terça-feira, 24 de julho de 2018

Dez anos gravando as melhores propagandas para supermercados

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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Editora Betel - Lição 5 A responsabilidade de cuidar uns dos outros.

Editora Betel - Lição 5 A responsabilidade de cuidar uns dos outros.
Aula para domingo, dia 29 de abril de 2018.

Texto Áureo
1Coríntios 12.25
“Para que não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros”.

Verdade Aplicada
Como membros do Corpo de Cristo, temos que estar comprometidos com a responsabilidade de cuidar uns dos outros.

Objetivos da Lição

Enfatizar que a Igreja é o Corpo de Cristo;
Ressaltar o dever de cada discípulo de Cristo;
Mostrar a necessidade do cuidado com o próximo.

Glossário
Coerência: ligação entre os fatos ou as ideias;
Egocêntrica: Pessoa que atribui valor excessivo a si mesma;
Uniformidade: Característica daquilo que não apresenta diversidade entre os elementos que o compõem.

Leituras complementares

Segunda Sl 133
Terça Ec 4.9-12
Quarta At 2.42-47
Quinta At 4.32-36
Sexta Hb 6.10-11
Sábado 1Jo 4.7-11

Textos de Referência.
1 Coríntios 12.12, 14, 25-27
12 Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.
14 Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.
25 Para que não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros.
26 De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.
27 Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular.

Hinos sugeridos.
298, 305, 400

Motivo de Oração
Clame por coragem, sabedoria para os líderes e por unidade no Corpo de Cristo.

Esboço da Lição
Introdução
1. A Igreja como um corpo.
2. O dever de cada discípulo de Cristo.
3. Atentando às exortações bíblicas.
Conclusão

Introdução
Todos os membros do Corpo de Cristo têm a responsabilidade de cuidar e servir uns aos outros. Não é tarefa apenas dos que lideram ou fazem parte do ministério da igreja local, mas de todos que têm o Espírito Santo.

1. A Igreja como um corpo.
A vida do discípulo de Jesus precisa ser vivida como uma rede ou conexão. Ou seja, há um entrelaçamento entre as diversas recomendações bíblicas, exigindo da nossa parte lógica e coerência (1Jo 1.7). O permanente desafio é vivenciar na prática esta conexão. Um exemplo é a figura da Igreja como um corpo (1Co 12.12; Ef 4.15-16; 5.30). No corpo, os membros estão ligados e distribuídos com lógica e coerência, de acordo com a vontade do Criador (1Co 12.18).

1.1. A utilização do termo em sentido figurado.
É notória a atração produzida pela forma em que as partes distintas do corpo cooperam. Diversos filósofos e pensadores do passado, como Platão, Filo (filósofo judeu), Josefo (historiador judeu) e teólogos rabínicos, entre outros, usavam o corpo e seus diversos membros de modo figurado para transmitir várias lições e explicar a realidade da vida humana. A ênfase era expressar e enfatizar a ideia de unidade; as diversas funções das partes (no caso os membros) são essenciais ao bem-estar da totalidade (corpo); dependência mútua dos membros; como também o comportamento do ser humano.

O comentarista bíblico William Barcklay cita que Platão tinha assinalado que nós não dizemos: “Meu dedo está dolorido”, mas “Eu estou dolorido”, ao destacar que nas muitas e diferentes partes do corpo há uma necessidade essencial. O apóstolo Paulo escreveu: “...se um membro padece, todos os membros padecem com ele...” (1Co 12.26). É o aspecto da conectividade na vida diária do discípulo de Cristo.

1.2. Igreja – Corpo de Cristo.

São diversos os textos bíblicos que mencionam o corpo como figura da Igreja, identificando-a, metaforicamente, como Corpo de Cristo (Rm 12.4-5; 1Co 12.12-31; Ef 1.22-23; 2.16; 4.4, 15-16; 5.30; Cl 1.24; 2.19). A utilização de tal figura enfatiza que a Igreja é muito mais do que um ajuntamento de discípulos de Cristo, mas a união imprescindível do povo de Deus co Cristo, como relatado em João, capítulo 15 (videira e ramos). A união com Cristo se dá pelo novo nascimento, quando, através do Espírito Santo, somos imersos no Corpo de Cristo (1Co 12.13).

A partir desta metáfora (Igreja como corpo), a Palavra de Deus destaca outros importantes aspectos da Igreja: diversidade de membros; funcionalidade; cooperação; crescimento; sensibilidade. O Dr. Bruce Milne escreveu: “A relação entre a igreja e Cristo é de fato muito íntima; trata-se de uma espécie de união orgânica, pelo qual nos unimos a Ele completamente, no ser e no agir (Cl 3.4). O fato dEle ser o cabeça implica que toda a nossa vida e nutrição emanam dEle. Nós vivemos dEle, por Ele, através dEle e para Ele (1Co 8.6).

1.3. Os discípulos de cristo como membros do corpo.
“Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular.” (1Co 12.27). Assim, não tem como estar em Cristo e não estar no Corpo de Cristo, sendo Ele a cabeça e nós os membros do Corpo. Logo, se somos membros do Corpo de cristo, somos diferentes, mas não independentes, pois precisamos uns dos outros. Há unidade, mas não uniformidade. São vários membros, mas um só corpo.

Outras versões da Bíblia usam as expressões: “uma parte desse corpo” (NTLH) e “individualmente” (ARA) – 1Co 12.27. Cada um pertence ao Corpo. Portanto, nenhum é o todo e nenhum é excluído; pois cada um tem a sua função, visando o “cuidado uns dos outros” (1Co 12.25) e o “aumento do corpo” (Ef 4.16). Francis Foulkes escreveu em seu comentário: A Igreja vai sendo construída e aumentada e seus membros vão sendo edificados, à medida que cada membro usa seus dons individuais segundo o que o Senhor da Igreja ordena, e, desta forma cada crente desempenha um serviço espiritual para com seus companheiros no Corpo e para com a Cabeça”.

2. O dever de cada discípulo de Cristo.
É interessante lembrar da pergunta que Deus fez para Caim: “Onde está Abel, teu irmão?”; e da resposta de Caim: “Não sei; sou eu guardador do meu irmão?”(Gn 4.9). O pecado afetou o relacionamento do homem com Deus e, consequentemente, o relacionamento com o próximo.

2.1. Tendências que diminuem a importância do cuidado mútuo.

São várias as tendências que têm influenciado para diminuir a importância de, como discípulos de Cristo, cuidarmos uns dos outros. Destacamos algumas que ocorrem inclusive entre membros de uma igreja local: 1) Ativismo – o excesso de ocupação contribui para não atentarmos ao próximo, inclusive no âmbito do serviço cristão. Precisamos estar sempre revendo como temos administrado o tempo em relação às recomendações bíblicas quanto ao cuidar do outro; 2) Individualismo – às vezes, esta atitude é potencializada por decepções no passado e feridas ainda não tratadas. Até como instrumento de autopreservação, a pessoa passa a evitar muito contato interpessoal.

Outra tendência que diminui a importância do cuidado mútuo é a ênfase nas conquistas pessoais. A pessoa está tão focada em conseguir, obter e vencer que não atenta para o fato de, como membro do Corpo de Cristo, ter a responsabilidade de cuidar do outro. Mesmo após o novo nascimento, várias vez temos a tendência, como escreveu John Stott, de “proclamar a salvação individual, sem enfatizar a integração na comunidade dos salvos”.

2.2. Capacitados pelo Espírito Santo.
A ação do Espírito Santo na vida do discípulo de cristo não se restringe a conceder poder para proclamar o Evangelho (At 1.8). Também atua produzindo fruto na vida do nascido de novo (Gl 5.22). O Espírito opera, também na formação do Corpo de Cristo (1Co 12.13). Assim, estar no Espírito resulta na comunhão com os outros membros da igreja. O Espírito opera incorporando e capacitando cada membro com dons, visando o bem do Corpo (1Co 12.7), para que todos sejam beneficiados.

Notemos a expressão “dada a cada um”, que também é encontrada em 1 Pedro 4.10-11 – “cada um”.Indicando que cada membro do Corpo de Cristo é capacitado para atuar na edificação da Igreja: “tendo cuidado uns dos outros”. Como comentou o Dr. Goodman, sobre lições extraídas de 1 Coríntios 12.15-26: “Nenhuma desculpa, mas responsabilidade para com todos; nenhuma independência, mas mutualidade; nenhum egoísmo, mas simpatia”.

2.3. Todos necessitam de cuidados.
É a constatação que encontramos no texto de 1 Coríntios 12.21. A igreja de Corinto, apesar de possuir todos os dons (1Co 1.7), estava sofrendo com dissensões (1Co 1.10), contendas (1Co 1.11) e carnalidade (1Co 3.1-3). Assim, parece que havia membros que estavam se sentido como se não fossem necessários na igreja local (1Co 12.15-16). Contudo, não existe membro do Corpo de Cristo tão carente que esteja isento da responsabilidade de cuidar de outros, como não existe um membro tão completo que não necessite de cuidados: “Para que não haja divisão no corpo” (1Co 12.25).

