quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A lei da semeadura

Gálatas 6.7b - Portanto, tudo o que o ser humano semear, isso também colherá!

A Paz, amados.

O texto que o Espírito Santo de Deus colocou no meu coração para esta semana fala exatamente desta lei que não tem como fugir, pois podemos claramente afirmar que o homem pode até escolher o que vai semear, mas o que vai colher não, uma vez que colherá exatamente o que plantou. Neste texto vou utilizar a tradução de King James Atualizada da Bíblia, que considero uma das versões de mais fácil compreensão para o leitor.
Vou retratar melhor este estudo me embasando um pouco na vida de Jacó, mais precisamente nos textos de Gênesis 25, 27 e 29.

01 – Gerado para ser vencedor.

Jacó já foi gerado com o propósito de ser o primeiro, o primogênito e por isso desde o ventre de sua mãe não se conformou com a idéia de ser o segundo, desde lá ela já lutava com o irmão pelo direito de ser o primeiro, tanto é que a Bíblia descreve que Rebeca sentia que os dois lutavam em sua barriga, ao ponto que um dia ele foi consultar a Deus sobre o que estava acontecendo e Ele lhe disse: “Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor. - Gênesis 25:23".

Talvez esta conversa entre Rebeca e Deus tenha deixa nosso Jacozinho mais conformado e se contentado em nascer em segundo, pois sabia que nascendo em segundo, sendo o menor, governaria o irmão. Mesmo assim ele nasce segurando a perna do irmão mais velho, como se estivesse dizendo: “Eu não desisto do que é meu e toda vez que você olhar para trás eu estarei na sua cola, maninho.”

Meu amado irmão, não desista do que é teu, não deixe pra lá, não saia do foco, pois o que é teu tem hora determinada para acontecer na tua vida, apenas não force a barra, pois a lei da semeadura diz que o que você semear, isso também colherá.

02 – Primogenitura a qualquer preço.

Jacó desde seu nascimento estava determinado a ser o primeiro, a ser o primogênito e isso o levava a lutar pela primogenitura a qualquer custo. Precisamos aprender aqui uma lição que mudará nossa vida para sempre, o que Deus prometeu vai acontecer no tempo d`Ele, não importa se será antes ou depois de tuas expectativas, mas o tempo de Deus se cumprirá. Jacó não entendeu isso e preferiu não esperar, tentando com isso acelerar o trabalhar de Deus a seu favor. Sara já havia tentado fazer isso quando Deus lhes prometera o filho Isaque, pai de Jacó, e tudo que Sara conseguiu foi atrasar um pouco mais o agir de Deus.

O nome Jacó, em Hebraico Yaakhov, vem do verbo hebraico akhav “tomar pelo calcanhar” ou “pisando os calcanhares”. Foi assim que nasceu Jacó: “No ventre, pegou do calcanhar de seu irmão” (Gn 25.26). A palavra suplantar, que também é aludido ao Nome Jacó, vem do verbo hebraico akhav, suplantar, dar rasteira. O dicionário Aurélio, define assim a palavra suplantar: “Meter debaixo dos pés; derrubar, prostrar, calcar. Levar vantagem, vencer: suplantar um rival.”. Isso mostra que o próprio nome de Jacó indicava que ele não desistiria de lutar pelo que acreditava que era seu.

Determinado dia ele arma um embuste para o próprio irmão e o pega no episodio do “guisado de lentilhas” Gn 25.29-31. A primogenitura foi comprada, Jacó não enganou, não roubou, não usurpou, não!!! Esaú por sua vez vendeu o invendável, negociou o inegociável, abriu mão daquilo era o mais importante de toda a sua vida. Nos dias de hoje ainda existem irmãos, comprados, lavados, remidos pelo sangue do Cordeiro que vendem sua primogenitura, seus direitos adquiridos com o sacrifício de Jesus na cruz do calvário a troco de qualquer lixo achado por aí. Talvez na hora em que fazem o “negócio” não se atinam para a importância, mas quando arcam com os prejuízos veem que desprezaram o que tinham de mais valioso.

