para conhecer mais, leia Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, CPAD, p. 159
II - O EVANGELHO ÀS PROSTITUTAS
Na evangelização das prostitutas, há duas perguntas a responder. Por que e como evangelizá-las?
1. Por que evangelizar as prostitutas. A resposta a esta pergunta é mais do que óbvia. Devemos evangelizá-las porque Jesus morreu por elas também (Jo 3.14-16). Logo, como já deixamos claro no tópico anterior, estejamos aptos a falar-lhes de Cristo. Várias são as mulheres que, libertas de pecados sexuais, tornaram-se heroínas da fé, como Raabe e a mulher pecadora na casa de Simão (Hb 11.31; Lc 7). 
2. Como evangelizar as prostitutas. Embora nada impeça que um homem crente evangelize uma prostituta, recomenda-se, sempre que possível, que esse trabalho seja acompanhado por uma equipe feminina. Seja como for, que essas mulheres ouçam o Evangelho de Cristo. Todavia, acautelemo-nos daquelas que, embora aprendam sempre, jamais chegam ao conhecimento da verdade, em consequência de seu amor à vida pecaminosa (2 Tm 3.7).
SÍNTESE DO TÓPICO II
As prostituas também precisam ser alcançadas pelo Evangelho de Jesus Cristo.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"Nos tempos bíblicos, o meretrício era praticado com finalidades mercenárias e religiosas. Esse fato deve ser observado no uso das várias palavras hebraicas que se referem a uma meretriz. A palavra hebraica zona normalmente se refere a uma mulher que se ocupa dessa prática com finalidades monetárias. A prostituta religiosa era normalmente chamada de g desha, palavra que designava  uma mulher pertencente a uma classe especial de indivíduos  religiosamente consagrados. Tanto na época do Antigo Testamento como do Novo Testamento, era muito comum que os sistemas religiosos pagãos empregassem regularmente prostitutas em seus rituais religiosos nos santuários de seus ídolos, e as religiões não faziam exceção a esse costume. Era um sistema que endeusava os órgãos e as forças reprodutoras na suposição de que a reprodução e a fertilidade da natureza eram controladas pelas relações sexuais entre deuses e deusas. Nesses santuários, os adoradores  dessas seitas participavam de relações sexuais com prostitutas religiosas (do sexo masculino e feminino) do santuário acreditando que elas iriam induzir os deuses e as deusas  a fazer o mesmo trazendo, dessa forma, fertilidade e produtividade, aos campos e aos rebanhos.
A Bíblia defende consistentemente a pureza moral e mantém uma posição firme contra a prostituição de qualquer tipo. Várias proibições podem ser encontradas na lei mosaica (Lv 19.29; 21.7,14; Dt 22.2)" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 1254).
III - O EVANGELHO AOS HOMOSSEXUAIS
Ao contrário do que alguns supõem, Cristo também liberta e salva os homossexuais. Este grupo precisa ser incluído em nossas ações evangelísticas.
1. Homossexuais em Corinto. Entre os crentes de Corinto, havia também ex-homossexuais que, ao se arrependerem de seus pecados, deixaram as velhas práticas. E, agora, achavam-se entre os santos daquela igreja (1 Co 6.10,11). Sua conversão não era propaganda enganosa, mas real e constatável. Basta esse único caso para comprovar o poder do Evangelho.
2. Como evangelizar os homossexuais. Os homossexuais, tanto homens quanto mulheres, devem ser abordados direta, mas respeitosa e amorosamente. Devemos vê-los como as demais pessoas carentes da graça de Deus. Se crerem no Evangelho e arrependerem-se de seus pecados, certamente serão salvos.
Já convertido, o ex-homossexual será devidamente discipulado e integrado à igreja. E, bem orientado, começará uma vida nova que, em todas as coisas, glorificará o nome de Deus.