Ainda que um discípulo de Cristo desempenhe bem sua função, mesmo assim, ele necessita dos serviços de outro membro, tendo em vista as diferentes funções: a mão necessita do pé e vice-versa. Precisamos ser interdependentes, não independentes. Tal consciência é um antídoto para que não haja divisões na igreja ( 1Co 1.10). Cada membro deve fazer todo o esforço para manter a unidade na igreja (Ef 4.3). Comentando sobre o texto de Gálatas 5.13, Donald Guthrie afirmou: “O amor verdadeiro deve ser mútuo e não pode colocar seus próprios interesses em primeiro lugar. A ideia do serviço cheio de amor como característica da liberdade em Cristo jamais esteve totalmente ausente da Igreja Cristã, mas em muitos períodos da sua história a evidência nesse sentido tem sido fraca. Este princípio é uma lição tão válida para nossa própria era quanto o foi para o primeiro século”.


3. Atentando às exortações bíblicas.
São inúmeras as exortações bíblicas em relação às atitudes dos discípulos de Jesus Cristo uns para com os outros (Rm 12.10; 15.7; 1Co 12.25; Gl 5.13; Fp 2.3-4; Cl 3.13; Hb 10.24-25; 1Jo 4.7). Portanto, temos ordens divinas e capacitação do Espírito Santo. Não há justificativas para não cumprirmos nossa responsabilidade de cuidarmos uns dos outros.

3.1. Servir uns aos outros.

O apóstolo Paulo exortou quanto a necessidade de a Igreja agir para não dar lugar às lutas e discordâncias entre os membros da igreja (Gl 5.15, 26). O amor é apresentado como argumento (Gl 5.13-14). Amor que é produzido pelo Espírito Santo na vida do nascido de novo (Gl 5.22). Interessante que o apóstolo está expondo acerca da liberdade, porém enfatiza: liberdade, não para pecar, mas servimos uns aos outros pelo amor (Gl 5.13). Ou seja, ou somos servos da natureza pecaminosa ou somos servos de Cristo (servidão caracterizada, também, por servir ao outro).

Em Gálatas 5.15, o apóstolo Paulo usa uma expressão forte: “consumais”, que tem o significado de destruir uns aos outros. O próprio Senhor Jesus Cristo disse que não veio para ser servido, mas para servir (Mt 20.28). É evidente que não é fácil. Como vamos conseguir? “Andai em Espírito” (Gl 5.16). Precisamos deixar que o Espírito Santo dirija e controle a nossa vida. Precisamos separar um tempo, diariamente, para o cuidado com a vida espiritual e, assim, buscar em Deus a capacitação necessária para cumprirmos a nossa responsabilidade.


3.2. Resultado de transformação.
O apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos registra que a pessoa que vivenciou a bondade e a misericórdia de Deus, expressará ter consciência e gratidão por essas bênçãos por meio de uma completa consagração a Deus, resultante em sua atuação, inicialmente, no Corpo de Cristo (Rm 12.4-5). Posteriormente ele registra a vida de serviço alcançando, também, a sociedade (Rm 12.9-21; 13). Não mais uma vida egoísta, isolada e egocêntrica, mas voltada para o próximo. Serviço prestado com dedicação, liberalidade, cuidado, alegria, amor, fervor perseverança e humildade, como encontramos nas recomendações paulinas no capítulo 12 de Romanos.

F.F. Bruce, comentando este capítulo da epístola aos Romanos, escreveu: “Em vista de tudo quanto Deus fez por Seu povo em Cristo, como Seu povo deve viver? Deve apresentar-se a Deus como ‘sacrifício vivo’, consagrado a Ele”. Não se trata de uma iniciativa do homem natural, mas resultado da ação transformadora do Espírito Santo, para que Deus seja glorificado (Rm 11.36).

3.3. Serviço como consequência de comunhão com Deus.
O cuidado com o próximo precisa estar conectado com os princípios bíblicos que norteiam a vida do discípulo de Cristo. Não pode ser confundido com a disposição e consciência que uma pessoa não nascida de novo possui quanto à atenção ao outro. As mesmas recomendações dadas aos anciãos da igreja em Éfeso e a Timóteo são válidas a todo membro do Corpo de Cristo: “Olhai, pois, por vós” (At 20.28) e “Tem cuidado de ti mesmo” (1Tm 4.16). É possível que um membro da igreja se volte tanto para ajudar o outro e não atente para a necessidade de manter a vigilância, cuidado com a própria vida espiritual e buscar constante direção do Espírito Santo.

É preciso lembrar que somos instrumentos de Deus. Ou seja, jamais vamos amar mais do que Deus ama e socorrer mais do que Deus. Lembremos que cuidamos do outro quando, também, intercedemos por ele. Um exemplo é Abraão intercedendo por seu sobrinho Ló (Gn 18.23-33). O próprio Senhor disse que para ser Seu discípulo é preciso amá-Lo mais do que a pai, mãe, mulher, filhos, irmãos e irmãs (Lc 14.26). Ou seja, meu amor a Deus e a Seu Filho deve se expressar pelo amor e cuidado para com minha família e em cumprir minhas responsabilidades. Contudo, preciso sempre lembrar que o meu amor a Deus deve estar acima do meu amor ao próximo e até mesmo da própria vida.

Conclusão.
As diferenças não afetam o fato de que há uma unidade, mesmo na diversidade, pois unidade não significa uniformidade. Para tanto, o Senhor distribui dons aos membros, visando o bem de todos. Nenhum membro é inútil, mas todos são necessários para “o aumento do corpo, para sua edificação em amor” (Ef 4.16).

Questionário.

1. Como se dá a união com Cristo?
R: Pelo novo nascimento (1Co 12.13).

2. Qual foi a resposta de Caim para Deus?
R: “Não sei; sou eu guardador do meu irmão?” (Gn 4.9).

3. O que não se restringe a conceder poder para proclamar o Evangelho?
R: A ação do Espírito Santo na vida do discípulo de Cristo (At 1.8).

4. Qual é a constatação de 1 Coríntios 12.21?
R: De que todos necessitam de cuidados (1Co 12.21).

5. O que precisa estar conectado com os princípios bíblicos que norteiam a vida do discípulo de Cristo?
R: O cuidado com o próximo (At 20.28; 1Tm 4.16).

Fonte:
Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Aperfeiçoamento Cristão – Propósito de Deus para o discípulo de Cristo. Adultos, edição do professor, Comentarista Pastor Marcos Sant’Anna da Silva 2º trimestre de 2018, ano 28, Nº 107, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Quem duvida não recebe os milagres de Deus

Quem duvida não recebe os milagres de Deus
Não duvide do poder de Deus, porque a fé é a chave para receber milagres. A Bíblia diz que "sem fé é impossível agradar a Deus" (Hebreus 11:6), por isso não duvide de Deus, mas creia que se Ele fez milagres no passado e na vida de tantas pessoas, Ele fará na sua também!

Alguma vez você já teve que lidar com pessoas desconfiadas? Manter um relacionamento com gente assim é muito cansativo, porque elas nunca acreditam no que nós dizemos, e precisamos sempre lhes provar que estamos falando a verdade.

No entanto, não são apenas as pessoas que não gostam de lidar com quem é desconfiado. O próprio Deus não se agrada de pessoas que duvidam de quem Ele é ou que não creem no que Ele diz.

O apóstolo Tiago disse que quando buscamos a Jesus, temos de ter fé nEle. Ou seja, você precisa crer que Jesus realmente é Deus, e que Ele sabe o que é o melhor para você. Muitas pessoas afirmam que creem em Jesus, mas quando não têm paciência para esperar a resposta do Senhor, vão atrás de outras opções para tentarem resolver seus problemas por conta própria.

Quando você pede a ajuda de Jesus, mas quer resolver os problemas do seu jeito, ignorando a Sua Palavra, você demonstra que não tem fé nEle. Veja o que a Bíblia diz:

“Aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. Não pense tal pessoa que receberá alguma coisa do Senhor, pois tem mente dividida e é instável em tudo o que faz” (Tiago 1:6-8)

É por isso que às vezes não recebemos o que pedimos; porque estamos duvidando do poder e do cuidado do Senhor. Demonstramos isso com nossa ansiedade e falta de paciência. Quando isso acontece, acabamos caindo no erro de querer resolver tudo do nosso jeito.