03 – Ajudando Deus.

Chega uma hora que tudo parece perdido na vida de Jacó, determinado dia o velho Isaque, percebendo que partiria desta para a melhor chama seu primogênito, certamente ele não sabia que Esaú Havia vendido a primogenitura e em respeito a sua palavra o primogênito agora era Jacó, o mais moço. Isaque chama Esaú e pede para preparar um guisado com um caça fresquinha que ele lhe abençoaria antes de dizer adeus a esta vida.

Guisado??? Jacó era especialista nisso, era segunda vez que ele iria lutar pelo direito de ser o primeiro usando o famoso “guisado”.

Jacó sabia que o primogênito agora era ele, mas com certeza Isaque não sabia e, na hora de receber a benção Esaú de forma nenhuma diria que havia vendido o direito a primogenitura. Jacó se vê agora diante de uma encruzilhada, ou ele lutava por aquilo que já havia comprado ou corria o risco de perder o que ele mais sonhava na vida.

O que Jacó não contava é que havia uma estranha promessa a seu respeito: “O maior servirá o menor”. Quando há uma promessa de Deus a seu respeito, meu irmão, Ele vai cumprir, Ele não deixa suas palavras caírem no vazio. As circunstâncias podem parecer contrárias, a impossibilidade pode ser maior que as possibilidades, mas as promessas de Deus se cumprem, e se você morrer sem que elas se cumpram, ele vai tirar você da sepultura, vai trazer você de volta à vida, tudo isso para que as promessas d’Ele se cumpram em sua vida.

Deus estava trabalhando de seu jeito para cumprir aquilo que havia falado a Rebeca, quando esta estava grávida. Jacó tenta então dar uma “ajudinha” a Deus quando mente para o próprio pai se dizendo ser Esaú. Ele recebe a benção do irmão, mas com isso ganha um inimigo que passa a persegui-lo diuturnamente. A perseguição o faz ele fugir dali para uma terra distante onde vai passar por altos e baixos até ter um encontro verdadeiro com Deus.

04 colhendo o que plantou.

Jacó vai para uma terra distante, seguindo as ordens de seu pai, o velho Isaque, que o abençoou mais uma vez “Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, teu avô materno, e casa-te com uma das filhas de Labão, irmão de tua mãe! Que El-Shaddai, o Deus Todo-Poderoso, te abençoe, que Ele te faça frutificar e multiplicar, a fim de que te tornes uma grande comunidade de povos! Que Ele te conceda, bem como à tua descendência, a bênção de Abraão, a fim de que possuas a terra em que vives e que Deus deu a Abraão! – Gn 28. 2-4”.

Amado, eu tenho uma notícia que talvez não deixe você muito animado, tudo que você plantou você será obrigado a colher, você pode até mudar a semente que você está semeando para mudar a próxima colheita, mas aquilo que você semeou, isso você terá que colher. Foi assim que Jacó chegou em Padã-Arã e se enamorou da prima, Raquel. A Bíblia diz que ele a amou de tal maneira que topou trabalhar sete anos para o tio, Labão, como o dote para o casamento.

Acontece que passado sete anos, Jacó vai a Labão e cobra o casamento, no que foi prontamente atendido, depois de tudo organizado, cumprido as formalidades, o casamento é realizado e no escuro Jacó recebe sua tão amada Raquel. Ele estava tão apaixonado que nada percebeu durante a noite de núpcias, mas o amanhecer do dia, ele olha e vê que não era sua amada que estava na cama do seu lado e sim a primogênita, Lia.

Jacó deve ter revivido ali o dia em que no escuro ele se passou por Esaú e enganou o pai, já velho e com a visão comprometida, ele estava colhendo o que plantara. Quando ele se lembrou que Lia era a primogênita de Labão, ele deve ter se lembrado que com um prato de guisado ele comprou a primogenitura do irmão, queria o direito a primogenitura qualquer custo e agora teria que aceitar a primogênita como pagamento pelo seu trabalho de sete anos. Estava colhendo o que plantou!