SÍNTESE DO TÓPICO III
Jesus ama os homossexuais, por isso, precisamos alcançá-los com o Evangelho.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Professor, aproveite a temática do tópico para enfatizar que o crente não deve jamais atacar os homossexuais. Não podemos julgar ou discriminar as pessoas. Nosso objetivo deve ser anunciar aos homossexuais o grande e puro amor de Deus, manifestado no sacrifício vicário de Jesus Cristo. Temos que aprender a amar o pecador e a odiar o pecado. Que jamais venhamos nos esquecer, como Igreja do Senhor, que Jesus morreu por toda a humanidade.  O Salvador não morreu somente pelos heterossexuais.  
Mostre que "o ato sexual com alguém do mesmo sexo é 'abominação' ao Senhor. Isto é, tal ato é, sobretudo, detestável e repulsivo a Deus (Lv 18.22).
Em Romanos 1.27, o apóstolo Paulo, certamente, considerou a abominação homossexual do homem e da mulher como a evidência máxima da degeneração humana, resultante da imoralidade e do abandono da pessoa por Deus. Qualquer nação que justifica o homossexualismo ou o lesbianismo, como modo aceitável de vida, está nas etapas finais da corrupção moral" (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp. 213,1697).
IV - O EVANGELHO AOS CRIMINOSOS
Nossas prisões acham-se abarrotadas de homens e mulheres que precisam ouvir a verdade libertadora do Evangelho (Jo 8.32).
1. A capelania de Paulo e Silas. Os primeiros capelães carcerários da Igreja de Cristo foram Paulo e Silas. Presos como criminosos comuns, realizaram um trabalho incomum na penitenciária de Filipos. Ali, através de seu testemunho e proclamação, ganharam o carcereiro e sua família para Jesus, além de evangelizar os outros presos (At 16.19-34).
2. A capelania da igreja atual. Num país como o Brasil, há um vasto campo no âmbito da capelania carcerária. A Igreja deve se esforçar para evangelizar os presídios e os menores que estão sofrendo medidas socioeducativas. Além disso, não deve se ausentar das áreas de risco, levando o Evangelho de Cristo às pessoas que traficam drogas e dependentes químicos.
SÍNTESE DO TÓPICO IV
Precisamos alcançar os criminosos com o Evangelho
SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
"Servir ao Senhor não é apenas um dever cristão, é também um privilégio. Deus podia usar outros meios para levar a mensagem de salvação ao pecador. Ele assim faz quando lhe apraz, mas isto não é regral geral; é exceção. Seu método é usar homens para falar a homens. O trabalho de ganhar almas para Deus é um privilégio que Ele nos concede para obtermos galardão no dia de Cristo (Fp 2.16).
Há, neste sentido, uma solene declaração da Bíblia em Provérbios 11.30. A salvação é dádiva de Deus, mas galardão é recompensa que o crente obtém sua atividade na obra do Senhor" (GILBERTO, Antônio. A Prática do Evangelismo Pessoal. 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, p. 23).
V - O EVANGELHO AOS VICIADOS
Dizem que o número de viciados em crack, no Brasil, pode chegar à casa do milhão. Se isso for verdade, estamos diante de uma tragédia social.
1. Viciados libertos. Na igreja em Corinto, havia também muitos irmãos libertos do álcool que, à semelhança de outras drogas, vinha minando as bases do Império Romano. Entretanto, os que dantes eram escravos do vício levavam, agora, uma vida produtiva e digna (1 Co 6.10,11). O mesmo aplica-se aos que, hoje, vivem aprisionados à cocaína, ao crack, ao haxixe e outras substâncias nocivas.
2. Como evangelizar os viciados. Não é fácil expor o Evangelho aos que vivem nas cracolândias. Muitos deles já não têm qualquer discernimento; comportam-se como mortos-vivos. Para alcançá-los, exige-se uma equipe evangelística especializada e assistida por profissionais competentes. As medidas de segurança não podem ser desprezadas.
SÍNTESE DO TÓPICO V
Como Igreja do Senhor, não pode deixar de pregar o Evangelho aos viciados.
SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
Há sempre uma porta aberta para se falar da salvação. No caso da samaritana, o assunto do momento era água e sede, e logo Jesus falou da água da vida que sacia a sede da alma. Vemos um caso idêntico em Atos, capítulo 8. Aí o assunto era leitura e logo o servo de Deus iniciou a conversa com uma pergunta também sobre leitura. Em João, capítulo 2, quando Jesus conversava com Nicodemos, talvez soprasse uma brisa, e logo Ele usou o vento como figura" (GILBERTO, Antônio. A Prática do Evangelismo Pessoal. 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, p. 33).
CONCLUSÃO
Há outros grupos desafiadores que não foram mencionados, mas que estão a requerer igual assistência. Busque conhecer as reais carências de sua cidade. O momento atual exige uma ação prioritária e urgente da Igreja de Cristo. Nenhum segmento social pode ficar de fora de nossa ação evangelística.
PARA REFLETIR
A respeito dos grupos desafiadores, responda:
Por que o Evangelho de Cristo é inclusivo?
Porque Jesus ama a todos. Seu sacrifício na cruz foi para todos.
Quais são os principais grupos desafiadores?
As prostitutas, homossexuais, viciados.
O que mostra a igreja coríntia?
Mostra que entre os crentes de Corinto, talvez, houvesse também ex-homossexuais que, ao se arrependerem de seus pecados, deixaram as velhas práticas. E, agora, achavam-se entre os santos daquela igreja (1 Co 6.10,11).
O que ensina a igreja coríntia?
Que os homossexuais podem ser evangelizados e salvos por Jesus Cristo. 
Como se pregar aos grupos desafiadores?
Esses grupos devem ser abordados direta, mas respeitosa e amorosamente. Devemos vê-los como pessoas carentes da graça de Deus.
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 67, p39. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição.
SUGESTÃO DE LEITURA
Comentário Bíblico Atos
Neste livro, o leitor entenderá por que os Atos dos Apóstolos são conhecidos também como os Atos do Espírito Santo.
Este não é um mero comentário de Atos. É um grande manual de evangelismo e missões.
Comentário Bíblico Marcos
Neste comentário, você verá por que Marcos foi inspirado a escrever o seu Evangelho. Entre outras coisas, ele visava: Mostrar Cristo aos Romanos, apresentar o Senhor Jesus como o servo de Jeová, ensinar que Ele não veio para ser servido, mas para servir e conduzir à obediência completa do Evangelho.
Pregação que fala às Mulheres
Nesta obra, Alice P. Mathews explora tanto os mitos e as realidades das mulheres como ouvintes, e a forma pela qual isso pode influenciar no entendimento da Palavra. Aprenda a lidar com o universo feminino e veja resultados positivos de sua explanação.
Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Adultos, O desafio da Evangelização, professor, 3º trimestre 2016.

CPAD Joven - Lição 6 Parábola do castigo e Exílio de Judá.

Aula para o dia 07 de julho de 2016
 
CPAD Joven - Lição 6 Parábola do castigo e Exílio de Judá.
 
Texto do dia.
(Is 5.20)
"Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!"
Síntese
Deus cuida dos seus filhos e tem grande esperança de que estes frutifiquem abundantemente; portanto, a falta de frutos adequados traz resultados desagradáveis.
Agenda de leitura
SEGUNDA - Is 5.1,2 Deus compara Israel com o vinha
TERÇA - Is 5.3,4 Deus comunica seu projeto e castigo ao povo
QUARTA - Is 5.5,6 Deus anuncia o exílio de Judá
QUINTA - Is 5.20 A perversão do povo é denunciada
SEXTA - Is 5.13 A falta de entendimento do povo causa o exílio
SÁBADO - 2 Cr 36.17-21 O cumprimento do castigo anunciado por Isaías
Objetivos
COMPREENDER o cuidado de Deus para com sua vinha, Israel;
ENTENDER o cuidado e a esperança de Deus para com seu povo;
MOSTRAR as consequências da desobediência de Israel.