Ser paciente é uma prova de que você tem fé. Quer você esteja pedindo ao Senhor por um emprego, para que Ele te arrume um parceiro para namorar e casar, ou esteja intercedendo pela transformação de alguém querido, espere e creia que Deus é poderoso para agir, e que Ele irá fazer as coisas no tempo certo e do jeito dEle. Lute contra a dúvida, e receba o seu milagre pela fé!

Fonte: Pastor Antonio Junior

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Editora Betel - Lição 4 Disciplina e o processo educacional de Deus.

Aula para domingo, dia 22 de abril de 2018.
Editora Betel - Lição 4 Disciplina e o processo educacional de Deus.

Texto Áureo
Hebreus 12.6
“Porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho”.

Verdade Aplicada
A disciplina faz parte do processo de aperfeiçoamento do discípulo de Cristo, enquanto viver na terra.

Objetivos da Lição
Explicar o que é disciplina à luz da Bíblia;
Mostrar a autoridade bíblica para a aplicação de disciplina por parte da Igreja;
Ensinar que a vida do povo de Deus é uma vida que envolve disciplina.

Glossário
Autodisciplina: Correção e regulação do modo de vida, de trabalho, ou normas de moral que alguém impõe a si mesmo;
Correlato: Palavra cujo sentido tem relação com o significado de outra;
Insubordinação: Falta de subordinação; oposição contra autoridade.

Leituras complementares
Segunda Js 7.1-26
Terça 1Sm 3.12-13
Quarta Sl 119.67, 71
Quinta Mt 18.15-18
Sexta At 5.1-11
Sábado 2 Tm 4.2

Textos de Referência.
Hebreus 12.7-8, 10-11
7 Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho há a quem o pai não corrija?
8 Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois, então, bastardos e não filhos.
10 Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade.
11 E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.

Hinos sugeridos.
77, 141, 151

Motivo de Oração
Ore a Deus pelo seu pastor e por tantos outros que contribuíram com a sua vida cristã.

Esboço da Lição
Introdução
1. Disciplina – o que é isto?
2. A Igreja e a disciplina.
3. É preciso lidar com a disciplina.
Conclusão

Introdução
A disciplina faz parte do processo de crescimento, amadurecimento e aperfeiçoamento do discípulo de Cristo. Trata-se de uma ação com propósitos bem definidos (Hb 12.10). É feliz aquele que se submete à disciplina do Senhor.

1. Disciplina – o que é isto?
Apesar de ser bíblico, disciplina é um dos assuntos pouco enfatizados nos dias de hoje. A questão é que, quando o púlpito da igreja silencia, muitos começam a agir de acordo com seus próprios pensamentos e como melhor convém a cada um. Então, surgem diversos equívocos, como: “Só presto contas a Deus”; “Sou assim mesmo”; “Deus conhece minhas fraquezas” ou “conheço pessoas vivendo em pecado”, entre outros. Assim, nesta lição refletiremos esse tema a partir da Bíblia, a revelação de Deus para nós e a autoridade fundamental sobre a qual a Igreja deve moldar sua fé (Is 8.20).

1.1. Disciplina e a sua necessidade.
Inicialmente, é interessante refletir no texto de Hebreus 12.5-11. O escritor no capítulo 11 apresenta diversos exemplos de pessoas que, firmadas na fé, perseveraram, mesmo sendo provadas, sofrendo, perseguidas, e até perdendo ávida. Assim, também, nós somos chamados para perseverarmos na jornada cristã, mantendo nosso foco em Jesus Cristo e removendo qualquer coisa que nos impeça ou atrapalhe na continuidade da caminhada como discípulos de Cristo. A expressão “deixemos” (Hb 12.1) indica um aspecto da vida disciplinada do discípulo do Senhor: a autodisciplina.

É uma luta. Não podemos desanimar e desistir, afinal não chegamos, ainda, ao ponto de combater até a morte, como muitos no passado e nos dias de hoje (Hb 12.1-4). Nesse contexto o escritor aborda a questão da disciplina na vida do discípulo do Senhor, mostrando que ela contribui para que cresçamos espiritualmente e que sejamos participantes da santidade de Deus. Pois Deus nos ama, nos recebe e trata como filhos. Ele quer que vivamos e sejamos santos (Hb 12.6-7, 9-10).

1.2. Disciplina e os diferentes termos.
Somente no texto de Hebreus 12.5-11 encontramos dez vezes diversos termos correlatos: correção, repreensão, disciplina. A palavra grega é “paideuõ”, admitindo vários sentidos: “treinar crianças”; “ensinando”; “castigando”; “disciplina”; “correção”; “educar para a vida”. Assim, o entendimento da disciplina, a partir dos diversos sentidos admitidos na Bíblia, nos ajuda a corrigirmos pensamentos equivocados e ideias que possam causar resistência a este instrumento utilizado no processo de aperfeiçoamento dos membros do corpo de Cristo.

Segundo Russel Shedd: “A disciplina, como os vocábulos cognatos ‘discípulo’ e ‘fazer discípulos’, tem sua ideia original, como a raiz no grego indica, na prática da antiguidade de um aluno seguir um mestre ou pensador. Neste círculo de ideias, a disciplina dá a impressão de formar uma pessoa em conformidade com o caráter e mente do mestre”. 

1.3. Disciplina e a santidade de Deus.
“Para sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.10). Este texto indica o propósito de Deus ao aplicar a correção em Seus filhos. Precisamos de correção, repreensão e disciplina, pois fomos chamados por Deus para sermos santos, contudo ainda estamos propensos às práticas do “velho homem”. Assim, por intermédio da correção e instrução, o processo educacional de Deus vai sendo aplicado em nós (2Tm 3.16; Hb 12.11).

É nítido em toda a Bíblia a insistência divina quanto a santidade (Êx 19.6; Lv 19.2; 1Ts 4.3, 7; Hb 12.14; 1Pe 1.15; 2.9). A palavra “igreja”, do grego “ekklesia”, indica “um chamado para fora”, ou seja, um povo separado para Deus. A disciplina visa os membros da Igreja, os filhos de Deus, chamados e separados do mundo para ser o povo de Deus. Portanto, a aplicação da disciplina é feita aos que já pertencem à família de Deus (Hb 12.7; 1Co 5.12-13). A Bíblia diz que o ímpio aborrece a correção (Sl 50.17), pois não deseja interferência em seu modo de viver descompromissado com a vontade de Deus, mas o que é filho não despreza (Pv 3.11).

2. A Igreja e a disciplina.
É bíblica a aplicação de disciplina por parte da Igreja? Muitos associam o uso da disciplina pela Igreja com ausência de amor e misericórdia. Há os que acreditam que somente Deus ou o próprio membro do Corpo de Cristo aplica a disciplina a si. Assim, vemos que há necessidade de instrução bíblica também sobre isso, pois, caso contrário, a história se repetirá (ou será que já está se repetindo em alguns lugares?): “porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21.25). A reflexão desse tema passa por entendermos a doutrina bíblica referente à Igreja.

2.1. Igreja – origem e natureza.
Na Teologia Sistemática a doutrina da Igreja é chamada de Eclesiologia, referente à palavra grega usada no Novo Testamento. Contudo, este termo já era usado para se referir a um ajuntamento de pessoas, como em Atos 19.32. Sendo assim, não basta entender Igreja como um grupo, um povo ou um ajuntamento, pois Igreja não é clube ou associação para irmos algumas vezes, aproveitando o tempo livre. Quando Jesus fala: “edificarei a minha igreja” (Mt 16.18), fica claro que o verdadeiro significado de Igreja não está no ajuntamento mas em Cristo, que é o fundador e o fundamento (1Co 3.11), a cabeça (Ef 1.22). A Igreja é de Deus (At 20.28; 1Pe 2.9-10).

Encontramos na Palavra de Deus diversas figuras que descrevem a Igreja do Senhor no Novo Testamento (corpo, edifício, noiva, entre outros), bem como as ordenanças (batismo em águas e Ceia do Senhor), missão e organização, além de outros aspectos. Assim sendo a Igreja é ao mesmo tempo um organismo e uma organização (este último é o aspecto visível, são as igrejas locais: Atos 11.22; 13.1; Gálatas 1.22; 1 Coríntios 16.19). É bíblico o fato de Deus escolher, vocacionar e capacitar homens e mulheres para conduzirem a igreja aqui na terra (Ef 4.11-16; 1Tm 3.1-13; Tt 1.5-11).

2.2. A Igreja e o uso da disciplina.
Foi o próprio Jesus Cristo quem primeiro tratou sobre a igreja lidar com a aplicação da disciplina (Mt 18.15-19). Há casos de membros da igreja que são disciplinados diretamente por Deus (1Co 11.30-32). Porém, também é bíblica a autoridade da igreja para aplicar disciplina (Mt 18.15-19; Rm 16.17-18; 1Co 5; Gl 6.1; 2Ts 3.14-15; 1Tm 5.20; Tt 1.10-11). Infelizmente, vivemos num tempo de muito individualismo e insubordinação. Além disso, em muitas igrejas locais não se exerce mais a autoridade concedida por Deus para aplicar a disciplina.

