terça-feira, 30 de setembro de 2014

O Deus que eu sirvo “É”

Prezado leitor, quero aqui me embasar no texto de Êxodo, capítulo 3, primeira parte do verso 14 que assim diz: E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Talvez seja esta uma das grandes verdades que por mais que afirmamos ter compreendido, ainda falta muito para chegar a uma plena compreensão.

Se observarmos o que a Bíblia nos revela no texto de Gn 22, onde relata a história do possível sacrifício de Isaque, veremos que Abraão já havia compreendido essa verdade. Abraão, homem chamado e separado por Deus é um claro exemplo de muitos cristãos cotidianos, se observarmos profundamente a sua história veremos que era só o “sapato apertar” e lá estava o nosso paizinho da fé indo se refugiar da fome no Egito, e o que é pior, sem consultar ao seu Deus, apertava novamente e lá estava ele mentindo, ou contando meias verdades.

Embora Abraão tenha sido de todo um homem de Deus, a sua ficha só veio a cair de fato a partir do nascimento do filho, prometido pelo seu Senhor e esperado por um tempo maior do que a vida de muitos dos leitores.

Isso se mostra com maior clareza no texto de Gn 22. Imagine você, Deus dá o filho, diz que dele suscitará uma grande geração e de repente pede para sacrificá-lo.

Algumas pessoas descrevem a viagem de Abraão, saindo de sua terra e indo até o monte Moriá como sendo uma viagem cheia de dúvidas, indagações, incertezas e até depressão.

Mas o Espírito de Deus revela ao meu coração que nada disso houve, aquela foi uma viagem de certezas, Abrão conhecia e sabia quem era o Deus que ele servia! Dois eram os motivos que davam segurança:

Primeiro a questão que Deus não aceitava sacrifício humano, então não poderia permitir a consumação deste.

Segundo, Deus havia prometido suscitar de Isaque uma grande geração, sendo sacrificado, morreria a promessa. Afinal de contas, quando Isaque notou que algo estava errado, pois faltava o principal elemento do sacrifício, o cordeiro, e questionou isso, Abraão foi muito seguro em responder “ Deus proverá para si o cordeiro” ele sabia que Deus queria que ele sacrificasse o filho apenas no coração, que nada mais, nem mesmo o filho da promessa, tivesse papel maior que Deus em sua vida.

Volto um pouco apenas para fazer um aparte, eu, particularmente não acredito que o verdadeiro cristão possa sofrer do mal chamado depressão, crente pode ter depressão, mas cristão não, quem está envolvido com a obra de Deus, não consegue viver deprimido, o único significado para a palavra depressão em sua vida é quando se lembra da panela, panela “de pressão”!

Outro texto que me mostra que Deus É e não muda é o texto de Josué 8 quando Deus entrega a cidade de Ai nas mãos do seu povo.

O texto me leva a crer que aquela cidade e o seu povo estavam acostumados a grandes guerras, por isso era fortificada, e mais, estavam acostumados a vencer as guerras, a dizimar os inimigos, pois as suas muralhas continuavam em pé, com certeza possuía um exército invejável, arqueiros de ótima pontaria e estratégias infalíveis para vencer as batalhas.

Deus então prega uma peça naquele povo, manda que um batalhão se esconda perto da cidade, e outro apareça pela estrada caminhando em direção a Ai, pois quando os seus defensores os vissem sairiam ao encontro para o combate.

O quesito obediência foi fator preponderante nesta batalha do povo de Deus, pois assim como Deus ordenou, Josué conduziu seu exército, exército de camponeses.

Vamos olhar as coisas com outra visão, eu sei que se nem você nem eu somos estrategistas de guerra, mas acredito que nenhum de nós sairia de dentro da proteção das muralhas de pedra para lutar em campo aberto! O rei de Ai também não o faria, esperaria com os seus arqueiros no muro, nas torres e quando o povo se aproximasse seria recebido sob uma forte chuva de flechas. Mas o que estava com aquele povo era muito maior que a estratégia daquele rei! Aleluia!

Aconteceu conforme o Senhor havia dito a Josué, o rei convocou a todos para saírem em perseguição daquele inimigo que se aproximava, a ponto da cidade ficar vazia. O batalhão do povo de Deus que estava próximo à cidade entrou, tomou posse da cidade, de suas muralhas, das armas fixas e de toda a fortificação.

Então aquele rei caiu em si e viu a besteira que havia cometido, quando tentou voltar, foi pego entre dois fogos e pereceu ele, seu povo, seu rebanho e toda a sua cidade.

Josué poderia duvidar como muitos duvidam na hora de começar sua batalha, seja ela qual for. Mas ele sabia que quem o protegia, guiava, lutava por ele era o Deus que É e não muda!

Em outra ocasião, o povo de Deus fez o que era mal aos olhos de seu Senhor, e Este lhes multiplicou os seus inimigos, diz a bíblia que desciam como nuvens de gafanhoto sobre tudo que pertencia a Israel, devorando e destruindo tudo, Deus então, como não muda, procura um jovem que estava justamente tomando providências para esconder sua colheita dos inimigos, e lhe indica para ser o libertador daquela situação.