Interação
Professor, seria interessante fazer a leitura do Salmo 80. Depois de ter concluído a lição, peça que os alunos formem grupos.  Cada grupo ficará com uma parte do salmo. Depois da leitura, os  alunos vão explicar o que entenderam. Esse salmo retrata o cativeiro do povo, provavelmente assírio. O exílio foi consequência da rebeldia e desobediência. Enfoque os versículos de contrição e quebrantamento presentes no Salmo.
Mostre que esse salmo foi escrito por alguém que realmente queria desfrutar novamente da comunhão e da presença de Deus.  No exílio, o povo passou a lembrar o quanto era agradável estar protegido pelo Senhor e ter a certeza da salvação.
Orientação Pedagógica
Professor, na aula de hoje estudaremos a respeito da parábola da vinha. Essa parábola representa o povo de Deus.  Por intermédio dessa história, aprendemos a respeito do nosso proceder. Sugerimos que você faça, no quadro, uma tabela com duas colunas. Na primeira coluna, faça uma relação dos principais pontos abordados nos tópicos I e II. Na segunda coluna,  faça uma contextualização dos tópicos abordados na primeira coluna. Por exemplo: Na primeira coluna, "Deus cultivou sua vinha". Na segunda coluna aponte o significado do fato de Deus cultivar a vinha fazendo uma relação com a nossa vida.
Texto bíblico
Isaías 5.1-8; 13
1 Agora, cantarei ao meu amado o cântico do meu querido a respeito da sua vinha. O meu amado tem uma vinha em um outeiro fértil.
2 E a cercou, e a limpou das pedras, e a plantou de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas.
3 Agora, pois, ó moradores de Jerusalém e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha.
4 Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?
5 Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto; derribarei a sua parede, para que seja pisada;
6 e a tornarei em deserto; não será podada, nem cavada; mas crescerão nela sarças e espinheiros; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela.
7 Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercessem juízo, e eis aqui opressão; justiça, e eis aqui clamor.
8 Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem herdade a herdade, até que não haja mais lugar, e fiquem como únicos moradores no meio da terra!
13 Portanto, o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A parábola da vinha, que além de parábola também é uma poesia, é um dos capítulos mais deprimentes de Isaías. Prevê muita ruína, catástrofes, mortes, fome, miséria e toda sorte de infortúnios ao povo de Deus desobediente, embora Ele tivesse os tratado com todo carinho, cuidado e amor para levá-los à obediência e submissão. Ele a plantou, tirou pedras, escolheu sementes, afofou a terra, edificou torre e lagar e cultivou seguindo técnicas primorosas, mas sua esperança se frustrou ao produzir uvas insuficientes e de má qualidade; então Ele a reprovou e entregou à própria sorte, permitindo ser pisada e maltratada pelo exército inimigo. Convém que tomemos como exemplo o povo de Israel para não incorrer no mesmo erro (1 Co 10.11).
I - A PARÁBOLA DA VINHA
1. Deus cultivou sua vinha. A vinha é uma plantação de uvas que obviamente são plantadas para produzir resultados ou lucros para o seu dono. Nessa parábola retratada por Isaías a vinha representa o povo de Israel e mais especificamente o reino de Judá e a cidade de Jerusalém, com todos os investimentos que Deus havia feito neles para que produzissem bons e abundantes frutos. A forma como o profeta retrata o cultivo da vinha evoca as técnicas agrícolas primorosas e intenso trabalho.
2. A escolha do local. O vinhateiro escolheu um outeiro para plantar sua vinha, num lugar de terras muito férteis (Is 5.1). Outeiro é um terreno com uma pequena elevação de terra que faz com que de longe se aviste a beleza do lugar, ou seja, Deus escolheu um lugar privilegiado para a vinha, querendo que ela fosse reconhecida pelo capricho do vinhateiro, pela beleza de sua organização e consequentemente pelas abundantes colheitas.