Evidentemente, devemos, como Igreja, agir tendo em mente os princípios bíblicos que norteiam o uso da disciplina, evitando assim, tanto a negligência como o abuso. Sobre isso, assim escreveu Russel Shedd: “Não disciplinar os errados significa correr o risco de cair na posição de confundir a igreja com o mundo e vice-versa. Mas a disciplina rigorosa incorre num perigo igualmente sério de cisma, dividindo irmãos e destruindo o ‘santuário de Deus’”.

2.3. Os cuidados e objetivos na aplicação da disciplina.
Tendo a consciência de que encontramos na Bíblia instruções para orientar a igreja em questões fundamentais de disciplina, é importante, também, conhecermos os cuidados e os objetivos na aplicação da mesma. O Senhor Jesus usou uma expressão muito interessante ao instruir sobre como lidar com o pecado de um irmão, que retrata bem o objetivo da disciplina: “ganhaste a teu irmão” (Mt 18.15).

Paulo escrevendo a Timóteo declara o objetivo do corretivo aplicado a dois homens: “para que aprendam” (1Tm 1.20). A Igreja, ao tratar uma pessoa surpeendida em alguma ofensa, deve agir: “encaminhai o tal” (Gl 6.1). Esta palavra no original grego, usada em sentido figurado, tem o significado de “restaurar, endireitar”. Tratar o faltoso, admoestando-o (2Ts 3.15), ou seja, “advertir ou reprovar gentilmente”. É preciso também, atentarmos para alguns cuidados quando os membros da igreja estiverem envolvidos na aplicação da disciplina: 1) Agir com humildade e atenção consigo mesmo para não sermos tentados (Gl 6.1); 2) Amor, mansidão e capacitação para ensinar (2Tm 2.24-26); 3) Tendo em mente que se trata não de um inimigo, mas um irmão (2Ts 3.15). 

3. É preciso lidar com a disciplina.
O povo de Deus, representado no Antigo Testamento por Israel e no Novo Testamento pela Igreja, por toda a Bíblia é alvo de atitudes de disciplina por parte de Deus, da própria pessoa e da comunidade. Assim, aprendemos que a vida do povo de Deus é uma vida que envolve disciplina, pois “Deus não é Deus de confusão” e se requer que tudo seja feito com ordem e decência (1Co 14.33, 40). 

3.1. A autodisciplina.
Durante muito tempo a maior ocupação da medicina foi a identificação e a cura das doenças. Hoje é notória a ênfase na prevenção principalmente com a adoção de hábitos de vida saudáveis. O mesmo princípio se aplica ao cuidado com a vida do discípulo de Cristo, que envolve não apenas o corpo, mas, também, o aspecto espiritual. São diversas as admoestações da Palavra de Deus quanto ao cuidado conosco mesmo (At 20.28; 1Co 9.24-27; 2Co 13.5; Ef 6.11, 13; 1Tm 4.16; Jd 20.21).

A autodisciplina consiste na consciência (iluminada e despertada pela Palavra de Deus) e em atitudes. Não basta identificar os erros, é necessário agir para corrigir e prevenir. É um verdadeiro exercício espiritual (1Tm 4.7-8). Leitura bíblica e oração diárias, frequência à Escola Bíblica Dominical e aos cultos de ensino, participação na Ceia do Senhor, envolvimento nas atividades da igreja local, constante vigilância, prática do jejum com propósitos específicos, renúncia, são alguns dos exemplos de ações de autodisciplina, que compõem o processo de prevenção.

3.2. Sendo disciplinado.
Normalmente, quando não priorizamos a autodisciplina, acarretando, assim, descuido conosco mesmo, se faz necessário sermos alvos de disciplina, seja diretamente da parte de Deus ou por intermédio da igreja. Daí a importância de conhecermos este assunto bíblico, seu significado e propósitos, para que saibamos lidar com maturidade e, assim, prosseguirmos até que cheguemos “à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13).

Como membros do Corpo de Cristo, devemos nos submeter às autoridades da igreja do Senhor, enquanto permanecerem fiéis às Sagradas Escrituras. Conforme encontramos na Palavra, o Senhor usa pessoas na igreja como instrumentos para que sejamos tratados, visando o nosso aperfeiçoamento (Ef 4.11-16). Então, devemos buscar no Senhor humildade para nos submetermos àqueles que têm sido constituídos por Deus. Assim escreveu Calvino: “Se o açoite de Deus testifica de seu amor para conosco, é uma vergonha que o reputemos com desprazer ou ódio. Pois aqueles que não toleram ser castigados por Deus, para sua própria salvação, sim, que rejeitam a prova de sua bondade paternal, sem dúvidas são extremamente ingratos”.

3.3. A questão da tolerância.
Na mensagem enviada à igreja em Tiatira, um grande centro comercial na Ásia Menor, Jesus menciona: obras, amor, serviço, fé, paciência e crescimento (Ap 2.18-29). Contudo, havia um porém: “toleras Jezabel”. Uma expressão que indica “aceitar sem reagir”. Havia a tendência de admitir modos de pensar, agir e sentir que diferem da sã doutrina. Não estavam exercendo a disciplina. Uma das lições que podemos extrair dessa mensagem é que amar não significa aceitar tudo. O amor não pode ser usado como escudo para esconder o mal e permitir o pecado.

Paulo repreende a igreja em Corinto por não ter agido no caso do homem que abusou “da mulher de seu pai” (1Co 5.1-13). A igreja de Corinto estava tolerando a situação. Será que a liderança da igreja local considerava a grandeza da graça divina para não agir? Ou estavam sendo influenciados pelo gnosticismo e achavam que o pecado cometido no corpo não afeta o espírito? Tais pensamentos revelam um entendimento da doutrina do pecado e da graça equivocado e distorcido.

Conclusão.
Disciplina faz parte do tratamento de Deus para com aquele que Ele ama e adotou como Seu filho. Não rejeitemos, pois, nem a autodisciplina, nem a disciplina de Deus, seja diretamente ou por intermédio da Igreja. É para o nosso bem e aperfeiçoamento (Pv 12.1).


Questionário.

1. Por intermédio da correção e instrução, o que vai sendo aplicado em nós?
R: O processo educacional de Deus (2Tm 3.16; Hb 12.11).

2. De quem é a Igreja?
R: De Deus (At 20.28; 1Pe 2.9-10).

3. Quem primeiro tratou sobre a igreja lidar com a aplicação da disciplina?
R: Jesus Cristo (Mt 18.15-19).

4. Qual expressão Jesus usou ao instruir sobre como lidar com o pecado de um irmão, que retrata bem o objetivo da disciplina?
R: “Ganhaste a teu irmão” (Mt 18.15).

5. O que não pode ser usado como escudo para esconder o mal e permitir o pecado?
R: O amor (Ap 2.18-29).


Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Aperfeiçoamento Cristão – Propósito de Deus para o discípulo de Cristo. Adultos, edição do professor, Comentarista Pastor Marcos Sant’Anna da Silva 2º trimestre de 2018, ano 28, Nº 107, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

CPAD JOVEM - Lição 4 Conservando uma vida frutífera

Aula para domingo, dia 22 de abril de 2018

CPAD JOVEM - Lição 4 Conservando uma vida frutífera
Texto do dia
(1 TS 3.8)
"Porque, agora, vivemos, se estais firmes no Senhor."

Síntese
Muito mais desafiador do que plantar uma Igreja é consolidá-la de tal forma que as pessoas permaneçam na vocação de Deus, mesmo diante de adversidades, perseguições e frustrações.

Agenda de leitura
SEGUNDA - 1 Co 4.9-14
Paulo e sua entrega à obra de Deus
TERÇA - At 14.22
As tribulações não podem nos impedir de entrar no Reino de Deus
QUARTA - Mt 5.10-12
Os filhos do Reino serão perseguidos
QUINTA - Hb 12.14
Santidade como elemento indispensável
SEXTA - Ef 4.15,16
Somente o amor produz um crescimento saudável
SÁBADO - Rm 12.14
Deve-se vencer o ódio com amor

Objetivos
IDENTIFICAR as características de uma liderança frutífera;
RECONHECER os desafios que a igreja em Tessalônica superou para frutificar;
COMPREENDER o que é necessário fazer para frutificar.