No outro dia ele vai até o sogro e este explica que por costumes, a filha mais velha teria que se casar primeiro. Ele deve ter engolido calado, pois sabia que Deus estava devolvendo a colheita do que plantara no passado. Mas ele havia trabalhado sete anos por Raquel e como tudo que se planta, colhe, o sogro Labão fala pra ele: “termina esta semana de núpcias e te darei também minha outra filha como prêmio por todo o trabalho que farás em minha casa durante outros sete anos! - Gn 29.27”. Uma semana depois ele estava se casando com a amada Raquel, por quem trabalharia mais sete anos, era Deus provendo a colheita de sua semeadura.

Conclusão

Amado irmão ou irmã que está lendo este conteúdo, a colheita é inevitável e independente do que você semear, você será obrigado a colher. Hoje Deus está te dando uma nova oportunidade, a oportunidade de escolher um novo tipo de semente para semear, pois a colheita está próxima e será abundante. Não atrase o agir de Deus na sua vida, semeie uma boa semente e tenhas uma colheita maravilhosa.

Nota: Jacó não casou com Raquel no final de 14 anos e sim no final de sete anos e uma semana. Há um grande erro em pregações que tenho ouvido e quero destacar aqui, sobre o casamento de Jacó, primeiro ele é enganado pelo sogro e casa com Lia, uma semana depois ele casa com a mulher que amava, Raquel. Uma semana depois??? Sim, uma semana depois!!! É claro que você, assim como eu já deve ter ouvido varias pregações onde o “teólogo” dizia que Jacó trabalhou sete anos, no final desse prazo, ao invés de receber Raquel, recebeu Lia em casamento, depois disso ele trabalhou mais sete longos anos para no final deles receber a amada Raquel. Mas isso não é bem a verdade.

Já ouvi pregadores falando do sofrimento, do desgosto de Jacó em ter que esperar mais sete anos para se casar com Raquel, da espera de 14 anos que parecia não ter fim, quando finalmente Labão, seu sogro, cumpre o que foi acordado 14 anos atrás. Está errado.

Veja bem, Jacó e Labão fazem um trato, o primeiro trabalharia sete anos para o segundo e como salário receberia Raquel como esposa. Passados sete anos ele chega no sogro e cobra que o acordo seja cumprido, Labão aceita cumprir a proposta e casa Jacó com sua filha. Ao amanhecer o dia Jacó viu que se tratava de Lia e não de Raquel, conforme o combinado. O que ele faz??? Vai reclamar com o sogro, este explica que não podia casar a filha mais nova antes da mais velha, mas que ele podia casar com a mais nova e por ela trabalharia mais sete anos. Para tanto, Jacó deveria cumprir a semana de núpcias de Lia e então se casaria com Raquel. Ou seja, o casamento seria dali uma semana e os próximos sete anos ele trabalharia para paga-la.

Vamos ver o texto bíblico: “Chegou a manhã, e eis que Jacó percebe que havia dormido com Lia. Por isso saiu correndo e reclamou com Labão: “Que foi isso que me fizeste? Não foi por amor a Raquel que eu servi em tua casa? Por que me enganaste?” Labão ponderou: “Ora, não é tradição em nossa região casar-se a filha mais nova antes da filha mais velha!” Todavia, termina esta semana de núpcias e te darei também minha outra filha como prêmio por todo o trabalho que farás em minha casa durante outros sete anos!” E Jacó anuiu: concluiu a semana de núpcias com Lia e Labão lhe concedeu esposar sua filha Raquel. E Labão também entregou sua serva Bila a sua filha Raquel, para que se dedicasse ao serviço dela. Então Jacó se uniu conjugalmente a Raquel e a amou de todo o coração, muito mais do que a Lia; ele serviu na casa de seu tio ainda outros sete anos.- Gênesis 29:25-30.”.

Na Paz do Mestre!

Presbítero Cido Silva

Manual do Pregador

7 Passos Pregação Evangélica

Guia do pregador Iniciante

Teatro Evangélico KIT

CRISE, um passo para o seu crescimento espiritual

Vídeo aulas de suporte teatral

Seguidores

Mais lidos