3. Deus plantou as melhores mudas. Israel era um povo escolhido entre as nações, era o povo eleito pelo Senhor. Ele mesmo escolheu seu povo quando chamou Abraão e cuidou para que sempre fossem preservados da maldade e tivesse os melhores resultados. Preservou-os da fome, da aniquilação, libertou-os da escravidão do Egito, guiou-os pelo deserto, providenciou-lhes maná do céu, os estabeleceu numa boa terra de abundâncias, guiou-os na escolha de reis e governadores, livrou-os de inimigos poderosos e lhes fez promessas grandiosas (Dt 8.2,3; Sl 107).
Pense
Assim como Deus esperou frutos do povo israelita, certamente Ele criou a Igreja para que ela possa dar frutos que o glorifiquem.
Ponto Importante
O povo de Israel não foi criado para glorificar a si mesmo, mas foi criado para mostrar Deus aos outros povos e servir de modelo para outras nações. Esse é o fruto que Deus esperou de Israel.
II - DEUS CUIDOU E ESPEROU COISAS BOAS DA VINHA
1. Ele afofou a terra e tirou as pedras. Mesmo sendo o solo da vinha adequado para o cultivo, era necessário prepará-lo para receber as mudas tenras. Isso significa que Deus trabalhou no sentido de moldar o coração do povo para receber sua Palavra. Deus criou as condições propícias para que tudo que Ele lhes dissesse desse resultado positivo. Ele amoleceu o coração do povo, transformando-o em um coração predisposto a produzir frutos. O Senhor tirou desse solo também as pedras que poderiam fazer morrer as plantas da vinha. Jesus disse na parábola do semeador (Mt 13.21) que as pedras significam a superficialidade da raiz, quando algo é plantado em solo pedregoso, pois não consegue se aprofundar e, vindo o sol, mata a planta. Ou seja, eram os inimigos de Israel, seus perseguidores, que Deus removeu daquela boa terra para que seu povo se estabelecesse num bom lugar. Deus cuidou para que nenhum impedimento atrapalhasse uma safra abundante.
2. Edificou uma torre e construiu um lagar. A torre remete à vigilância constante que Deus tinha de sua vinha. Ele ficava observando tudo ao redor para que nenhum inimigo ou animal silvestre invadisse ou destruísse a vinha. Mais uma afirmação do profeta que remete ao cuidado absoluto de Deus para com aqueles que Ele escolheu para ser seu povo. Ninguém invadiria Israel se Deus assim não o permitisse, pois estava sempre olhando tudo a volta do seu povo.
O lagar era o local onde as uvas eram espremidas, geralmente com os pés, depois da colheita; o lugar de processamento da safra, que depois resultava em suco de uva ou vinho (Is 63.3). Construir um lagar antecipadamente é sinônimo de muita esperança para com a colheita.
3. A esperança de Deus. O profeta afirma que Deus esperava que sua vinha desse excelente qualidade de uvas. Depois de todo o cuidado e capricho de Deus ao cultivar a vinha, era justamente essa a consequência óbvia. O vinhateiro esperava o bom resultado da tarefa cumprida com cuidado e amor, amor este não apenas como sentimento, mas também como obras, e eram boas obras o que se esperava do povo. A despeito de todo zelo e predileção de Deus pela sua vinha, ela produziu uvas amargas. Deus esperava de seu povo obediência à sua lei e ordenanças, a prática da justiça e submissão ao seu senhorio, mas tudo que Ele colheu foram roubos, injustiças, corrupção, idolatria, opressão e toda sorte de males. A maioria das acusações pecaminosas que Deus faz ao povo se refere aos relacionamentos interpessoais, pois Ele busca, através de seu trabalho de amor, que o povo respeite e ame seu próximo, mas isso não estava mais acontecendo.
Pense
Se Deus criou e cuidou de Israel dando a eles condições para seu crescimento, Ele também fará o mesmo com todo aquele que invocar seu nome sobre a face da Terra.