Interação
A palavra-chave desta lição é 'frutificação'.  Diante desse vocábulo, enquanto professores(as) devemos fazer a seguinte pergunta: Qual o fruto do trabalho que estou realizando para Deus? Por vivermos em uma sociedade imediatista, muitas vezes nossos corações satisfazem-se apenas com aquilo que se pode perceber com facilidade, de modo muito evidente; entretanto, é necessário termos a maturidade para acreditar que os resultados, especialmente aqueles de repercussão espiritual, estão para além daquilo que os olhos podem ver. Deste modo, acredite, seu ministério é muito importante, não apenas para um grupo de jovens com quem você se reúne semanalmente, mas também para sua igreja local, e ainda para o Reino de Deus como um todo. São extraordinariamente positivas as consequências do serviço de homens e mulher como você que, com dedicação e zelo, empenham-se em fazer as verdades da Bíblia Sagrada compreensíveis e relevantes para nossa geração de jovens.

Orientação Pedagógica
Uma excelente estratégia que você pode utilizar durante suas aulas é a criação de "Grupos de Verbalização" (GV) e "Grupos de Observação" (GO). A lógica de funcionamento é simples, mas bastante dinâmica e participativa. No início da aula divida os alunos em dois grupos GV e GO, dependendo da quantidade de alunos. Uma vez separados os participantes, os membros do GV sentam-se em círculo próximos uns dos outros, enquanto os membros do GO devem sentar-se em um círculo maior em volta do GV. Você lança um tema para discussão do GV, que pode ser uma questão levantada na lição ou outra que ele acha conveniente, enquanto o GO analisa as falas dos membros do outro grupo. Após um tempo adequado para debate, os grupos trocam de função podendo aprofundar a questão em debate ou iniciar a abordagem de outra questão. Ao final, ressalte o quanto todos aprenderam uns com os outros.

Texto bíblico
1 Tessalonicenses 3.6-13
6  Vindo, porém, agora, Timóteo de vós para nós e trazendo-nos boas novas da vossa fé e amor e de como sempre tendes boa lembrança de nós, desejando muito ver-nos, como nós também a vós,
7  por esta razão, irmãos, ficamos consolados acerca de vós, em toda a nossa aflição e necessidade, pela vossa fé,
8  porque, agora, vivemos, se estais firmes no Senhor.
9  Porque que ação de graças poderemos dar a Deus por vós, por todo o gozo com que nos regozijamos por vossa causa diante do nosso Deus,
10 orando abundantemente dia e noite, para que possamos ver o vosso rosto e supramos o que falta à vossa fé?
11 Ora, o mesmo nosso Deus e Pai e nosso Senhor Jesus Cristo encaminhem a nossa viagem para vós.
12 E o Senhor vos aumente e faça crescer em amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco;
13 para confortar o vosso coração, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O amor verdadeiro dos tessalonicenses, associado à necessidade de uma fuga repentina em virtude da forte perseguição que se levantou, deixaram em suspenso o coração de Paulo quanto à permanência e consolidação da fé dos novos cristãos daquela cidade. De tal forma que, diante de um grande impedimento que se impôs com relação à sua ida pessoal a Tessalônica - o qual o próprio apóstolo considerava uma ação diretamente promovida pelo Maligno (1 Ts 2.18) - Timóteo foi enviado àquela igreja para de lá trazer notícias a Paulo. Quão grande não foi a alegria do apóstolo ao receber de seu jovem auxiliar o relatório de viagem. Os tessalonicenses estavam bem espiritualmente, usufruindo da profunda alegria que caracteriza a vida daqueles que vivenciam uma experiência real de salvação. É sobre os fatores que levaram os tessalonicenses a uma experiência de fé consolidada que refletiremos nesta aula.

I- LIDERANÇA FRUTÍFERA, IGREJA FRUTÍFERA

1. Paulo, um líder de líderes. Se há uma característica peculiar do ministério de Paulo que se pode destacar, esta é a capacidade de perceber o potencial de novos líderes. São tantos, cujas listas estão presentes em quase todas as cartas que ele escreveu. Por isso, pensemos apenas no paradigmático caso de Timóteo. Oriundo de uma família de dupla tradição religiosa e cultural (At 16.1); reconhecido por sua juventude (1 Tm 4.12); um inexperiente obreiro em sua primeira viagem missionária (At 17.14). Enquanto alguém poderia ver tais adjetivos como desqualificantes para a vocação de Timóteo, Paulo viu além, e compartilhou com o jovem obreiro suas experiências, conhecimentos e sonhos. A confiança do apóstolo era tamanha que, diante de sua impossibilidade de ir a Tessalônica, envia seu filho na fé  - delegando-lhe autoridade para ensinar e exortar (1 Ts 3.2).

2. Paulo, um líder de coração pastoral. As palavras do apóstolo em 1 Tessalonicenses 3.8 são, simultaneamente, fortes e amorosas. Paulo não esconde o sentimento de apaziguamento que as notícias de Timóteo trouxeram-lhe. A vida ganha novos horizontes diante da percepção de que a semente do Evangelho entre os tessalonicenses floresceu e que o testemunho deles já frutificava em outras cidades. Palavras como estas à igreja em Tessalônica não foram exceção na trajetória de Paulo; outros textos como 1 Coríntios 4.9-14; Efésios 3.13; Gálatas 4.19, evidenciam o comprometimento deste homem não apenas com a vocação que possuía, mas com as pessoas que eram o objetivo primário deste chamado. Este é um dos motivos pelos quais aquela igreja prosperou espiritualmente, havia uma visão de Deus, cumprida debaixo do mais abnegado e dadivoso amor.

3. Paulo, um líder a ser imitado. Atualmente ainda existem pessoas para as quais podemos olhar e dizer: "Este irmão/irmã inspira-me a ser um cristão melhor!". Muitos são aqueles que podemos literalmente imitar. Paulo, era uma dessas pessoas especiais (1 Co 4.16; 11.1). Para aqueles novos cristãos, foi natural tomar o apóstolo como um ideal de cristão e de ministro. Hoje, ao invés de líderes que imponham sua vontade, necessitamos de homens e mulheres de Deus que nos inspirem a ser melhores - não mais excelentes que os outros, mas melhores que nós mesmos todos os dias. O imitar neste caso não é irracional ou negativo, mas um movimento positivo, de entusiasmar o povo. Será que hoje, somos padrão a ser imitado pela sociedade, ou perdemos de tal modo nossos referenciais que não somos mais modelo para esta geração?

Pense
Você tem orado para que Deus levante homens como Paulo, intrépidos não apenas na pregação, mas também em decisões que dinamizem o Reino de Deus?

Ponto Importante
O amor deve ser a lógica que fundamenta nossas relações; por isso não importa quão pequena ou limitada seja uma igreja, ela merece ser amada e abençoada.

II- UMA IGREJA QUE FRUTIFICOU

1. Apesar das tribulações. Problemas dos mais variados como já vimos, envolveram a fundação e continuação do trabalho em Tessalônica (1 Ts 3.7). Mas isso não foi suficiente para barrar o crescimento da obra de Deus. Não devemos esperar boas oportunidades brotarem do nada para nossas vidas serem automaticamente transformadas; é necessário trabalho e fé. As tribulações que caracterizaram esse primeiro momento da Igreja Primitiva não foram capazes de impedir o florescer do Reino de Deus (At 14.22). Se assim aconteceu com Jesus, nosso Mestre, e com os nossos primeiros irmãos, não podemos esperar nada diferente no que diz respeito a nós e nossa relação com a sociedade atual (Mt 10.24,25). Por isso devemos ter a convicção de que, apesar das várias aflições no mundo, a vitória de Jesus já nos basta (Jo 16.33).

2. Apesar da falta de um acompanhamento integral. Paulo era consciente de que sua distância com relação aqueles irmãos tinha, de certa forma, deixado lacunas na formação cristã deles (1 Ts 3.10). Apesar desse fato, isto não foi um impedimento para que, em meio a muitas limitações, os tessalonicenses procurassem desenvolver sua fé. É claro que o ideal para a formação de uma nova igreja sadia é um discipulado completo, uma assistência absoluta, mas nem sempre isso é possível em virtude de uma variável de questões. Cabe então a um discipulador consciente de seus desafios investir no ensino dos componentes mais fundamentais e indispensáveis da fé cristã (1 Pe 2.2). Outras questões acessórias e secundárias devem ser reservadas para outras circunstâncias. As adversidades reais não devem impedir-nos de aspirar nossos ideais apontados por Cristo.

3. Apesar das oposições. Havia, em Tessalônica, uma forte oposição à mensagem de Cristo (1 Ts 3.4,5) por parte de um grupo de religiosos contrários a Paulo e à sua pregação (1 Ts 2.14-16). Segundo informa-nos o autor de Atos, o que movia essas pessoas era a inveja em virtude da expansão do Evangelho na cidade (At 17.5). Esses então, uniram-se a um grupo de desordeiros sociais e estabeleceram uma resistência declarada ao Cristianismo que crescia entre a população. Qual o resultado de toda essa oposição? Maior crescimento do Evangelho. Ser perseguido por amor ao Evangelho é uma prova de que o Reino de Deus é nosso (Mt 5.10-12); todas as vezes que optamos por viver a profundidade do Cristianismo, acabamos por confrontar valores e conceitos desta sociedade, a qual, por vezes, nos rejeitará (2 Tm 3.12). Lembremos, não devemos ser nós a hostilizar os outros, contudo, devemos ter a consciência de que nosso compromisso com Deus incomodará a muitos.