Sabe qual foi a posição daquele homem? De dúvida, como temos as vezes diante do que Deus nos fala, se é para ser fácil ou para o nosso bem fazemos o que? Captamos a mensagem! Agora se é trabalho, sacrificante ou difícil dizemos assim: Onde estou com a cabeça para pensar tal coisa! Juízes capítulos 6, 7 e 8 nos conta a história desse jovem, de nome Gideão, quando você ler esta história, verás que mesmo Deus mostrando que estava na obra, foi preciso uma pedra clamar, como disse Jesus em Lc 19:40, ou seja um incircunciso, ímpio, um não crente revelar-lhe os mistérios de Deus.

Deus não muda, amado leitor, creia você ou não!

Quando Gideão decide assumir papel de líder naquela batalha, Deus abre as portas, e pelo menos 32.000 homens de guerra se reúnem para a batalha, então o Senhor diz a Gideão, se este exército vencer, acharão todos que foi por sua própria força, é muita gente! E ordenou: Agora, pois, apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for medroso e tímido, volte, e retire-se apressadamente das montanhas de Gileade. Então voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram. Medido e pesado, Deus ainda julgou ser muita gente e deu-lhes mais um teste para ser cumprido: E fez descer o povo às águas. Então o SENHOR disse a Gideão: Qualquer que lamber as águas com a sua língua, como as lambe o cão, esse porás à parte; como também a todo aquele que se abaixar de joelhos a beber. E foi o número dos que lamberam, levando a mão à boca, trezentos homens; e todo o restante do povo se abaixou de joelhos a beber as águas. E disse o SENHOR a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam as águas vos livrarei, e darei os midianitas na tua mão; portanto, todos os demais se retirem, cada um ao seu lugar.

As vezes você tem olhado para sua igreja e notado a falta deste ou daquele irmão, se você continua firme, dê glórias a Deus, pois Ele não muda e continua a aperfeiçoar o seu povo e você é um dos escolhidos para continuar servindo.

Amados, Deus não muda e não deixa você sem resposta nem despede sem benção aquele que busca em Seu altar.

O profeta Elias é o exemplo bem claro disso no texto de I Reis 18, verso 36 até o final do capítulo, quando todos duvidavam, ele clamou ao seu Deus e Ele o ouviu dos céus e mandou fogo para atender este simples pedido, fogo com proporções sobrenaturais, capaz de consumir pedras e até água.

Posso afirmar, Deus não Muda, Ele era no passado, é no presente e será no futuro o mesmo Deus.

No começo ele aparecia, falava pessoalmente aos homens, quando notou que isto não estava mais dando muito certo, passou a enviar os seus profetas, falava aos profetas e os profetas aos homens, mas essa forma ou estratégia parou de funcionar também, então Ele chegou ao ápice de sua revelação, enviou seu próprio filho, Jesus o Salvador e nós o matamos, digo nós porque fomos nós! Você pode até me assegurar “Foram os judeus que mataram Jesus” ou ainda” foram os romanos que o mataram. E então eu vou colocar uma resposta que sobrepõe todas as suas desculpas. “fomos nós que matamos Jesus”. E você pode ainda me questionar “como pode Jesus ter morrido por mim se eu ainda não havia nascido?” ou então “Como Jesus morreu por meus pecados se eu ainda não havia nascido?” Quero esclarecer que Jesus absorveu todos os pecados dos homens de todos os tempos, os que já tinham vivido e os que haveriam de viver. Ele chamou para si não só os nossos delitos, mas também as nossas dores, as lepras , os cânceres, as angustias, e também a infelicidade de toda a humanidade.

Que fique aqui bem claro, se você rejeitar a Jesus hoje, fazendo pouco caso daquilo que está sendo anunciado, imperativamente você participará da morte de Jesus de duas formas: como criatura pecadora e como quem não o assumiu.

Mas como Deus não muda, Ele reservou uma surpresa para nós, contida em Jo. 14:26- Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

Deus manda o Espírito Santo, fato que começou a ser consumado em atos capítulo 2, verso 4 E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E continua se cumprindo hoje na vida de cada cristão que se predispõe a aceitá-lo como consolador.

O grande problema dessa questão está em aceitar ou não, Jesus foi morto pelo próprio povo de Deus, achando que o filho de Deus não seria da forma que Ele É, e hoje muitos cristãos continuam raquíticos e sem aceitarem o Espírito Santo como Ele É, querem um Consolador nos padrões que cada um molda, e não no padrão de Deus.

Amados, como frisei desde o começo, Deus É, e não muda! Cuide-se com isso para que quando o seu Filho voltar para buscar os que são dEle te ache como descreve o evangelista Mateus no capítulo 24, verso 46: Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo...

Na Paz do Mestre!


Presbítero Cido Silva


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