Ponto Importante
Uma das doutrinas fundamentais da fé cristã é a doutrina da providência. Essa doutrina afirma que Deus cuida da sua criação e dá a ela condições que possibilitam a sua continuidade e existência saudável. Deus não cria somente, mas Ele mesmo sustenta o que cria.
III - O CASTIGO E O EXÍLIO DA VINHA
1. A frustração divina. Deus se aborrece com seu povo, pois diante de tanto cuidado somente poderia haver boas colheitas. Ele mesmo disse que fez de tudo pela vinha (Is 5.4). Mas como os resultados foram frustrantes, Ele elegeu o próprio povo para julgar (Is.5.4) e o resultado do julgamento seria óbvio; suas palavras demonstram o que aconteceria (Is 5.5,6). Deus a abandonaria a seu próprio destino, afastaria dela seu amor e cuidado. Ela viraria pasto, seria pisada, se tornaria desertificada, cresceriam nela plantas que a sufocariam e lhe faltaria chuva. Tudo isso era o destino natural daqueles que se rebelam contra o cuidado de Deus.
2. Os "ais" aos desobedientes. Deus profere seis "ais" contra o povo de Israel, divididos em sete classes, cujo foco central é a inversão de valores que era praticada: Subvertendo a ordem natural das coisas, afirma-se que eles estavam chamando o mal de bem e vice-versa, transformando trevas em luz e vice-versa e chamando o amargo de doce e vice-versa (Is 5.20). Essas três afirmações colocam palavras negativas na frente das positivas; estas últimas é que eram as esperadas por Deus, mostrando que a cegueira espiritual, a falta de discernimento das coisas corretas, a falência da moral e da ética levaram o povo a confundir e trocar a obediência pelo pecado, sem nem perceberem o que estavam fazendo.
Em vários textos de Isaías, além do capítulo 5, se utiliza a palavra "ai", e como o próprio Jesus a utilizou (Mt 23). Seu significado tem a ver com a punição de Deus diante de atos ofensivos a Ele. Deus profere o seu primeiro "ai" contra aqueles que acumulam riquezas e consequentemente empobrecem os outros e os deixam entregues à morte (Is 5.8-10). O destino é que suas propriedades seriam reduzidas a pó e cinza e a produção da terra seria praticamente nula. Outro "ai" é proferido contra os festeiros, pois, estando bêbados, não conseguem enxergar as grandes obras e feitos de Deus, ou seja, em seus desejos de diversão ilícita, tornam-se estúpidos para com seu Criador; contra esses se diz que serão exilados, sofrerão fome e sede, descerão à cova aberta diante deles e que seriam extremamente humilhados. O próximo "ai" vai contra aqueles que se apegam a iniquidade (perversidade, depravação) e o pecado. Outro "ai" é proferido contra aqueles que praticam o suborno para obter favorecimento na justiça, negando-a ao que realmente é merecedor dela. A esses se diz que serão queimados e reduzidos a pó.
3. O poder do exército inimigo. Isaías prevê com extrema exatidão várias invasões que Judá e Jerusalém sofreriam, primeiramente pelos assírios, sob o comando de Senaqueribe em 701 a.C. e finalmente várias invasões pelo exército babilônico, culminando no cativeiro final e destruição de Jerusalém em 587 a.C., cumprindo-se a profecia de Isaías. O exército assírio era extremamente cruel, poderoso e assustador, e vinha conquistando o Oriente Médio. Eles cortavam mãos, pés, nariz e orelhas, arrancavam os olhos, escalpelavam, queimavam as pessoas vivas. Eram soldados sádicos (Na 3).
Pense
Deus espera alguma coisa de você, pois o investimento feito na cruz do Calvário exige de nós uma resposta. A maior resposta que podemos dar é viver entregues a sua vontade.
Ponto Importante
O exílio foi também uma fase pedagógica da história de Israel. O profeta Isaías vê o exílio como forma de correção, e não de destruição final da história de Israel.