Pense
Há pessoas, e até mesmo igrejas, que abortam prematuramente seus sonhos. Diante das primeiras intempéries e tribulações, tendem a desistir daquilo que, convictamente, sabem para que foram chamados. Sejamos capazes de resolutamente lutar pelos projetos que Deus, graciosamente, preparou para cada um de nós.

Ponto Importante
É necessário anunciarmos o Evangelho. Mas saiba que como os valores do Reino colidem com a cosmovisão de nossa sociedade, muitas vezes, o embate vai se tornar inevitável.

III- O QUE FAZER PARA CONTINUAR FRUTIFICANDO?

1. Não abandonar a fé. Somente uma opção definitiva por viver da fé fez com que os tessalonicenses pudessem continuar firmes em Cristo (1 Ts 3.6,7). Este é um princípio tão relevante para o Cristianismo que a Bíblia o enuncia em quatro contextos diferentes (Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38). Não são nossas constatações ou nossas certezas racionais que nos fazem persistir no Evangelho, mas antes, é nossa viva esperança no que nosso Deus nos fará, e a convicção de que não é por vista que vivemos, mas por fé. A grandiosidade de nossa fé encontra respaldo no amor e cuidado de Deus que jamais falharão. O único modo de continuarmos firmes e frutíferos no Reino de Deus é reconhecendo que nossa segurança está no Senhor dos Exércitos. Não abandonemos a fé, antes, creiamos na contínua atenção de Deus a nós.

2. Assumir uma vida de santidade. Em meio a um contexto tão adverso e conturbado, somente por meio de uma vida de dedicação a Deus aquela comunidade poderia crescer (1 Ts 3.13). O que os adversários da jovem igreja queriam era uma série de motivos e pretextos para desacreditar a mensagem anunciada por eles. Lembremos desse áureo princípio do Cristianismo: a vida do mensageiro precisa condizer com o nível de mensagem que ele porta, se não, suas palavras não passarão de hipocrisia e religiosidade vazia. Foi por isso que Cristo encarnou-se, para demonstrar que a beleza da obra do Pai não se encontra em discursos teóricos, mas numa existência redimida e transformada. É imprescindível optarmos por uma vida santa, sem a qual, nunca teremos a real compreensão de quem é Deus (Hb 12.14).

3. Insistir no amor. Não há crescimento espiritual sem amor. Todo e qualquer tipo de "inchaço", multiplicação numérica, não terá nenhum sentido se não for mediado por um profundo e divino amor (Ef 4.15,16). Paulo, conhecedor desta verdade, tem uma oração em especial para com os tessalonicenses, o pedido ao Pai é que eles cresçam em amor, no amor, pelo amor e para o amor (1 Ts 3.12). Há um aspecto extremamente relevante nas palavras do apóstolo concernentes ao crescimento em amor dos tessalonicenses: é que este amor não deve ser vivido apenas no interior da igreja, mas também com todos os que habitam naquela cidade. Somente uma pregação cheia do amor de Deus pode conduzir as pessoas a um encontro real com Ele. É claro que não devemos confundir amor com permissividade, todavia, deve ficar claro que o amor também é bem diferente do ódio ou de um discurso amaldiçoador (Rm 12.14).

SUBSÍDIO
"O desafio é tanto pessoal quanto coletivo. Paulo está guiando a partir da frente de batalha, mostrando, com sua dedicação pessoal e disposição de sofrer, que Deus não é derrotado pela oposição do ser humano nem pelas circunstâncias difíceis deles. Mas a igreja, como um todo, também tem de ser um exemplo de fidelidade e testemunho. Muitas vezes, ela é a atividade conjunta de um grupo de cristãos que causa um grande impacto nos outros. Assim, minha vida pessoal é um exemplo que encoraja os irmãos em Cristo e que mostra Jesus para o mundo? Nossa vida na igreja é harmoniosa e dedicada a servir a Cristo em palavras e obras? Hoje em dia não está muito em voga pensar na volta de Cristo - nem mesmo pensar na jornada através da morte que todos nós empreenderemos. A volta de Jesus, no entanto, representa um foco para o ministério de Paulo e a vida de muitos cristãos perseguidos ou destituídos. Mas Paulo não oferece uma promessa de esperança futura apenas para ajudar as pessoas a lidar com a angústia atual; é muito mais que isso. Ao manter o foco na volta de Jesus, temos um objetivo, uma meta. Temos uma tarefa a fazer - ajudar a edificar o Reino de Deus - em um período de tempo limitado (e desconhecido)" (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013. p. 364).

ESTANTE DO PROFESSOR
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

CONCLUSÃO
Não é sobre uma fórmula mágica a ser repetida para multiplicação de igrejas. Não se trata de uma suposta "revelação" divina sobre como o Reino de Deus deve ser anunciado. A Carta de Paulo ao Tessalonicenses é um testemunho histórico para o Cristianismo que, em tempos de oposição, aflições e fragilidade, somente por meio do verdadeiro amor a Igreja do Senhor Jesus poderá viver plenamente a vontade do Pai.

Hora da revisão.

Apresente e comente três características de Paulo como um líder.
Um líder que reconhece as qualidades dos liderados, um líder com coração pastoral e um líder a ser imitado.

De que modo o ministério de Paulo pode inspirar os líderes atuais a trabalharem com jovens e seus ministérios?
Resposta pessoal.

Que desafios a jovem igreja em Tessalônica enfrentou para permanecer firme na vocação de Deus?
Tribulações internas, falta de acompanhamento pastoral integral, e perseguições externas.

Quais as medidas tomadas pelos irmãos tessalonicenses para continuarem frutificando espiritualmente?
Não abandonar a fé, assumir uma vida de santidade, insistir no amor.

Qual a relevância do amor em nosso serviço ao Reino de Deus?
Sem amor qualquer atividade na igreja torna-se mero ativismo religioso; o amor demonstra a presença de Deus naquilo que fazemos.

Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Jovens, professor, A Igreja do Arrebatamento – O Padrão dos Tessalonicenses para Estes Últimos Dias, Comentarista Thiago Brazil, 2º trimestre 2018.

terça-feira, 17 de abril de 2018

CPAD -Lição 4 Ética Cristã e Aborto.

CPAD -Lição 4 Ética Cristã e Aborto.
Aula para domingo, dia 22 de Abril de 2018

TEXTO ÁUREO
(Sl 139.16)
“Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia.”

VERDADE PRÁTICA
O Senhor Deus é quem concede a vida, portanto, o direito de nascer e de viver não pode ser violado pelas ideologias humanas.

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Gn 2.7
Deus é quem concede a vida ao ser humano
Terça – Jr 1.5
Deus nos conhece antes mesmo de sermos formados
Quarta – Êx 21.22-23
A lei mosaica condena a morte de uma criança no ventre da mãe
Quinta – 1 Sm 2.6
O poder da vida e a da morte são atributos exclusivamente divinos
Sexta – Êx 20.13
O sexto mandamento do Decálogo preserva a vida humana
Sábado – 1 Tm 4.1,2
As verdades bíblicas não devem ser relativizadas pela consciência

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Salmos 139.1-18
1 – SENHOR, tu me sondaste e me conheces.
2 – Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
3 – Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
4 – Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó SENHOR, tudo conheces.
5 – Tu me cercaste em volta e puseste sobre mim a tua mão.
6 – Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir.
7 – Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face?
8 – Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também;
9 – se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,
10 – até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.
11 – Se disser: decerto que as trevas me encobrirão; então, a noite será luz à roda de mim.
12 – Nem ainda as trevas me escondem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.
13 – Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe.
14 – Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
15 – Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
16 – Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia.
17 – E quão preciosos são para mim, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles!
18 – Se os contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo, ainda estou contigo.

OBJETIVO GERAL
Mostrar que a dignidade humana, o direito à vida e o cuidado à pessoa vulnerável são princípios fundamentais da fé cristã.

HINOS SUGERIDOS: 141, 183, 400 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Expor o conceito geral e bíblico do aborto;
Afirmar que o embrião e o feto são seres humanos;
Destacar os tipos e as implicações do aborto.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Defender o direito à vida do nascituro é a prova do compromisso com a dignidade do ser humano e a sacralidade da vida. A vida é santa. É uma dádiva de Deus. Só se pode defender o aborto quando se perde a dimensão sacra da vida e compreensão de dignidade humana inerente à sua natureza. Quando se remove o transcendente, e foca-se somente numa ética materialista, o embrião é visto apenas como um amontoado de células que pode ser desprezado por qualquer motivo. Por isso, urge por aprofundarmos a visão bíblica e sacra da vida a fim de que a cultura da morte, instaurada em nossa sociedade, seja finalmente sufocada.


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O tema do aborto implica agressão  à dignidade humana e a inviolabilidade do direito à vida. Em nossos dias, muitos segmentos da sociedade se mostram favoráveis ou simpatizantes à prática do aborto. Acerca do assunto a Bíblia assegura que Deus é o autor e a fonte da vida (Gn 2.7; Jó 12.10), e somente Ele tem poder sobre a vida e a morte (1 Sm 2.6). Nesta lição, abordaremos o conceito de aborto, o embrião e o feto como seres humanos, os tipos de aborto e suas implicações éticas.

PONTO CENTRAL
A dignidade humana e o direito à vida são princípios fundamentais da fé cristã.

I – ABORTO: CONCEITO GERAL E BÍBLICO
Aborto é a interrupção da gravidez. Parte da sociedade o considera como um direito da mulher, mas a Bíblia trata-o como um crime contra a vida.

1. Conceito geral de aborto.
A palavra “aborto” é formada por dois vocábulos latinos: “ab” (privação) e “ortus” (nascimento), que juntos significam a “privação do nascimento”. O substantivo “aborto” é derivado do verbo latino “aborior” (falecer ou sumir), expressão que indica o contrário de “orior” (nascer ou aparecer). Assim, conceitualmente, o aborto é a interrupção do nascimento por meio da morte do embrião ou do feto. Esta interrupção pode ser involuntária ou provocada.

2. O aborto no contexto legal. O código de Hamurabi (1810-1750 a.C.) condenava o aborto. No código de Napoleão (1769-1821) era crime hediondo. No Código Criminal do Império no Brasil (1830) era proibido. Hoje, a legislação brasileira permite apenas nos casos de risco de morte à mulher, estupro e anencefalia. Nos demais casos o aborto ainda é crime (Art. 124, CP). No entanto, no Congresso Nacional, Projetos de Lei tramitam com a proposta de legalizá-lo em qualquer caso.

3. Conceito bíblico de aborto. Na lei mosaica, provocar a interrupção da gravidez de uma mulher era tratado como ato criminoso (Êx 21.22-23). No sexto mandamento, o homem foi proibido de matar (Êx 20.13), que significa literalmente “não assassinar”. Os intérpretes do Decálogo concordam que o aborto está incluso neste mandamento. Assim, quem mata o embrião, ou o feto, peca contra Deus e contra o próximo.

4. O aborto na história da Igreja.
“O ensino dos dez apóstolos” (século I), chamado de Didaquê, condena o aborto: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido” (Didaquê 2,2). O apologista Tertuliano (150-220) ensinou que a morte de um embrião tem a mesma gravidade do assassinato de uma pessoa já nascida e que impedir o nascimento é um homicídio antecipado. O polemista Agostinho (354-430) e o teólogo Tomás de Aquino (1225-1274) consideravam pecado grave interromper a gestação e o desenvolvimento da vida humana.

SÍNTESE DO TÓPICO I
O aborto é a interrupção, involuntária ou provocada, do embrião ou do feto.

SUBSÍDIO LEXOGRÁFICO
“Feiticídio. O aborto é conhecido também como feiticídio, definido por Houais como o ‘crime no qual, através do aborto provocado, ocorre a morte do feto que se presume com a vida’. Se nos dermos ao trabalho de examinar a etimologia do vocábulo ‘feto’, constataremos que o aborto é um crime não somente hediondo, mas tremendamente covarde.
No latim, a palavra fetus significa pequenino. O Dicionário Latino-Português de F. R. dos Santos Saraiva define a palavra simplesmente como filho no ventre. O teólogo americano Willian Lane Craig aprofunda-se no significado do termo: ‘Assim, como eu digo, parece virtualmente inegável que o feto – que é apenas a palavra latina referente a ‘pequenino’ − é um ser humano nos primeiros estágios do seu desenvolvimento. Seja um ‘pequeno’, um recém-nascido, um adolescente ou um adulto, ele é, em cada período, um ser humano nos diferentes estágios do seu desenvolvimento’.” (ANDRADE, Claudionor de. As Novas Fronteiras da Ética Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, pp.53,54).

II – O EMBRIÃO E O FETO SÃO UM SER HUMANO
Fecundação, embrião e feto são os nomes das três etapas da gestação.

1. Quando começa a vida? Muitos cientistas concordam que a vida tem início na fecundação, quando o espermatozoide e o óvulo se fundem gerando uma nova célula chamada “zigoto”. Outros defendem que a vida inicia com a fixação do óvulo fecundado no útero, onde recebe o nome de embrião − período entre o 7º e o 10º dia de gestação. Outros apontam o começo da vida por volta do 14º dia quando ocorre a formação do sistema nervoso. Tem ainda os que indicam o começo da vida quando o feto tem condições de se desenvolver fora do útero por volta da 25ª semana de gestação. E também os que defendem a ideia de que a vida só se inicia por ocasião do nascimento do bebê.

2. O que diz a Bíblia? Como as respostas humanas têm sido controversas, o cristão deve buscar a verdade na revelação divina. A Palavra de Deus ensina que a vida inicia na fecundação (Jr 1.5). O rei Davi descreve sua existência como ser vivo desde o início da concepção: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia” (Sl 139.16). Por conseguinte, de acordo com as Escrituras, a vida começa quando ocorre a união do gameta masculino ao feminino. Esta nova célula é um ser humano e possui identidade própria.

3. Qual a posição da Igreja? Apoiada nas Escrituras, a Igreja de Cristo defende a dignidade humana desde a concepção. Ensina que a vida humana é sagrada e não pode ser violada pelo homem (1 Sm 2.6). Que toda ideologia que seculariza os princípios bíblicos deve ser combatida (2 Tm 3.8). Sabiamente, a posição oficial das Assembleias de Deus no Brasil foi assim exarada: “A CGADB [Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil] é contrária a essa medida [aborto], por resultar numa licença ao direito de matar seres humanos indefesos, na sacralidade do útero materno, em qualquer fase da gestação, por ser um atentado contra o direito natural à vida” (Carta de Brasília, 41ª AGO, 2013).

SÍNTESE DO TÓPICO II
Segundo a Bíblia, e conforme a tradição da Igreja Cristã, a vida humana se inicia na concepção.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Caro professor, professora, é importante que você informe aos alunos sobre um documento importante de nossa denominação no Brasil: Carta de Brasília. O documento foi promulgado no dia 12 de abril por ocasião do encerramento da 41ª Assembleia Geral da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, e traz uma série de questões polêmicas respondidas pela denominação. Este é o trecho do documento que abordou o aborto: “O anteprojeto do Novo Código Penal Brasileiro prevê a descriminalização do aborto, banalizando a destruição de seres humanos no ventre materno. É uma terrível agressão ao direito natural à vida. Esse anteprojeto prevê, em seu Artigo 128: Não há crime de aborto (...) até a 12ª semana da gestação, quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade. O documento conclui a posição das Assembleias de Deus, sem deixar qualquer margem à dúvida: A CGADB é contrária a essa medida, por resultar numa licença ao direito de matar seres humanos indefesos, na sacralidade do útero materno, em qualquer fase da gestação, por ser um atentado contra o direito natural à vida. A Palavra de Deus diz: ... e não matarás o inocente (Êx 23.7)” (ANDRADE, Claudionor de. As Novas Fronteiras da Ética Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.59).

CONHEÇA MAIS
*A vida começa na concepção
“A Bíblia nos informa sobre a origem da vida. Diz o Gênesis: ‘E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente’ (Gn 2.7). Depois que o homem estava formado, pelo processo especial da combinação das substâncias que há na terra, o Criador lhe soprou o fôlego da vida, dando início, assim, à vida humana. Entendemos, com base nesse fato, que, cada ser que é formado, a partir da fecundação, o sopro de vida lhe é assegurado pela lei biológica estabelecida por Deus.” Para conhecer mais leia “Ética Cristã: Confrontando as Questões Morais do Nosso Tempo”, CPAD, p.44

III – TIPOS DE ABORTOS E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS
A legislação brasileira autoriza a interrupção da gravidez em três casos somente. Neste tópico apresentamos as principais implicações éticas para estes tipos de aborto.

1. Aborto de Anencéfalo. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) legalizou a interrupção da gravidez de feto anencéfalo (má-formação rara do tubo neural). A principal implicação ética desta decisão está no descarte de um ser humano por apresentar uma má formação cerebral. Trata-se de uma ideologia racista chamada “eugenia” que defende a sobrevivência apenas dos seres saudáveis e fortes. Uma nítida incoerência de quem defende os direitos humanos e ao mesmo tempo age de modo discriminatório. Neste quesito enfatizam as Escrituras: “para com Deus, não há acepção de pessoas” (Rm 2.11).