A maioria das acusações pecaminosas que Deus faz ao povo se refere aos relacionamentos interpessoais, pois Ele busca, através de seu trabalho de amor, que o povo respeite e ame seu próximo.
SUBSÍDIO I
"No Salmo 80 a Igreja está representada como uma vide e uma vinha. A raiz desta vide é Cristo e os ramos são os crentes. A Igreja é como uma vide que precisa de apoio, mas que se estende e dá fruto. Se uma vide não der frutos, nenhuma outra planta valerá tão pouco quanto ela. E nós não somos plantados como em um horto bem cultivado, com todos os meios para darmos frutos em obras de justiça? [...].
A vinha foi desolada e destruída. Houve uma boa razão para esta mudança na maneira de Deus tratá-los. Tudo estará bem ou mal para nós, conforme nos submetemos aos sorrisos ou à face irada de Deus. [...].
Deus espera frutos daqueles que desfrutam privilégios. Os bons propósitos e os bons princípios são coisas boas, mas não são suficientes; deve haver fruto da vinha: pensamentos e afetos, palavras e ações agradáveis ao Espírito. Quando os erros e os vícios se excedem e se descontrolam, a vinha não é podada, e rapidamente começam a crescer espinhos. É triste que uma alma, no lugar das uvas da humildade, mansidão, amor, paciência, e desprezo pelo mundo, coisas que Deus busca, produza as uvas silvestres do orgulho, da paixão, do descontentamento, da maldade e do desdém para com Deus; em lugar das uvas da oração e louvor, estão as uvas silvestres de maldizer e jurar" (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.pp. 458;563-564). 
SUBSÍDIO II
"Vinho e vinha (5.1-5)
Israel é sempre mencionada como uma vinha no Antigo Testamento (cf. Sl 80.8; 14.15; Jr 2.21; Os 10.1; Zc 3.10). Deus é o guardador da vinha que alimenta e protege seu povo. Contudo, apesar do amável cuidado de Deus, a comunidade da aliança continuou a produzir o fruto amargo do pecado no lugar dos aprazíveis produtos da justiça. Jesus nos dá uma perspectiva disso quando se apresenta como 'videira verdadeira' (Jo 15.1). E lembra-nos que somente através de um íntimo relacionamento pessoal com Deus o ser humano produzirá o fruto que Ele deseja.
'Ajuntam casa a casa (5.8). Deus destruiu a Terra Santa em pequenas parcelas para que todas as famílias tivessem uma propriedade rural. Alguns possuírem muito, às custas de outros que têm cada vez  menos, é uma grande e terrível injustiça social. Os ricos dos nossos dias precisam também estar atentos a isso" (RICHARS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma  análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 413).
ESTANTE DO PROFESSOR
BUSIC, A. David. Perfeitamente Imperfeitos: Retrato de Personagens do Antigo Testamento. 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
CONCLUSÃO
O cuidado de Deus a favor do seu povo é perfeito, nada lhes falta (Sl 23). Ele os esconde debaixo de suas asas (Sl 91), portanto, provê tudo e tem grande esperança de que nós frutifiquemos abundantemente
Hora da revisão.
Que povo Isaías está retratando na parábola da vinha?
O povo escolhido, Israel.
Que significado tem a remoção das pedras para plantar a vinha?
As pedras significam a superficialidade da raiz, quando algo é plantado em solo pedregoso, pois não consegue se aprofundar e vindo o sol mata a planta.
Qual o significado da torre na parábola?
O cuidado absoluto de Deus para com aqueles que Ele escolhe para serem seu povo.
Ao proferir os "ais" contra o povo, o profeta considerou um texto central que dá sentido aos demais. Que quer dizer esse texto?
Subverter a ordem natural das coisas eles estavam chamando o mal de bem e vice-versa, transformando trevas em luz e vice-versa e chamando o amargo de doce e vice-versa.
Quem é o lavrador na parábola da videira proferida por Jesus?
Pai.
Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Jovens, Isaías Eis me aqui, envia-me a mim, professor, 3º trimestre 2016.