2. Aborto em caso de estupro. Como não é necessária a comprovação do crime de estupro e nem autorização judicial para o aborto, a lei é permissiva e complacente com a interrupção da gravidez sob a alegação de estupro sem que ele tenha ocorrido. Assim, discute-se a inviolabilidade do direito à vida do nascituro (Art. 5º, CF e Art. 2º do CC). Outra questão ética relaciona-se ao fato de que um crime não pode justificar outro crime. Para os cristãos o ensino bíblico é claro: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.21).

3. Aborto Terapêutico. Procura-se justificar clinicamente esta ação sob a alegação de que a vida de um adulto tem maior valor que a de um ser em gestação. Daí surge questões éticas quanto à valoração da vida humana. Uma pessoa merece viver e outra não? Tertuliano, em sua obra Apologeticum (197), ensinava que não existe diferença entre uma pessoa que já tenha nascido e um ser em gestação. Outra questão é acerca do poder sobre a existência. Podemos decidir quem deve viver ou morrer? Não afirmam as Escrituras que a vida e a morte são, unicamente, da alçada divina? (1 Sm 2.6; Fp 1.21-24). Neste caso específico, ajamos com sabedoria, prudência e critério, nunca nos esquecendo da sacralidade da vida humana.


SÍNTESE DO TÓPICO III

Aborto terapêutico, aborto em caso de estupro e aborto anencéfalo são os previstos na lei brasileira.

SUBSÍDIO ÉTICO-TEOLÓGICO
“Em face dos avanços médicos e científicos, a igreja posiciona-se favoravelmente às técnicas reprodutivas que não atentam contra a pureza da relação sexual monogâmica, desde que a fertilização (processo no qual tem início a vida humana) ocorra no interior do corpo da mulher e os gametas utilizados pertençam ao próprio casal. As técnicas em que a fertilização ocorre fora do corpo da mulher, com a respectiva manipulação do embrião, são condenáveis por desrespeitarem o processo de fecundação natural que deve ocorrer no interior do ventre materno. Além de esses procedimentos exporem os embriões ao risco de serem descartados, criopreservados ou utilizados em experimentos, podem possibilitar a comercialização de corpos e de almas, atitude essa escatologicamente prevista e condenada nas Escrituras. Condenamos as técnicas reprodutivas que requerem o descarte de embriões e doação. Rejeitamos a maternidade de substituição, mediante a qual se doa temporariamente o útero, por ferir a pureza monogâmica. Não admitimos a reprodução post-mortem em virtude de cessação do vínculo matrimonial: ‘A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor’” (Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.206)

CONCLUSÃO

A valorização da dignidade humana, o direito à vida e o cuidado à pessoa vulnerável são princípios e doutrinas imutáveis do Cristianismo. Em uma sociedade secularizada o cristão precisa tomar cuidado com relativismo e estar alerta quanto às ações de manipulação de sua consciência e o desrespeito à vida humana (1 Tm 4.1,2).

PARA REFLETIR
A respeito do tema “Ética Cristã e Aborto”, responda:

O que é aborto?
O aborto é a interrupção do nascimento por meio da morte do embrião ou do feto.

Fale sobre o conceito bíblico de aborto.
Na lei mosaica, provocar a interrupção da gravidez de uma mulher era tratado como ato criminoso (Êx 21.22,23).

Fale sobre como o aborto era visto na História da Igreja.
“O ensino dos dez apóstolos” (século I), chamado de Didaquê, condena o aborto: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido” (Didaquê 2,2).

Segundo a lição, e de acordo com a Bíblia, quando a vida começa?
A Palavra de Deus ensina que a vida inicia na fecundação (Jr 1.5).

Qual a implicação ética em relação ao aborto no caso de estupro?
A questão ética relaciona-se ao fato de que um crime não pode justificar outro crime. Para os cristãos o ensino bíblico é claro: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.21).

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 74, p38.  Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Adultos, professor, Valores Cristãos – Enfrentando as questões morais de nosso tempo, Comentarista Douglas Baptista, 2º trimestre 2018.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Baixe meu livro digital “Vencendo as tempestades da vida!”

Vencendo as tempestades da vida!”

Baixe no link no final desta página o meu e-book, “Vencendo as tempestades da vida!”, um livro digital que vai te ajudar a vencer todas as tempestades que surgirem na tua vida.

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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Ele te socorre e faz a tempestade cessar

Jesus estendeu imediatamente a mão, segurou-o e lhe disse: “Homem de pequena fé, por que duvidaste?” Assim que ambos entraram no barco, cessou o vento. (Mateus 14.31-32)
Ele te socorre e faz a tempestade cessar

Para concluir nossa série de mensagens baseadas na tempestade que pegou os discípulos em mar aberto, desta vez longe do Mestre, que ficara em terra firme e estava no monte orando, enquanto seus companheiros remavam contra o vento forte e as ondas que tentavam de todas as formas afundar a embarcação, Deus colocou no meu coração esta mensagem com três palavras proféticas para tua vida!

01 – Aprenda obedecer para viver grandes milagres
02 – Em silencio Ele está cuidando de você!
03 – Quando os ventos são contrários
04 – Ele está acima dos teus problemas
05 – Na maior dificuldade o Senhor irá te surpreender!
06 – Não se preocupe, Jesus chegou para solucionar a tua crise!
07 - Chegou o momento de viver um grande milagre
08 – Os ventos fortes da vida
09 – Tem vontade de pregar, mas tem vergonha de falar em público?


A primeira palavra é baseada no fato que enquanto os discípulos remavam, Jesus orava. Tem alguém orando por você! Talvez você não acredite, mas há pessoas que oram por você sempre, que não conseguem por o joelho no chão para orar sem lembrar-se do teu nome.

Você não está sozinho nesta luta, você não está sozinho nesta tempestade, Deus levantou pessoas que estão orando por você e se você quer aumentar o numero de pessoas que oram por você, entre na minha página do facebook, mande uma mensagem fazendo seu pedido de oração que nossa equipe de intercessores estará orando por você.

A segunda palavra profética é: O Socorro está ao teu alcance. Note que quando Pedro viu Jesus, ele não o reconheceu, isso nos leva a entender que eles estavam a uma distancia acima de dez metros, ou seja, longe o suficiente para o discípulo não reconhecer o mestre. Pedro começa a caminhar sobre as águas, o escritor do evangelho não relata o quanto ele caminhou, quantos passos ele deu, mas há algo muito interessante neste versículo que vai trazer um novo ânimo para a sua vida.

Mateus foi enfático em dizer que quando Pedro teve medo ele clamou: “Mestre, me salva!” e o Senhor estendeu a mão e o segurou. Jesus não andou em direção a Pedro, Jesus estava perto o suficiente para apenas estender a mão e o salvar.

Não fique preocupado, não fique ansioso, não perca a paz do seu coração, o teu socorro está a distancia de um braço. Está difícil? Clame ao Senhor agora, Ele vai estender a mão e te livrar desta situação que está tirando a paz do seu coração e a alegria da tua vida!

O mestre não está longe, Ele nunca se distanciou de você! Faça o que ensina o profeta Jeremias: “Clama a mim e responder-te-ei!” (Jr. 33.3), a resposta dEle sempre será pronta e o socorro na hora da necessidade.

Por fim, Jesus toma Pedro pela mão, os dois entram no barco e no mesmo instante o mar e o vento se acalmam. Acredito que aqui passou um filme na cabeça dos discípulos de Jesus, pois o que estava acontecendo era muito parecido com o que descreve o versículo 9 do  Salmo 89: “Tu dominas o ímpeto do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as fazes aquietar”, creio eu que se eles tinham alguma duvida sobre a divindade de Jesus, essa duvida caiu por terra neste exato momento.

Esta é terceira palavra profética que tenho para você nesta pequena mensagem. Quando Jesus entrou no barco o mar e o vento se acalmaram. Quando Ele entrar por completo na tua vida, este setor que está bagunçado será ordenado, onde falta paz será apaziguado, onde tem doença entrará a cura, onde tem tristeza entrará a felicidade verdadeira, a amargura, a ansiedade, a depressão, esse vazio que existe em teu peito, baterão em retirada e você passará a viver a melhor fase da tua vida. Sabe aquele dia que você foi muito feliz que nem consegue esquecer, pois você será mais feliz ainda daqui pra frente!

Há um tempo novo chegando para tua vida, depois desta tempestade a bonança chegará para ficar e, não é simplesmente porque você leu minhas mensagens não, é por que através delas Deus falou com você e a partir de hoje você mudará em muitos setores e sua atitude diante das tempestades será outra.

Se prepare para viver este novo tempo!

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